Capítulo 3 - Os diários

Todos estavam sentados na mesa de jantar, a conversa estava animada. Meus pais riam de algumas historias que Luciano contava a eles. Ele já era praticamente da família se já não fosse. Ele vivia mais em minha casa do que na própria, quando eu acordava de manhã para tomar café ele estava na sala vendo teve esperando que eu acorda-se e o mais estranho era que meus pais não se importavam com isso, e quando ele se atrasava meus pais se preocupavam com ele. Era esquisito e ainda é. Pelo menos para mim.

“Eu não tenho pais normais.” – conclui em meio a um sorriso.

Gabriel estava ali também participava da conversa animadamente, mas parecia que algo o incomodava. E isso me deixava preocupado de verdade. Mas isso era algo que depois eu iria descobrir. Bem nos últimos meses Gabriel havia entrado na sua pós graduação o que o deixara muito feliz e sem tempo para muita coisa, ele me visita sempre que da, mas a pós esta sugando muito ele.

- Então Gabriel como esta indo na pós? – perguntei.

- Bem – ele disse em meio a um sorriso.

- E não anda pegando ninguém lá? – Luciano jogou a pergunta descaradamente.

Gabriel ficou vermelho e abaixou a cabeça.

- Espera um pouco. – eu disse – O que eu não to sabendo? – olhei para Luciano que fez cara de quem não sabia de nada.

Olhei para os dois ate que Gabriel sussurrou.

- Bem... Não é um pega. Eu gosto de alguém.

Meus pais riram.

- Mas você já convidou ela pra sair? – minha mãe perguntou.

- Ainda não. Não sei como fazer. – disse ele vermelho como um pimentão.

Olhei para Gabriel e comecei a rir. Luciano aproximou sua cadeira da minha e me abraçou colocando sua cabeça no meu ombro e  dando beijos em minha nuca algumas vezes.

- Isso é serio? – disse ele irônico.

- Amor... – retruquei.

- Desculpa. – disse ele rindo da situação.

- Gabriel é uma garota ou um garoto?

Ele me olhou com os olhos arregalados. Enquanto todos nos olhávamos para ele. Luciano como sempre começou a rir.

- Quero ouvir de você Gabriel. – repeti com um sorriso.

- Você já sabe.

- Não. Você não me falou – disse rindo.

- Não se preocupe querido, aqui ninguém vai julga-lo. – falou minha mãe.

- Alias porque faríamos isso. – disse meu pai.

- Eu sei. Só que tenho vergonha.

- Onde você comprou? – disse – Gabriel você é diferente apaixonado, parece um adolescentes bobo.

- Como você?

- Uuuuuuuuu... Essa doeu... – disse Luciano rindo da situação – Você vai deixar amor?

- Desembucha Gabriel antes que eu enfie esse patê garganta a baixo.

- Iiiiii ameaçou... – Luciano disse gargalhando.

- É um cara.

Todos rimos.

- Não doeu falar isso... – disse colocando um garfo de comida na boca.

Logo a conversa tomou outros rumos e continuou naquele clima feliz. Logo após o jantar todos nós nos reunimos para a lavagem da louça, então era outra conversa animada regada a palhaçadas. Eu poderia dizer que estava feliz. Feliz de verdade. Eu tinha o melhor namorado do mundo. Ele me suporta mesmos nos piores dias. Ele nunca falou nada que me deixasse mal ou que me desanima-se porque como ele mesmo diz:

“A sua felicidade é a minha e se você não fosse tão chato e marrento eu não te amaria” – disse ele em meio a um sorriso enquanto conversamos na minha cama deitados.

Com o passar das horas Gabriel e Luciano se despediram e foram embora. Meus pais me deram boa noite e foram para seu quarto e eu em seguida para o meu. Adentrei o quarto e liguei a iluminaria, me joguei na cama e olhei para o teto com um largo sorriso. Meu telefone toca. Olho para a tela e é uma mensagem de Luciano.

“Estou com saudades. Durma bem meu amor, te vejo amanhã”.

Rio com a mensagem. Eu nunca as respondo, mas ele sabe como eu fico quando as recebo. Ele anda ganhando uma batalha interna a cada dia que passa. E as memórias estão voltando. Lembro-me de praticamente tudo agora, mas algumas coisas estão bloqueadas e ele tem o maior cuidado quando se aproxima de algum assunto.

Levanto-me para tirar a camisa e me deitar, e olho para minha escrivaninha em um dos compartimentos há dois diários. Sento-me no chão e os pego, abro eles e começo a folheá-los. Levanto-me e vou ate a lixeira e os jogo lá. Sigo parta o banheiro para tomar uma longa ducha. Eu não precisava mais de lembranças ruins, estava na hora de escrever novos diários, diários em que era feliz. Feliz de verdade.

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