Mistério resolvido?

Alexandra Shipp como Kate Blake

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- Parece que o airbag não funcionou - afirmou Alex Wilbert no momento em que entrou na viatura. Ele havia acabado de sair do hospital geral de Heaven Hills - Mas considerando o estado da motorista, ela se deu muito bem.

- Acho que foi um erro não termos levado aquela garota e os amigos na primeira vez... - disse Phill Abraham, mais uma vez fuçando a bolsa pertencente a Heather Blake - Olha. - Tirou o maço de cigarro. - Vai me dizer que aquele rapaz quis guardar os cigarros dele aqui mais uma vez? Ele nem estava com ela!

- Não consigo pensar em nada que tenha causado o acidente... - Wilbert ignorou seu comentário. - O pneu do carro não estava careca, ela parece ter perdido o controle do volante, mas... por quê? Infelizmente nenhuma delas acordou, podemos receber o laudo do mecânico sobre o carro ou ouvir o relato delas, o que vier primeiro.

- Hah. Talvez a motorista estivesse alcoolizada - guardou o maço de volta na bolsa e logo pegou a carteira da garota, com um sorriso ladino nos lábios. - Pode acontecer, não?

- Seria uma hipótese, mas com certeza não foi isso que aconteceu - afirmou com convicção.

- Como pode ter tanta certeza? Taxistas também têm seu happy hour, certo? - riu. O superior ficou calado, ignorando-o. - Heather Blake... aqui consta que ela é americana, mas... com um sotaque daqueles? Precisaria muito mais do que uma avó ou uma tia britânica para ser tão carregado assim.

- Ela é adotada. Nunca entendi direito a história de como isso aconteceu, mas o pai dela tem os documentos da adoção, tudo no âmbito legal. Além do mais, não é a única filha adotiva dele, ele tem mais uma que ele resgatou da rua ou sei lá... Johnson sabe disso melhor do que eu - notou que Phill encarava o documento da garota com o cenho franzido, sem mover um músculo sequer - Phill?

- Desculpe, Sr.Wilbert... mas... você afirmou ter a impressão de já ter visto essa garota em algum lugar, certo? Digo... antes dela aparecer por aqui. Não acha que tem alguma coisa errada nessa história de "adoção"? - fez aspas com os dedos enquanto encarava o policial rechonchudo. - Ao menos sabe onde esse cara pegou essa garota? Você é um dos melhores policiais do nosso departamento, sua intuição já falhou alguma vez?

O homem ficou calado por um momento, refletindo sobre. Sempre teve uma certa curiosidade em saber de onde era aquela garota, do porquê seu semblante ser familiar desde a primeira vez em que a viu perambulando pela cidade. Quem seriam seus verdadeiros pais? E por que uma garota com o sotaque britânico tão forte estaria tão longe de seu país? Parando para pensar logicamente, como tinha acontecido essa adoção?

- Esse caso não seria nem da nossa jurisdição, mas... - suspirou. - Volte lá e colha as digitais dela. - Apontou com a cabeça para o extenso edifício a frente deles. -, vou pedir para a central passar a identidade no scanner, quem sabe dar uma folheada também na ficha criminal dos Blake. Você está certo, Phill, até hoje minha intuição nunca me traiu, vamos ver se descobrimos alguma coisa interessante com as nossas pesquisas.

***

- The Wheels on the bus go round and round... Round and round... round and round... the wheels on the bus go round and round... all'round the town...

- Não estamos em um ônibus, Sammy... - disse Maisie, a mãe daquela garotinha. Ela estava dirigindo aquele carro. - É melhor tentar uma outra música. - Sorriu, olhando-a pelo pequeno espelho retrovisor interno antes de retomar o olhar à estrada.

- É só substituir "bus" por "car", não vai fazer tanta diferença - sugeriu Noah no banco ao lado do de Maisie. - The Wheels on the car go round and round... - Olhou para trás, sorrindo para sua meia-irmã caçula, que logo se pôs a cantar também.

"Round and round... round and round..."

...

...Mas de repente, a pequena garota sentiu como se o mundo à sua volta de repente começasse a parar aos poucos. Tudo ficava cada vez mais lento, os sons mais distantes... e no momento em que parou de cantar, olhou para o lado onde se encontrava àquele que tornara sua vida um verdadeiro inferno. Porém, naquela época, as coisas não eram daquela forma... ela nunca imaginou que as coisas ficariam daquela forma...

Talvez aquela semana houvesse sido a última, aquele dia houvesse sido o último, aqueles momentos... aquele momento houvesse sido o último momento de paz que sua família tivera...

Em meio ao que era para ser um simples passeio, bastou um animal na pista, um desvio, uma freada, que por fim, resultaram em um terrível acidente...

...E momentos após aquela jovem menina acordar no hospital, ela percebeu que sua vida não era mais a mesma...

...

Abriu os olhos. Ela havia apagado mais uma vez, provavelmente antes mesmo que a ambulância tivesse chegado. Mas não demorou muito para que fechasse suas pálpebras novamente devido a intensa claridade daquela sala branca. Sentia uma forte dor em seu rosto, em seu corpo, e além de parecer que algo estava cobrindo o dorso de seu nariz, uma agulha parecia lhe atravessar o braço, injetando algo em suas veias.

Ouviu o som da porta se abrindo, seguido do som de passos. Pareciam vir de duas... não. De três pessoas. E então, uma voz feminina...

- Jesus Cristo...

Kate.

Heather novamente abriu os olhos, agora tombando a cabeça para o lado, por fim enxergando a garota de pele negra junto a James e Claire.

- Ela acordou - disse James, se aproximando em seguida. - Oh, obrigado, Deus... como isso foi acontecer?

E foi aí que na mente da garota, tudo veio à tona. O que ela tinha visto no restaurante, o que ela tinha visto no táxi, o imenso desespero cujo havia feito com que ela não apenas machucasse a si mesma, mas também machucasse uma mulher inocente... Como ela deve estar? se perguntou no momento em que apertara as próprias mãos e deixara as lágrimas banharem seu rosto mais uma vez naquela noite.

- Ei... Heather... - o homem falou em baixo tom, no mesmo momento em que as meninas se aproximaram. Kate ficou ao lado de James. Já Claire, foi para o outro lado, abaixando-se e segurando a mão da jovem.

- Está tudo bem, você está bem agora... - sussurrou enquanto acariciava a mão da irmã, esticando os lábios em um fraco sorriso.

- É - Kate concordou, se sentando na beirada daquela cama pouco confortável. - Agora, tenho de dizer que você deu azar em pegar uma taxista daquelas. Onde será que ela tirou a carteira de motorista? Aposto que aprendeu a dirigir em um carrinho de bate-bate - riu.

- Cale a boca, Kate! É tudo... é tudo minha culpa! - a voz da garota era rouca e embargada. - Foi por minha causa... - abaixou o tom e levou a mão livre ao rosto, tentando limpar as lágrimas que escorriam sem parar. Claire continuou a acariciar sua outra mão com o polegar, mas quando desviou o olhar para esta, avistando a ponta dos dedos de Heather, achou estranho o fato de estarem negras. Afastou a própria mão devagar e logo notou que havia se borrado um pouco com aquela espécie de tinta.

- Já acabou, Heath... - James segurou o pulso dela, o afastando do rosto. - Já acabou, está tudo bem... - Ela se sentou e, em meio aos soluços, abraçou a cintura do homem.

- Eles vão descobrir... - estava tão aflita que nem se importou se as outras duas ouviriam ou não. - eles vão me levar de volta...

O loiro se inclinou para melhor abraçá-la, sentindo um aperto no peito com aquelas palavras. Claire e Kate se entreolharam confusas. Kate mexeu os lábios em um "do que ela está falando?" e a outra apenas deu de ombros, se levantando, em seguida voltando a atenção à Heather que abraçava seu pai.

- Me diz que a motorista está bem... por favor, me diga que eu não a matei.

- Oi?! Claro que não, ninguém morreu, garota doida - proferiu Kate, deixando a loira um pouco aliviada de certa forma, até ela se lembrar de que quando aquela mulher acordasse... ela contaria tudo.

Heather se afastou do abraço, desviou o olhar para baixo e fungou, fazendo uma careta por conta da dor que havia sentido após. Seu rosto se encontrava bem avermelhado e um pouco coberto pelo curativo o qual atravessava seu nariz. James levou a mão a uma das madeixas desgrenhadas dela e a colocou atrás da orelha antes de dizer:

- Acho que precisa me contar algo. Certo? - arqueou as sobrancelhas. A jovem levantou o olhar para ele e em seguida o alternou entre as duas irmãs.

- Legal, já sei, quer que nós saiamos. Beleza - Kate declarou em um tom sarcástico enquanto se levantava da cama e suspirava. Diferente de Claire, ela colocava para fora o fato de como não poder saber a origem de Heather a irritava. Até mesmo o Victor sabia e ele nem faz parte daquela família... então por que ela e Claire não podiam saber?

- Sinto muito, queridas... - disse James em meio a um suspiro. Também não gostava de esconder aquilo tudo de suas filhas, mas não tinha opção. - Peçam para que Victor e Andrew levem-as para casa, encontro vocês lá mais tarde.

- Tá - revirou os olhos e caminhou pela porta, sendo seguida pela loira mais baixa que manteve-se em silêncio. Ao saírem pela porta, Kate perguntou: - Como acha que Heather pode ter causado o acidente? E por que ela saiu do restaurante daquele jeito?

- Não sei... mas estou feliz que ela esteja bem agora.

- Não te irrita o fato do papai e ela ficarem de segredinho? Você nunca fala nada!

- Me incomoda um pouco, mas prefiro não me meter - afirmou, serena como sempre. - Acho que eles têm um motivo.

Quando chegaram na sala de espera, os garotos Reincke se levantaram de imediato. Não haviam conseguido entrar, pois a recepcionista disse que só era permitido a entrada da família, então ficaram esperando até que os outros retornassem.

- E aí? Como ela está? - Victor indagou, ajeitando suas calças.

- Não está muito machucada. Acho que só quebrou o nariz... - Claire retrucou, suspirando logo em seguida. - E está com alguns arranhões....

- Mas por um outro lado, parece que foi ela quem causou o acidente - ao ouvir sua irmã dizer aquelas palavras, a loira arregalou os olhos e fitou-a no mesmo momento, repreendendo-a mentalmente.

- Como assim? - o moreno exibia o mesmo semblante confuso que seu irmão mais velho naquele momento.

- Eu também não entendi muito bem, sei lá... - umedeceu os lábios, desviando o olhar para o lado oposto à irmã. - Vamos para casa.

- E quanto ao James? - agora foi Andrew.

- Vai ficar, por enquanto. - afirmou Claire. - Ele disse para esperarmos em casa.

- Certo, então... vamos? - o Reincke caçula perguntou e os outros três assentiram, começando a andar em direção à saída junto a ele. - Posso ficar um pouco na casa de vocês? Não estou afim de ouvir a reação da vovó após saber de toda essa história. Andy, me chame quando terminar de contar.

- O quê? Legal, quer que eu ouça o sermão dela sozinho - Victor deu de ombros em resposta. - Não, não mesmo, você vai me ajudar a contar. - Agora bufou indignado, começando a descer as escadas pétreas junto aos outros.

- Não podemos inventar uma desculpa?

- Prefere deixar ela descobrir sozinha?

- Ponto pra você - apontou o indicador para ele, com ambas as sobrancelhas arqueadas.

***

Domingo, 21 de setembro de 2014

- Fiz a análise que você pediu - disse um homem de cabelos grisalhos, com uma expressão visivelmente cansada. - O documento dela é falso.

- Você tem certeza do que está dizendo? - Alex Wilbert levantou uma das sobrancelhas enquanto tomava das mãos de um de seus companheiros, um relatório completo daquela garota sem nome.

Phill entrou no recinto com um copo cheio de café em uma mão e segurando duas rosquinhas grandes e aparentemente bem gordurosas na outra, atravessando algumas mesas até encontrar com seu superior.

A delegacia estava cheia naquele domingo, alguns policiais conversavam preocupados com suas rondas, alguns com os seus superiores e outros passavam apressados, empurrando alguém preso entre algemas. Não era muito espaçosa, mesas com poucos computadores lotavam boa parte do local, em cima de um assoalho de um carpete amadeirado que contrastava com as paredes que continham um tom pastel claro.

- Descobriu alguma coisa, Sr.Wilbert? - indagou o mais jovem depois de bebericar um pouco do café de seu copo.

- É por causa de gente que nem você que os policiais são vistos como comedores de rosquinha - disse com desdém, sem nem ao menos encarar o seu funcionário. Estava focado demais no relatório a sua frente que nem mesmo se importou com sua pergunta.

E pensar que existia alguém assim naquela cidade, alguém que não denotava nacionalidade, vida, ou passado... atrás apenas de uma identidade que no final, não passava de uma simples forma de se esconder do resto do mundo.

Heather Blake. Afinal, quem de fato era ela? pensou.

- Não posso fazer nada se elas são deliciosas - afirmou e deu de ombros. - E você deveria concordar, já que... - Pigarreou, parando de falar no exato momento em que se deu conta de que estava prestes a dizer uma grande besteira. Observou seu superior agradecer o homem à frente dele e agradeceu mentalmente por ter sido ignorado ou não ter sido ouvido.

Os dois se encaminharam pela delegacia, observando no caminho um jovem sentado em uma das cadeiras, com uma das mãos presa à barra da mesma por uma algema. Uma de suas colegas de trabalho acabara de levantá-lo, dizendo que seus pais haviam chegado.

- ...Sr.Wilbert? - Phill o chamou, fazendo o homem dar um leve sorriso após.

- Aqui - ele entregou por cima de seu ombro o relatório para Phill, que teve de dar um jeito de pegar tendo a rosquinha em uma mão e o café na outra. No final, ele teve de segurar o papel envolto a uma pasta cor creme com um dos braços, sem poder abri-lo. - Está tudo o que sabemos sobre ela agora. Os documentos são falsos.

Depois de alguns passos, os homens entraram em um outro setor da delegacia, onde encontravam-se algumas salas individualizadas, pequenos escritórios onde os superiores tinham salas garantidas.

"Ryan Johnson" era o que estava escrito em letras pretas na placa dourada. Segundo a grande janela de vidro fosco, alguém trabalhava lá dentro, mexendo em folhas e mais folhas a todo momento.

Depois de leves batidas na porta, Wilbert entrou, reconhecendo logo seu velho conhecido: um homem negro, forte, de olhos e cabelos escuros, que continha algumas rugas de expressão em seu rosto.

- Olá, meu velho amigo - se levantou e estendeu a mão para o homem rechonchudo que logo a apertou. - O que lhe traz aqui? - Voltou a se sentar logo em seguida.

- Gostaria de perguntar um pouco sobre aquela garota, Heather Blake... Sabe? A filha adotiva daquele músico, James Blake. Você estava aqui quando ela chegou, não é?

- Blake, Blake... Me lembro bem do pai, agora dela... - comprimiu os lábios e franziu o cenho, desviando o olhar para cima. - É a loirinha? Pelo que sei, ele tem duas filhas adotadas - O encarou.

- Isso - Wilbert puxou seu celular do bolso e lhe mostrou uma foto da garota. Especificamente uma em que ela se encontrava acamada no hospital, totalmente desacordada. - Essa aqui.

- Oh, essa garota! Claro que eu me lembro dela, como poderia esquecer? O caso dela e do pai foi uma confusão danada... Mas... céus, o que aconteceu com ela?

- Acidente de carro - ele guardou o celular. - Você já trabalhava aqui na época em que o pai dela estava lutando para conseguir a adoção dela ou algo do tipo, certo?

O homem se endireitou na cadeira e cruzou as mãos em cima da mesa.

- Foi uma situação bem complicada... isso já faz três anos. O que sei é que James teve de lutar na justiça para manter a menina na época, isso porque ele havia adotado-a em outro país e trazido-a para cá sem ninguém saber de nada, ela nem mesmo havia obtido sua cidadania americana. Foi realmente uma grande merda quando descobriram, desculpe-me pelo termo. Mas tudo acabou bem no final... Ele conseguiu ficar com ela.

Wilbert pigarreou. E quando estava prestes a dizer algo, Phill tomou a frente. Havia terminado de comer suas rosquinhas e agora carregava apenas o copo quase vazio na mão e o relatório na outra.

- Por um acaso... - colocou o relatório sobre a mesa amadeirada, causando um certo barulho de estalo. - Descobrimos que os documentos dela são falsos.

Alex ficou um tanto sério com o fato de ter sido interrompido pelo mais jovem, porém apenas o encarou por um momento antes de desviar o olhar de volta para Johnson, que agora parecia estar um tanto confuso.

- O que vocês dois andaram aprontado, hm? - ele indagou, encostando as costas em sua cadeira e encarando ambos os homens com seu cenho franzido.

- A máquina apontou que o documento dela é falso. Resolvemos verificar isso por... bom, curiosidade. Sr.Wilbert sempre que a vê, tem a sensação de já ter visto ela em algum lugar, há um tempo, e você sabe como ele é, certo? Tem uma forte intuição.

- Eu estou aqui, Phill. E sei falar, não precisa dizer as coisas por mim - afirmou de forma ríspida.

- Reconhecimento digital ou facial? - o homem sentado a cadeira tomou a atenção deles para si novamente.

- Nós... - Phill começou, mas foi interrompido por seu superior.

- Nós apenas fizemos uma ficha por causa do incidente, tínhamos parado ela mais cedo naquele mesmo dia, e por causa do acidente, só fizemos o protocolo. Agora reconhecimento facial? - franziu o cenho. - Você sabe aonde estamos?

- Eu vou mandar um pedido para a central, então - Johnson escreveu em um post-it sobre isso e colou na tela do computador a frente dele. - Mais algum pedido?

- Por enquanto só. Já mandamos a nota para o pai dela vir depor, mas parece que não foi contatado ainda.

Alex tinha a sensação de que estava se esquecendo de algo. Já tinha pensado tanto sobre aquela garota que sua mente parecia querer explodir só de pensar em Heather Blake.

Deveria ter seguido a carreira de investigador, se sentiria muito menos limitado. Ainda mais por esse fim de mundo que não tinha boa parte do aparato que precisava para fazer uma busca por inteiro.

Toc Toc Toc

O barulho na porta acabou por finalizar a conversa dos homens lá dentro. Phill deu o último gole no copo de café e o colocou acima de uma pequena estante antes de se dirigir à porta, abrindo-a, se surpreendendo ao ver alguém cujo ele nunca tinha visto na delegacia até hoje.

- O oficial Johnson está ocupado? - indagou aquele homem de sotaque britânico. Ele era alto, possuía olhos bem azuis e cabelos ruivos e baixos. Em seu rosto, algumas linhas de expressões se destacavam junto de sua barba da mesma cor que seus cabelos.

- Oh, desculpe, deveria ter feito uma recepção mais adequada - Johnson se levantou da cadeira e foi cumprimentá-lo. - Quero apresentar a vocês, o policial Christopher Allen. Ele foi enviado de Liverpool por conta de um contrabando que... Pelo que me parece, está vindo daqui para lá. Dizem que se trata de uma nova droga.

- Uma nova droga? Contrabando daqui para a Inglaterra? - Wilbert indagou e franziu o cenho ao se aproximar daquele homem, ajeitando suas calças antes de estender a mão para ele. - É um prazer, Sr.Allen... - Analisou bem suas feições. Ele não era um tanto... familiar? - Wilbert, Alex Wilbert.

- É um prazer conhecê-lo... - retrucou, encarando-o com um olhar estranho, se perguntando porque Alex o olhava daquela forma, como se estivesse a frente de uma celebridade ou sei lá o que.

- Sim, uma nova droga, aparentemente vinda daqui de Heaven Hills - afirmou Johnson. - é intravenosa, os efeitos são um pouco semelhantes ao ecstasy, mas há algumas diferenças...

- Oh... - Wilbert pigarreou novamente. - Certo, depois conversamos sobre isso. Preciso voltar para as ruas

- O senhor... O senhor tem alguma filha desaparecida? - Phill perguntou aleatoriamente, encarando Allen, trazendo os olhares de todos para si. - Desculpe... foi só uma suposição - Disse em baixo tom enquanto os outros três ainda o encaravam abismados, como se ele tivesse acabado de cometer o pior crime do mundo.

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Olá, meus amores, como estão? Espero que bem. Essa parte foi um SUFOCO. Só tenho a agradecer ao meu coautor ViniDavid por ter me ajudado a construí-lo. Me desculpem por ele ter ficado maior do que os outros.

O que estão achando? Agora ferrou de vez, hein? O que acham que vai acontecer agora?

Espero que tenham gostado, obrigada por lerem até aqui. Não se esqueçam de votar e divulgar, por favor. Me desculpe por qualquer erro❤️

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