O Encontro

— Espero que tenha trago sua outra identidade falsa — Derek disse assim que Heather entrou no carro e bateu a porta.

— James confiscou, não pude trazê-la — retrucou sem ao menos olhar para o garoto que agora acelerara o carro.

— Tudo bem, com essa sua carinha é até capaz de conseguirmos uma bebida de graça — sorriu fechado enquanto encarava a estrada.

— Vai se foder... — falou quase em baixo tom antes de voltar o olhar à frente.

— Só estou te elogiando — deu de ombros, dando início a um momento de silêncio. Para quebrá-lo, resolveu ligar o rádio que logo fez com que a músicaYellow da banda Coldplay ecoasse pelo veículo. Esta havia começado a partir da segunda frase da segunda estrofe.

...I wrote a song for you

And all the things you do...

And it was calledYellow.”...

So then I took my turn...

Oh what a thing to've done...

...And it was all yellow

E assim, não tirando seus olhos da estrada, Daniel se pôs a cantarolar baixinho, em sincronia com a canção:

Your skin… Oh yeah, your skin and bones...

Turn into... something beautiful

Do you know?

You know I love you so…”

Ele curtia bastante a música e a banda. E mesmo em baixo tom, a voz dele era ótima e bem agradável de se ouvir. A garota não pôde deixar de reparar nisso, mas fingindo ignorar, ela desviou o olhar para a janela ao seu lado, observando algumas árvores, casas e comércios correrem para trás.

You know I love you so...”

***

Ao estacionarem no estacionamento que havia atrás do bar de madeira, eles saíram do carro e foram em direção ao seu destino. Quando desceram o degrau de pedra que separava a calçada da areia, Heather percebeu que ter vindo de rasteirinha havia sido uma péssima ideia.

A brisa forte fazia com que as madeixas de ambos voassem, os jovens as afastavam de seus rostos durante toda a meia volta que fizeram para subirem os três degraus das escadas amadeiradas e andarem em uma linha reta naquela varanda até que entrassem pela porta duas folhas de vidro. Havia um logo brilhante acima desta do lado de fora, o qual apresentava as palavras BeachBar assim, juntas, em uma perfeita caligrafia e em um tom amarelado neon. Ao lado, tinha o desenho de um coqueiro totalmente verde-escuro e abaixo, o de uma prancha de surf que possuía as extremidades azuis e o meio branco.

Dentro do bar tocava a música Pumped Up Kicksda banda Foster The People. Lá não estava muito cheio, porém se encontrava cercado de homens. Além de Heather, a única figura feminina que tinha ali era uma mulher de cabelos verdes sentada em uma mesa a qual possuía mais quatro homens. Todos eles — Incluindo a mulher —, usavam jaquetas de couro. Estas possuíam o logo de uma adaga coberta em chamas nas costas, que apresentava abaixo o desenho de uma faixa vermelha que continha em letras de forma pretas a descrição “Hell’s Blade”.

  Heather não conhecia aquelas pessoas, mas sabia do que faziam parte. E esperava de verdade que eles não soubessem quem ela era...

  Quanto ao Derek, por algum motivo ele havia sido encarado por aquele grupo, mas ignorou e andou até a bancada do bar, deixando a loira sozinha por um momento. E ela, quando percebeu que o garoto não estava mais ao seu lado, andou até ele tentando ignorar os olhares que recebia e apoiou os braços sobre a bancada. Sentia um certo incômodo pelos grãos de areia presos em sua sandália, mas resolveu aguentar aquilo por enquanto.

— Quando sai em encontros, costuma deixar as garotas sozinhas em um bar cheio de caras estranhos? — indagou e olhou para ele com as sobrancelhas arqueadas.

— Eu estou aqui dentro, não estou? Era só ter me seguido, britânica, ou prefere que eu fique te chamando o tempo todo como um cachorrinho?

— ...Okay, mais uma dessa e eu juro que saio por aquela porta agora mesmo e pego um táxi… — balançou a cabeça. — Ou um ônibus, sei lá… — O garoto deixou um riso anasalado escapar e arqueou as sobrancelhas ao encará-la. Achava engraçado como ela ficava irritada facilmente.

— Sério? — apoiou os cotovelos no mármore e entrelaçou uma mão na outra, deixando os dedos da direita levantados. — Vai arriscar andar sozinha depois daquela noite? — Ela desencostou da bancada revirando os olhos.

— Foi como eu quase cheguei até o ponto, né? — agora arqueou apenas uma sobrancelha antes de forçar um sorriso em uma linha reta e levar uma mão à cintura.

— Você não quis que eu te buscasse na sua casa...

— Rivers! — um homem animado os interrompeu ao aparecer atrás da bancada.  Ele era alto, gorducho e careca. Possuía diversas tatuagens nos braços e seu bigode negro cobria um pouco de seu lábio superior. Seu cheiro era uma mistura péssima de peixe com tequila, e mesmo com aquele porte, nenhum dos jovens havia percebido a sua chegada. — Qual vai ser a de hoje? — Estendeu a mão para Derek que a apertou com um sorriso no rosto, deixando a garota totalmente confusa. — E quem é essa? — A olhou e estendeu a mão para ela que lentamente a segurou com a destra, recebendo um beijo molhado ali que lhe proporcionou um certo nojo.

— Sophia. É uma amiga — o jovem retrucou ao mesmo tempo em que Heather disfarçadamente limpou sua mão no próprio vestido. Ótimo, vou colecionar nomes falsos, ela pensou.

— É um prazer conhecê-la, Sophia. Eu sou Bobby.

— O... — sorriu ainda sem entender muita coisa. — O prazer é todo meu…

— Ela veio de Londres ontem. Quer aproveitar um pouco a cidade, então vim mostrá-la o meu lugar favorito. O que gosta de beber, Sophia? — Daniel indagou ao olhar para a garota sem tirar o sorriso dos lábios.

— Lembrando que aqui não temos chá — o homem brincou ao forçar um sotaque britânico e gargalhou, fazendo com que a garota forçasse um meio sorriso enquanto o garoto ao seu lado mantinha a mesma expressão.

— Eu não sei… pode ser qualquer coisa... — respondeu.

— Certo, escolham sua mesa e deixem comigo — Bobby lançou uma piscadela para a loira e desviou o olhar para o outro antes de andar para dentro da porta que havia ao lado de uma estante coberta de bebidas.

— Então… “Rivers”? — ela indagou em baixo tom. Ao avistar uma mesa vazia, caminhou até ela junto a Derek.

— Ryan. Ryan Rivers — retrucou. — Em lugares desse tipo eu sou conhecido assim. — E se sentou na cadeira à frente da qual a garota se sentara, do outro lado da mesa quadrada. — Teve sorte dele não ter pedido a sua documentação. — Franziu o cenho. — Sério? Harry, Thomas e Victor como amigos e você nunca veio aqui? — Logo levantou uma sobrancelha.

— Já vim de dia algumas vezes com a minha atual família… O clima não é o mesmo e a bartender é uma mulher. Acho que seu nome é Lisa.

— Provavelmente a esposa do Bobby.

— Ele tem esposa? — agora foi ela quem franziu o cenho. Não se lembrava de ter visto uma aliança no dedo do homem.

— Infelizmente ele costuma traí-la, mas ele tem.

Esse era um outro tipo de situação que fazia Heather ter medo de se relacionar. Seu pai também havia traído a sua mãe, sua própria “irmã” Kate vivia traindo os namorados, Victor foi traído pelo primeiro namorado… Infidelidade estava presente em quase todas as histórias de “amor” que ouvira.

— Que rude, céus, isso é horrível... — ela falou mantendo o mesmo semblante e o garoto deu de ombros, desviando o olhar para a mesa, cruzando os braços sob a mesma e logo voltando o olhar para a garota.

— Essas coisas acontecem — suspirou.

— E você já fez ou passou por isso? — Derek sorriu pela curiosidade dela.

— Em toda a minha vida, eu só tive duas namoradas. Lola Monaghan aos treze, que nem mesmo foi um namoro de verdade, mas… Depois de uma merda que aconteceu, tive de ir para outra cidade e nunca mais a vi... e Jenny White aos quinze, que durou apenas três meses e novamente foi porque eu tive de ir para outra cidade… Não me importei de ir, não gostava muito dela. — balançou a cabeça negativamente. — Mas ela era bem bonita. As duas eram, mas Lola era mais e também era muito mais legal. Ela me pagou um lanche uma vez.

— Estou te perguntando se você traiu ou foi traído, não quem eram suas namoradas e como isso tudo acabou ou como elas eram — o garoto riu com sua resposta e balançou a cabeça negativamente antes de revirar os olhos. — O que? Do que está rindo?

— Saiu de sua casa com o objetivo de agir de forma grosseira comigo para que eu “desapegue” — fez aspas com os dedos — de você, certo? Você não está nem se permitindo tentar… — Riu anasalado — E respondendo sua pergunta, já que o meu breve resumo não foi o suficiente para que você tire uma conclusão, não. Eu não traí e nem fui traído.

— E mais uma vez você fala da minha forma de falar como se não soubesse o que fez.

  Ele permaneceu olhando para ela com as sobrancelhas arqueadas até que o cheiro de peixe e tequila invadiu o ambiente e logo um garrafão de vidro sem rótulo foi posto à mesa pelo homem rechonchudo que carregava uma bandeja contendo duas tulipas de vidro. Ele logo pôs uma à frente de Heather e outra à frente de Derek.

— É uma mistura de vodca, melancia, amoras vermelhas, leite condensado e morango. Eu a chamo de Doux amour” — ele disse. — Os pombinhos vão querer algo para comer?

— Sophia? — Derek indagou ao olhá-la com uma sobrancelha arqueada. Em seguida, ele pegou a garrafa e se levantou para servir as taças.

— ...Não, estou bem. Obrigada — alternou o olhar para o homem mais velho exibindo um fraco sorriso.

— Se precisar, é só chamar — e andou de volta para o balcão.

  Derek voltou a se sentar, pegou a sua tulipa e a estendeu para a loira ao apoiar o cotovelo na mesa. Ela arqueou uma sobrancelha.

— Vamos logo — ele falou e balançou o vidro devagar, fazendo com que o líquido rosado chacoalhasse um pouco. Em resposta, ela levantou o copo dela e tilintou no dele. — Saúde.

— Saúde — retrucou e ambos deram um longo gole no mesmo momento, fazendo com que o doce líquido descesse ardendo em suas gargantas. Quando pararam, deixaram um leve arfar escapar. — É gostoso.

— Eu sei… — ficou em silêncio por um momento antes de dizer: — Então… já brincou de Verdade ou Desafio?

— É uma péssima ideia — deu mais um gole.

— Não vou te desafiar a tirar a roupa ou beijar alguém, britânica, fique tranquila — falou em meio a um riso. — E nem a dizer algo que não queira ou possa. É só para passar o tempo. E você pode me perguntar o que quiser. — Arqueou as sobrancelhas e bebericou a bebida.

— Legal, eu começo. Há pouco tempo em que você é um criminoso, certo? — Derek colocou o copo sobre a mesa e a encarou calado por um momento, mas não foi porque não havia gostado da pergunta.

— Eu nem disse se queria verdade ou desafio… — ela revirou os olhos e umedeceu os lábios.

— Sabe que se escolhesse desafio, eu iria te desafiar a contar, não é?

— Certo, certo, eu falo. A resposta seria… — desceu os cantos dos lábios e desviou o olhar por um momento. — Em partes… — Voltou a olhá-la. — Minha vez. Verdade? Ou desafio?

  A Blake abriu a boca para dizer algo à respeito dele não ter explicado, mas fechou ao se lembrar de que não havia complementado a sua pergunta.

— Verdade.

— Sente falta da sua família?

— Estou com a minha família todos os dias.

— Sua família biológica. Você sabe disso.

  Agora foi ela quem se calou. Só havia uma pessoa em sua família a qual ela realmente sentia a falta.

— Em partes — repetiu a resposta do outro cujo dera o último gole e logo enchera sua tulipa novamente. — E por onde anda a sua família?

  Mesmo sendo esperado, foi uma pergunta que doera em Derek. Até tinha conseguido superar a morte de seu pai, afinal, fazia bastante tempo e só a saudade ficara. Quanto a de sua mãe, aquilo havia sido algo que ele jamais iria superar… Fora a sua irmã mais nova que ele jamais iria ver…

— Meus pais... mortos… minha irmã eu não sei... E meus avós, tios e primos moram em Nova Iorque... — falou enquanto olhava para o copo cheio. Em seguida, bebeu um pouco do líquido ali contido.

— Sinto muito... — Heather disse. Acabou se sentido mal por ter perguntado, mesmo que não soubesse. Derek franziu o cenho ao morder o lábio inferior e balançou a cabeça negativamente.

— Odeio quando dizem isso —suspirou e logo voltou ao semblante normal. — Enfim, continuemos. Minha vez.

***

  E em um pouco mais de uma hora, já haviam ido duas garrafas daquela bebida “inventada” por Bobby. E junto com elas, parte do senso dos dois adolescentes. A brincadeira havia continuado de forma (quase) normal, sem muitas perguntas pesadas sobre o passado deles, mas muitas pequenas curiosidades, como se Heather já havia namorado alguma vez, se Derek já havia ficado com alguém do mesmo sexo — nenhum aconteceu —, se ambos já tiveram passagem pela polícia… — ela não e ele apenas no ano passado quando esteve em Chicago, mesmo que em partes não tivesse tido culpa — as únicas que realmente mexeram com eles foi uma em que Daniel perguntou se a garota era virgem — o que com lágrimas nos olhos e uma dor imensa no peito ela respondeu que não e, percebendo como ela ficara, ele decidiu não tocar no assunto, mas tentou fazer uma ligação disso com a parte a qual o assustara naquela manchete — e uma em que a Blake perguntou qual havia sido a coisa mais cruel pela qual o garoto tinha passado. Ele se manteve calmo, mas se recusou a responder.

  Agora, com uma coragem movida a álcool, a loira disse “desafio” pela primeira vez. E aproveitando que estava tocando a música “I Follow Rivers” da cantora Lykke Li, Derek — que também não estava tão sóbrio — desafiou ela a se levantar e dançar sozinha.

  A jovem já não estava mais com suas sandálias, havia retirado-as no meio do jogo por não estar mais suportando aquela areia. Então, descalça e com um sorriso nos lábios, ela se levantou e começou a dançar no ritmo da música, deixando o jovem totalmente vidrado.

...You're my river running high...

Run deep, run wild...

I, I follow,

I follow you deep sea baby,

I follow you

I, I follow,

I follow you dark doom honey,

I follow you...

  Sua imaginação o levou para uma outra versão desse momento. Uma versão onde Heather ia até o seu colo e rebolava ali no ritmo daquela música. Ao acordar de seu transe, agradeceu por sua calça jeans não deixar tão explícito o que havia enrijecido na parte de dentro de sua cueca.

...E aquele havia sido o primeiro e único desafio pedido, pois após isso, eles foram jogar dardos com Bobby e com um casal que havia chegado no bar há pouco tempo. Ao ter vencido, Derek conseguiu uma bebida de graça e um maço de cigarro para a garota que mal o recebeu e já estava com um fumo aceso entre seus lábios enquanto o garoto bebia a tequila direto da garrafa que ganhara. Tanto o casal quanto Bobby pediram uma revanche, mas eles acharam melhor deixar para um outro dia.

Agora, ambos caminhavam pela areia da praia. Heather segurava suas sandálias com uma mão e na outra terminava de tragar o cigarro ao mesmo tempo em que Daniel tomava alguns goles daquela bebida, às vezes dividindo com a garota que ria a cada vez em que batia o ombro no dele, isso de poucos em poucos segundos.

— É muito… é muito bom de mira — ela disse com a voz arrastada e o olhou. — Vai me dizer que é atirador também? — Riu apoiando o braço da mão do cigarro em seu ombro.

— Muita experiência em videogames... — ele respondeu com as sobrancelhas arqueadas. — E em garrafas de vidro. — Olhou para a que estava quase vazia em sua destra.

— Oh meu Deus, você tem uma arma? — sem se importar muito, ela deixou o cigarro cair e logo levou a mão ao ombro do garoto quase tão zonzo quanto ela.

— É um segredo — levou o indicador da mão livre aos lábios. — Shh... — E sorriu. Heather riu sem um motivo aparente e jogou a cabeça para trás, levantando-a logo em seguida e olhando em direção ao mar. Suas ondas batiam levemente contra a parte da areia próxima dali.

— Eu fiz um desafio... — olhou o garoto. — E você não, isso é injusto. Portanto, desafio você a tomar um banho. — Apontou para o mar cujo era iluminado apenas pelas luzes dos postes presentes na calçada próxima dali. Derek olhou naquela direção e deu de ombros.

— Certo — colocou a garrafa quase vazia no chão entre aqueles grãos e logo levou o braço à parte detrás das pernas da garota, as levantando junto ao outro que ele colocara em volta de suas costas. Ela gritou e riu, sem deixar de soltar suas rasteirinhas.

— Eu disse você! É pra você ir sozinho! — mas ele a ignorou e começou a caminhar em direção àquela água. — Derek! — De tanto ela se mexer, o garoto acabou por não aguentar e, em meio aos risos, se abaixou, deitando-a sobre a areia — Idiota. — Blake riu sem se importar com os grãos que grudaram em suas mãos, pés, cabelo e vestido.

— Acho que não tem mais esse pensamento... — ele disse ainda abaixado ao lado dela. — Admita que se divertiu essa noite. —Sorriu. Heather se sentou e apoiou a mão sobre o solo, deixando o rosto bem próximo ao de Derek. Ela permaneceu calada com um sorriso fechado e ele se perguntou se aquilo poderia ser um sinal para beijá-la. Uma parte de sua consciência praticamente implorava para que ele fosse logo, mas a outra dizia que não era uma boa ideia. — Vamos lá, britânica. Admita.

— Ainda acho você um idiota — declarou sem mudar o semblante. Seu estômago revirava e, pela sua cabeça, passavam um turbilhão de coisas. Algumas ruins, algumas boas e outras neutras.

— Não sou um idiota — retrucou e franziu o cenho.

— É um idiota — concordou com a cabeça. Ele estreitou os olhos antes de se levantar e tentar pegá-la no colo de novo, fazendo-a gritar, rir e se mexer — Não! Não! Eu vou vomitar! Derek, eu vou vomitar!

...E no final, o jovem acabou por soltá-la e deitar-se ao lado dela com um braço apoiado na areia. Logo ele usou o outro para cercá-la, fazendo com que seu tronco ficasse um pouco acima da garota. Ambos se encontravam ofegantes e, aos poucos, a loira desfez o sorriso sem deixar de encarar aquele garoto que colocara uma mecha do próprio cabelo atrás da orelha antes de voltar a mão para onde estava.

O momento poderia ser agora…

...E ele acabou por acontecer...

  Derek abaixou levemente o rosto e, quando a garota fechou os olhos, seus lábios laçaram com os dela. Em sua mente, ele estava feliz por achar que finalmente conseguiu o que queria desde o início embora estivesse inseguro desde a reação da Blake com aquela sua pergunta no jogo…

  ...E na mente dela, frases terríveis se repetiam como um disco arranhado. Frases dolorosas, que a corroíam por dentro, frases que fizeram parte do seu terrível passado. Ela tentou de todas as formas expulsar aquilo e tentar se deixar levar, mas não conseguiu e empurrou o garoto com força antes mesmo que ele conseguisse aprofundar o beijo.

...Agora, ajoelhado e com uma das pernas de Heather entre as dele, Daniel a observou totalmente perplexo, confuso e envergonhado. Tentava assimilar o que havia acabado de acontecer com um pouco de dificuldade por conta de sua cabeça não estar pensando direito... A garota se encontrava com o rosto virado para o lado, ofegante, trêmula e chorando como se ele tivesse a machucado sério ou algo do tipo.

— Heather... O que aconteceu?

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