CAP. 17 - Tem quem queira
Já faz quase duas semanas que não a vejo. Depois de me expulsar de sua casa, dizer tão friamente que estava se fudendo para o que sentíamos, eu me vi realmente puto com ela. Acho que a Julia não é tão inocente nessa história toda. Ela é cruel, muito cruel.
Estou a par da melhora do Rafael através da Mari. Sim. Eu estou saindo com ela. Não. Não estamos trepando. Ela é uma companhia agradável, inteligente e engraçada. Tem assunto pra tudo, mas ainda não tirei a filha da puta da Julia da minha cabeça. Mesmo depois de todos esses dias ainda sinto muita raiva dela por ter abdicado de sua felicidade, por ter ignorado todo o amor que eu ofereci por causa daquele cara. Em uma das vezes que sai com a Mari, fomos num barzinho muito bacana com musica ao vivo, ela não parava de falar como a Julia era uma mulher maravilhosa e amorosa com seu irmão. Não largava ele um minuto, passou quase todas as noites no hospital, e agora que já estão em casa, ela cuidava dele com muito carinho e dedicação.
Também fiquei sabendo por ela, que a Julia não se dava muito bem com a sua mãe, e mesmo morando na mesma cidade, se viam no máximo quatro vezes por ano. Ela gostava mesmo era do pai e da madrasta, que moram em Santos.
Ontem foi a primeira vez que a vi na empresa desde que me trocou de setor. Eu estava saindo do elevador e ela entrando com seu novo assistente. Ela ficou branca quando me viu e eu também tremi. Foi muito rápido, mas consegui ver que ela continuava linda e muito gostosa. Conversava muito animada e quando me viu percebi seu desconcerto. Rá! Achei ótimo. Eu consegui disfarçar muito bem e a cumprimentei com a cabeça e dei um sorriso bem educado, como se não tivesse nem ai pra ela. Ela não teve reação e me senti por cima. Mas isso é pura encenação, sinto muito a sua falta; como jamais senti de alguém.
Ontem a Mari ligou me convidando para jantar em sua casa. Logo perguntei se a Julia e o Rafael iriam porque não queria encontrá-los. Mas disse que não, seria somente nós. Ufa, alivio.
Quando a Julia inventou que eu era um amigo do Rafael , não pensamos nas consequências disso, pois a Mari sempre me perguntava porque eu ainda não tinha ido visitá-lo. Dei milhões de desculpas. A Julia também deve ter ficado em apuros com isso.
- Nossa! Fio fio! Você conseguiu se superar, está muito lindo Nando.
- Obrigado, mas é você quem está incrível. _ Vou jogar seu jogo. Ela se atira, tá doida pra trepar e eu começo a pensar nesta possibilidade. Afinal, ela é um mulherão! Está com um vestido listrado preto com prata super justo, ressaltando belas curvas. Impossível não ficar atraído.
- Minha mãe vai ficar babando em você, vou ficar com ciúmes! _ Dá um risadinha.
- Que isso! A dona Lídia! Não me faça rir Mari!
Um pouco antes de chegar em sua casa, ela comenta:
- Ah, minha mãe convidou de última hora o Rafa e a Ju. Achei ótimo a gente se encontrar assim, num clima família!
QUE????? To fodido! Como vou fingir que sou amigo daquele cara?
- Boa noite meus queridos! Seja bem vindo à nossa casa Fernando!
- Boa noite Dona Lidia, Seu Renato. Obrigado pelo convite.
- Oi Mamys, papys. Cadê a Ju e o Rafa? Não chegaram?
- Já estão chegando. Leva o Fernando para a sala que eu estou terminando umas coisinhas com a Vanessa na cozinha. Fique a vontade Fernando!
- Eu vou mostrar para ele minha coleção de vinil mãe. Quando o pessoal chegar me chama. Vem comigo Nando. _ ela puxa minha mão.
- Deixa a porta do quarto aberta.... _ Lidia grita quando estamos subindo as escadas. Acho que fiquei vermelho.
- Ai, minha mãe fala como se eu tivesse dezesseis anos. Esquenta não Nando.
Ela tinha comentado que tem muitos discos de grandes bandas nacionais e internacionais, como The Beattles, Etta James, Chico Buarque e Legião Urbana. Eu fiquei curioso, pois gosto muito de música e a acho muito nova para ter um gosto tão peculiar. Sua coleção é realmente de tirar o fôlego. Uma prateleira acima de uma mesa comporta mais de dois mil discos em ótimo estado de conservação, considerando que alguns têm mais de cinquenta anos.
Enquanto conversamos e ela me fala de como comprou alguns Lp's raros, e de suas viagens internacionais, ela se levanta da cama, tira um disco da minha mão e chega bem perto de mim:
- Acho que já deu tempo de nos conhecermos um pouquinho mais, né? O que você acha de deixarmos a conversa pra depois? _ Ela da uma mordidinha no lábio e meu pau da um sinal de vida com a proximidade do seu corpo. Estou sem sexo desde que a Julia me deixou e nesse momento, se tivesse tempo, arrancaria sua roupa e a comeria em cima dessa mesa mesmo. Ainda pensando no que faria com ela, sinto suas mãos na minha nuca e ela puxa de leve meu cabelo, chega com os lábios bem perto dos meus e o chupa. Eu já estou explodindo de tesão, e essa brincadeira toda já deixou meu pau bem apertado na calça. Puxo sua cabeça e a beijo intensamente, com muito desejo. Ela arfa e eu me viro, colocando-a em cima da mesa, onde estão vários discos espalhados. Seu vestido sobe e incontrolavelmente passo a mão nas suas pernas perfeitamente lisas. Ela joga a cabeça para traz e geme.
- Nando.... não imagina como eu te imaginei assim.... quando estava sozinha na minha cama.... e só tinha a mim mesma e meu toque...._ Suas palavras acenderam mais o meu fogo até que:
- Mariana!!! Seu irmão chegou!
Eu a desço da mesa e fico sem graça com minha falta de controle. Meu coração acelera muito ao pensar que vou encontrar com a Julia em poucos minutos. A Mari é deliciosa, beija que é uma beleza, mas meu coração já tem dona.
- Espera aqui, que eu vou ao banheiro retocar a maquiagem.
- Olá gente! Que bom que vocês vieram! _ Estamos descendo as escadas de mãos dadas e de onde a Julia está, nos vê perfeitamente. Ela olha para nossas mãos e depois para mim. Um misto de surpresa e choque está estampado na sua face.
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