Capítulo 1
N/A: Salve, salve, meus amores. Convido vocês a se divertirem com o sufoco e os sustos que a Sarah passará nas mãos de seus dois "anjinhos" danados. Simbora comigo.
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Juliette está possessa e já xingou o seu superior no escritório de advocacia de todos os nomes possíveis e impossíveis de serem ditos enquanto faz sua mala. Aquele sujeito não podia ter lhe mandado em outro momento a esse Simpósio de Direito, no qual ela terá que participar ainda de um minicurso de atualização? Tinha que ser agora? Justo com seus filhos gêmeos ainda pequenos? Ela jamais havia ficado longe deles por mais de um dia, quanto mais por cinco. E ainda há o agravante de sua esposa nunca ter ficado sozinha com as crianças mais do que umas horinhas apenas. Aquilo está fadado a não dar certo!
— Querida vai ficar tudo bem. Não se preocupe! - a loira tenta tranquilizar a esposa.
— Impossível, eu não me preocupar, Carolline.
Sarah arqueia as sobrancelhas em um gesto corriqueiro seu. Quando a esposa lhe chama pelo segundo nome é porque Juliette está furiosa. Mas Sarah sabe que naquele momento, felizmente, a fúria da esposa não é consigo.
— Ei! Assim vou pensar que você não confia em mim pra cuidar dos nossos filhos.
Juliette para de fazer a mala e encara Sarah escorada ao batente da porta do quarto delas. Sua esposa exibe uma expressão de levemente ofendida.
— Claro que confio, bebê. - Juliette vai até a esposa e lhe abraça pela cintura.
— Então qual é o problema?
— Eles são danados, arteiros e com aquelas carinhas de anjo, conseguem ter você na palma da mão. Esse é problema, bebê!
Sarah sorri de leve. Aquilo é a mais pura verdade, mas não significa que ela não dê conta de cuidar dos seus dois 'anjinhos' sozinha.
— Prometo ficar firme e não ceder aos 'encantos' daquelas duas criaturinhas de lindos olhos castanhos como os seus. - a loira diz com uma das mãos erguidas em juramento, bem como se faz em um tribunal antes de prestar depoimento.
Juliette não resiste e é sua vez de rir.
— Você nunca ficou sozinha com eles por mais que algumas horas. - argumenta a morena em seguida.
— Sempre tem a primeira vez, Ju.
— Eu não quero ir, bebê!
A morena choraminga abraçando a esposa apertado e descansando a cabeça em seu ombro. Se Juliette pudesse esganar seu superior por ele lhe mandar nessa viagem, com certeza, o faria.
— Você tem que ir sabe disso. É importante!
O minicurso de atualização em Direito que ela fará durante sua participação no simpósio, segundo seu superior alegou: é uma forma de conhecer e se aprofundar melhor em novos conceitos que estão sendo discutidos pelos profissionais da área.
— Vou ficar preocupada com você e as crianças.
— Não fique. Nós ficaremos bem já disse.
— E também vou morrer de saudades!
— Nós também vamos morrer de saudades sua, meu amorzinho.
******
Na manhã do dia seguinte, um domingo, lá está Juliette com sua família no aeroporto aguardando o chamado de seu vôo para embarcar.
— Qualquer coisa liga para à Thaís. Ela me disse que vem te socorrer se precisar, Sarah.
— Ok! - resmunga a loira após um suspiro.
— Você tem certeza que não quer que eu ligue para a Maria? Acho que ela não se importará de ficar só esses dias que eu estarei fora. Eu posso negociar com ela e...
— Ju não é preciso. - Sarah interrompe a esposa. - Deixa a moça nas férias dela. Eu dou conta do recado.
Sarah está fazendo um esforço sobre humano para não brigar com a esposa. Mesmo Juliette repetindo diversas vezes que confia na loira, Sarah tem a ligeira impressão de quê isso não procede. Sua esposa vem agindo como se estivesse deixando as crianças com uma estranha qualquer e não com a outra mãe!
— Só espero que quando eu volte, encontre você, as crianças e a casa intactas. - murmura a morena.
Um tempo mais tarde, Juliette se despede de seus pequenos segurando-se para não chorar.
— Meus piticos, me prometam que não vão enlouquecer a mamãe Sar, tá bom?
Sorrindo, os dois pequenos assentem.
Com aqueles sorrisos lindos e aquelas carinhas de anjo, os gêmeos só enganam quem não os conhece.
Noan e Liah têm quatro anos de idade. Extremamente risonhos e falantes até às orelhas, eles são uma dupla e tanto no quesito: 'danadices'. São arteiros, hiperativos e danados demais. Só que Juliette consegue mantê-los na linha. Com ela, os gêmeos não aprontam tanto, o que já não se pode dizer o mesmo com a outra mãe das crianças. Sarah é mais "coração mole" com os dois pequenos e com isso, os gêmeos aprontam bem mais e fazem a mamãe Sar de "gato e sapato".
— Mamãe Ju, você traz uma boneca das princesas pra mim? - pede Liah com um dedo no canto da boca.
— Eu trago, meu amor. E você, Noan, quer também pedir algo pra mamãe trazer pra você?
— Uma capa igual a do Superman.
O pequeno Noan tem verdadeiro fascínio por este super-herói.
— Pedido anotado, meu pitico herói.
Um beijo em cada um de seus dois pequenos e Juliette logo depois já está abraçando a esposa.
— Esses cinco dias longe de vocês vão ser os mais longos dias da minha vida, bebê.
A loira concorda com um gesto de cabeça.
O casal troca um beijo e ouvem Noan resmungar um 'eca' como seu tio Arthur havia lhe ensinado a fazer quando as mamães se beijassem na frente dele, só para importunar o casal de amigas.
Despedidas feitas, Juliette segue para o portão de embarque e antes de cruzá-lo, ela dá uma última olhada na direção de seus filhos que estão segurando cada um, uma mão de Sarah. Ainda nem tinha partido dali e já sentia saudades daqueles três. Ia ser dureza ficar longe da família todos esses dias, mas teria que aguentar.
******
À caminho do supermercado para comprar algumas coisas que estão em falta na dispensa, Sarah dirige atentamente enquanto ouve os dois filhos cantarolarem no banco de trás do carro, as musiquinhas que os pequenos já tinham aprendido na escola.
Há três meses eles começaram a frequentar a escola localizada no bairro de casa. Em pouco tempo, os dois se tornaram os queridinhos da professora por sua demasiada esperteza e inteligência para a pouca idade que têm. São pequenos gênios, segundo a professora, algo que deixou as mamães de primeira viagem em total orgulho de seus piticos, carinhosamente apelidados por elas.
E sempre que eles chegam em casa da escola é uma alegria, pois sempre chegam empolgados com novidades para contar as mães e uma nova musiquinha na ponta da língua para ensiná-las. Os pequenos têm uma facilidade incrível de aprender as coisas.
— Canta, mamãe Sar.
Ela ouve Noan e Liah pedirem em determinado momento da cantoria deles. E atendendo ao pedido dos filhos, ela cantou com eles. O que aqueles dois lhe pediam, Sarah fazia. Eles realmente a tinham na mão como Juliette vivia lhe repetindo.
O trio cantou a música do sapo, da borboleta, da estrelinha e quando iam começar a cantar da formiguinha, chegaram ao supermercado.
— A gente canta mais na volta, ok?
— Ok! - os dois respondem em coro alto e com largos sorrisos de dentes pequenos.
Depois de tirar cada um de seus filhos das cadeirinhas deles, fechar o carro e acionar o alarme, Sarah segue em direção ao supermercado trazendo seguro em cada uma de suas mãos seus filhos.
******
Quinze minutos!
Esse foi o tempo que levou para em um descuido de segundos, Sarah perder Noan de vista. A loira virou-se para entregar algumas sacolas de frutas para serem pesadas e trocar algumas palavras com o atendente, quando voltou-se para os filhos de novo, Noan já não estava mais ali ao lado da irmã.
Sarah questionou Liah pelo menino e a garotinha disse que não sabia. A loira então se desesperou. Logo já se pôs a procurar o filho, mas Noan parecia ter virado fumaça para a angústia da mãe.
Segurando Liah no colo para que também não perdesse a filha como perdeu Noan, Sarah que abandonou seu carrinho de compras, agora circula apavorada pelo supermercado atrás do seu pequeno. Dois seguranças e o gerente do estabelecimento que haviam se juntado a ela após a mulher lhes comunicar o desaparecimento do menino, ajudavam na procurar por Noan.
Poucos minutos haviam passado desde o sumiço do garotinho e Sarah já estava quase chorando de desespero.
Será que seu filho tinha sido sequestrado?
Nunca iria se perdoar se por culpa de uns segundos de descuido seu, o seu garotinho tenha sido levado por alguém inescrupuloso que poderia fazer algum mal a Noan.
— Mamãe Sar, por que o Noan não aparece?
- Não sei, filha. Mas ele vai aparecer, pitica.
Seu coração já está angustiado. Nada de ruim pode acontecer com seu pequeno. É a prece que ela faz silenciosamente.
— Senhora acho que encontramos seu filho.
Aquelas palavras foram tudo o que ela mais ansiava ouvir dos seguranças do lugar.
— Aonde ele está pelo amor de Deus!
— No estacionamento. Meu supervisor acabou de me passar um rádio avisando que as câmeras do lado de fora flagraram um menino com a descrição que nos deu. Ele está brincando com um cachorrinho. - explica um dos segurança enquanto ele, seu outro colega, o gerente do supermercado, Sarah e Liah que segue no colo da mãe, se encaminham para encontrar Noan.
Como ele veio para cá tão rápido?, Pensa Sarah. Isso também não importa agora, pois o mais importante é encontrar seu filho e é o que acontece.
Assim que vê seu garotinho sentado na calçada do estacionamento brincando todo sorridente com um filhote de vira-lata, Sarah sente como se vinte toneladas de desespero e medo tivessem saído de cima de seus ombros e de seu coração. Agradecendo aos seguranças e ao gerente por terem lhe ajudado a encontrar seu menino, a loira segue com a filha no colo em direção ao outro filho que está distraído com o cãozinho de rua.
— Filho, graças a Deus! - Ela abraça o garotinho após chegar nele e colocar Liah no chão.
Algumas lágrimas começam a escorrer por seu rosto. Nunca mais na vida vai querer passar por tal experiência. Foram minutos do mais puro terror que ela já passou em toda a sua vida enquanto seu filho permaneceu desaparecido. Sarah tem a sensação de que envelheceu uns cinquenta anos só nesses minutos de sumiço do filho.
— Mamãe Sar por que você tá chorando?
O menino fica assustado ao ver a mãe naquele estado.
— A mamãe ficou com medo do seu sumiço, pitico. Por que saiu de perto de mim sem avisar, Noan?
— Eu fui buscar um biscoito daqueles que a mamãe Ju sempre compra pra mim e que você esqueceu de pegar. Aí, eu vi pela parede de vidro do supermercado o cachorrinho aqui fora e vim brincar com ele, porque o pobrezinho tava sozinho. Ele não é bonito, mamãe? - Noan mostra o cãozinho que segura.
A vontade de Sarah é de ralhar com seu pequeno por lhe causa esse quase infarto com seu sumiço repentino, mas guarda a bronca. O pior já passou e seu filho está são e salvo, e é isso que mais importa para Sarah.
— Ele é lindo sim, pitico. - concorda a mulher tocando o cãozinho.
Apesar de ser de rua, o bichinho realmente é lindo. Amarelo e com cara de bonachão, ele é uma coisa fofa.
— A gente pode levar pra casa o cachorrinho, mamãe Sar?
— A gente já tem a Paçoca, filho.
Paçoca é uma cadela da raça Lulu da Pomerânia que tem quatro anos de idade, é adestrada e adotada pelo casal.
— Ah, mas a Paçoca precisa de um irmãozinho que nem eu tenho a Liah.
Sarah sorri da esperteza do filho.
E antes que a mulher diga algo, sua filha se junta ao irmão no pedido para levar o cachorrinho. Se torna difícil para Sarah negar o pedido para aqueles dois que junto com Juliette, são os maiores tesouros que a loira tem na vida.
— Ok! - dar-se por vencida.
— Eba!
Os gêmeos abrem um sorriso lindo que acalma de vez o coração de Sarah que ainda se encontra assustado pelo momentâneo sumiço de Noan.
Instantes depois a mãe, os dois filhos e o cachorrinho vira-lata seguem para casa. No fim das contas, Sarah acaba por nem fazer as compras, ou melhor, desiste delas mesmo. Mais tarde ligará para o mesmo supermercado e fará os pedidos para que sejam entregues em casa. O supermercado oferece esse serviço de delivery mesmo.
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E esse só foi primeiro susto!
Um xero e até o próximo, meus amores. 😘
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