Capítulo 2
Voltei com mais um capítulo amores...
CHLOE DUARTE
Para minha felicidade e infelicidade, várias semanas se passaram desde o ocorrido excitante dentro do elevador e da festa de aniversário da Empresa, os dias normais voltaram novamente e as equipes voltaram às suas atividades rapidamente.
E como sempre, estou em minha mesa no trabalho que faz divisa com a de Matt, estamos trabalhando num projeto que Adam, nosso gerente nos passou no início dessa semana.
— Matt, eu te adoro, mas as vezes é mais do que necessário ficar em silêncio enquanto sua colega está concentrada no trabalho. — Digo bufando ao ouvir sua cantoria do meu lado.
— Sei disso, mas não posso evitar, princesa!
— Então, acelera aí, porque se você não terminar essa imagem antes do nosso expediente terminar, juro que você vai se arrepender! — ameaço num tom de brincadeira.
— Huum, isso me parece muito interessante, eu e você, sozinhos, nessas salas escuras, a excitação causada pelo proibido, minha mente fértil tem algumas ideias em mente que...
— Você deveria propor isso à Camily, tenho certeza de que ela aceitaria imediatamente. — Digo me referindo a gerente de recursos humanos.
Uma mulherzinha desprezível que começou a pegar no meu pé desde o primeiro dia, uma completa falsa que a odeio com todas minhas forças e que é muito aparente a paixão que sente por Adam, mas as vezes ela se contenta em dar em cima de Matt de um jeito nada sutil.
Não culpo a vaca, já que meu amigo é lindo de morrer, uma vibe meio bad boy deixam as mulheres enlouquecidas.
— Vai por mim, ela adoraria jogar aqueles peitos siliconados na sua cara! — debocho com um sorriso.
— Até pode ser... mas...não. Eu tenho medo de morrer sufocado.
Um risada descontrolada sai de mim, chamando e atraindo vários olhares dos nossos outros colegas que devem achar que somos loucos, mas Matt tem toda razão, Camily é muito bem-dotada. Parabéns ao cirurgião plástico dela.
— Nossa princesa, você é muito má comigo...— diz colocando a mão sobre o próprio peito com uma expressão dramática no rosto moreno.
O encaro com uma cara de seria que o faz rir antes de voltar a encarar seu computador ainda com um sorriso idiota na boca.
Essa é a minha rotina trabalhando com o Matt, a vantagem é que nunca estou para baixo, ele sempre acha um jeito de me animar com suas palhaçadas.
Ao meio-dia estamos cansados de ficar com os olhos grudados na tela dos nossos computadores, então nos encontramos com Sam para almoçar em um dos nossos restaurantes italianos favoritos perto do trabalho.
— Nossa, meu dia foi cheio! Estou acabada! — Sam comenta com uma expressão cansada.
Samanta trabalha como secretaria na recepção do prédio, as vezes me pergunto como ela consegue atender toda aquela enorme multidão que não para de desfilar pelo prédio diariamente.
— Mas pelo menos, você não tem um ser perturbador que tem que suportar todo santo dia...— digo olhando para o Matt ouvindo a risada de Sam.
— Cada um com seus problemas, mas o seu problema aí pelo menos é bonito! — ela mastiga apontando com o garfo na direção do Matt que pisca agradecido.
— Você ainda prática pole dance naquele estúdio? — pergunto tomando um gole do meu suco natural.
— Sim, isso é o meu refúgio! Nas aulas de pole dance esqueço que tenho que lidar com executivos estressados diariamente
O garçom nos interrompe para pegar nossos pratos e anotar nosso pedido de sobremesa.
— Sabe, os rumores sobre a Camily estão aumentando cada vez mais. — Minha amiga diz revirando os olhos.
Sim, Sam também odeia a vaca dos recursos humanos, somos uma equipe contra Camily Sparke.
Com um brilho no olhar, me inclino na direção de Sam ao ouvir o nome da vaca, quando se trata de falar mal daquela mulher, eu sempre estou disposta.
— Parece que o Adam está bem tenso, hein? — ela comenta.
Confesso que nunca entendi a relação desses dois, já vi Adam sendo gentil e outras vezes sendo totalmente frio e insensível com relação a ela.
E para nossa infelicidade, quando Adam está sendo frio com ela, as consequências recaem sobre nós, já que a vaca desconta seu mal humor nos pobres funcionários da Empresa.
— Na semana passada eu os vi saindo do elevador a passos largos, a Camily estava quase gritando com ele, e nem te conto como os visitantes ficaram! — ela conta.
— Eu odeio essa mulher, ela implica comigo mesmo sem eu ter feito absolutamente nada. — Conto revirando os olhos.
— De qualquer forme, a paciente do Adam é impressionante! — concordo com minha amiga.
Toda vez que ela insiste em encher minha paciência tenho muita vontade de devolver na mesma altura, mas me controlo, pois, a vaca tem muita influência e poderia a usar para me demitir em segundos por tê-la insultado.
Quando o garçom volta com nossas sobremesas com toda dedicação e cuidado, eu fico pensativa.
— Sabe, eu nunca ouvi rumores sobre o senhor Michel, é até engraçado de tão entranho...
— Há algum tempo ouvi dizerem que ele era gay, mas logo esses boatos sumiram rapidamente. — Ela responde cortando um pedaço de sua torta.
— Gente que não tem nada para fazer, talvez ele goste de manter sua vida privada apenas para si mesmo, ele é muito reservado, mas isso não lhes dão permissão para espalharem coisas como essa pela empresa. — Digo minha opinião sobre Jake.
— Hum, está defendendo o Jake, Chloe? Ah, me esqueci que foi ele que te salvou antes que você acabasse xingando o pobre segurança no dia daquela comemoração...— o comentário de Matt me faz revirar os olhos.
É claro que acho Jake muito atraente já que nossas idades parecem ser muito próximas, além de ser charmoso ele sabe como tratar uma mulher bem, nas poucas vezes que chegamos a conversar tive a sensação de que ele estivesse saído de um livro de época, porque além de educado e gentil seu modo de falar se assemelha aos tempos antigos, o que intensifica seu charme para mim.
— Só estou comentando minha opinião sobre o assunto Matt, é claro que Jake é muito bonito, mas não passa disso, ele não faz o meu tipo... — digo e as lembranças de algumas semanas atras voltam rapidamente em minha memória.
— E qual é o seu tipo, princesa? — Matt sorri se inclinando para mim, pelo canto do olho percebo que a pergunta do nosso amigo também chamou a atenção de Sam.
O meu tipo de homem? É obvio que o mesmo do cara misterioso do elevador, mas não posso contar dessa maneira para eles.
— Não me importo muito com a aparência, mas me atraio por homens intensos, com atitude e que gostam de uma aventura proibida, o tipo de homem dominante, mas que sabe perfeitamente quando ser romântico, o tipo de que te faz estremecer com apenas alguns toques, o tipo que te trata como se fosse a única mulher aos olhos dele, que te lembra constantemente que você é exclusivamente dele...— me perco nas palavras percebendo que descrevi com detalhes do cara do elevador.
Pigarreio e levanto a cabeça vendo que meus amigos ainda me encaram, pisco algumas vezes começando a cortar o pedaço da minha torta de chocolate.
— Que descrição bem detalhada, hein? — não respondo quando Sam diz.
— Me encaixo em todos esses requisitos, sinto muito, mas não consigo ter um relacionamento a sério, mas se quiser experimentar uma noite com seu amigão aqui, sabe onde me encontrar princesa.
Sinto meu rosto corar quando ele pisca o olho castanho para mim.
— Também gosto do Jack, tem uma carinha de nerd com aqueles óculos, mas tenho certeza de que tem alguma coisa boa debaixo daquele terno caro. Sem contar, que a função dele deve ter muita pressão, ele não larga o celular... — concordo fechando os olhos e saboreando a cobertura de chocolate da minha torta.
— Mas sabem o que dizem sobre os homens educados e quentinhos demais? Eles são muito bons de cama e sabem te enlouquecer na hora H, tive algumas experiencias que comprovam isso, os quietos são os mais safadinhos! — e ela não acaba por aí:
— Conheci e saí com um técnico de QI há tempo e me surpreendi com o desempenho do homem, achei que seria super-romântico, mas o cara virava outra pessoa naquela hora, até tapas na bunda eu levei! — ela conta com os olhos brilhando ao lembrar da experiencia que teve, um ataque de riso alto me atinge enquanto Matt tosse e cospe a água que estava bebendo.
A noite quando finalmente chego no meu apartamento, eu jogo minhas coisas na mesinha de centro e caio no sofá, com braços cruzados e pernas esticadas.
— Meu deus, que dia!
Fecho os olhos por alguns segundos, quando ouço um barulho bem característico...
É minha gata, Mia, que logo se junta a mim no sofá, com um sorriso eu a pego nos meus braços e a coloco sobre minhas pernas, acaricio seu pelo macio e branco como a neve enquanto seu ronronado preenche a sala.
Faço um último carinho em sua cabeça e ela logo pula das minhas pernas para deitar-se em sua caminha no chão, aproveito e pego meu notebook, como todas as noites eu escrevo alguns capítulos para uma história que estou criando, é uma das minhas paixões depois de cozinhar, criei há alguma semanas quando vivi aquela experiencia maluca no elevador da Empresa, se trata de um romance onde a protagonista passa por algo parecido.
Parecido não, idêntico a minha experiencia é o melhor para se dizer, decidir escrever para pessoas que nunca conheci do que contar para os meus amigos a burrada que cometi além de ter me envolvido com algum conhecido ou colega, os fãs que ganho mais a cada dia me incentivam a continuar com os capítulos diários, ou seja, estou escrevendo sobre minha vida, mas mantenho nomes fictícios na história.
Enquanto abro e espero carregar os comentários da minha última postagem, deixo o computador no sofá e me levanto para preparar algo para comer.
Para minha total felicidade e alívio, minha geladeira está sempre cheia, além da escrita amo cozinhar, sou uma frequentadora assídua do mercado, sempre compro de tudo.
Preparo um macarrão com queijo e outros aperitivos rapidamente, é claro que Mia aparece aos meus pés para roubar alguns pedacinhos que caem no chão, enquanto espero esfriar, coloco encho sua tijelinha com ração e troco sua água novamente.
A deixo com sua comida, enquanto coloco a minha no prato e volto para sala, enquanto devoro minha refeição, leio os novos comentários com um sorriso orgulhoso no rosto, criar uma conta e começar a escrever nesse site foi uma das melhores coisas que já fiz, é como eu disse, as vezes me sinto sozinha nessa cidade e essas pessoas que me seguem diminuem um pouco essa solidão que sinto.
Estou feliz em saber que o meu último capítulo publicado tenha rendido muitos comentários, pessoas me elogiando e outras querendo o capítulo seguinte, não perco tempo, término o jantar e dou início ao capítulo de hoje.
Quando finalizo uma hora e meia depois, posto o novo capítulo desejando que amanhã a noite tenha o dobro de votos e comentários do capítulo anterior.
Respondo todos os comentários e fecho o notebook exausta, tomo banho, coloco meu pijama favorito do Bob esponja e escovo os dentes antes de dormir...
Nesta manhã eu quase perdi a hora, estava tão cansada na noite anterior que acabei dormindo demais que nem conseguir ouvir o celular despertando.
Desesperada, me arrumei em velocidade máxima, sem a droga de tempo para elaborar um penteado mais adequado, tive que me contentar com um coque nos cabelos, odeio quando me atraso, e são raro as vezes que isso me acontece.
Cercada pela multidão, dou um aceno rápido para Sam na recepção que está tentando atender todos, entro rapidamente no elevador e dou um suspiro de alívio quando chego em minha mesa.
Mas esse alívio não dura muito pois dou de cara com Adam.
— Bom dia, Chloe!
— Oi, Adam, tudo bem? — o cumprimento no modo informal, já que foi isso que ele pediu no meu primeiro dia de trabalho.
Ele acena abrindo um lindo sorriso, sei o que vem logo a seguir quando meu gerente abre esse sorriso, ele vai me dar um novo projeto para trabalhar.
— Você pode levar essa pasta para o Jack? — ele pede gesticulando para uma pasta grossa em suas mãos.
— Eu não tenho tempo de dar uma de secretária dele... — ele termina com a testa franzida.
Não sei o que acontece, entre Adam e Jack sempre tem algo de complicado.
— Ah, sim! — resmungo abrindo um sorriso.
Tento não contrair a testa ou arregalar os olhos quando Adam coloca sua mão em meu braço e diz com os olhos verdes fixos em mim:
— Obrigado, eu sabia que poderia contar com você, Chloe! — ele pisca um dos olhos me causando um atordoamento.
— Mas onde fica o andar do senhor Michel? — pergunto recebendo a pasta.
— No último andar.
— No andar do senhor Colucci? — pergunto com a voz falhando ao pensar em encontrar o chefão e fazer alguma burrice, como sempre faço em situações sérias.
— Isso mesmo, é só levar para ele lá em cima.
Confesso que minha curiosidade também ficou aguçada, será que vou ter a chance de ver o Big Boss com os meus próprios olhos?
— Tá bom, eu vou! — digo decidida.
— Obrigado Chloe, você é demais!
Eu e vejo voltar para a sua sala com passos calculados, sou interrompida quando ouço o Matt chegar segurando seu capacete de moto, ele sorri francamente para mim enquanto retira a jaqueta de couro.
— Bom dia, princesa! Aonde você vai?
— Adam pediu para eu levar essa pasta para o Jack.
Matt revira os olhos resmungando baixinho, ele nunca gostou nenhum pouco do nosso gerente, seguindo Matt, Adam é uma manipulador que consegue tudo o que quer com um piscar de olhos, sei que Adam é muito galante, mas ele também nunca me tratou mal.
— Só tenho que levar no último andar, sabe? No andar do chefão...
— Verdade? Então você será minha espiã lá em cima, dizem que no último andar, servem champagne diariamente para os funcionários e que as portas são feitas de ouro puro...— dou risada ao observara a cara de sonhador do meu amigo.
— Também fiquei sabendo que, quando o chefão tosse, saem diamantes de sua bunda...— o Matt gargalha com minha frase.
Deixo meu amigo rindo sozinho, dou meia volta com a pasta seguindo para o elevador, quando as portas pesadas se abrem no último andar, um "puta merda" baixinho me escapa quando observo o hall de entrada.
O lugar é enorme e muito bem projetado, tudo aqui em cima grita luxo total, fico totalmente encantada com o espaço, o chão brilha como se alguém se matasse de tanto o limpar.
E para melhorar, há um painel gigante pendurado em uma parede bem visível aos visitantes com o sobrenome do fundador, como se fosse para lembrar a todos quem manda em toda essa empresa.
Para sair do meu encanto, pisco várias vezes e caminho em direção a recepção do andar, onde uma loira mexe em seu computador.
— Bom dia, eu procuro o senhor Michel. — Digo, mas a secretaria nem se dá o direito de me olhar, parece que todas as pessoas aqui em cima são esnobes também, nada parecido com minha amiga Sam que recebe todos com um sorriso simpático no rosto.
— No fundo do corredor, segunda porta à direita. — diz ainda sem me olhar enquanto tecla o teclado do notebook com suas unhas enormes e vermelhas.
— Ok, obrigada! — não espero resposta, sigo as instruções da recepcionista me deparando com uma porta fechada e de vidro, nervosa, bato timidamente vendo o letreiro "sala de reunião".
Merda! E se ele estiver em uma reunião importante e não gostar nada quando eu o atrapalhar?
Estou quase dando meia volta com a intenção de espera-lo terminar o que estivesse fazendo lá dentro, mas uma voz confirmando minha entrada me impede de sair daqui.
Respirando fundo, toco na maçaneta e empurro a porta de vidro, me deparando com uma enorme sala, onde cadeiras e uma mesa estão tomando a maioria do espaço, meus saltos ecoam no carpete quando entro completamente e fecho a porta atrás de mim.
Logo Jack aparece em minha frente com uma expressão surpresa no rosto ao me ver no seu andar, noto que outro homem está sentado do outro lado da mesa vendo seu celular.
— É... desculpe atrapalhá-lo, mas o Senhor Smith me pediu para lhe trazer essa pasta com alguns documentos. — Estico a mão para lhe entregar a tal pasta.
— Não tem problema Senhorita Duarte, muito obrigado! — ele agradece com um sorriso gentil.
Tenho uma vontade incontrolável de rir quando me lembro do que Sam disse quando estávamos almoçando com o Matt, que os quietinhos são os piores, mordo o lábio inferior com força ou com toda certeza estarei demitida em poucos minutos.
Recebo uma descarga de energia irradiando por todo o meu corpo quando os olhos azuis do outro homem se fixam em mim, o tempo parece parar.
Me sinto estranha e totalmente desconfortável sobre seu olhar que não muda de direção, apenas continuam em mim, me remexo e aperto as mãos ao redor do corpo, num movimento de pura tensão.
Apenas pelo olhar, sinto que ele é um homem diferente dos que já conheci, ele exala puro respeito, silêncio, além de parecer muito intimidador.
Me pergunto mentalmente quem será esse homem, troco o olhar para Jack percebendo que os dois são jovens e que devem ter quase a mesma idade, mas ele parece tão importante para um homem novo.
Meus olhos curiosos deixam o belo rosto do homem e se fixam nos slides de uma apresentação no painel, se trata de um menu de um baile de caridade que as empresas Colucci irá financiar ou organizar.
Mas algo me chama bastante atenção na escolha dos pratos, um erro que pode influenciar todo o resto do menu, sem controlar meu lado crítico minha voz preenche a sala:
— Acompanhar esse vinho com essa escolha de aperitivos é um tremendo erro! — um pigarreio alto invade meus ouvidos e logo percebo a grandeza do meu erro.
Me intrometer nos assuntos dos outros onde não fui chamada.
Jack me encara de olhos arregalados e uma expressão desconcertada no rosto, talvez surpreendido pela minha ousadia, porque eu também estou.
— Perdão...eu não deveria ter dito isso e me intrometer, mil desculpas! — peço preocupada coma as consequências.
Eu deveria sair daqui agora mesmo, isso seria o melhor a se fazer numa situação como essa.
Com a cabeça abaixada de tanta vergonha que sinto, ouço a voz do outro homem se dirigindo a mim:
— Neste caso, qual vinho a Senhorita escolheria para acompanhar esse menu?
— O que? — pergunto atônita ao perceber que nenhum deles me repreendeu por me intrometer.
— Disse que tinha um erro no menu, e que a escolha do vinho italiano La Carraia Umbria Ruber era uma escolha inteligente, então por favor, vamos discutir sobre isso. — Ele pede.
Meu deus! E seu eu disser algo errado e for demitida nesta mesa?
Há algo terrivelmente sexy em seu timbre de voz que me deixa totalmente encantada, o que esse homem tem?
Votem, comentem muito e me sigam por favor, amores...
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