CAPÍTULO 11

Larissa

Minha cabeça deu várias voltas me fazendo sentar no sofá perplexa. As palavras da gorda nojenta não eram verdade, eu sabia que não. Foi quando minha mãe entrou na sala.

—Minha tia aí, pergunta pra ela.

Nessa hora eu já não segurava meu choro. Minhas lágrimas deciam freneticamente seguidos dos meus soluços.

—O que foi? O que tá acontecendo?

—Não é verdade tia que a Larissa não foi encontrada no terreno baldio lá no morro da Babilônia?

Ela travou e engoliu em seco, pude ver que ela logo ficou cabisbaixa.

—Isso é verdade mãe? — perguntei orando para que ela falasse que era mentira mas ela não disse nada — diz que é mentira!

—Lari, eu posso explicar....

—Eu não quero mais ouvir nada de ninguém!! Me deixem em paz!!

Olhei pra cara de Fátima que tinha cara de deboche e da minha mãe, ou melhor, mãe adotiva que chorava. Sai de casa sem rumo e tudo na minha frente parecia que tinha desaparecido. Aquilo tudo só podia ser um pesadelo. Eu não tava acreditando que eu era uma abortada de merda, eu tinha nojo de mim mesma.

Fui correndo até a casa do meu primo e ele mesmo me atendeu.

—O que foi Lari? — me perguntou mas a única reação que tive foi abraça- lo — Vem

Ele me puxou até o quarto dele e trouxe água pra mim. Fui tentando me acalmar mas lembrava das palavras da Fátima me deixava mais estressada. Bebi toda a água e logo em seguida contei até dez respirando fundo. Meu primo meu encarava com os olhos arregalados.

—O que aconteceu?

—Eu sou filha adotada, Thayson.

—O que? Como assim?

—Acabei de descobrir pela boca da gorda da Fátima— me levantei — Aí que ódio!

—Nem sei o que te falar...

—Não tem nada pra falar. Eu sou filha de gente vira lata. Tu tem noção disso? Aí, só queria morrer agora — meus soluços parecem nunca acabar —Eu quero aquilo que você usa pra ficar alegre

—Droga?

—É. Preciso esquecer que sou filha bastarda de merda

—Mas isso não vai resolver teus problemas Lari

—Que porra Thayson! Não vai me ajudar não?!

—Tá, mas tem que ir lá comprar

—Tá, vamos..

—Tu vai assim?— ele olhou pra mim que estava apenas com o biquíni e o short— Espera que vou pegar uma blusa da minha mãe, já volto

Ele foi lá e pegou uma blusa de seda de mangas longas rosinha.
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Domingo as 18:31
19/04

Chegamos lá e tivemos problemas por causa do carro do Thayson, então tivemos que subir a pé. Quando eu vi que estava entrando em uma favela me senti suja e logo o arrependimento bateu. Mas logo lembrei que tinha saído daqui, o que me fez sentir vontade de vomitar e chorar. Era difícil saber que eu era uma vira lata. Agarrei no braço do Thayson e subimos.

Chegamos em uma quadra onde tinha  poucos pessoas e o som baixo, mas certamente era pelo horário que era cedo demais. Lá tinha um grupinho de meninas que quando me viu chegar logo fez cara de deboche e nojo, mas lógico que não iria abaixar minha cabeça pra faveladas. Encarei elas de volta com minha pior cara de nojo possível.

—Thayson? Vamos embora

—Ah não Larissa. Tu me faz vir até aqui agora tu vai ficar, nem que seja pra balançar essa tua bunda de grilo

Thayson me arrastou até um cara negro alto, ele era bem bonito, ficava mais bonito ainda todo fechado.

—Tem certeza que quer usar né?

—Tenho

Thayson arrumou um maço e acendeu me entregando.

—Só é tragar

Quando eu puxei pra dentro acabei me engasgando com a fumaça mas logo peguei o jeito.

Se eu não me engano eu já tinha fumado maconha e cheirado pó, e tinha bebido muito. Eu estava mais leve, tudo que tinha acontecidlo mais cedo tinha sumido da minha mente e tudo parecia engraçado. Já eram umas onze da noite e a quadra já tinha enchido de gente, não tinha lugar nem pra colocar o pé direito.

—Euuu!! parado no bailão...!!— cantarolei

Pela primeira vez na vida eu estava dançando, e ainda por cima funk, o que eu mais odiava. Foi quando eu esbarrei em alguém sem querer. Era uma loira do cabelo ressecado.

—Tu tá cega garota?— ri da sua cara

—Você está me vendo de óculos escuros por acaso?— peguei em uma mecha do seu cabelo — que porra é essa? Isso tá mais ressecado do que cabelo de cavalo hen

A mulher me deu um empurrão me fazendo cair no chão. Ela subiu em cima de mim e começou a me dar tapas. Mas lógico que eu não ia apanhar de favelada nenhuma, comecei a dar socos e cravei minhas unhas em sua cara, onde ranquei um pedaço.

Logo percebi que fizeram uma roda ao nosso redor e vinheram dois homens pra separar a gente.

—Sua puta! Eu ainda quebro tua cara de patricinha

—Vem aqui quebrar! Tô morrendo de medo, ó

Ouvi tiros e gritos das pessoas se jogando no chão.

—Que desgraça tá acontecendo aqui?!— um homem alto e músculoso chegou com um revólver na mão

—Essa puta me empurrou — a mulher se justificou

—Que porra Carla!! De novo caralho! Acho que não aprendeu a lição né? Tenho que ensinar essa porra

—Corujão eu...— já chorava

—Ô Nego, leva a Carla pra salinha que eu vou resolver os bagui com ela depois

—E a patricinha patrão? — perguntou o cara que me segurava

—Leva ela lá pra fora que vou bater um papo namoral

O homem me arrastou até lá fora pelo braço.

—Ou! Me solta burro do Sherek!— me jogou do lado de fora da quadra

—Espera o patrão aqui porque se tu sair vai ser pior pra ti

—Tá me ameaçando? — perguntei

—Vou nem te dar moral pra eu não fazer besteira

Sentei no meio fio, já estava na merda mesmo.

—Quer dizer que você sobe minha favela pra fazer barraco é?  — o homem chegou

Nossa, ele era lindo demais. E ainda cheiroso.

—Não querido, essa quenga que procurou.

—Patricinha da zona sul subindo favela pra usar drogas. Quem diria— ele se aproxima colocando o dedo na minha cara— Sobe aqui de novo pra ver se tu não volta pra casa sem as pernas

O jeito que ele falou me deu muito tesão. Eu simplesmente não sabia o que estava acontecendo, eu estava tão leve e ao mesmo tempo agitada.

—O jeito que você está falando tá me dando tesão, sabia?— falei sem pensar

—E o que a patricinha tá pensando em fazer? — provocou

Aproximei dele beijando sua boca. Tive que ficar nas pontas dos pés porque ele era muito alto e músculoso. Ele me prendeu pela cintura enquanto eu o beijava com muita vontade e em minutos pude sentir algo crescendo entre suas pernas.

Ele me arrastou até um beco que ficava ali perto e começou a abaixar sua bermuda junto a cueca. Assim que ele tirou pude ver seu pau enorme e grosso pular pra fora, sem exagero nenhum ele era muito grande. Enquanto ele me beijava ele desabotoou meu short e abaixou junto a calcinha. Pequei no seu pau e bati um pouco enquanto ele me beijava e apalpava meus seios.

—Espera — ele pegou uma camisinha vestindo- o

Ele me virou me deixando de costas e foi metendo nem de leve nem muito forte, mas logo depois ele começou a meter bem rápido me fazendo gemer, ele era muito gostoso, podia sentir ele batendo no fundo na minha vagina. Ele não gemia mas pude sentir sua respiração pesada.

—Gostosa — deu um tapa forte na minha bunda

Ele meteu freneticamente até gozar. Eu estava exausta e quase não sentia minhas pernas.

—Merda! — resmungou

—O que foi? — perguntei sorridente mas sem entender nada

—A camisinha furou

—Nossa — ri

— Veste a merda da roupa

Me vesti e quando terminei ele me arrastou pelo braço até a entrada do baile e praticamente me jogou em cima de um cara.

—Leva ela pro barraco

—Tranquilo chefe— fez toque com o cara—  Bora patricinha

Ele era bem novinho e bonitinho. O garoto me colocou dentro de um carro e em poucos minutos ele me deixou em uma casa de pouca infraestrutura.

—Tô aqui fora. Qualquer coisa dá um salve que eu broto

Sem animo deito no colchão no chão e durmo.

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