02 - A viagem
ANY GABRIELLY
Eu tinha me esquecido como viajar com uma criança era extremamente complicado. Emma está tão animada que não conseguiu dormir nem à tarde e nem agora de noite. O que é bom, porque eu tenho certeza que ela vai conseguir dormir durante o voo. Estamos sentadas nas área vip do aeroporto, enquanto Josh termina de despachar nossas malas.
— Emma pelo amor de Deus filha, segura essa ansiedade.
— Mas falta muito? Cadê o papai? Tá demorando pra voltar.
Emma corre em direção do vidro que separa a sala vip das demais e fica observando todo mundo à procura do pai.
Dois dias desde quando ela estava totalmente triste, pra essa animação. Sim, eu sei que eu falei que eu não iria, mas na manhã seguinte a nossa conversa Emma amanheceu extremamente febril, tanto que Josh precisou voltar pra ficar com a gente, e incrivelmente depois que começamos a passar aquele dia como uma "família novamente" ela voltou a melhorar.
Resumindo: assistimos mais de três vezes Rei Leão, A Bela e a Fera e comemos muita pipoca. Ela sentada no meio, e em diversos momentos pegava ela olhando pra mim e para o pai com os olhos brilhando.
Depois daquele dia inteiro, sentei novamente com Josh, conversamos e decidimos fazer isso. Afinal jaja ela cresce (espero que demore muito mesmo) e não sabemos até quando ela vai querer a nossa presença com ela.
Nour começou a rir da minha cara quando disse que aceitava e ela ficou responsável por arrumar toda a nossa estádia na viagem. Josh e eu combinamos que iríamos ficar em quartos separados, e ele até mesmo quis me ajudar a dividir a minha parte, alegando que era a parte da Emma.
Eu espero de verdade que a gente possa ficar em paz durante esses dias. O aeroporto está um completo caos. E nossa tentativa de passar despercebido foi por água abaixo quando nos reconheceram. Atendemos algumas pessoas e agora estou aqui com uma criança que não para de se mexer.
— Ei mocinha – chamo atenção da sapeca quando ela vai novamente na mesa de doce — Chega de doce, eu já te falei isso filha.
— Só mais um mamãe, por favorzinho – ela vem juntando as mãozinhas e fazendo um bico enorme.
— Não filha, você comeu bastante, vai ficar com dor de barriga.
— Não vou mamãe, eu prometo.
— Emma – a voz rouca de Josh soa pela sala — sua mãe disse não.
— Tá bom – suspira e volta até a mesa colocando o chocolate de volta no lugar. — Que saco – diz bem baixinho.
— É assim que você fala com sua mãe? – Josh cruza os braços. — Vai agora pedir desculpas. – seu tom de voz é firme.
Eu confesso que até eu fico com medo quando Josh é firme. E mais um dos nossos combinados é: se ele impõe o castigo ou briga, eu não faço interferência, assim como ele não faz com as minhas.
— Desculpa mamãe – ela se aproxima e me abraça sem jeito antes de sentar na cadeira do meu lado.
— Eu te desculpo filha – ajeito seu cabelo e Josh se aproxima, sentando do outro lado.— Conseguiu?
— Foi difícil, mas consegui sim.
— Essas meninas é tudo doida, fica tudo gritando. Porque?
Começo a rir quando Emma intercala o olhar entre o pai e eu. Josh ainda estava com a cara séria mas não se aguentou e começou a rir.
— Elas não são loucas filha. – ele responde
— São sim papai, elas ficam gritando – Emma começa a imitar caras e bocas das meninas gritando quando veem a gente, e eu caio na gargalhada — Aí você fala: OI – ela engrossa a voz — e elas começam a chorar. Eu não entendo, tudo ó – Emma pega o dedo indicador e fica fazendo voltinhas na cabeça, como se estivesse falando que são loucas.
— É uma coisa que só elas sabem explicar filha – Josh responde e ela concorda com a cabeça.
Ficamos em silêncio por alguns segundos. Até porque com uma criança e difícil. Emma estava impaciente, começou a balançar os pezinhos devagar, depois começou a balançar as pernas até que com um salto ela levantou e começou a andar de novo. Josh me olhou e riu.
— Pelo menos ela vai dormir no voo.
— Verdade - dou risada.
— Sua irmã resolveu tudo?
— Segundo ela sim.
— Que bom - responde simples.
Nossa conversa se resumia sempre assim, quando não falamos da Emma, tentamos falar sobre algo e acabamos não tendo o que falar.
Há quem diga que nosso relacionamento terminou por brigas, ou até mesmo traição. Mas na verdade ele esfriou.. nossas conversas passaram a ser curtas. A gente não tinha mais o mesmo contato. Quando Josh tinha descanso eu estava trabalhando. Quando eu tinha descanso ele trabalhava e isso foi esfriando cada vez mais.
Até que começou a primeira briga, depois veio a segunda, a cobrança das coisas que faltavam e quando vimos que não era apenas eu e ele, e que Emma seria prejudicada com tudo isso resolvemos nos separar. Mesmo que não seja oficialmente ainda, estamos tentando "assinar" o divórcio há 3 anos mais ou menos. Mas sempre acontece algo que impede isso.
Então simplesmente deixamos de lado oficializar isso, e vivemos seguindo a vida, cada um na sua casa, com suas coisas, e o foco principal a Emma.
— Já chegou a hora? - Emma vira e pergunta olhando pra nós dois.
— Ainda não filha - Josh e eu respondemos em uníssono.
Ela bufa e começa a andar pela sala de novo, pego meu celular e verifico com minha irmã se está tudo ok novamente, já que ela chegou ontem a noite.
10 minutos depois, Emma se aproxima e me encara.
— E agora? Chegou a hora mamãe?
Dou risada e arrumo seu cabelo.
— Ainda não meu amor.
— Ta demorando muito mamãe.
— Eu sei filha, falta só um pouquinho. Quer ver desenho?
Ela concorda e senta no banco que estava livre entre Josh e eu, entrego meu celular pra ela, que coloca sozinha no desenho que quer assistir, fico encarando como ela cresceu. Ontem ela cabia no meu colo e hoje está tão independente pra algumas coisas.
Nosso voo não demora para chamar, causando boas risadas quando Emma solta um "Graças a Deus" fazendo algumas pessoas rirem. Josh pegou Emma no colo, e nós três embarcamos quase no final.
Emma já é agitada o bastante para esperar todo mundo entrar, sentar e demorar ainda mais para decolar.
Eu estava na janela, Emma no meio e Josh no corredor, todos com o cinto devidamente colocados.
Nosso voo demoraria em média 11 horas do Aeroporto de Los Angeles até o Aeroporto de Helsinki, depois, era preciso fazer uma escala e viajar mais 1h30 até Rovaniemi, capital da Lapônia, onde é o nosso destino final.
Josh e eu, acabamos revezando o sono da madrugada, atentos a qualquer sinal que Emma poderia fazer. Na noite anterior, cansamos muito ela, para que ela pudesse realmente descansar durante o voo. E por sorte, ela não acordou nenhuma vez, sendo necessário ainda que na escala Josh a carregasse pelo colo.
Já havia deixado separado casacos para quando desembarcamos, sabendo que o clima estaria bem gélido, e também me obriguei a mexer nas malas do loiro e pegar um casaco pra ele.
Mesmo ele dizendo que é imune a frio, conferir sua mala, sabendo que ele só iria levar aquela regata ridícula branca que ele faz questão de sempre usar e nada de frio.
— Josh aqui - abro a mala pequena de mão que carreguei no avião tirando o casaco dele e de Emma — veste está frio, me dá ela. – tento pegar Emma e ele nega.
— Não estou com frio, eu estou acostumado.
— Veste logo Josh, você não está acostumado nada.
— Eu disse que não preciso Any, eu morei a vida inteira no Canadá. Saia até sem blusa, sou imune.
— Não venha com essa Joshua, veste logo. – digo firme.
— Vocês estão bligando? – ouço a voz rouca de Emma e observo enquanto ela levanta do ombro do pai encarando nos dois ainda com bastante sono.
— Não meu amor – me aproximo fazendo carinho em seu cabelo — mamãe só quer que o papai coloque o casaco porque está frio.
— Tá flio papai – Emma diz olhando pro pai que apenas concorda e me entrega ela em seguida.
Vou até uma cadeira, sentando Emma devagar, ela sorri e eu me derreto com a cara de sono dela. Em seguida começo a colocar o casaco nela, junto com as Luvas e uma touca, e troco seu sapato por uma botinha coturno.
Josh aparece com o casaco já do meu lado, e eu me levanto, colocando o meu em seguida. Ele espera eu terminar, então me entrega Emma que fica agarradinha comigo.
Em seguida vamos até um dos restaurantes do aeroporto e por fim comemos, como eu e ele dormimos também, durante o voo inteiro não jantamos, e agora os três dragõezinhos estavam morrendo de fome.
— Batatinhaaaaaas – Emma comemorou quando viu seu pai com um monte de batatas vindo em sua direção.
— Batatinhas Filha – Josh sorriu colocando a bandeja na mesa.
— Vê se não tá quente antes filha, e assopra.
— Tá bom mamãe, pode deixar – ela pegou uma e cuspiu mais do que assoprou, Josh e eu não aguentamos de rir, e aos poucos ela foi comendo.
— Trouxe pra você um big tasty com bacon extra – ele me encara e eu mordo meu lábio.
Josh sabe o quanto Big Tasty é meu lanche favorito.
— Obrigada Josh – sorri pegando meu lanche.
Em seguida comemos, e eu estava com tanta fome, que me surpreendi em não ter demorado tanto assim para comer.
Por sorte nossa escala não era tão grande, e nosso voo não demorou muito para decolar.
Emma dessa vez quis ver a paisagem da janela e eu acabei trocando de lugar com ela.
Josh ficou tenso ao meu lado, e eu me sinto assim todas as vezes que preciso estar do seu lado também.
Uma hora e meia depois desembarcamos em Rovaniemi. Nour já havia me enviado mensagem, dizendo que o carro que nos levaria até o hotel estaria nos esperando. Fiquei com Emma enquanto Josh gentilmente foi atrás das nossas malas e quando ele se aproximou com o carrinho, o ajudei com o que precisava enquanto segurava a mão de Emma.
Já passava das 20 horas quando chegamos e a temperatura estava nada mais nada menos que -8°C mas não estava nevando o que arrancou um suspiro ENORME da parte de Emma.
No estacionamento avistamos um rapaz com uma placa de identificação com nossos nomes. O cumprimentamos e seguimos em direção ao carro enquanto Josh o ajudava com as malas.
Vamos ficar dois dias em um hotel, e depois partiremos para a vila do papai noel, onde Nour conseguiu alugar duas chácaras para que fiquemos no lugar mágico que é lá.
Confesso que por mais que tenha apenas dois dias que aceitei essa loucura eu andei pesquisando MUITO e me recuso ir embora sem conseguir ver a Aurora Boreal. Eu necessito ver isso até o final da nossa viagem.
Ao chegar no hotel, fui entrando com Emma e fomos até a recepção, minha pequena já bocejava, e andava com o corpo molinho, como se estivesse totalmente cansada.
— Boa noite – me direciono para a recepcionista — Reserva para Any Gabrielly e para Joshua Beauchamp.
— Boa noite Sra. só um momento – ela começa a digitar algo no computador e eu começo a olhar ao redor observando todas as decorações de natal.
— Papai – Emma estende os braços quando vê seu pai se aproximando e ele pega ela no colo, então ela deita sua cabeça em seu ombro.
— Que preguiça é essa bebê? – ele alisa seus cabelos e eu sorrio com a cena.
— Sra. – volto minha atenção para a atendente — Acho que houve um engano, só estou localizando um quarto no nome da Sra.
— Tem certeza? – fico nervosa — Pode consultar mais uma vez?
— Claro – ela volta a digitar algo no computador — Reserva feita no nome apenas de Any Gabrielly Beauchamp.
Eu vou matar a Nour.
— Sem problemas, nesse fica você é a Emma. Eu vou tentar outro. – Josh me encara — Há disponibilidade em algum outro quarto?
— Infelizmente não Sr., com o final de ano estamos apenas com reservas adiantadas e a reserva da Sra. já estava marcada há 2 meses.
Claro que Nour estava planejando isso tudo antes mesmo de falar comigo.
— O quarto é bem espaçoso, tenho certeza de que não será desconfortável para a familia.
— A gente dá um jeito – apenas concordo.
— Aqui a chave – ela me entrega os dois cartões — O elevador fica naquela direção, é no décimo andar. Espero que curtam a estadia.
— Obrigada/ Obrigado – respondemos em uníssono.
— São só dois dias, acredito que o fato de ser um chalé tenha mais quartos. E às vezes pode até ter uma cama de solteiro. Ou um sofá-cama.
— É... pode ser.
Subimos até o quarto, e a primeira coisa que observei é que eu vou precisar contratar um serviço funerário e matar minha irmã. O quarto possui apenas UMA cama de casal, bem grande. Mas apenas UMA cama e não tem um mísero sofá.
— Obrigado – Josh agradece o mensageiro dando uma gorjeta para o mesmo.
— Obrigado Sr. - ele também agradece e se retira do quarto fechando a porta.
— Vamos tomar um banho?
— Vamos mamãe, eu tô ooh – Emma faz um sinal como se estivesse fedida.
— Deixa eu sentir – Josh diz se aproximando, e eu travo quando ele apoia sua mão em minha cintura e dá várias fungadas no pescoço da nossa filha. — Nossa então o cheiro ruim era você porquinha, vai tomar banho.
Emma ri quando o pai começa a fazer cócegas em seu corpo e vai deixando o corpinho mole, tento sorrir mas não paro de pensar em como um simples toque mexeu completamente comigo.
— Vamos filha – vou indo na direção do banheiro e Emma e eu nos entreolhamos quando vimos a banheira, já sabendo o que íamos fazer.
Deixei Emma no chão e coloquei a banheira para encher, enquanto voltava até o quarto e pegava nossas roupas.
Emma estava sentada na privada, balançando os pés quando eu voltei, desliguei a torneira e fui despindo minha princesa, a colocando na banheira em seguida.
Peguei tudo que vi que era necessário e deixei perto da banheira, tirei minha roupa e entrei em seguida.
— Tá quentinha mamãe – Emma começou a mexer as mãozinhas na água.
— O que você vai querer fazer primeiro amanhã filha?
— Entregar a outra carta do papai noel. – ela sorri
— Outra? – ela concorda.
— Jessi e eu entregamos uma já mamãe, ela me ajudou escrever.
— E o que você pediu pra ele?
— Um montão de coisa mamãe. – sorri sapeca.
— Lembra que só pode dois? – ela concorda.
— Eu sei mamãe, por isso eu pedi o meu só se dava pra ele.
— Você não vai me contar né? – ela nega. — olha lá mocinha. Não venha falar que pediu uma cobra.
— Não mamãe, eu sei que a toba não pode e nem o unicórnio, o cavalo, o leão...
Emma vai listando e contando nos dedos todos os animais incomum que ela queria que estivesse na nossa casa.
Perco a noção do tempo, quando depois de um tempo Emma se aproxima deitando sobre meu peito e ali mesmo ela adormece. Faço carinho mas costas dela enquanto lembro de quando ela era bem bebê e ficava assim comigo o tempo inteiro.
Estico para pegar a toalha e percebo que ela está do outro lado do banheiro.
— Merda. – falo baixo — Emma, meu amor, acorda a água está ficando gelada.
Vou tentando acordar Emma com carinhos nas costas e mexendo nela devagar para não assustar.
— Filha – tento chamá-la diversas vezes sem sucesso. Emma é igual ao pai, quando realmente pega no sono não tem nada que a faça acordar. — Josh? – aumento um pouco o tom de voz.
Silêncio... será que ele dormiu?
— Josh? – aumento mais ainda o tom de voz.
— Oi!? – ouço atrás da porta — aconteceu algo?
— Preciso de ajuda. A Emma dormiu e eu não consigo pegar a toalha.
— Onde ela está?
— Aqui no banheiro, mas do outro lado, estamos na banheira.
— Ok, me diz onde mais ou menos.
Han?
— Quando você abrir a porta, na direita da pia, tem um cesto com toalhas.
— Ok, estou entrando.
Continuo segurando Emma e observo a porta ser aberta aos poucos. Josh encara as toalhas sem desviar sequer o olhar, pega duas toalhas e se vira. Quero rir pela forma como ele está, mas algo me faz tremer por achar uma atitude fofa.
Ele sabe que eu estou despida, e mesmo assim está me respeitando.
Ainda entendo porque sou tão apaixonada neste homem e não consigo esquecer ele.
— Josh, eu vou precisar que você pegue ela, senão eu não consigo sair também.
Josh me entrega uma das toalhas e eu ponho de lado, em seguida ele abre uma e estende sobre o corpo e se vira com os olhos fechados.
Levanto devagar colocando Emma sobre seu colo, no qual ele envolve com a toalha e se vira.
Me levanto, pegando a toalha e me seco rapidamente, então consigo alcançar o roupão, visto o mesmo.
— Pode virar – o Loiro vira e abre os olhos devagar. — Obrigada – ele apenas sorri e vai em direção ao quarto.
O sigo com as coisas de Emma e ele pega de minhas mãos quando me aproximo da cama.
— Pode se trocar, deixa que eu troco ela.
Apenas assinto voltando para o banheiro e terminando de realmente me secar e vestir meu pijama. Escovo os dentes e volto para o quarto, encontrando Emma já com seu pijama e deitada sobre a cama.
— Vou tomar um banho – Josh diz pegando suas coisas e seguindo em direção ao banheiro.
Passo a observar melhor o quarto e pego meu celular, parando para ver as redes sociais. Vendo as fotos que foram vazadas da gente no aeroporto de Los Angeles. Ignoro e posto algumas Fotos que tirei, de Emma, da viagem.
Não demora muito até Josh sair do banheiro secando o cabelo com a toalha. Ele vai se aproximando devagar até uma poltrona que tem no quarto, e a observa, então percebo que ele pegou o banco que estava próximo da cama e colocou na vertical sobre a poltrona. Ergo uma Sombrancelha.
— Josh? – o chamo.
— Oi? – ele se vira me encarando.
— O que está fazendo?
— Tentando arrumar um lugar pra deitar.
Ok, eu sei que ele não me quer por perto. Mas praticamente ouvir isso, me deixou um pouco magoada.
— E claramente você não percebeu que não vai dar certo né? A cama é grande, a Emma fica no meio, vai sobrar espaço. Você pode deitar com a gente.
— Não vai se incomodar? – nego. — Tem certeza?
— Você às vezes age como se a gente nunca tivesse deitado juntos em uma cama – acabo rindo nervosa. — Eu posso ser tudo Josh, menos escrota a ponto de deixar você dormir em uma poltrona.
Me levanto arrumando Emma sobre o meio da cama enquanto ele se aproxima e deita do lado direito.
Emma se mexe um pouco virando em sua direção e ele sorri, dando um beijo em sua testa. Ela abre os olhos devagar.
— Papai? – diz bem baixinho e com a voz rouca
— Oi meu amor – ele leva uma das mãos até seu cabelo tirando o que caiu no seu rosto.
— Você vai dormir na cama com a gente?
— Vou meu amor..
Emma da um sorrisinho e se aconchega mais no pai.
— Eba, voltamos a ser uma família.
Em seguida, Emma volta a dormir e ficar com a respiração pesada.
Meu coração dói, Josh fica em silêncio e me encara, logo desviando o olhar.
— Boa noite – me viro incapaz de continuar encarando os olhos azuis.
— Boa noite Any – ouço sua respiração pesar com um suspiro.
Então fecho os olhos... e não demoro muito a cair no sono.
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