capítulo 22- O Cancro

Durante aquele dia o meu pai ficou desconfiado por me ter apanhado no seu escritório. Eu raramente lá ia, só quando ele lá se encontrava.
O que teria aquela gaveta para se encontrar trancada? Era um mistério!

Foi então decidi ir até a sala onde o meu pai se encontrava e perguntar.

-Peluche, posso fazer-te uma pergunta? - já há muito que não o chamava assim, e quem sabe ele não notaria o meu interesse demasiado naquela gaveta.

-Claro.- responde sem nunca desviar os olhos da TV.

-Enquanto estava a procura do papel para um trabalho, umas das gavetas estava trancada porquê?

De repente tira os olhos da TV e olha fixamente para mim. Como quem diz não devias ter mexido sem a minha autorização.

-Po..por nada de especial. Devo ter perdido a chaves e prontos nunca maia lembrei. - dizia nervoso com os olhos receosos e medo na palavras.

-OK.

Eu engoli o que ele me disse, mas não estava convencida de que fosse verdade. Nunca fechara nada as chaves naquela casa, nunca me lembro nem de deixar o seu quarto trancado por qualquer motivo que fosse. Algo não batia certo, nada batia bem. Teria de tentar no dia seguinte descobrir uma maneira de abrir aquela maldita gaveta.

Vi TV durante um bom bocado, mas sentia-me cansada e fui descansar um bocado para o meu quarto. Encostei a minha cabeça na almofada e adormeci logo de seguida. Poucas horas depois o meu pai acorda-me para que me vestisse que hoje iríamos almoça fora.

Dei um duche rápido e vesti umas jeans gastas e uma camisa branca fofinha e por cima dela uma blusa com pelinhos rosa claro, deixei de novo os meus cabelos soltos e com os seus caracóis. Desci e o meu pai já se encontrava pronto para irmos e saímos directos para o carro.

Lá fora fazia sentir-se um frio dos diabos, e nevava e fazia muito vento em contra partida o meu pai ligou o carro com o ar condicionado no quente . O carro ficou aconchegante.

Sentei no banco da frente pus o cinto e joguei a minha mala para o banco de trás e lá fomos nós almoçar fora.

-Pai, porque decidiste ir hoje almoçar fora. ? Perguntei despreocupada a olhar para a frente.

-Desde que o que aconteceu estiveste em casa só saíste para ir beber café com Evelyn. Achei que merecíamos um momento de pai e filha. - disse sem tirar os olhos da estrada e esboçou um sorriso.

E seguimos assim pela estrada fora, fomos até ao outro lado da cidade, por isso demoramos um bom tempo de viagem. A musica do radio fazia-se ouvir e eu cantarolava baixinho e de vez em quando o meu pai juntava-se a mim.
Foi então que ouvi uma musica diferente de fundo e raparei que era o meu telemóvel que estava a tocar. Estiquei o braço para alcançar a mala e tirar o telemóvel .
No visor via "josh". Josh? Muito estranho mas atendi.

" Olá "
"Olá"
"Está tudo bem?"
"Sim, esta tudo. Estou a ligar-te para saber se podes passar por cá hoje? "
"Haa..hummm..Não sei, mas acho que sim. "
"Boa. Até logo então"
"Até logo"

E desligo a chamada e fico com um sorriso de orelha a orelha, e suspirei. O meu pai olha para mim a sorrir de felicidade e nem reparei que ele estava a estacionar porque tínhamos chegado ao restaurante.
Saímos do carro e seguimos para dentro e entretanto já não nevava mais.
Pedimos o que comer, o restaurante era bastante bonito e bem decorado.
Sentamos-nos numa mesa do meio da sala e de prontidão o empregado veio ter connosco e trazia com ele o cardápio dessa tarde, pedimos as bebidas e deixou-nos sozinhos.

Pouco depois o mesmo empregado volto para junto de nós meio atrapalhado, devia ser o seu primeiro dia no restaurante. Pedimos a nossa comida e pouco tempo depois fomos servidos. comemos devagar e conversamos animadamente, já sentia saudades destes momentos com o meu pai. O almoço estava agradável, o meu pai pediu a conta e saímos do restaurante.

De volta para casa foi tudo calmo como sempre, estava-mos muito satisfeitos com o almoço. Chegando a casa pousei a mala na sala e peguei no telemóvel e liguei para a a minha melhor amiga, precisava de saber se ela sabia alguma coisa do Gabriel, desde da ultima vez no hospital que não sabia mais nada dele, tive esperanças que ela soubesse alguma coisa.

Ela atendeu.
"Sim?"
"Ola. é a pandora."
"Pandora. quanto tempo não dizes nada."
"Desculpa tenho andado casada e sem vontade para nada desde o que sucedeu. E por falar nisso eu liguei para saber se havia alguma novidade do Gabriel?"
"Não faz mal. compreendo e quanto a Gabriel acho que já esta em casa pelo menus foi o que o meu pai disse. Queres ir la visita-lo?"
"Gostava muito mas hoje não posso. já combinei ir ter com o josh. Mas amanha não tem problema?"
"Sim fica para amanhã então ."
"Ate manha então. beijos."

desligou o telefone. Olhou para o relógio e viu que já esta quase na hora de encontrar josh. vestiu.se rapidamente e desceu as escadas para a sala onde estava o seu pai.

Pouco tempo depois bateram a porta e pegou na mala e foi de encontro a Josh que a esperava no outro lado da porta, ficou surpreendida, pois não estava a espera que ele aparece-se pois seria ela a ter com ele e não o contrario, mas ficou contente por velo.

-Está linda Pandora- Diz pegado na sua mão para a ajudar a descer o degrau e acompanha-la atá ao carro.

-Oh muito obrigada, tu também estás lindo- respondeu a corar e o seu coração acelerou.

Ele ajudou-a a entrar no carro, e este esta quentinho tinha a o ar condicionado ligado no quente. Viu-o a dar a volta ao carro e soprar para as mãos na tentativa que ficassem quentes e entrou no carro, olho-a e sorriu. Meteu as chaves e o carro pegou. Conduziu pela estrada fora sem dizer nada, só via prédios e mais prédios passaram por vários restaurares e lojas e não conseguia saber onde ele a levava. Passaram pela ponte e foram para o outro lado da cidade.

-Onde vamos?- perguntou por fim.

-Verás quando chegares.

Porque as pessoas teimam em não contar as coisas, já estava a tornar-se um habito qual coisa. Após o que lhe pareceu uma vida numa estrada pararam o parque de estacionamento, mas ela não conseguia saber onde estava, pois ela raramente saiu do bairro onde vivia. Ficou deslumbrada, parecia um mundo a parte no meio urbano que era aquela cidade. Havia árvores altas e rebustas e estavam todas cobertas de neve, no chão só se via pequenas pegadas de pequenos bichos, como os patos e pombos que estava por ali e procura de um velhinho ou velhinha que lhe desse a sua porção e migalhas de pão como todos os dias o faziam ou simplesmente andavam a deriva!

-É um sitio magnifico! - acabou por dizer

-Ainda bem que gostas, vamos passear por este parque que é imenso e fica magnifico no Inverno. - Pegou na sua mão gentilmente

Ao pegar na sua mão o seu coração automaticamente deu conta e produziu o efeito de tal acto causava nela, mas estava demasiado surpreendida com a beleza daquele lugar que nem se apercebeu de tal. Seguiu apreciado cada recanto daquele enorme parque. O seu nervosismo acabou por abrandar e deixar-se levar pelo momento, atiraram bolas de nevel, fizeram um boneco de neve ,riram dos bigodes de chocolte quente que ambos tinham . Tudo parecia perfeito, o telemóvel de Pandora tocou e foi ai que o mundo desabiu naquele momento. O numero do qual ela via na tela do telmovel era do seu pai.

"Sim ursinho?"
"Olá, é a filha do senhor Leandro Barasknicov?"
"Sim é a própria,quem fala?"
"É do Hosputal mount sinai, estouba ligar porque o seu pai teve uma recaida muitongrave ssta manha e está neste momento no hospital. "
"DESCULPE O QUE???.."

A seguir a isso só se ouvia o bip bip e desligaram o telemovel nao lhe deram wualquer informação. O seu coração congelou assim como o boneco de neve, ficou sem qualquer pingo de reação, só sabia qie tinha de sair dali imediatamente e ir para o hospital. Pegou nas malas e levantou-se.

-Pandora,que se passa? Quem era ao telemóvel? -insistia josh com um olhar de preocupação.

-Era do hospital a dizer que o meu pai teve uma recaida grave. - e desatou aos prantos a chorar -como assim uma recaida que nem sequer sabia que ele estava doente!?

Nao perderam mais tempo e dirigiram-se o mais rapido que puderam para o hospital que lhes foi indicado. Chegando lá correram para a recepção a procura de mais informações.

-Bom dia, sou Pandora Barasknicov filha do senhor Leandro Barasknicov,ele deu entrada neste hospital a pouco. Por favor preciso de informações sobre o meu pai por favor. Ele esta bem? Mas que recaida foi essa ? -todo isto dito aos prantos e a chorar e com o coração acelerado de preocupação.

-Tenha calma minha senhora,sim o seu pai de facro deu entrada neste hospital eata manhã,mas infelizmente naolhe posso dar confirmações do estado clínico. Pesso que aguarde que o medico responsavel venha falar consigo. Tente acalmar-se !

-como quer que me acalme se chegou aqui e dizem-me que ele teve uma recaisa grave, se nem sei que tipo de recaida foi essa . Por favor preciso de mais informações.

Josh tentava acalma-la levou-a para fora do hospital para que eka pudesse respirar fundo e se acalmar.

-vai ficar tudo bem Pandora. Tem fé nisso. - puxou-a para os seu braços e abraçou-a com força e beijou-lhe a testa

-Nao sei se consigo ter essa fé é o meu pai e nem sabia que estava doente e se lhe acontece alfuma coisa? O que é que eu faço só o tenho a ele. Não o quero perder.

-Prometo que nada de mal vai acontecer.

Voltaram para dentro do hospital e sentaram-se naquelas cadeira desconfortáveis de corredor a espera de notícias que parexiam ninca mais chegar. Ao fim do que parecia ser uma eternidade veio um medico falar.

-Familiares de Leadro Barasknicov?

-sim isso mesmo,sou a filha.

-O seu pai teve uma recaida muito grave da sua doença já em estado avançado do cancro. Esta2 neste momento estavel mas o prognóstico é muito instável.

-Cancro?como assim cancro? Nao fazia ideia que o meu pai sofria de cancro como é possível. Por favor fassam tudo para que ele fique bem por favor!

-Minha senhora esse é o nosso objetivo, mas como lhe disse o seu pai está estavel neste momento mas já não está nas nossas mãos. Lamento minha querida, saber desta forma!

E assim nos deixou a nossa mercê, a ficha ainda nao caio o meu mundo desabou por completo. O meu pai o meu querido pai, tmsofria de cancro e nem me disse nada. E eu como fui capaz de ser tão burra e nem me apercebi do que se passava? Como? E mais uma vez os braços de josh me envolveram e senti-me um pouco mais segura e capaz de suportar toda aquela dor e angústia insuportável ser um pouco mais suportavel. A noite chegou e continuava sem comer,o meu estomago tinha encolhido por completo, tinha aquela sensação de se comer alguma coisa ia deitar tudo fora. Uma dor de cabeça interminável e o cansaço extremo levaram a melhor e deixei-me dormir sobre as pernas de josh e este passava suavemente as suas maos pelo cabelo como forma de tentar acalmar e de lhe dizer "vai correr tudo bem".
Assim se passou metade da madrugada no vai e vem e de acordares e dormidas desajeitadas.
Na manhã seguinte o medico voltou para vir dr noticias,mas nao era nada do que tjnha esperado estava tudo na mesma.

-Lamento. -dizia com uma voz de cansaço e angustia também.

E assim ficamos até entrar a tarde e vir uma enfermeira simpatica dizer-nos se quisessemos pederiamos ir vê-lo. Nem exitei

-Claro que quero é o que mais desejo.

Ao fundo do corredor do lado direito lá estava a porta. Existei um pouco antes de entrar estava nervosa com tudo o que se tinha passado naqueles dois dias e respirei fundo e abri a porta de vagar,lá estava ele entubado e deitado imóvel naquela maldita cama de hospital. O único som que se ouvia era do ventilador que lhe dava oxigénio. Cheguei perto da cama peguei na sua mão e os seu olhos lentamente abriram, estavam tão fracos e frágeis como os olhos de uma criança. O meu coração ficou ainda mais pequeno ao vê-lo assim.

-ooh ursinho de peluche,porquê? Porquê nao me dixes-te nada?

-Desculpa.- o son saia engasgado devido a pouca força que tinha.

-issh. Nao faz mal ursinho. Agora estás bem,nao vou a lado nenhum. Fico aqui contigo!

O meu pai apertou a mao em sinal de concordância e deixamos ficar ali naquele quarto os dois deitados bem juntinhos enquanto via o meu pai adormecer mais uma vez e descansar. Entretanto deixei-me dormir um pouco o que me fez acorsar foram as maquinas que estavam ligadas ao coração começarem a apitar e nunca mais paravam e o meu pai a ter varias convulsões. Entrei em panico, aquele son insurdecedor estava a assustar-me, corri para o corredor a procura de ajuda de um medico ou alguém que passase por ali. Pronto chegou uma nefermeira e um enfermeiro e o que parecia ser o medico da noite anterior e o josh veio correndo auxiliar-me. O meu pobre pai ai e eu sem puder fazer nada para o ajudar sentia-me inutil e sem forças. Os enferneiros agarraram-me e tiraram-me do quarto fora e fiquei ali com o josh mais uma vez sem puder fazer nada e sen saber o que se tinha passado. Poucas horas depois os medicos sairam do quarto e eu que estava sentada no chao frente ao quarto levantei-me num salto.

-Infelizmente nao trago boas noticias...
-Não, Não é possivel ... por fabor diga-me nao é possivel pois nao -as lagrimas já escorriam de novo sobre a minha face .. cai de braços e josh apanhou-me . Nãaaaaaooo,meu paizinho!!

E fiquei agarrada ao grande apoio naquele momento josh!

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