A mil por hora

Num acesso de impulsos,

sentindo a fúria do pulso,

rasgo o tempo acelerado,

sem controle nem recurso.


O jorrar das idéias inusitadas,

sangrando como isca para maldades,

já não deixa esperança de lentidão,

deixando-me preso ao tempo, numa escravidão.


Nada surge.

O pensar causa hesitação.

Inquietação.

Indecisão.


Por que? Por que?

Não há nada mais além do querer!

Contradigo os versos passados...

Tomo-me num momento apavorado.


Eu sei... Estou de volta...

Ligando fatos já esquecidos

eu já não mais esqueço as ligações,

além do respirar simular as perversões.



10/02/2009

Rafael S P Valle

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