VERSOS PERDIDOS


Versos Perdidos

Eu escrevo meus poemas imprevistos
De onde, não sei, se quando.
Não serão páginas vazias dos livros
Serão escritas a sangue e pranto.

Enquanto a madrugada pasma e estéril
Um instante em ânsia do poema
Obscuro e oculto, um calafrio
Transborda agora em minha pena.

Desses fragmentos, a vida, o amor, o tempo
Talvez os dias velozes então dissestes
Por que a vida é um pé-de-vento.

Por descuido o tempo o varresse
Ainda que fosse um grão de sentimento
Na página do amor onde nada se escreve.

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