12. Losing the fear... and something more

✶⊶⊷⊶⊷❍⊶⊷⊶⊷✶


 Assim como em um piscar de olhos, as festividades haviam se passado e as aulas, retornado. Durante as férias, Lyra se encontrara algumas vezes com Cedrico Diggory. Passavam horas e horas conversando, mas até agora, nada além de algumas provocações bobas, haviam acontecido. Cedrico era um garoto gentil, bondoso e que estava sempre feliz. Era uma boa companhia, e Lyra adorava as tardes que passava ao seu lado.

Estavam na segunda semana de janeiro e à poucos dias, o primeiro jogo da Sonserina tinha, finalmente, acontecido. Jogaram contra a Corvinal, e, quando estavam bons 150 pontos à frente, Draco Malfoy capturou o Pomo de Ouro, já que jogava na posição de Apanhador. Foi um belo jogo. Um pouco agressivo, principalmente por parte de Marcos Flint, um sonserino (detestável, na opinião de Lyra) do 7º Ano, que era capitão do Time da Casa. Mas haviam ganhado, e era o que realmente importava, no final.

— Sabe, Malfoy, eu fiquei realmente impressionada com você no jogo de antes de ontem. Não sabia que jogava tão bem! — comentou Lyra.

Estavam no almoço de uma segunda-feira e conversavam sobre a partida. Draco logo inflou o peito e Lyra se arrependeu do que disse. "Tenho que parar de fazer comentários que inflam o ego dele, eu sempre esqueço!".

— É que eu treino desde pequeno! — disse, orgulhoso. — Mas, falando nisso, nunca te vi voar...

— Ahh é que eu tenho medo. — comentou enquanto engolia sua amada rosquinha de chocolate com frutas vermelhas, dando de ombros.

— O quê? Você é a primeira bruxa que eu conheço que tem medo de voar em uma vassoura! — Draco deu risada, mas ao constatar a cara enfezada da amiga, parou. — Mas eu posso te ensinar, o que acha?

— O quê??? Não, nem pensar, olha, você voa muito bem e tudo mais, mas eu estou ok com meus pés firmes no chão, sério!

Ao ouvir a negativa à sua proposta, o loiro deu de ombros e murmurou algo como 'Você que sabe.', logo voltando a se espalhar no banco, esperando os amigos terminarem suas refeições.

Quando já era de tarde e as aulas do dia tiveram fim, Lyra estava entediada em sua Sala Comunal. Brincava com Sr. Merlin, o gato, mas este logo se cansou e foi dormir (outra vez); Katherine e Draco faziam dever de Estudo dos Trouxas e Adivinhação, respectivamente, assim como Crabbe, Goyle e Pansy (não que ela fosse conversar com estes caso não estivessem); e Zabini, bom, de Zabini ninguém tinha nem notícia, o mesmo sumiu após a última aula.

Cansada de ficar apenas olhando pela grande janela, esperando ver alguma criatura do lago, resolveu sair, talvez caminhar um pouco, ou apenas tomar um ar fresco. Qualquer coisa era melhor que ficar ali, parada, naquele tédio absurdo. Com apenas um tchauzinho para seus amigos, saiu para os corredores do castelo, subindo as escadas rapidamente e antes mesmo que percebesse, já passava pelas grandes portas de entrada. Era um dia ensolarado, apesar de um pouco frio, e, sem precisar pensar muito, decidiu ir até o Lago Negro e sentar-se sob uma árvore, para aproveitar o que restava da tarde. Estava de olhos fechados, sentindo a brisa acariciando seu rosto e aspirando os deliciosos aromas da floresta e da água, com as costas escoradas no tronco, quando escutou passos se aproximando e, logo, uma presença se sentava ao seu lado.

— Oi, Lyra! — apenas ao escutar aquela voz que se permitiu abrir os olhos e um sorriso pequeno, mas verdadeiro, brotou em seus lábios.

— Olá, Ced! — ao olhar para o garoto constatou que, como sempre, um sorriso reinava em seu rosto, mas o que lhe chamou atenção mesmo, estava na mão dele. — Aonde vai com essa vassoura?

— Ah, isso? Eu estava indo treinar um pouco sozinho, mas te vi aqui em baixo e resolvi vir conversar um pouco. — no momento em que terminou de falar, uma ideia pareceu surgir em sua mente, fazendo seus olhos brilharem e seu sorriso aumentar mais ainda. — Mas por que você não vai comigo?

— O quê? Treinar com você? — soltou uma risada nervosa ao vê-lo acenar afirmativamente. — Ahhh... Sabe o que é... Bom, é que eu meio que não sei voar, sabe? Na realidade, eu tenho um certo medo.

— Como assim tem medo? Por quê?

— Ahh... É meio que um trauma de infância, sabe? — ao ver o olhar curioso de Diggory, resolveu se explicar, antes que a pergunta lhe fosse feita. — Quando eu tinha uns 7 anos, meu pai estava me ensinando a voar, e eu amava! Como eu era nova ele sempre pedia para que eu não voasse sem que ele estivesse comigo, sabe?! Só que um dia, eu estava entediada e pensei "Por que não?". Aí peguei a vassoura e fui brincar um pouco. Eu estava subindo, subindo, subindo, mas uma hora, um pássaro veio na minha direção, eu me assustei e caí da vassoura. Foi uma queda de uns 4 metros, eu acho... Bom, você já deve imaginar que eu me machuquei toda. Fiquei no chão, caída, com um braço, uma perna e uma costela quebradas, chorando e esperando meu pai aparecer para me ajudar. Por sorte ele não demorou e logo me ajudou, mas depois disso... Depois disso eu nunca mais consegui tocar em uma vassoura.

— Caramba, deve ter sido horrível, Lyra, eu sinto muito que isso tenha acontecido. — falou, tocando delicadamente o braço da garota. Fofo. Mas logo lhe ofereceu um sorriso. — Mas o que acha de tentar curar esse medo?

— Não, não, sério eu estou bem aqui, sabe, com os pés em terra firme. — falou dando uma risada curta.

— Vamos lá, Lyra, você precisa superar isso. Não estou pedindo para você subir em uma vassoura sozinha, mas pelo menos dá uma volta comigo na minha, vai! — insistiu, a olhando fazendo uma carinha de pidão.

— Eu não sei não, Ced... — a Aldorf soltou um suspiro, ainda um pouco receosa.

— Prometo que não vou te deixar cair, Lyra! Eu nunca deixaria. — falou, olhando-a nos olhos e fazendo-a soltar um longo suspiro.

— Tudo bem, você venceu, eu vou contigo. Mas se você me deixar cair, eu te mato, Cedrico Diggory! — completou com tom ameaçador, apontando um dedo para a cara dele, que soltou uma risada, levantando as mãos em sinal de rendição.

Desceram até o campo de Quadribol, e quando Cedrico se colocou sobre a vassoura, Lyra se perguntou porque aceitara aquela loucura. Tomou coragem e se posicionou atrás dele, tentando se apoiar no resto do cabo de vassoura atrás de si, enquanto mordia o lábio inferior com força.

— É melhor segurar na minha cintura se não quiser cair, Lyra. — comentou com tom risonho.

Constrangida, ela apoiou suavemente suas mãos ali. Quando atingiram certa altitude, ele a perguntou se estava tudo bem. Era fofo o jeito que ele se preocupava com o bem-estar dela.

— Por enquanto sim, tudo bem... — falou em meio a um suspiro.

— Tudo bem, vamos começar a nos mover, ok?! Em hipótese alguma me solte, tá bom? — pediu calmamente, e ao ver a garota assentir, avançou para frente.

No momento em que começaram a avançar, um pouco mais rápido, Lyra apertou ainda mais seus braços contra o mais velho, colando seus corpos, com os olhos espremidos, apertando ainda mais seus dentes em volta do lábio, o medo lhe tomando conta. Cedrico diminuiu um pouco a velocidade e tocou levemente a mão da garota que envolvia sua cintura.

— Ei, relaxa um pouco. Aproveita a vista e o vento batendo contra o seu rosto. Eu não vou te deixar cair, lembra? — falou com uma voz tranquila, enquanto passava lentamente seus dedos sobre as costas das mãos da Aldorf, tentando confortá-la.

Se dando a oportunidade de dar o primeiro passo, ela abriu os olhos e conseguiu vislumbrar a bela vista da floresta e o sol começando a se pôr. Antes que percebesse, seus olhos lhe traíram e foram puxados em direção ao garoto a sua frente. Reparou como os raios de sol que restavam batiam nos cabelos de Cedrico, os fazendo brilhar em um tom caramelo. Reparou também como o vento bagunçava os fios curtos dele e como a brisa, após bater em seu pescoço, lhe trazia o cheiro de seu perfume. Reparou em como seu perfil ficava bonito contrastado com as cores rosa e alaranjada do céu e poderia fazer uma pintura daquela cena, se soubesse desenhar. Antes que se desse conta, seu corpo pareceu perceber, apenas agora, o fato de que estavam praticamente grudados, e os efeitos foram imediatos. Sentiu sua espinha arrepiar e sua temperatura aumentar.

Diggory, sentindo o olhar da garota sobre si, virou para olhá-la e lhe ofereceu um lindo sorriso, que foi correspondido, mas ao se voltar para frente novamente, Lyra sacudiu a cabeça, relaxou e começou a aproveitar de verdade o passeio, esquecendo qualquer resquício de medo que veio a ter em algum momento. Só quando já começava a escurecer que os dois resolveram voltar à terra firme.

— Então... Você gostou? Do passeio? — perguntou, quando já estavam de pé, um em frente ao outro.

— Para falar a verdade... — começou séria, fazendo um suspense, só para ver a cara de preocupado dele, mas logo abriu um sorriso e continuou. — Por incrível que pareça, você me fez sentir segura o suficiente para que pudesse curtir o passeio, então sim, eu amei! — e vendo a feição satisfeita e orgulhosa dele, completou. — Mas não se vanglorie por causa disso.

Cedrico se aproximou, ficando a apenas dois passos de distância dela.

Você é menos durona do que aparenta ser, Lyra Aldorf Snape. — falou, com um tom de voz mais baixo, quase como um sussurro.

— Ahh não se deixe enganar, Cedrico Diggory. — respondeu, no mesmo tom e então, tomou a iniciativa, acabando com a distância entre seus corpos, passando os braços pelo pescoço dele e grudando seus lábios.

O lufano não esperava tal atitude de Lyra, nenhuma das outras garotas que se relacionou tomaram qualquer iniciativa se quer, muito menos no primeiro beijo, mas, na verdade, pensando bem, nenhuma delas chegava aos pés de Lyra e sua complexidade. Passado o choque inicial, ele envolveu a cintura dela, como se quisesse fundir seus corpos, e, finalmente, a correspondeu. Era um beijo suave e calmo.

 Os lábios de Cedrico eram macios e se movimentavam com suavidade sobre os da garota. Sentiu a língua dele lhe pedindo passagem, e permitiu de imediato. Ao sentir o gosto de sua boca se misturar com o seu, soltou um suspiro, agarrando os fios de Diggory e intensificando o beijo. Sentia pequenos arrepios pelo corpo e um formigamento na barriga. Cedrico era perfeito, assim como seu gosto e seu beijo. Somente quando o ar lhes fez falta, eles interromperam as carícias, mas continuaram abraçados.

— Te vejo amanhã? — perguntou Lyra, se afastando do garoto com um sorriso bobo no rosto.

— Sim, até amanhã. — segurou o rosto da mais nova e lhe deu um beijo carinhoso na testa. — Boa noite, Lyra!

— Boa noite, Ced!

E assim, virou as costas e saiu, se dirigindo para as masmorras. Entrando em sua Comunal, encontrou todos os seus amigos (e até seus 'não-amigos'), reunidos nos sofás em frente a lareira.

— Até que enfim, hein?! Já achava que tinha morrido! Mas afinal, onde estava? E o que estava fazendo até agora? — Katherine perguntou, assim que viu a amiga passar pelas portas da sala.

Antes de responder, a Snape viu Sr. Merlin deitado no banco ao lado da janela e foi em sua direção, pegando-o no colo. O gato reclamou ao ser tirado de seu cantinho favorito, mas ao ver que era sua dona, se ajeitou no colo dela e começou a ronronar, enquanto dava pequenas lambidas carinhosas em sua mão. Lyra se sentou ao lado da amiga, de frente para Malfoy, e só então responde.

— Eu estava lá fora, e não estava fazendo nada de mais!

— Tem certeza, Lyra?! — Perguntou Zabini, com o tom mergulhado em cinismo. "Ah não.", ela pensou. — Sabe, é que eu estava lá na Torre Norte e jurava ter visto Cedrico Diggory, voando em uma vassoura, com uma garota muito, muito parecida com você, Lyra, lá no Campo de Quadribol.

— O QUÊ???

O grito, logicamente, veio de LaCroiss. Draco, a sua frente, franziu a testa, encarando a Aldorf. Crabbe e Goyle não pareciam se importar, enquanto Pansy estava surpresa. Lyra fuzilou Zabini, mas respirou fundo e decidiu ser sincera, visto que não teria mais como esconder.

— Bom, se querem mesmo saber, sim, era eu que estava lá. Ele estava indo treinar quando me viu e me chamou para ir com ele, aí eu neguei e contei que tinha medo de voar, mas ele me convenceu a ir nesse passeio para tentar me fazer perder meu medo. E já que eu vi que não adianta tentar esconder algo, já que certas pessoas ficam me vigiando — e olhou cerrando os olhos para Blásio, que deu de ombros com um sorrisinho. —, quando terminamos nosso passeio... Bom, a gente se beijou.

Ao ouvir as últimas palavras de Lyra, Draco se engasgou com um pedaço da maçã verde que acabara de morder e olhou indignado para ela.

— O QUÊ? — para a surpresa de todos, não fora Katherine que gritou, mas sim o próprio Malfoy, que ao receber o olhar assustado de todos, deu continuação a sua fala enfuriada. — Na hora que eu me ofereci para te ensinar a voar você nega, agora se o Diggory se oferece você aceita de primeira?

O nome do mais velho saiu da boca do loiro com tanto desdém, que Lyra se convenceu de que eles tinham algum passado, intriga ou o que fosse, que ela não tinha ciência antes. De qualquer forma, ele não tinha direito de brigar com ela, ela não tinha nada a ver com suas birras desnecessárias com os outros.

— Me desculpe, Malfoy, mas Cedrico insistiu e acabou me convencendo! Apenas isso! E ele nem estava me ensinando a voar, se quer saber, ele só queria que eu perdesse esse meu medo idiota! E na realidade, você não tem direito nenhum de ficar bravo comigo, já que você nem ao menos se importou em saber o porquê do meu medo!! Nem ao menos insistiu ou tentou me convencer!!

A feição colérica do garoto se endurecia cada vez mais. Ele nunca admitiria que ela tinha razão e Lyra sabia muito bem disso.

— Ótimo! Que seja! Eu só não acredito que você está se envolvendo com alguém como ele, um qualquerzinho da Lufa-Lufa! — Lyra quase conseguia ver veneno pingando em cada palavra do loiro. — Achava que você era mais seletiva, Aldorf.

— Escuta aqui, Malfoy! — a esse ponto ela já se levantava do sofá, com as unhas cravadas nas palmas das mãos, e sua voz atingia notas cada vez mais altas. — Quem é você para falar dele? Cedrico é um cara íntegro, muito gentil e atencioso, assim como todos da Lufa-Lufa! Você, com essa mania de se achar superior, só porque é da Sonserina, não passa de uma grande baboseira, porque ele pode ser muito mais homem do que você, seu idiota!

Draco a olhava enraivecido e soltou um risinho nasal desacreditado e desgostoso. O garoto que estava, até então, sentado desleixadamente no sofá em sua típica pose desdenhosa, se levantou para ficar frente a frente com ela.

— Que seja, faça o que quiser. Se quer se meter com essa laia, que o faça. — e lhe lançando um último olhar penetrante, repleto de fúria, correspondido pela garota, completou, virando as costas. — Vamos Crabbe, Goyle, Pansy!

Ele se dirigiu para a porta da comunal, sendo seguido pelos dois garotos e Parkinson, que ao passar por Lyra, lhe lançou um sorrisinho satisfeito. Um tempo se passou em um silêncio tenso, onde todos estavam imersos em seus próprios pensamentos.

— Wow... O que foi que acabou de acontecer aqui?

A voz de Katherine tirou Lyra de seus pensamentos odiosos que se dirigiam a Draco Malfoy. Suspirou e voltou a se sentar no sofá, pegando seu gato no colo novamente. Antes de responder à amiga, tirou, calmamente, algumas bolachas que colocara no bolso quando estava no horário de almoço, e começou a dar pequenos pedacinhos na boca do bichano, recebendo em troca um ronronar satisfeito por estar comendo sua comida predileta.

— Eu realmente não sei, Katherine, mas não me importa também! — lógico que a última parte era uma grande mentira e ela sabia disso.

— Ahh eu tenho uma vaga ideia. — comentou Zabini com a voz risonha, mas ao ser questionado, se negou a dizer qualquer palavra a mais.

Após aquele episódio, Katherine pediu para que Lyra contasse de uma vez por todas o que acontecera naquela tarde, como rolou o beijo e outras coisas do gênero. Lyra lhe respondeu de forma vaga, mas, ao mesmo tempo, detalhada o suficiente para que a LaCroiss se contentasse. Não era de seu feitio falar sobre garotos e contar detalhes íntimos e sórdidos. Achava que futilidades do tipo não deveriam gastar seu tempo, e a respeito de sentimentos e sensações... Bom, isso cabia a apenas ela.

No jantar, o clima naquele pedaço da mesa da Sonserina estava pesado, diferente de todas as outras noites. Lyra e Draco evitavam cruzar seus olhares e se sentaram cada um em um extremo da fileira do grupinho, o que causou estranheza aos sonserinos que não presenciaram a briga, já que os dois viviam juntos nas refeições. Quase ao fim do jantar, pouco antes de receberem as sobremesas, antes que pudesse se controlar, os olhos da Aldorf foram puxados em direção à mesa da Lufa-Lufa. Em uma sincronia absurda e esquisita, Cedrico se virou em sua direção na mesma hora. Vendo um sorriso se formar no rosto do lufano, Lyra o correspondeu com uma piscadela, para depois voltar a atenção para seu prato.

A seis lugares de distância da Snape, Draco Malfoy travava uma luta interna contra seu orgulho. Nunca precisou ou quis pedir desculpas por nada para ninguém, mesmo que fosse o certo. Poucas foram as vezes que se arrependeu de uma atitude ou algo dito por ele, e menores ainda foram as que admitiu isso. Mas ali, sem poder conversar com a garota que estava presente em todos os seus dias, tornando-os menos monótonos, e recebendo seu olhar indiferente e até um pouco chateado, ele se sentiu o ser mais idiota do mundo por ter feito o que fez.

Mas afinal, ele não entendia, por que havia brigado com ela? Por que se sentira tão irritado? "Deve ser só porque ele não é um sonserino. É, deve ser isso mesmo. Deveria ser uma vergonha um sonserino namorar um lufano... Por isso fiquei inconformado...", pensava o loiro, na tentativa de entender o sentimento de repulsa toda vez que se quer imaginava os dois juntos. "Se fosse um sonserino eu não ficaria assim... É, aí não teria motivos!".

Ao observar a garota se levantar junto a Katherine e Blásio, Malfoy se inquietou. Precisava consertar as coisas, não sabia o porquê, mas não podia continuar do jeito que estavam. Apenas poucas horas recebendo o desprezo de Lyra, já foram o suficiente para o afetar mais do que gostaria, mais do que jamais admitiria. Tomou coragem e se levantou, mas ao olhar em volta, só conseguiu ver as pontas de seus cabelos pretos passando pela porta. Seguiu naquela direção, porém seus passos não eram tão preguiçosos quanto de costume.

 — Lyra... — chamou baixo, segurando levemente o braço da menina.

Quando a Aldorf se virou, se surpreendeu ao encontrar o loiro ali, que por mais que tentasse transparecer calma, ela pôde perceber o nervosismo pela postura um pouco mais rígida que de costume. Olhou para os amigos em um sinal para que seguissem para a Comunal sem ela, e voltou a olhar para Malfoy, esperando que falasse algo.

— Podemos... Conversar? — vendo que a Aldorf apenas levantou uma sobrancelha e trocou o peso de perna, continuou. — Olha, eu sei que exagerei mais cedo, tá bom?! Por mais que não tenha gostado muito da ideia de você estar com um lufano, não tinha o direito de falar o que falei...

— E o que mais?

— Como assim o que mais? — perguntou, confuso.

— Você sabe o que eu quero ouvir, Malfoy. — entendendo ao que ela se referia, Draco respirou fundo.

— Me... Argh! Me desculpe, Lyra! — a dificuldade do menino em dizer essas palavras, fez com que o canto dos lábios dela tremessem um pouco, resultado de um riso reprimido.

— Vou pensar no seu caso, agora se me dá licença... — Lyra fingiu que ia virar e viu as narinas de Draco inflarem em pura indignação. — É brincadeira idiota, sei como deve ter sido difícil passar por cima desse ego imenso só pra me pedir desculpas, então tudo bem, eu aceito. Por mais que você tenha sido MUITO babaca, vale ressaltar!

— Tá bom, tá bom, eu já sei! — replicou emburrado, formando um pequeno biquinho involuntário, que a garota se pegou admitindo ficar extremamente fofo nele.

— Você é muito idiota, Malfoy! — Lyra ria ao passar um braço pelos ombros do amigo, com alguma dificuldade, já que ele era um pouco mais alto, e bagunçou seus cabelos quase platinados.

— Não enche, Aldorf! Já estou me arrependendo de ter te pedido desculpa.

Rindo, eles seguiram juntos para seus dormitórios, onde Malfoy nem imaginaria que dali a poucas horas, Lyra estaria, novamente, fora de sua cama, na Seção Restrita. Lyra também não imaginava que, naquela madrugada, encontraria livros que a mostrariam uma nova realidade mágica e que poderia mudar o curso de sua vida para sempre.

Eiiii! E aí o que acharam? Teve beijo, YAY

Seguinte, tem uma música que eu me baseei muito pra escrever a relação da Lyra com o Cedrico, mas eu não posso falar qual é ainda se não vou dar Spoiler de acontecimentos futuros KKKKKKKKK enfim, só pra vocês saberem memo KKKKKKKKK

Capítulo que vem vai ser IMPORTANTÍSSIMO! Tipo, ele vai dar outro sentido pra história e muitas coisas vão ficar claras e mudar totalmente a vida da Lyra!!!! (Ansiosa estou pra saber o que vocês vão achar)

P.S.: Apesar de esse e o outro capítulo terem sido bem focados nos dois, não vai ser assim em todos não, tá?! Pq tem muita coisa pra acontecer na história que não envolve ele (e também talvez esse não seja o ship principal dessa fic como vocês devem ter percebido) auhsuahs

BEIJIN BEIJIN E ATÉ O PRÓXIMO

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top