Perseverança dos Santos

E finalmente chegamos ao quinto e último ponto da TULIP: P-erseverance of the Saints (Perseverança dos Santos).

Antes de introduzir o assunto, é importante lembrar que esse texto faz parte de uma série de 6 posts sobre As Doutrinas da Graça, para ler os outros só entrar no perfil. E ele também foi feito para o Projeto Teologia, Literatura e Pureza (@projetotlp).

Se o homem é totalmente depravado e não pode fazer nada para ajudar a si mesmo no que diz respeito às coisas espirituais; se Deus é absolutamente soberano na questão da eleição, fundamentada tão-somente em sua própria vontade; se a morte de Cristo realizou-se em favor dos eleitos, assegurando-lhes a salvação; e se Deus chama os eleitos de maneira irresistível, conclui-se que Deus assegurará a salvação final destes eleitos, ou seja, eles perseverarão até o fim. (Richard P. Belcher)

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um” (Jo. 10.27-30; ver também Ef. 1.4-5).

Ou seja, a doutrina da Perseverança dos Santos ensina que todos os eleitos são guardados pelo poder do Pai. Nenhum dos escolhidos do Pai se perderá. Nenhum daqueles pelos quais o Filho morreu perecerá. Nenhum dos que foram ou forem regenerados pelo Espírito cairá da graça. Todos quantos receberam ou receberem a graça salvadora de Deus serão conduzidos para a glória, protegidos e preservados para sempre. A ampla abrangência da salvação já está completa. Indo desde a eternidade passada e até a eternidade futura, a salvação é acertadamente vista como uma única obra da graça. Aqueles que Deus escolheu antes do princípio do tempo são aqueles que salvará para sempre quando não existir mais o tempo. Todos os eleitos perseverarão porque o próprio Deus persevera dentro deles – e os habilita a apresentarem-se inculpáveis diante do seu trono. (Renata Gandolfo)

[CONTINUAÇÃO - PARTE 1]

Isto significa que o evangelho é o instrumento de Deus na preservação da fé, bem como o instrumento que gera a fé. Não agimos com um tipo de indiferença arrogante para com o chamado à perseverança apenas porque uma pessoa professou a fé em Cristo, como se pudéssemos, baseados em nossa perspectiva, ter certeza de que agora ela está além do alcance do Maligno. Há um combate da fé a ser realizado. O eleitos realizarão esse combate. E, por meio da graça soberana de Deus, eles vencerão o combate. Temos de permanecer na fé até ao fim, se devemos ser salvos.

Perseverar na fé não significa que os santos não passam por tempos de dúvida, trevas espirituais e falta de confiança nas promessas e na bondade de Deus. “Ajuda-me na minha falta de fé” (Mc 9.24) não é uma oração contraditória. Incredulidade pode coexistir com uma fé verdadeira.

Todavia, mesmo que um eleito possa se desviar, ele não permanecerá na vida mundana, mas se persistir no pecado, mostram que a fé não era genuína e não eram nascidos de Deus.

Em 1 João 2.19, o apóstolo disse: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”. De maneira semelhante, a parábola dos quatro solos, conforme interpretada em Lucas 8.9-14, retrata pessoas que, “ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, nahora da provação, se desviam”.

O que queremos dizer quando afirmamos que a fé tem de perseverar até ao fim é que nunca chegaremos a um ponto de renunciar Cristo com tal dureza de coração que nunca retornaremos, mas, em vez disso, somente provaremos que fomos hipócritas na fé que professamos.

[CONTINUAÇÃO - PARTE 2 - FINAL]

Novamente ressaltando (pois é um ponto onde muitos de fora do calvinismo deturpam), a Perseverança dos Santos não significa que se a pessoa foi eleita ela pode fazer o que quiser da vida, viver como quiser sem a mínima consciência de fé e que no final só porque ela foi predestinada será salva. Ou, como também usam, a pessoa buscou Deus a vida inteira, mas se ela não foi predestinada, não será salva.

Sobre o primeiro ponto: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.” (Tiago 2:26). Ou seja, as obras não nos salva, mas são a confirmação, a testificação, da nossa fé; se a pessoa diz ter fé, ela deve ser provada através dos bons frutos.

E sobre o segundo: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” (Romanos 3:23,24). Em outras palavras, a não ser que a pessoa seja eleita e santificada através do Espirito Santo, ela nunca sentirá o desejo — verdadeiro — de buscar ao Senhor pelo o que Ele é.

O povo de Deus perseverará até ao fim e não se perderá. Os conhecidos de antemão são predestinados; os predestinados são chamados; os chamados são justificados; e os justificados são glorificados (Rm 8.30). Ninguém deste grupo se perde. Pertencer a este povo significa estar eternamente seguro.

Como disse no início, chegamos ao fim dos seis posts sobre As Doutrinas da Graça. Aqui temos um resumo do resumo, para entender mais recomendo pesquisar e também o livro Cinco Pontos, do Piper, pois nele explica minuciosamente cada um dos pontos.

“A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós!”
2 Corintios 13:14

FONTES:
- Richard P. Belcher - O que é a Persverança dos Santos? (Ministério Fiel)
- Renata Gandolfo - As Doutrinas da Graça em versículos, Perseverança dos Santos (Voltemos ao Evangelho)
- John Piper - Cinco Pontos (Editora Fiel)

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