🌻Cap 19 - Dia da verdade🌻

Ela é o medo da certezaEu, a leveza do pesoNa verdade eu sou o ventoEla é o centro, eu sou a margem
Eu já tô na sua, sou seu brinquedoMe dá o esqueiro, desce mais uma,Eu quero vê-la o tempo inteiroEu lembro dela, o tempo inteiro
Os deuses me chamamOs deuses me queremLutam pela minha cabeçaEles querem minha cabeça

Estilo livre - Filipe Ret

🌻🌻🌻🌻🌻🌻 Lipe 🌻🌻🌻🌻🌻🌻

- Acorda Lipe - abro meus olhos lentamente e sinto alguém me balançar, vejo se tratar de Livia.

- Sai Livia Lombardi - me viro para o outro lado bravo, vejo Ana Luiza segurando um short de criança e sorrindo.

- Acorda Felipe, vem experimentar seu presente lindo - ela se aproxima e me empurra quase me derrubando do sofá.

- Sem noção, não se acorda uma pessoa assim, preciso do meu sono de beleza insuportável.

- Sinto informar, mas mesmo você dormindo igual um urso hibernando continua sendo babaca e sem beleza - reviro os olhos e ela ri.

- me erra garota - Mostramos língua um pro outro - Eu não sou você - Nalu abre a boca, mas Liv a interrompe.

- As duas criancinhas terminaram? - Ana Luiza revira os olhos.

- De criança aqui, tem só o Felipe - Livia me interrompe na hora que eu ia me defender.

- Chega vocês dois, pior que cão e rato, meu Deus.

- É gato e rato Liv - falo corrigindo-a

- Eu falo do jeito que eu quero - ela faz bico.

- Depois eu que sou criancinha - Ana Luiza diz revirando os olhos - Gostou da bermuda?

- Gostei... Acho que seu objetivo era que eu não gostasse, mas eu gostei - ela ri e eu fico confuso

- Porque eu compraria algo pra você, que tu não gostasse?

- sei la, tu é louca - falo pensando - Na real, é porque tu comprou com meu cartão, então seu plano não era de comprar algo que eu não gostasse, e sim de me deixa pobre.

- Eu já sei que você tem problemas mentais, não precisa ficar me provando isso diariamente.

- Haha, muito engraçada... pode ir pro circo já.

- E tomar o seu emprego? - ela debocha - Não, eu sou uma pessoa verdadeira, não ia fazer isso - ela ri e eu sinto uma vontade de beija-la, mas é óbvio que não farei isso, principalmente agora que ela tá insuportável.

- Quem vê pensa - rio e ela revira os olhos.

- Você ama fazer isso ne? - Ela me olha confusa, menina lerda - Revira os óio - Ela concorda com a cabeça e eu sorrio maliciosamente - Se normalmente tu curte fazer isso, imagina na cama, quando o cara ta te fodend* - rio me lembrando da nossa noite, de como ela ficou e ela faz uma cara estranha.

- Nojento, você ta me imaginando pelada.

- Não to imaginando, to lembrando só - Ela me olha incrédula e eu sorrio.

- Nunca deveria ter te provocado ficando nua na sua frente - ela me olha brava, mal sabe ela que eu provei cada parte dela - Agora vou me arrumar Felipe, licença - ela sai toda patricinha (eca).

Espero que esse baile seja tão bom, quanto foi o outro, se é que me entendem, só espero que não seja com a mesma pessoa e sim com várias rsrs.

🌻🌻🌻🌻🌻🌻 Nalu 🌻🌻🌻🌻🌻🌻

Estamos no quarto de Liv, nos arrumando para o baile, Alice como sempre decidiu por um body de renda rosa e um shortinho jeans lavagem clara, sorte dela que o quase namorado dela é o subchefe do morro, se não já teria acontecido algo com ela.

Look da Alice 👇🏻

Liv como sempre com um look fofo (o short é um pouquinho maior que o da foto, porque se não Felipe vai perturbar a coitada).

Bia ta com um look muito a cara dela

E eu to com uma blusinha com estampa de girassol, um shortinho jeans e meu tenis da vans.

Manu vai nos encontrar la com Digo (achei suspeito kkk), descemos a escada e vejo Lipe sentado no sofá nos esperando junto com Carol, Muralha e moreno, decidimos que eu, Alice e Muralha iriamos no carro com Lipe. Liv, Bia e Carol vão no carro com Moreno.

No carro de Lipe, eu decidi ir na frente, pra não ficar de vela e Lipe começa a me provocar.

- Ta gata, mas continua insuportável.

- Ai Felipe, hoje a gente nem discutiu direito, me deixa em paz, parece que gosta de levar.

- Ah eu gosto de levar pra cama - ele ri e eu reviro os olhos como sempre.

- Nojento.

- Sei que você é doida pra isso.

- Nem em outras vidas.

- Vou fingir que acredito - ele me olha - mas você ta bonita mesmo - sorrio pela primeira vez na vida ele me elogiar sem malicia, ele olha pra minha blusinha e pergunta - Você gosta de girassol? - afirmo com a cabeça - Vou começar a te chamar de girassol.

- Ta, chame como quiser - Me faço de sem coração.

- Insuportável - quando eu ia responde-lo, chegamos no lugar onde está acontecendo o baile, que parece estar mais cheio que o último - Chegamos.

- Se você não falasse eu não ia saber - debocho e mostramos língua um para o outro.

Quando entramos, todos olham pra nós, como ocorrido no último baile, Lipe fala pra não bebermos muito e que liv não pode nem uma gotinha, eu só reviro os olhos como resposta, ele chama a gente pra ficar um pouco no camarote, mas eu falo que não antes das meninas responderem. Manu e Digo chegam 1 hora depois e ela começa a dançar com a gente por algumas horinhas e eu decido subir pra descansar um pouco.

- Meninas vou subir pra comer e respirar um pouco - Falo sem ar devido ao sedentarismo e elas respondem com um "ok" e um "tudo bem", saio em direção as escadas.

Quando entro, vejo Felipe com duas meninas em seu colo, nem percebe que a música parou por alguns minutos, ele conversa delicadamente com as duas, que riem exageradamente, confesso que isso ta me magoando, meu olho começa a lacrimejar e vou pro bar, vejo que o barmen é um Deus grego, só não é mais bonito que Felipe, mas ainda é gato, meu Deus garota ta obcecada já né, se toca, decido provocar Felipe, devolver o troco na mesma moeda, enquanto Ben não chega né.

- Oi, tudo bem, qual seu nome?

- Max - muito nome de filhinho de papai, mas tudo bem né meninas, o que importa é a beleza - e o seu gatinha?

- Nalu, mas pode me chamar de sua peguete hoje.

- Assim fico totalmente lisonjeado, em meio a tantos homens aqui, o que te fez enxergar o barmen?

- Não sei, talvez eu ainda vá descobrir  - olho para ele com um sorriso malicioso e claramente ele ficou surpreso.

- Posso sair em 5 minutos, você me espera?

- Como aparentemente isso vai valer a pena, eu espero.

Fiquei la sentada e Lipe só me olhou quando eu estava conversando com o homem, depois voltou sua atenção completamente para as piranhas, revirei os olhos com esse pensamento e sinto um beijo em meu pescoço, que me fez arrepiar todinha.

- Aceitaria me acompanhar por meia horinha? - Olhei as horas na tela do meu celular e vi que faltava 1 hora para Ben chegar, combinei um horário mais tarde para que desse tempo de eu curtir com as meninas antes dele chegar, mas pelo que parece vou curtir com outra pessoa.

- Sim - sorrio de canto e ele me oferece a mão para eu descer do banquinho que é claramente alto, sinto meu corpo queimando com o olhar claramente irritado de Felipe, sorrio de lado e decido provocar dando um beijo na bochecha de Max.

Lipe se levanta, deixando as garotas no sofá bufando e eu simplesmente ignoro, indo para as escadas com Max, que segura minha mão como um cavaleiro para eu não descer rolando as escadas. 

Ao chegar ao térreo, ele me puxa para dançar e fiquei la a música inteira rebolando até o chão, enquanto percebia seu aparente volume no meio das pernas e seu sorriso largo, depois que encerrou a música ele me puxou para um beijo quente e com desejo, em nenhum momento ele foi desrespeitoso ou tentou se aproveitar, fomos parados por Felipe totalmente furioso, que empurrou max para longe, o que me deixou brava.

- O que você pensa que está fazendo Felipe?

- Te protegendo caralho.

- Sério, não sabia que tinha 5 anos e precisava de proteção.

- Para de sair por ai beijando qualquer um, porr*.

- A boca é minha e eu faço o que eu bem entender, você não é meu pai e mesmo se fosse, nem meu pai manda em mim.

- Ta, eu não quero mandar em tu, só quero que você não saia beijando qualquer um dessa forma.

- Ahh - rio maleficamente - E porque não? - Não espero ele responder e continuo - Quer dizer que eu não posso beijar quem eu quiser, mas você pode?

- Não é bem assim -  Olho para ele furiosa - Não beijo qualquer uma.

- Imagina se beijasse - olha totalmente brava pra ele - Qualquer uma que tenha uma vagina no meio das pernas, você fica doido.

- Ta me confundindo com outra pessoa, cê que sai agarrando todo mundo - ele começa  a ficar mais bravo.

- Para de ser hipócri... - Sou cortada pelo meu telefone tocando, olho para tela e vejo ser Ben - Chega dessa briga, vai cuidar da sua vida e me deixa em paz.

- Cê que sabe, curte ai sua vida - Dei de ombros pra ele e ele saiu andando, mas antes parou na frente do Max e disse - Quero ver tu pegando essa mina de novo, te meto bala e te expulso daqui otário, vacilão leva tiro - Max respondeu algo que não consegui ouvir por causa do barulho alto e olhei com cara de reprovação para Lipe enquanto atendia telefone.

telefone on

- Oi Naju to aqui na frente, acho que é aqui, ta um barulhão.

- Okay, to indo ai - saio me desviando de todo mundo até chegar do lado de fora, avisto Ben de longe devido a sua altura e roupa (coloquei fotinha do Ben lá no primeiro capítulo, vão la ver, ele acenou para mim quando me viu e veio na minha direção.

- Oi linda, você está maravilhosa - ele disse sorrindo, mostrando seus dentes brancos e perfeitamente alinhados.

- Oi Ben, muito obrigada, você também está lindo - falo sorrindo e ele me da um beijo na bochecha.

Entramos no baile de mãos dadas, dançamos um pouco, mas decido ir tomar um drink, chamo Ben, para ir no camarote, já que lá as bebidas são gratuitas, subimos as escadas e fomos direto para o bar, percebo com o canto dos olhos Felipe se aproximando.

- Quem é esse Ana Luiza? - Percebo irritação em sua voz e reviro os olhos.

- Não te interessa Felipe - falo já irritada e ele responde.

- Se não interessasse não estaria perguntando - ele me olha com raiva e Ben fica irritado por isso.

- Não fala assim com ela não, Nalu é sempre gentil e educada - Felipe caiu na risada.

- Tu não conhece ela ainda né - ele continua rindo.

- Vai ver se eu to na esquina e me deixa em paz vai - Falo rodando o banquinho ficando de costas pra ele e de frente para Ben, mas ele continua.

- Não to a fim, te fiz uma pergunta, não vai responde?

- Não que te interesse, mas ele é meu amigo, já tinha te avisado que ia trazer ele aqui, lembra que você mandou liberar ele mais cedo seu lerdo.

- Saquei, ele que é o mauricinho otário né?

- Acho que você está me confundindo com você meu amigo.

- Sai fora, amigo é meu ovo.

- Para que tá feio Felipe, volta lá pras suas quengas, elas estão te esperando - olho em seus olhos e continuo - Assim você para de atrapalhar meu encontro - sorrio e sinto seu olhar furioso queimar minha pele enquanto ele volta para seu lugar me observando.

Fiquei um tempão conversando com Ben, depois descemos para a pista onde dançamos bastante e trocamos 2 beijos rápidos, sem tanto fogo, mas foram bons até.

- Preciso ir embora - Ben disse alto no meu ouvido por causa da música.

- Tudo bem - respondi da mesma forma - ele segurou em minha mão e foi me guiando para fora, onde nos despedimos e eu voltei para a festa, estava tão cansada que decidi sentar um pouco lá no camarote.

Me sento no bar e fico conversando com Max, que a todo momento fica super simpático, ele parece um pouco bêbado, acho que é o resultado de se trabalhar como barmen, depois de algumas horas ele me disse que já iria embora e me chamou para acompanhá-lo até a saída e eu aceitei, quando chegamos na porta, ele me agarrou e me encostou na parede, onde nos beijamos calorosamente, mas ele começou a querer passar  a mão na minha bunda, o que não curto muito, fiquei toda hora tirando a mão dele e ele disse:

- Eu sei que você gosta gatinha - Ele passou uma das mão por dentro do meu short, enquanto a outra segurava meus braços com força, fiquei com tanto ódio que consegui me soltar e mandar ele a merda.

Voltei para o bar do camarote  e comecei a chorar de raiva por tudo, por Max bêbado, por Lipe ser um babaca, por Alice não me ajudar com trabalho, até que Lipe se aproxima:

- O que aconteceu girassol? - Sorrio pelo apelido fofo e ele levanta meu rosto pelo queixo, para me fazer olhá-lo.

- Nada demais, só um babaca que passou a mão em mim la embaixo - A expressão dele muda de repente.

- Quem foi esse vagabund*? - Não respondo, por saber o que Lipe é capaz de fazer, principalmente bêbado - Ana Luiza eu falei pra você ficar aqui em cima, você nunca me escuta, que porr*, me fala quem foi esse filho da pu**, foi aquele mauricinho né?- Ele bate forte a mão na mesa.

- Não Felipe, foi um cara qualquer, eu dei uns beijos nele e ele se sentiu na liberdade de passar a mão em mim, mas eu dei um belo de um empurrão nele e falei que ele beija mal ainda, relaxa.

- Relaxa o caralh*,  ninguém pode faze isso e sai de boa, não sei se to mais pistola contigo ou com o otário.

- Porque Felipe? - Ele me olha confuso - Porque ninguém pode me apalpar Felipe? - Falo querendo escutar que ele gosta de mim,  já que sou uma tremenda iludida.

- Ué Ana Luiza, Porque não pode "apalpa" mulheres igual tu - ele disse apalpa revirando os olhos.

- Mulheres como eu?

- Sim, que não é piranha, que seja como tu, com esse jeito marrenta e insuportável, mas que eu sei que tamo junto sempre - Sorrio pela primeira vez ele ser fofo e educado. - Só eu posso fazer isso - ele estraga tudo e sorri maliciosamente.

- Não Felipe tu não pode fazer isso, pode só com as meninas que tu leva pra sua cama, comigo não - ele ri e eu fico confusa, guri estranho - Volta la pras suas "amiguinhas" - faço aspas com as mãos e tento não transparecer ciúmes.

- To ocupado agora - Ele provoca, eu acho - Vou te deixar em casa, depois eu volto aqui, você ficou muito magoada com o idiota e já bebeu muito.

- Tudo bem, mas depois vai voltar pra se divertir.

- Ta, anda logo chata.

- Insuportável - ele ri e me puxa me tirando do camarote, descemos as escadas de mãos dadas sem querer, e fomos em direção a casa dele silenciosamente, quando chegamos, subimos as escadas até a frente do meu quarto, ele me abraçou carinhosamente e eu me senti segura e acolhida nesses braços musculosos e tatuados, que cobriram toda minha cabeça.

- Obrigada por me deixar aqui - Falo sem soltá-lo, mas sinto o mesmo sorrir em minha cabeça.

- Não tem que agradecer, você é como uma irmã, era o mínimo que eu poderia fazer.

- Você me vê assim Lipe? - ele me olha confuso - Como irmã? - Ele confirma com a cabeça - Então porque que você não é desse mesmo jeito com a Liv? E porque toda hora você fica dando em cima de mim?

- Porque a Livia não tá sempre envolvida em coisas que ela precisa de mim igual tu e dou em cima de você na brincadeira, ta ligada.

- Tudo bem- Quando eu tava entrando no quarto ele disse:

- Girassol? - Olho pro mesmo - Podemos conversar? - concordo com a cabeça - Então... queria te pedir desculpa.

- Porque?

- Podemos conversar no meu quarto? - confirmo indo até la - Então... No último baile cê bebeu demais e eu te trouxe pra casa - confirmo prestando bastante atenção - nós viemos aqui pro meu quarto, porque você disse que não queria ficar sozinha, te levei até o chuveiro e pedi pra que você tomasse banho, mas você começou a chorar falando que eu não te queria e sei lá o que, porque eu disse que não podia te  dar banho, sendo que na verdade era porque, se eu te desse banho, ia acabar perdendo a cabeça - Começo a ficar nervosa.

- Felipe vai direto ao ponto.

- Ta... depois de você chorar eu fiquei com dó e quando fui te ajudar, você me agarrou embaixo do chuveiro, começamos a nos beijar com muito desejo e depois acabamos transando a noite inteira, acabei esquecendo a camisinha, por isso o remédio que você tomou de manhã, era pilula do dia seguinte, tentei te contar quando você acordou, mas você tava super calma comigo e eu estava com vergonha de mim mesmo por ter feito isso, já que você não lembrava, foi um estupro né e tu sabe como eu sou com essas coisas... - ele respira fundo e eu fico em choque - me senti sujo e fraco por não resistir a tu e achei que você nunca mais ia falar comigo e se você decidir isso agora, tudo bem, eu vou entender real.

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3200 palavras

Obrigada por ler, espero que tenham gostado, desculpa a demora, fiz um capítulo maior para compensar, mas ta tudo bem corrido aqui, então sorry.

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