Condenação da Vítima

As vezes acredito que é minha culpa
Parece que carrego o ódio deles nas costas
Isso pesa tanto e ocupa minha cabeça
Enquanto lágrimas e tristeza saem
Em meio a pouca ou rouca voz

Sinto que me abandonaram aqui
Exatamente onde eles tem mais força
Me sinto preso, porém dentro de mim
Seus olhares desconfiados já machucam
Não há para onde fugir, só em mim

Difícil é recuperar a confiança
Relembrar que está tudo errado
De que o problema não é ser eu
Porém, errado é agir como eles
Rezo para as amarras se dissolverem

Usam tantos adjetivos maldosos
Mais algumas vezes eles me prendem aqui
Eles me perdem para eu não me achar
Só que ainda ouço um som
E ainda sinto algo bom perdido em mim

Reconheço que é a verdade
Que estava preso de baixo de tudo isso
E há um raio de esperança entrando
Toda essa bagunça e amarras
Podem se dissolver se eu rezar por mim

Saber onde eu estava e o que fiz
Lembrar quem eu sou e meus motivos
Verdade e esperança podem me libertar
Eu rezo por mim, para me sentir confortável
Comigo, o mundo é apenas um detalhe

(Data: 23/12/16)

Poema carinhosamente dedicado à todas as vítimas de assédios.
ALGUNS ELOGIOS E ALGUMAS BRINCADEIRAS SÃO OFENSAS.

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