CAPÍTULO 13
São Paulo, 07:22 AM.
Eu tinha acabado de chegar no colégio, eu estava bem desligada do mundo. Eu ainda não estava acreditando na bolada que eu tinha ganho ontem com Fernando, cinco mil em um programa era muito louco. Eu estava subindo as escadas em passos lentos quando vejo alguém gritar meu nome. Olhei pra trás vendo o Gustavo que subia a escada vindo em minha direção. Meu sorriso abriu espontaneamente e só reparei quando ele chegou perto de mim com um sorriso de orelha a orelha.
— Iai? — ele começou a andar do meu lado subindo as escadas — Eu saber se voce quer ir no ibirapuera comigo, só um passeio rápido, prometo — ele sorriu.
— Hoje? —pensei nas coisas que eu tinha pra fazer bem cedo — É que eu tenho trabalho, você sabe né?
Meu coração essa altura batia muito forte parecendo que ia sair pela minha boca. Só pela sua voz ele conseguia me arrepiar.
— Eu te busco e te deixo em casa cedinho.
Eu não tinha como dizer não, a presença dele me fazia muito bem.
— Tá. Mas que horas?
— Duas e meia tô passando lá, pode ser?
— Combinado
Gustavo ficou de frente pra mim e parecia que nós dois estávamos em um transe, ficamos nos olhando por uns segundos até até o sinal do colégio tocar indicando a aula.
— A gente se vê — ele tentou me cumprimentar mas saiu um pouco errado e quase demos um selinho que me deixou sem graça.
— Tchau — falei dando um sorriso e vendo ele ir em direção ao corredor contrário do meu
[...]
Gustavo
Cheguei em casa vendo minha mãe sentada no sofá lendo um livro. Deixei a chave em cima de uma mesinha qualquer e fui até minha mãe dando um beijo na cabeça dela.
— Chegou bem na hora. Já pedi pra Ruth colocar a mesa — ela fechou o livro e tirou seu óculos — seu pai não vem pro almoço?
— Não. Hoje ela vai ter uma reunião com uns executivos, daí vou tirar o dia de folga pra sair com a Mel. Deixei o Vinicius ir no meu lugar.
A Mel era a garota mais incrível do mundo, ela era diferente de todas garotas que já fiquei. Ela fazia ter um frio na barriga a cada toque, cada palavra dita, sua voz..O olhar dela me cativa de um modo que parece que estou no céu, era algo tão bom e gostoso que eu não sabia nem como explicar, só sabia que era algo diferente. Toda vez que a via eu tinha vontade de beijar, abraçar e cuidar dela como uma princesa que ela realmente era.
Minha mãe estralou os dedos em minha frente para me tirar do transe.
— Eu gostei muito dela, sabia? Ela tem um jeito tão meigo, é calma. Por mim você pode até casar, tá aprovado — ela me fez gargalhar — É sério, são poucas que me simpatizo tão rápido.
— Aí mãe — abracei ela — Vamos almoçar, dona Naomi? Acho que a fome tá mexendo com sua cabecinha.
— Seu rabo.
Levantamos e fomos abraçados até a mesa.
[...]
Tomei um banho bem gelado, hoje fazia muito calor em São Paulo. Coloquei uma camisa branca e uma calça preta, um tênis da dolce gabbana preto e branco, coloquei meu brinco e passei um perfume. Me olhei no espelho me vendo pronto.
Peguei minha carteira e a chave do carro e desci.
Dirigi até até a casa da Mel, que realmente era bem longe da minha. Buzinei algumas vezes e não demorou muito pra ela aparecer na porta. Como de costume ela estava linda, ela vestia uma blusa de alcinha rosa bebê, shot Jens cintura alta e um tênis. Seus cabelos longos voavam com o vento deixando ela a perfeição em pessoa.
Ela atravessou a rua correndo por conta dos carros e entrou.
— Demorei? — perguntei vendo que já era quase três.
— Não. Fui arrumar algumas coisas que estavam pendentes...— ela falava e eu só sentiam vontade de beijar aquela boca inteira.
— Tendi — falei quando reparei que não tinha escutado nada que ela tinha dito — Vamos?
Ela assentiu e nós partimos. .
Não demorou muito para que chegássemos no parque. Logo que chegamos eu comprei um sorvete pra nós dois e sentamos de baixo de uma árvore que tinha um banco e tinha um lago enorme na frente.
— Eu amo sorvete de morango, você não tem idéia — ela falou tomando seu sorvete — Pareço uma criança né? Meu paladar ainda é infantil, não repara.
— Eu acho você uma princesa — reparei que ela corou na hora — Sério. Você é uma menina tão incrível Mel. Sempre quis dizer isso mas não tinha coragem.
Vi que seu sorriso morreu.
— Que foi? Falei algo que não devia?
— Não. É que nunca na minha vida eu daria uma princesa. Se fosse retratar minha vida seria em um filme de terror — ela falava de cabeça baixa com um sorriso sem graça enquanto mexia no seu sorvete.
— Eu queria muito mudar toda essa situação.
— Como assim?
— Mel, eu queria namorar você — quando eu falei essa frase ela me olhou não acreditando — Eu me sinto bem com você.
— Gustavo. Eu também queria muito isso, só que eu tô vivendo uma fase da minha vida que não tenho espaço pra isso, entende? — quando ela falou isso meu mundo desabou por dentro — Eu queria muito namorar você, mas nesse momento não dá, de verdade.
— E porque não Mel? O que te impede disso? Eu quero ter você só pra mim, quero te ajudar com teus problemas, confia em mim, Mel. Só uma chance.
Vi seus olhos enxerem de lágrimas. Ela não disse nada, apenas se levantou e respirou bem fundo.
— É que tem coisas que não tem como serem ditas...
— Eu não quero que você me fale nada, só quero te ajudar e te fazer feliz — levantei ficando de frete pra ela enquanto segurava em sua nuca colocando seus fios soltos atrás da orelha — Pode responder depois, só quero que você pense com carinho na gente. Promete?
Ela assentiu
Deu um beijo no seu pescoço fazendo a mesma sorrir.
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