13) O Complexo das Estrelas (fantasia)
Autora: @clair_laynes
Sinopse:
Um prólogo problemático
À primeira vista, esse breve prólogo chama visualmente a atenção por conter vários parágrafos curtos. No entanto, ao fazer a leitura, percebi que não há razão sintática ou narrativa para o texto ser tão fragmentado. Isso pode ser percebido logo na relação entre as primeiras duas frases. A primeira apresenta um homem deitado na cama de um quarto (num hotel de uma capital... mas que capital?), e a segunda descreve o ambiente desse quarto; porém, não há necessidade de pular um parágrafo, pois o texto ainda está discorrendo sobre o ambiente no qual esse homem se encontra, e o mesmo vale para o terceiro parágrafo. Só que nesse terceiro parágrafo, por alguma razão, a narração para de descrever o quarto e vai falar sobre as estrelas de forma poética, e isso quebra a construção natural da cena, pois, logo em seguida, ela volta a se focar no quarto (foi basicamente uma frase filler).
Uma outra coisa problemática do texto, principalmente nesse começo, é a coesão entre as frases. A leitura não flui naturalmente de uma a outra, como se elas estivessem, numa progressão narrativa, distantes entre si. A progressão de ideias de uma frase a outra precisa ser lapidada.
O começo do prólogo também gasta várias linhas criando a ambientação a partir de verbos no pretérito imperfeito; por isso, demora um pouco para termos alguma ação feita dentro da história. O problema é que, depois de usar verbos no passado, o narrador passa a usar verbos no presente. Afinal, a história está sendo contada no passado ou no presente? Observando o prólogo por inteiro, me parece que a autora usou equivocadamente o passado para construir o cenário, e depois passou ao presente.
O narrador mostra-se onisciente ao pular de um ponto de vista para outro. No entanto, acredito que a cena ficaria melhor se limitando apenas ao ponto de vista do garoto, pois o do homem é retratado apenas numa único trecho sobre "memórias que ele pensava terem sido enterradas", a não ser que o garoto saiba que memórias são essas e que o homem não se lembrasse mais delas.
Acredito que esse prólogo precise ser reescrito e, talvez, aumentado, com blocos de parágrafos maiores.
Alterações de revisão incluem: "... de um hotel, na capital, um homem..."; "... capazes de engolir..."; "Preenchidos por monstros, sangue, dor, agonia e memórias..." (creio que a repetição do "e" foi por motivos estéticos, mas não acho que caiu bem nesse caso); "... longa batalha na qual as chances..."; e, claro, modificar, para o presente, os verbos conjugados inadequadamente no passado.
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