Capítulo 10







Aquela chuva boba
Tornou-se uma nova ilusão
Imagine todos os sonhos
Caindo pelas sombras

Aquela expressão boba
Explodindo em medos
Confundindo-se com a chuva
Lágrimas caem de seus olhos

Eu confundo a chuva com memórias
Eu confundo a chuva com minhas memórias
Eu confundo a chuva com memórias

Rain and Memories - Paul Denver
❤🎶

Espero que gostem.
Desculpe qualquer erro.
Boa leitura!

~♡~

NICHOLAS BARRETO

   A todo momento algum ser humano tenta desvendar o universo, em busca de descobrir coisas novas e ainda inexistentes.

   Porém, elas estão ocultas, escondidas numa profunda cratera, a ilusão. O que nos resta são pobres teorias, tão vastas e ao mesmo tempo tão pequenas.

  Umas das, é a teoria do Big Bang, que basicamente explica que entre 14 e 15 milhões de anos atrás, toda a matéria do universo (incluindo o próprio universo) estava concentrada em uma área extremamente pequena, até que explodiu em um evento violento a partir da qual começou a expandir.

   Toda essa matéria, comprimida e contida em um só lugar, foi acionada depois da explosão e começou a se expandir e se acumular em diferentes partes. Nesta expansão, a matéria aos poucos se agrupou para dar lugar às primeiras estrelas e galáxias, formando o que chamamos de universo.

  Sou um garoto como alguns e diferente de outros, com uma curiosidade incrível por coisas novas.

Curioso o bastante para arriscar e duvidar de tais teorias.

  E, justamente com essa minha curiosidade absurda fiz uma descoberta que vai contra todas as outras, que burla o inexiste, o surreal, e é quase que inacreditável.

Menos pra mim, porque agora eu sei a verdade. 

~♤~

  Família Barreto e Andrade, de renomados advogados e empreendedores, à médicos e comerciantes. Meus pais, Carina Tavares de Andrade Barreto e Marcos Felipe Barreto Guimarães, nomes de destaque de concorrência – nacional e internacionalmente, se conheceram ainda na faculdade em São Bernardo do Campo- SP, numa das palestras de um professor que ambos tinham aula. Viraram amigos, depois começaram a se relacionar e mais tarde já estavam no altar, trocando alianças e iniciando uma nova vida, juntos.

   Anos depois tiveram seu primeiro filho, meu irmão mais velho, Willian. Já formados começaram a exercer sua profissão, crescendo mais e mais na área de advogados, que, por uma recomendação do chefe deles, receberam uma ótima proposta para trabalhar fora do Brasil, no exterior, em Londres. Com o propósito de crescer cada vez mais no ramo de advocacia, aceitaram a proposta.

   Deixando no Brasil meus avós maternos e minha tia Carla, irmã da minha mãe. Os pais do meu pai já haviam falecido, deixando ele e seus dois irmãos, meu tio Antônio Carlos( o mais velho), que mora no Rio de Janeiro e Matheus (o do meio), que vive no estado de Minas Gerais.

  Meu pai acabou sendo acolhido pela família da minha mãe.  Meus avós, vivem em Campinas -São Paulo-, e minha tia mora no interior do Maranhão, numa pequena cidade.

  Se despediram dos parentes e viajaram para a Capital da Inglaterra e Reino Unido, lá  se estabeleram e começaram a crescer na nova empresa, com esforço e determinação. Com o passar dos anos acabaram por virar sócios da mesma.

   Conquistando tudo aos poucos ergueram a sua própria empresa de advocacia, que é famosa e reconhecida até hoje.

   Foi nessa fase de novidades que dois membros foram adicionados a família Barreto, eu e meu irmão, Vinícius. Tendo os privilégios de ser de família classe alta, sempre estudamos nos melhores colégios, além de fazer de vez em quando, quase nunca, viagens em família.

  E foi exatamente numa dessas viagens que minha visão sobre o mundo mudou, literalmente.

Tudo aquilo que eu sempre acreditei e gostei, não passava de uma mentira.

~♤~

15 de Agosto de 2013

   Era a semana em que eu completaria meus quinze anos, terceira semana do mês de Agosto. Sem querer um festa, Vinícius teve a ideia de irmos comemorar com uma viagem, para alguma praia na qual nunca fomos. O que era bem fácil, geralmente ficávamos mais no meio dos edifícios e daquela confusão da cidade, e raramente saímos pra algum outro lugar mais calmo e tranquilo.

   Meus pais escolheram ir para a East Beach, uma praia de areia e mar calmo que fica na cidade de Littlehampton, média de 1 hora e 42 minutos de viagem de trem de Londres até ela. Super comentada por ter pequenas piscinas naturais para ver animais marinhos, lugares próprios para mergulhos, onde era possível observar os belíssimos recifes de corais. E uma orla que possuía gramado para piqueniques e brincadeiras com bola, além de várias  pedras de variados tamanhos espalhadas por quase toda a extensão da areia.

   Alugamos umas das várias casas próximas da praia para no máximo uma  semana, era o tempo que meus pais podia tirar de "folga". Óbvio que  mesmo assim eles não desgrudavam do serviço, recebendo ligações e e-mails direto.

  Eu não podia reclamar, já tinha me acostumado a isso, eles nunca iam mudar, até parecia que só existia trabalho e mais trabalho, como se fosse um mantra que eles não paravam de repetir mentalmente.

"Trabalhar sempre, parar jamais."

  Bom, pelo menos eu tentava aproveitar o máximo possível a companhia deles quando não estavam no modo operantis.

  Chegamos na cidade por volta de onze horas da manhã, nos  acomodados na casa, almoçamos e depois de descansar um pouco da viagem partimos rumo ao encontro da maciez da areia e da calmaria que o mar trazia. Alugamos uma barraca perto de um dos vários quiosques.

  Enquanto eu e meus irmãos curtiamos a deliciosa água salgada, meus pais ficaram debaixo da barraca atolados no trabalho, sem se quer aproveitar.

"Como sempre!"

  Sem ter muito o que fazer por eles, deixei de lado, antes eu até tentava chamar a atenção pra se divertirem conosco, mais depois de um tempo meus irmãos me falaram pra desistir, não adiantava. Nunca ia adiantar, eles não mudariam, pelo menos não tão cedo.

~♤~

  Os dias passaram numa velocidade incrível, quando percebi já era o último dia da viagem, e mesmo que tenha passado rápido aproveitei cada minuto ali. Visitei o recife de corais e me encantei por cada parte, nadei até cansar, e ainda peguei um belo bronzeado.

Comemorar meus quinze anos curtindo esse lugar não havia sido ruim como pensei que seria. Foi melhor.

   Quando o sol já se encontrava no final do horizonte decretando o perecer de mais um dia, resolvi explorar pela última vez aquela incrível paisagem. Retirei meus chinelos sentindo a frieza da areia sobre meus pés e comecei a caminhar pela borda da praia, bem próximo do mar. Perdido em pensamentos não notei que havia chegado a uma barreira de pedras, que tão pouco havia percebido. Devia ter uns quatro a seis metros de altura, em cores bem diversificadas, que variavam de um azul escuro quase preto, marrom claro e riscos pretos num tom brilhante.

  Olhei ao redor da praia percebendo que só haviam poucas pessoas andando por ali. Voltei a observar a curiosa muralha de rochas a minha frente intrigado, levei meus dedos até sua estrutura sentindo sua textura áspera e em alguns pontos lisa.

  Curioso por aquela mudança de textura, continuei a acaricia-la. Parei meus dedos num ponto um pouco mais diferente, parecia possuir uma transparência escura, quase como uma proteção de vidro de carro, daqueles bem escuro. Quase impossível de ver quem estaria dentro do automóvel.

  Achando curioso e bem interessante aquilo, foi que eu vi, quase que como se ele estivesse se mostrando somente pra mim, como se eu  fosse tipo um escolhido.

E como dizem: " A curiosidade matou o gato".

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