capítulo 13- A carrinha
Saltei da janela ao mesmo tempo que puxei o autoclismo para abafar o som. Cai de joelhos no chão não tinha a noção da altura que seria a queda, mas que importa isso quando tem de se fugir dos homens que querem algo de mim. Corri, corri, corri o mais rápido e para mais longe possível e que consegui.
Parei e olhei ao meu redor só via árvores, casas abandonadas e mais nada. Estava tão assustada e sozinha ali e a minha mente viajou até ao Gabriel. Como estaria ele? Estaria bem? Foi por isso que fugi para procurar ajuda. Prometo que irei voltar com ajuda. Estava exausta tanto fisicamente como psicologicamente, perto de uma outra casa abandonada deixei-me ir totalmente abaixo. Chorei, chorei como nunca antes tinha chorado, depois de uma boa meia hora de choro estava na hora de arregaçar as mangas e sair dali e procurar ajuda.
Depois de andar um pouco pelo meio do nada, lembrei-me que o vestido tinha bolsos e que tinha deixado lá o telemóvel, não gostava nada de vestidos com bolsos mas admito que desta vez deu bastante jeito ter. Mexi num dos bolsos e tirei de lá o meu Motorola prateado para marcar o numero do meu pai, mas assim que o abri desiludi-me por completo estava sem rede naquela porcaria de lugar. Arfei de raiva, não acredito que me esta a acontecer. Mas não ia desistir agora, tinha de procurar algum sítio que me levasse a uma saída daquela imensidão de árvores e casas abandonadas.
Segui o caminho velho na esperança de ir dar a uma estrada. Estava a ficar um pouco de frio, era tarde já avançada, tinha ficado com o casaco do Gabriel, mas no meio daquele terror não sabia onde poderias estar e tinha de andar mesmo assim com frio antes que fica-se mais escuro. O sol que tinha estado hoje já quase se pusera no horizonte, o vento soprava e fazia a minha pele criar um especto de galinha os meus cabelos alvoraçados e desgrenhados dançavam irrequietos. Já tinha avançado bastante, agora encontrava-me numa clareia, pelo menus eu achava que sim.
Deixei de ver as casas abandonadas e perdi o rasto do caminho, e entretanto escureceu e ficou ainda mais frio e os meus pés doíam imenso, já não aguentava mais aqueles saltos e de andar mais nem que fosse uns metros. Conseguia ver a lua e as estrelas, como aquilo ali era lindo por momentos esqueci de tudo o que tinha acontecido naqueles últimos dois dias, parecia mesmo um dia banal, mas não era. Peguei de novo no meu Motorola prateado na esperança de depois de ter andado quase a tarde toda que naquele lugar conseguiu-se um risco de rede que fosse, mas logo de seguida a desilusão veio e dos meus olhos começaram a formar-se lágrimas de desespero misturado com cansaço. Voltei a guardar o telemóvel no bolso e encostei-me a árvore e adormeci no choro.
Depois de um bom tempo acordei sobressaltada, ouvia qualquer coisa, parecia um uivar ou algo assim não consegui destingir o que seria. Levantei-me lentamente no meio da madrugada e reparei que tinha algo a olhar para mim, eram uns olhos amarelos. Aqueles olhos estavam vidrados em mim, e tenha um olhar profundo assustador, os seus olhos dilataram ao reparar que eu também notara a sua presença, e a sua respiração acelerou estava pronto para fazer o que quer que fosse . O meu impulso foi correr dali para fora, o mais depressa que pudesse, tirei os meus saltos para correr mais rápido, e o que quer que fosse aqueles olhos amarelos continuo a correr atrás de mim, o meu coração acelerava mais depressa a cada passada que dava. Consegui chegar a uma espécie de estrada alcatroada, as minhas preces tinham sido ouvidas encontrei estrada. Mas quando pisei a estrada alcatroada vi uma luz forte no meu alcance que me encandeou deixando-me cega por uns momentos, então perdi as forças todas que tinha e cai redonda no chão.
Quando abri os olhos estava numa carrinha com um rapaz que teria os seus Vinte e um anos, ai muito atento na estrada, mas reparo que me tinha mexido no banco e olho para mim, reparei que tinha olhos num castanho azulado muito lindos, fiquei por momentos a olha-lo até que quando ele fala que acordo do meu transe.
-A princesa já acordou- sorrindo e logo voltou os olhos para estrada.
Mais um capitulo saído do forninho pontinho. Por isso comentar e dar entrelinhas siim. 1k yeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeey . Obrigada leitores fantasminhas por ajudarem a chegar a tanto, parece que não é nada mas para mim já é uma vitoria.
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