Capítulo 1
Tudo começou quando Tae para esquecer o fora que Hoseok lhe dera resolveu ir tomar uns drinks em uma danceteria. Bebeu, dançou, cantou, bebeu de novo e sua noite seguia assim entre um drink e outro ele dançava.
Ao longe alguém lhe observava com interesse, pois gostara da sua desenvoltura na dança e o sorriso solto que o álcool fazia aquele garoto dar.
Enquanto dançava Tae sabia que chamava a atenção de alguns alfas, mas para ele tudo bem, se tinha uma coisa que ele não queria naquele momento era um alfa para lhe atormentar, pelo menos é o que pensava até que aquele estranho alfa o abordara na pista de dança colando o corpo atrás do seu e dançando no mesmo ritmo.
As mãos do alfa atreveram-se a tocá-lo e ele deixava só para ver até aonde aquilo iria. O alfa não falava nada, mas deixou um leve rosnar sair por entre seus lábios quando suas mãos foram impedidas, pelo ômega, de descer por seu quadril e tocar o corpo do jovem com um pouco mais de audácia.
- Aí não garanhão. – Tae falava segurando a mão do alfa atrevido.
- Por que não? – O alfa perguntava, pois acreditava que o ômega também queria ser tocado. Ele dera os sinais de que estava interessado quando dançava olhando para si.
- Por que eu não te quero me provocando. Quero apenas saber se ainda sou interessante para alguém.
- Para mim você é interessante até demais. – O alfa respondia.
- Sou?
- É sim. – Respondeu virando o corpo do ômega para si e inclinando-se levemente para beijá-lo. Beijo esse que fora correspondido pelo ômega com a mesma intensidade de tirar o fôlego de ambos.
- Oi, ômega. Eu sou Namjoon.
- Me chamo Tae, alfa atrevido.
- Gostei do seu beijo. – Elogiou Namjoon depois de dar um selinho no mais novo.
- Gostei do seu atrevimento alfa, mas agora já pode voltar para o lugar de onde veio por que aqui o que tinha para você acabou.
- Uma pena...eu tenho para te mostrar e te dar.
- Quer me dar o que? – Perguntou Tae com segundas ou terceiras intenções, já que o álcool lhe deixava mais soltinho.
- Vem comigo?
- Não sei se devo.
- Eu quero te dar aquilo que está faltando na sua lista de hoje.
- E o que falta espertinho?
- Você dançou, bebeu, está com um cara gostoso como eu então só falta transar e isso eu posso te dar.
- Digamos que eu aceite, para onde me levaria?
- Para onde você quer ir?
- Para minha casa.
- É só passar o endereço, gracinha.
Então Tae passou a localização de seu apartamento para o alfa e este o levara para o mesmo como haviam combinado. Parados em frente ao prédio, uma troca de olhares...os prendera como feitiço. Tae soltou-se do cinto ficando virado de lado para Namjoon, que encostado no banco olhava para o mais novo.
- Já pode ir gracinha. Durma bem.
- Não vai querer entrar? – Tae pergunta sem graça.
- Você quer que eu entre ômega?
E Tae não respondeu com palavras, mas inclinou-se para dar um beijo no alfa, que ao sentir o toque sedoso dos lábios rosados, puxou o mais novo para perto de si, o trazendo para sentar de lado no seu colo. E ali deixaram se levar pelo beijo que trocavam. Um gemido foi dado pelo ômega quando sentia as mãos grandes do alfa subir o toque por suas pernas. Aquelas mãos estavam lhe dando desejo para algo mais e isso ele sabia o que era. Tesão!
Tae não queria se enroscar com ninguém, tão pouco naquele momento, mas seria apenas uma vez, por uma noite. Iria se deixar levar por seus desejos e sentir o desejo de alguém por si também.
Hoseok terminara consigo alegando que ele era frio, que o sexo já não era tão bom e por isso já tinha outro. Hoseok não poupou palavras para humilhar Tae quando terminaram, mas ali estava Namjoon disposto a se oferecer para ajudar o ômega a esquecer qualquer coisa do seu passado. Ele não mais negaria que o alfa lhe aquecia, arrepiava e lhe dava tesão. "oh...isso era assustador" pensava ele, mas Namjoon só fez Tae se soltar.
- Entra comigo? Por favor. – Namjoon escutava atentamente as palavras do mais novo.
- Se eu entrar, te farei meu, ômega.
Tae assentiu que sim e o chamou para ir até seu apartamento. Ambos saíram do carro do alfa e seguiram pelo elevador social depois de entrarem no prédio. Vários selinhos eram trocados pelos dois na porta de entrada do apartamento.
- Preciso abrir a porta. – Tae falava ofegante afastando um pouco o alfa de si.
Quando a porta se abriu Tai fora prensado no batente da mesma pelo alfa que esfregava seu corpo ao do ômega para poder entrar, deixando o ômega cheio de desejos para trás.
- Ômega você não vai fechar a porta?
- Vo-vou... – Respondeu gaguejando, fechando a porta atrás de si.
Caminhou até onde Namjoon estava e ali mesmo o alfa o abraçou beijando-o sem pudor algum. Passara boa parte da noite olhando e desejando o ômega e agora ele estava molinho em seus braços, o abraçando e beijando em retribuição.
Alfa e ômega se queriam sem expectativas, sem cobranças, sem amarras apenas se queriam por aquele momento. Que durasse o quanto fosse para durar, seja apenas por uma noite ou duas, talvez três, mas viveriam aquele momento como se fosse único. Suas roupas já estavam espalhadas pelo caminho que levava até o quarto do ômega. Entraram ali e nem fecharam a porta, não precisavam, só havia os dois ali se queimando como fogo que arde.
Seus corpos suados deixavam esparramados pelo apartamento os seus cheiros que misturados eram uma combinação perfeita, agradável para ambos e o ômega estava embriagado pelo cheiro amadeirado do musco de carvalho com tons de bergamota. Era um odor instigante e viciante para si que sentia seu corpo arrepiar-se a cada vez que deslizava seu nariz pelo pescoço do alfa.
- Seu cheiro é bom. – Concluíra ao separar suas bocas.
- Devo agradecer ou apenas fazer com que ele fique mais intenso para tomar o ambiente para que você o sinta sem deixar de me beijar.
- Solte o seu perfume alfa. – Respondia deslizando sua mão pelo peitoral definido, abrindo alguns botões da camisa seguindo mais para baixo em direção da cintura para soltar o cinto que lhe chamara a atenção. Só agora percebendo que o alfa era mais velho do que ele por suas roupas mais formais, não fazia diferença para ele. Tanto faz, ele estava aproveitando o encontro deixando-se levar pelas mãos que tocavam sua pele por baixo da camisa, seguindo caminho para os seus mamilos entumecidos.
- Vamos para o quarto, ômega. – Pedia Namjoon querendo tirar aquelas roupas que os separavam. Tae em resposta apenas tirou sua blusa e terminou de abrir a do alfa, deixando ambas as peças sobre o sofá, empurrando o alfa para sentar-se no mesmo onde rebolava sobre o membro duro do mais velho que jogava a cabeça para trás sentindo a lubrificação do ômega umedecer sua mão ao apertar a sua bunda, levando seus dedos até perto do orifício pulsante.
- Você já está assim ômega? Tão molhadinho...
- Quando foi que você ficou tão duro assim alfa? – Tae fazia sua pergunta retórica, já sabendo a resposta, pois desde o momento que estavam dançando o alfa mostrava sua rigidez embaixo do tecido, mas agora era possível sentir sua extensão entre suas pernas ao esfregar-se nele.
Namjoon desabotoara a calça do ômega em busca de mais contato, mas ao abri-la Tae levantou-se do seu colo ficando em pé a sua frente, olhando para o alfa.
- Tire tudo de mim, desde minhas roupas até meus gemidos mais roucos. Me faça sentir o quanto te agrado alfa.
- Posso garantir que você muito me agrada.
- Me deixe saber o quanto enquanto me fode. Eu preciso ouvir.
- O que falaram para você sentir tanto a necessidade de ouvir para acreditar que você me agrada como Homem, como ômega e que você me faz enrijecer só de te imaginar sendo possuído por mim. O que te fizeram ômega?
- Nada...
- Você mente muito mal. – Namjoon respondia terminando de tirar a roupa do mais novo, olhando cada detalhe daquele corpo dourado, vendo sua rigidez brilhante pela lubrificação e então ficou de pé livrando-se da roupa que ainda estava em seu corpo, ficando totalmente nu. Aproximou-se de Tae e o beijou abraçando o corpo do mais novo colando-o ao seu. – Diga-me onde fica seu quarto, ômega. – Falava entre os beijos.
- Primeiro a esquerda do corredor. – Tae respondia ofegante.
- Vou te levar comigo. – Dizia Namjoon pegando Tae no colo como se fosse uma noiva e seguindo o pequeno caminho até o quarto. Colocou Tae deitado em sua cama e se pôs sobre o corpo do ômega. – Tão lindo...
- Sou?
- Muito Tae. – Dizia observando cada curva do corpo dourado, descendo com sua mão até a ereção do ômega, indo em um vai e vem lento e constante enquanto o beijava. Suas línguas tocavam-se deixando o beijo mais quente e prazeroso.
No ritmo deles se tocavam, se sentiam e se amavam. O corpo de Tae era empurrado para cima a cada estocada mais forte. Seus gemidos eram soltos, sem pudor algum. O alfa pedira para ele se entregar ao momento que tinham e deixasse se levar pelo prazer e Tae o obedecia sentindo seu corpo formigar.
Seu corpo dava sinais de que estava pronto e Namjoon já sentia as primeiras contrações em torno de sua rigidez. Tae estava perto de gozar e Namjoon também estava quando deixou um rosnar rouco sair perto do ouvido do ômega. Seus olhos se encontraram e por um segundo brilharam diferente e então o gozo chegou para ambos, fazendo o alfa gozar e atar seu nó, algo difícil de acontecer sem ser no cio, mas ali estava um ômega capaz de fazer seu nó atar-se a ele, mesmo quando seria impossível. Nam preenchera Tae com a sua porra, ficando unidos, beijando-se até que o nó se desfizesse. Apoiado na cama com os cotovelos um de cada lado do rosto de Tae, Namjoon encontrava-se movendo lentamente dentro do ômega, que estava sensível depois do nó se desfazer e retirou-se dizendo ao ômega que ele era incrível, uma delícia.
- Vem deite-se nos meus braços. – Pedia para Tae enquanto se acomodava na cama. Tae deitou-se como fora pedido e assim ambos deixaram-se levar pelo sono entre os carinhos que faziam,
O dia já começava a dar sinal com fracos raios de sol do amanhecer. Namjoon olhava o corpo do ômega que dormia de bruços. Tae era perfeito para si, mas eles não queriam compromissos. Tae estava marcado pela magoa, ressentimento e traição do seu alfa. Namjoon viera de um relacionamento cheio de altos e baixos, também tinha as suas magoas e feridas recém cicatrizadas, sabia que Tae precisaria de um tempo para se recompor emocionalmente.
Namjoon iria embora antes do amanhecer, precisava dar um tempo para o ômega, mas não o perderia de vista, sabia onde Tae morava e antes de partir ele deixou um pequeno bilhete que dizia:
"Obrigado pela noite maravilhosa que tivemos, Tae. Espero que fique bem e não se cobre tanto. Ele não te merecia. Te vejo em breve, gracinha." Namjoon.
E assim alfa e ômega se separavam, seguindo com suas vidas normalmente.
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