68- Fissuras

Eu talvez esteja buscando amigos
Por fissuras erradas, adentrando o medo,
Amanheci com meu coração e seus espinhos
Para certas amizades eu despertei cedo.
Através de fissuras vejo o subir de serpentes
Mordendo meus dedos, me injetam veneno,
Contudo meu sorriso brilha perfeitamente
Por não inferir que acontece no meu terreno.

Estou em um tipo de campo aberto,
Mas sobre meus pés há uma grande pedra
Que de outra realidade me faz sentir perto,
Dou certos passos cuidadosos nesta terra,
Pois ela está repleta de grandes rachaduras,
Vejo outra vez serpentes saírem delas
Fissuras se expandem ao cair da chuva.

No centro a chuva me faz perder a visão,
Então chamo de amigos, serpentes
Hematomas surgem em meu coração
E eu vejo o toque perigosos em minha mente,
O pior que tomo decisões erradas
Isso abre feridas que não serão sanadas,
Eu vejo o piso e suas fissuras
Tentando fugir das grande aberturas.

O veneno me faz fraco,
Mesmo assim tenho que fugir daqui,
Me arrasto através de machucados
Para que essas fissuras não possam me ferir,
Mesmo com luta elas me puxam para chão
Serpentes conseguiram me destruir
E assim caio em um buraco de solidão.

15.07.2019

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