⊱Vinte e seis⊰
ℳeu coração estava a mil.
Eu havia atravessado a cidade até aqui. Agora subia de elevador até a cobertura para o apartamento de Henrique, enquanto a minha mente não parava de me jogar pensamentos de dúvida, mas eu tentava ignorar todos eles com o máximo de esperança que poderia haver dentro de mim. Apenas saber que Henrique estava apaixonado por mim era o suficiente para me acalmar, enquanto atingia os andares mais altos do prédio rumo à cobertura.
Durante todo o percurso até ali, fiquei me imaginando frente a frente com Henrique, abrindo o meu coração e lhe dizendo que eu agora sabia que estava apaixonado por ele, que havia finalmente dado ouvidos ao meu coração e que não me importava mais nada, apenas o fato de que eu queria estar com ele de todas as formas possíveis. Minha cabeça desejava aquilo e também o meu coração, ignorando qualquer razão que o meu subconsciente quisesse me impor.
Quando as portas do elevador se abriram, o corredor que dava para o apartamento de Henrique parecia muito maior. Talvez o meu nervosismo e receio estivessem me pregando aquela peça, mas não tinha ido até ali para amarelar às vésperas da minha declaração. Mesmo sentindo as minhas pernas tremerem, caminhei para fora do elevador e fui em direção à porta de Henrique. Parei em frente, fitando a porta de madeira polida, erguendo a mão, mas com receio de bater. Não sabia exatamente porque, mas sentia o meu coração congelar com todo o nervosismo que se estabelecia sobre mim.
Ele já disse que estava apaixonado por você, por que você ainda está com medo? Repetia para mim mesmo no intuito de me encorajar a terminar logo com aquela ação que parecia ser a mais difícil de cumprir até agora. O medo me cegara sobre o que eu sentia sobre Henrique, agora mais uma vez poderia colocar tudo a perder. Não sabia exatamente o que eu temia, mas parecia que aquilo iria me consumir de dentro para fora. Me devorar por completo. Não podia deixar aquele sentimento se sobrepor sobre mim.
Respirei fundo ainda com uma das mãos erguidas no ar com os punhos fechados prestes a completar aquela ação. Bati no fim das contas esperando que tudo pudesse dar o mais certo possível. Por alguns instantes eu fiquei ali esperando sentindo o meu estômago se retorcer, como se eu fosse vomitar à qualquer momento, então a porta se abriu e meu corpo inteiro esquentou quando vi Henrique parado bem na minha frente, sem camisa, usando apenas uma bermuda.
― Quando o porteiro falou que era você eu não quis acreditar! ― disse Henrique um tanto distante. ― O que você está fazendo aqui?
― Bem... ― agora as palavras pareciam querer escapar da minha mente. ― Eu queria te dizer uma coisa!
― Tudo bem, pode dizer então! ― disse ele contraindo os lábios e erguendo os ombros.
― Eu queria te dizer que não precisamos nos despedir!
― Olha André, já te disse que não há condições de sermos só amigos quando eu...
― Não! ― interrompi-o. ― Não era exatamente isso que eu queria dizer!
― E o que é então?
― Bem, eu quero dizer que desde que te vi subir a rua em que eu moro com o seu carro, não parei mais de pensar em você! ― confessei. ― Eu não sabia que precisava tanto de você até eu te ver partir de uma vez por todas, porque enquanto você estava comigo eu tinha tudo o que eu precisava!
Fiz uma pausa rindo e mordiscando o lábio inferior olhando para um ponto invisível que apenas eu conseguia focar, enquanto minha cabeça me relembrava das imagens de quando Henrique e eu estávamos juntos. Meu coração se enchia de alegria e eu só entendia cada mais o meu sentimento por ele, fluindo como um rio dentro de mim.
― Meu amigo me disse que se eu tinha dúvidas com relação ao que eu sentia por você, é porque existia algo mais do que eu imaginava. Ninguém invade realmente a sua cabeça se não for tudo para você.
Respirei fundo antes de continuar. Sabia o que tinha que dizer a seguir e talvez apenas aquilo bastasse.
― Henrique Honorato, eu estou apaixonado por você como nunca estive por mais ninguém! ― disse por fim sentindo um peso esvair-se de mim. Peso que até então nem sabia que estava carregando.
A expressão dele ainda era neutra. Talvez ele ainda estivesse assimilando tudo o que eu acabara de lhe dizer. Quando finalmente se moveu, ele cruzou os braços me avaliando, enquanto sorria. Não sabia se era um sorriso de satisfação ou incredulidade pelo que eu disse. Ele não deixou aquilo tão claro assim.
― Não vai dizer nada? ― questionei franzindo a testa ávido pela sua resposta.
― Eu acredito que já falei tudo o que tinha para falar quando me declarei para você no outro dia! ― disse ele por fim de aproximando de mim. ― Além do mais, acredito que um beijo pode falar mais que mil palavras!
Seus lábios tocaram os meus e eu finalmente pude sentir tudo fazer sentido dentro de mim, como se um quebra-cabeça finalmente tivesse sido completado. O beijo dele era intenso, como se sua vida dependesse daquilo, enquanto eu envolvia os meus braços ao redor do seu pescoço me puxando um pouco mais para perto dele. Senti as suas mãos na minha cintura e logo todo o meu fôlego fora roubado por ele.
― Acho que deveria te convidar para entrar! ― disse Henrique entre uma risada.
Ri e voltei a beijá-lo empurrando-o para trás, batendo na porta que se abriu um pouco mais, enquanto entravámos. Com o pé empurrei a porta que se fechou atrás de mim. Continuamos andando e nos beijando até atingir o sofá, onde Henrique caiu sentado. Fiquei em pé na sua frente, enquanto ele mordiscava os lábios me olhando com tesão. Tirei a minha camisa e em seguida a calça. Ele fez um ar malicioso e eu tirei a minha cueca por fim, sentando no seu colo, enchendo-o de mais beijos apaixonados.
Henrique agarrou a minha bunda me puxando para cima. Eu esfregava o meu pau que já estava duro, contra a barriga dele que parecia adorar aquela sensação tanto quanto eu, correspondendo cada beijo meu, cada toque. Nossa respiração se condensando, enquanto nossos corpos se encontravam um no outro.
Henrique beijou o meu pescoço, enquanto eu delirava de prazer. Sua boca desceu até a minha clavícula onde continuou despejando beijos suaves, que me arrepiavam. Ele logo desceu até o meu peito, beijando o meu mamilo, passando a língua, enquanto eu queria mais dele. Sua língua era quente e úmida e trazia uma sensação gostosa para mim. Fiz com que ele voltasse até a minha boca e me beijasse cada vez mais. Nunca pensei que quisesse tanto aquilo.
Henrique pegou o seu dedo maior de todos e resolveu começar a abrir caminho pela minha bunda, enquanto eu gemia bem próximo ao seu ouvido, fazendo-o ficar ainda mais louco. Os meus gemidos o excitavam bastante de modo que não dava mais para ignorar o volume que se formou na sua bermuda. Sabia exatamente o que havia ali embaixo e sabia que queria aquilo mais que tudo, assim como queria Henrique com todo o meu ser.
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