Versos empurrados

Vou agora fazer uma brincadeira:

para acompanhar a rima, eu digo cadeira.

Opa! Assento, Aposento e maneira,

tudo em nome de dizer: bandeira!


Mostro o rosto aquilo que veio,

mas o resto do sentido se perdeu no meio.

Todos esperam uma harmonia interessante,

enquanto a falta do "algo mais" me é um agravante.


Lembrei-me agora daqueles que esquecem os pontos.

Mas a que ponto quero chegar lembrando desses tontos?

Os pontos de que digo são o "xis da questão".

Melhor diminuir essa frase então.


O desenho do texto me parece esquisito.

O zig-zag das linhas me lembra um mosquito.

Se é que poderia se chamar de desenho,

esse vai-e-vem de versos que tenho.


Rio de mim sobre mais uma rima chula,

agora, essa frase, me pareceu de uma mula.

Perdi o rumo. Já não estou indo a meta.

Já que estou nesse prumo, vou seguir minha reta.



14/06/2009

Rafael S P Valle

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