Piquenique
"Nãããããoo!" Louis gritava enquanto corria de mim pelo vasto campo verde.
Era verão e nós dois decidimos alugar um pequeno chalé no interior da grande, porém ainda pequena, mas não tanto quanto o meu Louis, Inglaterra. Uma casinha pequena e aconchegante dentro de Holmes Chapel, minha cidade de nascença. Claro que poderíamos ter ficado na casa de meus pais, mas eu queria o máximo de privacidade possível para poder ficar com meu ursinho.
Louis corria à minha frente, suas gargalhadas altas acariciando meus ouvidos e puxando os cantos dos meus lábios em um enorme sorriso. Ele fugia de mim, mas eu sabia que ele queria ser pego. Aumentei a velocidade de meus passos esticando um de meus braços para tentar agarra-lo e apenas consegui tocas seu cotovelo, ele era mais rápido, já eu era um obeso sedentário. "Louis William Tomlinson!! Venha aqui e deixe-me te pegar!"
"É melhor correr mais rápido, vovô!" Respondeu em zombaria e sua risada pode ser ouvida mais uma vez.
"Não me provoque!" Respondi entre as lufadas pesadas de ar que soltava, não aguento mais, preciso respirar. Parei de abrupto no lugar em que estava minhas pernas tremendo por conta dos movimentos contínuos e o coração acelerado. Joguei-me do gramado verde do grande campo, Louis que já deveria estar a quase um quilômetro de onde eu estava morrendo, voltou e ficou me encarando apoiado em seus joelhos, sua respiração quase que sem nenhuma alteração, como ele não cansa?
"Você é realmente um velho." Falou rindo de mim que estava a beira de um verdadeiro ataque cardíaco jogado no chão.
"Não zombe da minha idade, ainda posso fazer coisas que muitos outros da minha idade não conseguem." Respondi a respiração voltando ao ritmo regular.
"Isso é verdade." Concordou.
Idade? Sim, eu sou quatorze anos mais velho que Louis, nós conhecemos em um bar onde ele trabalhava de meio período. O motivo? Tinha acabado de brigar com minha esposa, Pearl, e precisava afogar as mágoas das brigas e de todas as verdades recebidas nos momentos de extrema raiva. Quando cheguei ao Winnie's e olhei no rosto do atendente, eu vi em seus olhos tudo o que procurei em alguém por toda a minha vida, na época eu com apenas trinta e três anos e o jovem que me encantou com seus dezenoves recém-completados. Digamos que nunca foi daqueles que acredita em amor há primeira vista, mas aquele momento mudou tudo o que um dia achei ter certeza. Eu estava apaixonado por um homem. Não um homem qualquer, um homem mais novo. E não um homem mais jovem qualquer, Louis. Depois disso eu passei a freqüentar aquele bar no subúrbio de Londres por semanas a fio, todos os dias, nós mesmos horários. Tudo isso apenas para ver Louis, com quem criei amizade na terceira noite. E dois anos depois aqui estamos, ele beirando os vinte e um e eu aos trinta e cinco.
Em meu casamento com Pearl tive duas lindas filhas gêmeas, Angelique e Taylor, e um belo garoto, Trevor. Ele é o mais velho, seis anos, as meninas acabaram de completar três. Foi meio estranho no início aparecer na casa em que eu costumava morar com minha esposa e filhos e mostrar meu novo namorado homem mais novo para minha ex-mulher. Mas no fim de tudo nós assinamos os papéis do divórcio e agora somos bons amigos.
Eu estava olhando para o céu completamente limpo, não poderia se ver uma nuvem sequer. Louis agora estava deitado com parte de seu corpo sobre o meu e sua cabeça apoiada em minha clavícula, seus pequenos dedos acariciando meu pescoço tão levemente que eu apenas os sentia por estar completamente concentrado em seus carinhos. Nossas respirações agora estavam compassadas, mas sobre os batimentos cardíacos já não poderiam ser ditas as mesmas palavras. Só o fato de Louis estar a cerca de mim já me tirava o ar, então com ele encima de mim eu estava prestes a um ataque cardíaco, esse é o efeito Tomlinson sobre mim.
De repense eu não sentia mais os toques de Louis em meu pescoço, pois ele tinha os levado até minha bochecha, acariciou o local e virou meu rosto de encontro ao seu. Agora eu estava encarando seus olhos azuis, os mais belos que vi em toda a minha trajetória até dois anos atrás. Ele me fitava de volta, eu já não sabia o que fazer, se continuava com o prazer que era olha em seus olhos ou se abria as portas do paraíso com um de seus beijos. E parecendo ler meus pensamentos, Louis me deu a chave dos portões quando me puxou levando seus lábios de encontro aos meus.
Em meio ao beijo eu abri os olhos, apenas para poder ver como seus olhos ficavam pressionados enquanto nos acariciávamos, minha mão em seus cabelo fazendo cafuné e o empurrando mais contra mim. Estávamos no meio de um campo, cercados de árvores, nosso chalé fica há dois quilômetros, não tem chances de ninguém nos ver aqui. Com esse pensamento, coloco as mãos cercando sua cintura fina e definida e o arrasto para cima de mim, colocando uma de suas pernas de cada lado de meu tronco. Minhas mãos lentamente indo aos seus quadris e descendo mais um pouco para poderem apertar sua farta bunda.
"Nã-não Harry, não vamos fazer isso no meio do nada." Fala ofegante, suas mãos espalmadas em meu peito. "Não vamos fazer nada aqui, agora a gente vai voltar pra debaixo da árvore, a cesta deve ta cheia de formigas."
"Certo, seu chato." Fiz bico fingindo manha, ele saudável do jeito que era, levantou primeiro e me estendeu as mãos para me ajudar no ato. "Como você consegue aturar um velho chato e sedentário que nem eu?" Questionei rindo. "Você merece um prêmio Nobel de paciência por isso."
Louis parou onde estava e começou a encarar o gramado verde sob seus pés com seriedade. "Você sabe que a sua idade nunca foi um problema pra mim, não gosto quando você se refere a si mesmo como um aspirante a invalido. Por favor, não faz isso." Virou de frente pra mim, colocando seus braços em meus ombros e me puxando para um beijo. Quando nos beijávamos, Louis sempre tinha de ficar sobre as pontas dos pés pela nossa diferença de algo como quinze centímetros.
Enquanto ele ainda me beijava, curvei um pouco o tronco e rodeei cada uma de suas pernas com um braço e o puxei para cima, fazendo com que suas pernas agora estivessem enlaçadas em minha cintura. Ele parou de me beijar para poder soltar aquela gargalhada escandalosa e aguda que sempre me colocava um sorriso no rosto, independente da situação. E fui andando com ele pendurado em mim, muitas vezes quase caindo pois olivais todas assuas forças nas gargalhadas, até onde a manta azul quadriculada que estendemos estava, mais ou menos setecentos metros de onde estamos.
Com cuidado, tentei me abaixar com ele no meu colo me dando advertências para tomar cuidado pois ele estava muito jovem para ficar paraplégico ou algo do tipo. Quando estava jáde joelhos na manta, continuei me abaixando até ficar de quatro e Louis cair levemente no gramado fofo coberto de azul bebê. Suas pernas continuaram em minha cintura e seus braços ao redor de meu pescoço enquanto seus dedos finos me acariciavam mais uma vez. Aqueles movimentos me deixavam pacificado e ao mesmo tempo enlouquecido. Louis era capaz de despertar pólos completamente opostos dentro de mim com apenas um mínimo olhar.
Me abaixei como em uma flexão, apenas apoiado em meus braços, para poder tocar nossos narizes. Os mínimos gestos pareciam provocações inocentes quando feitas por Louis, um desses seriam os toques na nuca.
"Sai de cima de mim, seu gordo." Falou rindo enquanto tentava inutilmente me tirar do lugar me empurrando pelo peitoral.
"Não sou gordo, sou gostoso. E você sabe muito bem disso." Ri. Sua mão escorregando por minhas costas até chegarem ao meu traseiro e aperta-lo o que me fez arregalar os olhos e sorrir com apenas um puxar de lábios surpreso para Louis, isso não era de seu feitio.
"Eu te amo." Sussurrou rente ao meu rosto. Por mais vezes que ele dissesse aquilo ao longo de um dia, eu ainda me encantava com aquelas palavras saindo por entre seus lábios.
"Eu te amo." Confessei mais uma vez o maior fato de todos. Eu o amo. Ele é o oxigênio que eu respiro.
Louis me mantém vivo, mantém a chama acesa. Me deu o que nenhuma mulher no mundo conseguiu. "Abre a boca." Obedeci e logo algo pequeno e esférico foi jogado lá, uma uva, mastiguei aquilo enquanto olhava em seus olhos que estavam fixos aos meus. O sabor da uva não poderia ser sentido, pois minha atenção não estava lá, mas sim em continuar olhando e aproveitando a vista.
...
De noite, recolhemos tudo o que tínhamos trazido e colocado de volta à cesta de palha. Voltamos caminhando pelo campo, os mosquitos faziam de nós seu banquete pelo que parecia. Com mais quarenta minutos de caminhada chagamos ao chalé e o segundo em que Louis se jogou no sofá, foi o mesmo em que adormeceu. Não que eu estivesse reclamando de ter que carrega-lo até a cama, não estava, eu só queria que ele tivesse ficado mais tempo acordado para podermos ficar conversando até amanhecer, mas o dia foi realmente cansativo.
Coloquei o corpo adormecido de Louis sobre o colchão e lhe cobri, no mesmo instante ele se aconchegou e agarrou o lençol com força. Joguei minhas roupas no chão e deitei ai seu lado, ficando de conchinha.
Minhas mãos acariciando levemente seu rosto delicado de pele beijada pelo sol, seu nariz arrebitado sempre me chamando atenção, os fios da franja caindo sobre sua testa e alguns fios presos no nariz e alguns nos cílios, passei a mão para tira-los de lá.
Adormeci.
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