ETERNIDADE
Eternidade
Quero-te póstuma a mim
Tão breve, quanto um jardim,
Esquecida mais tarde em pétalas
Serei imortal, quanto sou poeta.
Quero-te infinda aos séculos
Que causam velhice aos monumentos,
Mas, lá estão na história presente;
Escultura, viva, colossal, pura, simplesmente.
Quero-te por essa estranheza
Um rio que na sua correnteza
Escorre a vida do seu jeito
Quero-te em meu peito
Ao passo calmo e sem vaidade
Pelos confins da vida beirando a eternidade.
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