CAPÍTULO 16

Corujão

A tal Larissa entrou brigando com o Colômbiano.

Olhei aquela figura loira e desaforada em minha frente e lembrei do dia que ela veio aqui, ela tava chapadona de droga. Eu lembrei que transamos e a camisinha furou, merda! Eu vou esfolar a cabeça do PL! Eu tinha mandado ele entregar a porra da pílula pra ela e ele não entregou.

Ela parou em minha frente com cara de raiva e nojo. É né meu bem, na hora de dar a buceta não fez cara de nojo.

- Eu quero abortar. - falou simples - Eu não quero ter um filho de um traficantezinho de merda. - ela falou atiçando minha irá. - Só vim aqui pedir sua ajuda pra tirar essa troço de dentro de mim.

Levantei pegando em seu braço com ódio, ela de imediato me olhou com medo. Quem ela pensa que é.

- Primeiro, com quem você acha que tá falando? Não é com nenhuma empregado seu não vagabunda - ela me olhava assustada - E segundo, não vai tirar minha cria. Tu vai ficar aqui! Tá escutando?! Se tu pensar em tirar meu filho eu ranco sua cabeça fora e depois te jogo do barranco. Então não brinca comigo, só um aviso.

- Eu não vou morar em uma favela. - falou entredentes

- Quero ver você não morar. - a soltei - E quando essa criança nascer eu vou fazer o teste de DNA, porque se não for tu tá fodida em minha mão.

- Tu acha que eu iria vir aqui, nesse moquivo pra o filho nem ser seu? - debochou - Tu tá de brincadeira comigo.

A mina é debochada, daqui a pouco esse deboche acaba.

- Teus coroa sabe que tu tá aqui - ela negou - Já vi que vai dá merda.

Mandei um rádio pro PL mandando ele vim aqui, o mesmo não demorou muito e apareceu.

Peguei ele pela gola da camisa vendo o mesmo se cagar.

- Tu tem o quê na porra dessa cabeça - perguntei tranquilo. - Eu não falei que era pra dar o remédio pra ela - apontei pra Larissa.

- Foi mal chefe.....E que eu perdi o remédio... - soltei ele revirando os olhos e passando a mão nos cabelos. - Some daqui PL.

O mesmo saiu apressado esbarrado nas coisas.

Que merda!

Outro filho! Logo eu! O Corujão porra!

Eu não queria ter mais filhos, eu corria muito perigo e de alguma forma eles também corriam por ser meu filho. Não queria que eles sofressem vendo o pai ser um traficante procurando.

- Vamo. - falei saindo apressado.

A mesma não retucrou mas na hora de subir na moto fez uma cara de nojo.

- Sobe porra! Acha que tenho o dia todo caralho!

- Meu Deus; o que eu fiz da minha vida - falou baixo respirando fundo.

Arrastei a moto indo em direção à uma casa que eu tinha. Não era o luxo que ela tinha mas dava pro gasto.

- Aqui onde tu vai morar - falei vendo a cara de cú dela - Faz essa cara não porra. Eu poderia nem assumir esse filho.

- É a única cara que eu tenho e eu acho melhor você não assumir mesmo - ela falou irritada e saiu andado.

Fui atrás dela pegando pelo braço.

O jeito que eu puxei ela foi um pouco forte porque a mesma veio parar no meu peito. Encarei aqueles olhos cor de mel por alguns instantes até a mesma reclamar.

- Ninguém da as costas pra mim. - falei rouco e baixo.

A mesma se soltou com ódio pegando a chave na minha mão e entrando na casa.

Ela olhou tudo com cuidado e tocou pra ver se tinha poeira.

- Não é eu que vai fazer as coisas aqui não, né?

- Não, é eu - ela me olhou com um olhar mortal - Cara feia pra mim é genética.

- Essa casa é minúscula. Não dá pra respirar dentro dela.

- Olha o mundão lá fora pra você respirar bebê. - se era deboche que ela gosta é isso que ela vai ter - Mais tarde eu passo aqui pra de dar uns trocados pra tu comprar roupa e comida.

Ela não me respondeu.

Esse mina vai me dá é trabalho viu.

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