FUSO
Fuso
Escrevo fenecido, num breve alento.
No fuso relógio do tempo
Como um ponteiro obstinado
Traçando o poema a cabo.
Se finda as horas, tamanha as ânsias.
Vagar-se velozes os dias de minha vida,
Sem marcar limites, amores e circunstâncias
Tendo apenas o triste calendario da partida.
Ao passo que o tempo áspero acelera
Vão -se horas, minutos e segundos
A torturar-me em tardia espera.
Enquanto giram em eixos os semimundos
Transportando nossos corpos num só tempo,
A esmo a matéria no breve momento.
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