Capítulo 7: O sumiço do celular
Pela manhã, Josh e eu fomos para a escola de carro, junto com nossos pais. Nos aproximamos de nossos amigos, ao chegar, e eles estavam conversando algo sobre Star Wars.
— Os livros são melhores que os filmes! — argumentou Lucy e João revirou os olhos.
— Óbvio que não! No filme, é tudo bem mais real. O livro é só um detalhe adicional, mas o que importa são os filmes! — João discordou de Lucy.
— Ah, João, você nem leu os livros para saber! — retrucou Lucy. João tentou contra argumentar, porém abriu a boca várias vezes e não conseguiu pronunciar nada.
— Ok, você venceu! — se deu por vencido e Lucy deu um sorriso vitorioso.
— Olá, pessoas! A gente está aqui se vocês não perceberam. — ironizei.
— Ah, oi gente! — disse João e eu ri.
De fato, Lucy e João pareciam esquecer o mundo a sua volta quando estavam juntos.
— Para entrar na conversa de vocês, livros sempre são melhores que filmes! — falei e Josh assentiu.
— Ah, gente, ninguém concorda comigo! — João falou com cara de tédio.
— Concordar em que? — Pedro aproximou-se e sentou junto com a gente.
— Os filmes quando são adaptados são melhores que os livros! — João falou com a esperança de que Pedro concordasse com ele.
— Nunca! Os livros sempre serão melhores do que adaptações, isso você pode ter certeza! — João suspirou e nós rimos dele.
Todos começaram a conversar assuntos aleatórios e eu apenas fiquei quieta enquanto o sino não tocava. Lucy me chamou para irmos ver um livro pra ela na biblioteca e nós fomos.
— Agora você pode me explicar o que tem contra o Pedro? — perguntou Lucy e eu arqueei a sobrancelha.
— Eu não tenho nada! — falei e ela revirou os olhos.
— Fala logo, Lia. Sempre que ele está por perto você fica toda quieta e não fala com ninguém, se ele falar com você, você o responde toda grossa! — Lucy disse e eu suspirei.
— Eu não sou grossa.
— Com o Pedro, é sim. — não a respondi, apenas fiquei calada. — Me fala, Lia, por quê?
— Eu só não vou com a cara dele. — ao lembrar do cabelo escuro e dos olhos cor de céu de Pedro, tive uma certeza: o problema, definitivamente, não era isso.
— Você não me engana. Te conheço desde que você se entende por gente!
— Ah, Lucy, o Pedro é irritante! — falei e aquilo não pareceu convencê-la. Nem a mim, na verdade.
— Fala a verdade.
Suspirei e olhei um ponto aleatório antes de responder.
— Você sabe que, desde o que aconteceu, eu não confio mais em nenhum garoto e não faço amizades com ninguém. Exceto o Josh e o João. — respondi e ela suspirou.
— Lia, o Pedro não é o Ian. Esquece isso e dar uma chance de aceitar a amizade dele. Ele parece ser um garoto bem legal. — e ele era. Eu tive certeza disso ao lembrar tudo que o Pedro já fez por mim, ele tentou me fazer sorrir na biblioteca, me defendeu da Marian e ainda vem tentando conquistar minha amizade. Talvez a única pessoa que esteja sendo irritante, seja eu.
— Eu vou pensar nisso... — respondi e Lucy sorriu.
Continuamos a andar rápido rumo a biblioteca, pois já iria tocar o sino para irmos para a sala.
❤️🎶
A aula de matemática foi bem irritante, pois fizemos várias atividades difíceis. Eu não era de exatas e nem me esforçava em ser.
Na hora do intervalo, fui conversar com João sobre a Lucy, eu precisava saber o que rolava entre os dois.
— João, podemos conversar? — ele assentiu, confuso.
— Pode falar.
— Ahn... O que você acha da Lucy? — fui direta? Sim, não vou ficar enrolando.
— Ah... Acho que não entendi sua pergunta. — falou ainda confuso. Revirei os olhos.
— Você sabe muito bem do que estou falando. Você gosta da Lucy, admite logo isso! — João corou bruscamente e eu sorri. Com certeza ele gosta dela!
— Lucy e eu somos só amigos.
O típico "somos só amigos" não me engana.
— Não são, e você sabe bem disso!
— Não inventa coisas, Lia! — ele começou a caminhar, nervoso, até o pátio.
— João, se você gosta dela, então não deixa essa oportunidade passar, se declara para ela, talvez um dia ela se canse de esperar por isso. — falei e fui enfrentar a grande fila da cantina. Eu sei que com certeza a Lucy ia ficar irritada comigo por eu ter ido falar com o João, mas eu precisava dar um empurrãozinho nele.
Eu não era a pessoa mais experiente em questões de amor, na verdade, eu não era nem um pouco indicada a aconselhar pessoas sobre isso. Mas eu queria ajudar os meus amigos pois sabia que o sentimento era mútuo.
Eu estava na metade da fila, quando Marian e seu grupinho entraram na minha frente.
— Ei, vocês estão furando fila! — falei irritada e Marian revirou os olhos.
— Cala a boca, santinha, quem você pensa que é pra falar assim com a gente? — disse Lana, uma das seguidoras de Marian.
Tentei chamar a coordenadora de pátio só que ela estava muito ocupada mexendo em seu celular sem prestar a atenção na fila. Que tipo de coordenadora é ela? Com raiva, saí da fila e fui sentar em uma das mesas. Peguei meu fone e comecei a procurar meu celular para ouvir músicas só que eu não o encontrei. Só era o que faltava!
Como alguém traz o fone, mas esquece o celular?
Procurei em todos os bolsos, mas ele não estava em nenhum lugar. Certamente me desesperei com tal situação. Olhei no bolso de minha calça e não estava lá. Peguei minha bolsa e saí correndo até a sala onde eu estava a fim de procurar o meu celular por lá. Procurei na carteira onde estava sentada e não achei, então comecei a olhar em todas as carteiras que estavam na sala. Meu coração já batia descompassado, quando ouvi a voz de uma pessoa:
— Por um acaso está procurando isto? — virei e avistei Pedro com meu celular em sua mão parado na porta, sorrindo feito um idiota.
— O que você está fazendo com meu celular? — fui até ele e peguei o aparelho de sua mão. — Eu já estava desesperada pensando que tinha perdido e você fazendo gracinhas!
Ele arqueou a sobrancelha.
— Eu o encontrei jogado na sua carteira e então decidi pegar para te devolver, não estava fazendo nenhuma gracinha. — soltei um suspiro.
— Ah. Perdão, acho que fiquei um pouco estressada por conta do sumiço. — ele continuava encarando-me com aqueles olhos azuis, que instantaneamente me deixaram nervosa. — O-o que foi?
— Só estou esperando aquela palavrinha mágica, lembra? Nós aprendemos isso no jardim de infância! — falou com um pequeno sorriso. Argh, se ele parasse de me encarar com aqueles olhos seria mais fácil.
Revirei os olhos e falei sem olhá-lo:
— Obrigada — sussurrei e ele pigarreou.
— Tem como você falar um pouquinho mais alto? Sabe, é que meus ouvidos não estão muito bons hoje. — ironizou.
— Obrigada, Pedro, muito obrigada! Você salvou o meu dia! — falei quase gritando e ele riu.
— Por nada, Liana, só que você fica me devendo uma! — ele disse e eu o olhei. — Ou achou que iria se livrar de mim tão facilmente?
— Como assim?
— Já que eu salvei seu celular, para me agradecer, nós poderíamos fazer um acordo! — sugeriu.
— Que acordo? — indaguei o analisando e o mesmo sorriu, arqueando uma sobrancelha. Lá vem coisa!
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"Vamos provar o quão real é Tua presença, vamos provar da Tua glória e bondade." 🎶❤
Olá, gente!
Graças a Deus e a vocês, conseguimos chegar a quase 500 visualizações, vocês são demais. 🎉🎉😍 Tem como não amar cês?
Qual será o acordo do Pedro? Aí vem coisa. Haha'
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Amo cês! ❤
Beijos e fiquem com Deus. 😘🎶🌼🎉
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