[🥕 + Bônus 1] - JY's birthday

Era exatamente cinco horas da tarde e Jungwon estava prestes a arrancar todos os fios ruivos da cabeça.

— Jay, você viu meu gloss? — perguntou, revirando o armário do namorado.

Há alguns minutos sem pausas, ele procurava pelo bendito gloss e não o encontrava. Tinha certeza que havia deixado na parte do meio do closet de Jay, mas não estava o encontrando de jeito nenhum. Ele já havia revirado todas as roupas do moreno e nada do pequeno potinho de 10 ml.

— Não vi, bebê. — Park respondeu, tirando os olhos da tela do celular e depositando toda sua atenção no ruivo. — Quer ajuda?

Jungwon passou as mãos pelos fios, perambulando pelo quarto.

— Sim, por favor! — respondeu, um pouco frustrado. — Eu tenho certeza que deixei aqui.

Jay se levantou e foi até o armário, começando a procurar junto com o namorado. Ele afastou algumas roupas e, depois de alguns minutos, encontrou o pequeno potinho de gloss escondido atrás de uma pilha de camisetas.

— Achei! — exclamou, segurando o gloss no ar como se fosse um troféu.

O ruivo soltou um suspiro de alívio e sorriu, pagando o produto das mãos do namorado.

— Como o encontrou tão rápido? Eu fiquei quase meia hora procurando!

— Você estava com a cabeça quente, gatinho. Quando isso acontece, o que procuramos pode estar em nossa frente, mas não o vemos.

O ruivinho assentiu, concordando.

— Obrigado, amor. Você é meu heroi! — disse, dando-lhe um beijo rápido nos lábios.

— Sempre às ordens, meu príncipe. — Jay respondeu com um sorriso, puxando o ruivo para um abraço apertado. — Por que estava tão obstinado em encontrar justamente esse gloss? Você tem vários.

— Porque este é o seu preferido. — sorriu. — E hoje é seu aniversário. Eu quero te beijar com ele nos meus lábios.

Jay sorriu, mas pareceu surpreso por um momento.

— Hoje é meu aniversário? — franziu o cenho. 

O ruivo arqueou as sobrancelhas. 

— Sim. Hoje é 20 de Abril. Seu aniversário. 

Jay bateu na própria testa, como se tivesse acabado de lembrar que hoje era seu aniversário. 

— Você esqueceu do seu próprio aniversário, amor? — perguntou, desacreditado.

— É, eu esqueci. — suspirou. — Foquei muito no treino e acabei esquecendo.

Jungwon o olhou seriamente. 

— Amor, já falei para não se esforçar tanto. Se continuar desse jeito, vai acabar adoecendo!

— Desculpa, bebê. — fez um biquinho. 

Yang sorriu e beijou o bico adorável do namorado.

— Tudo bem. Mas agora que tal irmos dar uma volta no parque?

— Agora? — perguntou, sem querer sair de casa. — Hoje é meu aniversário, ruivinho. Eu queria ficar com você.

Jungwon suspirou. Precisava encontrar uma forma de tirar aquela muralha de casa.

Por conta dos treinos pesados de basquete e na academia, no ensino médio Jay já era gigante. E agora, após um ano e um mês de namoro, o moreno se encontrava três vezes maior. Sua fome por manter os músculos grandes e bonitos em dias aumentou, e com isso, passava mais tempo na academia do que em casa.

Hoje era seu aniversário e por focar tanto nos treinos para se tornar um jogador profissional, acabou esquecendo. Jungwon estava encarregado de distraí-lo o resto da tarde para que a surpresa fosse organizada pela família e amigos, mas Park não queria sair.

O ruivinho poderia até mesmo deixá-lo em seu quarto e o fazer companhia, mas teria que ser duas vezes mais cuidadoso para que ele não suspeitasse de nada. Então, só o que lhe restava era ir dar uma volta no parque.

— Vamos, Seong, por favor. — choramingou, tentando convencê-lo. — Nós podemos levar o Bam. Ele ama correr no parque.

Jay o olhou, sem interesse.

— Bebê, eu tô tão cansado. Vamos outro dia.

Jungwon se sentiu péssimo pela chantagem que iria fazer agora. Era nítido o cansaço no rosto do mais velho, mas ele não podia deixá-lo em casa quando uma festa de aniversário estava sendo preparada por debaixo dos panos.

— Já que você encontrou o meu gloss de melancia que é o seu preferido, eu deixo você me beijar com ele até que não reste nada dentro do pote se você for ao parque comigo. — tentou, torcendo para que ele aceitasse. — O que me diz?

— Ah, não, Won. Você tá jogando baixo demais.

— Por favor, Jay! Será muito divertido. O Bam irá amar!

Park sorriu, vendo que não conseguiria dizer não ao namorado.

— Tudo bem. Vamos ao parque. — cedeu. — Mas você tem cumprir com sua promessa. 

O ruivinho se controlou para não fazer uma comemoração vergonhosa.

— Obrigado, amor! — beijou a bochecha dele. — Pode deixar, eu sempre cumpro com minhas promessas. 

Jay assentiu e o soltou, indo até a cama. Pegou seu casaco e as chaves do carro. Enquanto isso, o ruivo passava o gloss nos lábios, admirando-se no espelho.

— Você está lindo. — o moreno comentou, observando o namorado com um olhar carinhoso.

— E você é um exagerado. — respondeu, rindo. — Não estou nem arrumando. Mas obrigado. Vamos?

— Vamos.

Jay agarrou a mão do namorado e os dois saíram de mãos dadas, descendo as escadas. Ao chegarem na sala, uma pequena discussão estava acontecendo.

— Mas eu não sei como pular, Hee! — Jungmin alegou, irritado com o jogo idiota. — Eu não quero mais jogar.

Junghee passou a mão pelos fios escuros e soltou um longo suspiro, encarando o gêmeo.

— É só apertar o botão vermelho do lado direito, Jungmin. Eu já te expliquei um milhão de vezes. — voltou a repetir o que já havia dito há quase dez minutos.

— Não quero mais jogar e pronto! — se exaltou, largando o controle sobre a mesinha de centro. 

— Ah, qual é, Minmin? A gente tá quase ganhando.

— Não quero! — sua voz saiu um tanto mais elevada, assustando os presentes.

Jay desprendeu da mão do namorado e seguiu até os irmãos. Parou na frente do mais novo e bagunçou seus cabelos.

— Não grita com ele. — repreendeu o garoto, sem de fato estar irritado.

Jungmin se encolheu no sofá, arrependido pelo o que fez sem ao menos notar. Às vezes, ele poderia ser tão manhoso que parecia uma criança de cinco anos e não um adolescente de quase quinze.

— Desculpe, Hee. — pediu, abraçando o irmão como pôde.

Junghee revirou os olhos, mas não sustentou aquela carranca por muito tempo e logo um sorriso bonito surgiu em seus lábios.

— Tudo bem.

Depois da pequena reconciliação, os gêmeos olharam para o cunhado que vinha se aproximando e lançaram-lhe um olhar cúmplice. 

— Para onde você vai, Parkzinho? — Jungmin perguntou, como quem não quer nada.

— Ao parque com o Jungwon e o Bam. — respondeu, brincando com os fios de Junghee. Ele xingou. — Não querem ir juntos?

— Eu quer- — tentou falar, mas o gêmeo o interrompeu.

— Nós, não iremos. Ainda temos uma partida para concluir. — apontou para o jogo. — Valeu pelo convite.

— Eu já falei que não quero mais jogar. 

— Você quer sim — o olhou com um olhar mortal, o fazendo entender.

— A-ah, é! Eu quero!

Jay olhou para os dois completamente desconfiados, mas não rebateu. Ele então seguiu para fora da sala, indo em direção a garagem, mas esquecendo do cachorro.

— O Bamie tá lá fora! — Junghee gritou.

Jungwon sorriu baixinho e o moreno voltou para dentro de casa, seguindo até o quintal para buscar o animal.

— Valeu — agradeceu quando passou pelo irmão, batendo em sua cabeça.

— Filho da puta. — xingou, acariciando a nunca dolorida.

Jungmin arregalou os olhos.

— Se a mamãe escuta...

Junghee também arregalou os olhos, mas de medo.

No quintal, Park juntou a guia de Bam à coleira e o trouxe até a garagem, onde o ruivinho já o preva. Ele abriu a porta do banco de trás, e deixou que o cachorro se acomodasse nos bancos macios. Seguiu até o banco do passageiro e abriu a porta para o namorado, que entrou com um sorriso no rosto. Ele deu a volta e entrou no lado do motorista, ligando o carro.

Todo o percurso foi calmo e em silêncio. Ao chegarem, Park estacionou o carro e deu a volta no mesmo, abrindo a porta para que o ruivo também saísse. Depois, fez o mesmo com a porta traseira e pegou o cachorro pela guia, o entregando ao namorado. Com uma mão, Jungwon agarrou a guia de Bam e a outra segurou a do moreno.

O casal e o cachorro seguiram para o local, caminhando de mãos dadas pelo parque florido. Um pouco mais à frente, eles encontraram um lugar agradável à sombra de uma árvore e se sentaram na grama, aproveitando a brisa suave. Bam também se acomodou ao lado do dono, a língua para fora da boca pendida para o lado.

O vento soprou calmo, bagunçado os fios dos cabelos do casal e o pelo curto e macio do cachorro.

— Isso é perfeito. — o ruivo disse, deitando a cabeça no ombro do namorado.

— Sim, é. — Jay concordou, acariciando os cabelos dele. — Eu amo passar o tempo com você assim.

— Eu também. — respondeu, fechando os olhos e aproveitando a brisa suave. — O que quer fazer hoje? É seu dia...

O moreno suspirou.

— Acho que estar ao seu lado e junto com minha família é o suficiente. 

Jungwon sorriu, pensando em como enrolar o namorado por no mínimo três horas, tempo que julgou ser suficiente para que sua surpresa fosse preparada.

— Vamos andar um pouco? O Bamie está louco para dar uma volta e encontrar alguns amigos. — sugeriu, lá se levantando.

Jay assentiu e também levantou-se, pegando a guia do cachorro.

Eles andaram calmamente pelo parque, apreciando a vista e o vento gélido do fim da tarde no rosto. As mãos dadas e o animal andando tranquilamente ao lado do moreno. Talvez eles devessem ficar aflitos em andar tão próximos e deixar bem explícito que eram um casal em um local público, dado que o país em que viviam era um tanto conservador. Mas, eles estavam felizes e não iria deixar que esse sentimento bom acabasse por conta de olhares e julgamentos alheios.

Eles seguiram caminhando, sentindo a brisa suave. Hoje, Bam estava comportado, mas se estivesse durante o dia, com o sol escaldante queimando a pele, o animal certamente já teria arrastado o dono consigo, correndo animado com a língua pendurada para fora da boca.

Ao se aproximarem de uma área lotada de árvores e bancos como em uma praça, Bam decidiu que seria um ótimo local para urinar. Ele latiu alto, pedindo para que Jay soltasse a guia e ele pudesse se aliviar. Entendendo o que o cachorro queria, Park o soltou e ele correu livre até o tronco de uma árvore, erguendo a pata.

Aproveitando que já estavam ali, o moreno firmou o aperto na mão do namorado e o guiou para um banco, sentando-se ali. Assim que Bam finalizou suas necessidades, correu até o casal, sentando-se ao lado de Jungwon, fora do banco. Mas, por apenas um minuto. Ele logo estava correndo em círculos, atrás do próprio rabo. Um outro latido chamou a atenção do cachorro.

Uma moça se aproximava com uma golden na guia, tentando controlar o pobre animal que se animou ao extremo ao ver Bam. Vendo que seria arrastada, ela soltou a guia da cadela, que correu em direção a Bam. Os dois começaram a se cheirar. A mulher se aproximou do casal sentado, e sorriu graciosamente ao reconhecê-los.

— Jungwonie oppa! Jay oppa! — acenou, se aproximando deles.

Jungwon estreitou os olhos, vendo quem era a garota que se aproximava.

— Minhee-ah!

O ruivo levantou-se e correu em direção a garota, a envolvendo em um abraço apertado.

— Jungwonie oppa! Nossa, quanto tempo! — comentou, sendo esmagada pelo abraço.

Ao se separarem, ambos seguiram até o moreno.

— Como tem estado, cabeça de algodão doce? — Jay sorriu, salafrário.

Minhee inflou os pulmões. Odiava aquele apelido.

— Estou bem, narigudo. E você? — devolveu na mesma moeda.

— Melhor impossível — sorriu, puxando o namorado para perto de si quando ele voltou a se sentar. — Estamos melhores do que nunca.

Jungwon sorriu ao ver a interação entre Jay e Minhee. 

Após o arrependimento da garota pelo o que foi forçada a fazer, Park desenvolveu um carinho genuíno por ela. Mesmo que ambos vivessem se provocando quando se encontravam, a boa interação nunca morria. Jay via a garota como uma irmã mais nova.

— E você, Minhee-ah? Como estão as coisas? — o ruivunho perguntou, animado por reencontrar a amiga.

— Ah, estou bem ocupada com a faculdade e o trabalho. Mas, estou feliz. E vocês? Alguma novidade? — sorri, olhando de um para o outro.

O casal trocou um olhar cúmplice antes de Jungwon responder.

— Na verdade, sim. Hoje o Park está fazendo 21 anos. — piscou, sorridente.

— Mesmo? E terá algo especial?

Jay sorriu, negando.

— Nada demais.

— Uh, que pena. — fez um biquinho. 

O ruivinho se animou, de repente. 

— Como anda a escrita? Você já finalizou nossa história? — perguntou, extremamente ansioso pela resposta.

— Ah, sim! Eu finalizei ela há um mês. — sorriu, animada. — Já estou pronta para outra!

— Quero os créditos — Park murmurou, fingindo não estar interessado.

Minhee revirou os olhos maquiados.

— Claro, claro. Agora eu tenho que ir. — falou, procurando por seu pet. — Foi ótimo ver vocês! — disse uma última vez, acenando enquanto se afastava para buscar sua cadela.

— Igualmente! Tente aparecer mais vezes! — Jungwon acenou de volta.

Bam e a golden ainda estavam brincando animadamente, mas ao ver Minhee se afastar, a cadela correu de volta para sua dona. Bam, por sua vez, voltou para o lado de Jay, parecendo satisfeito com a interação.

— Você já quer ir, bebê? — Jay perguntou. 

Jungwon arregalou os olhos, negando veemente. 

Ele ainda precisava enrolar um pouco mais de tempo, ainda tinham algumas horas pela frente. O ruivo pensou por um momento antes de responder.

— Vamos ficar mais um pouco.

Park assentiu.

— Quer comer algo?

— Sim, mas não faço a mínima ideia do que.

— Que tal um sorvete? — sugeriu — E depois podemos dar uma volta pelo centro da cidade. Talvez até pegar um cinema.

Jungwon sorriu, concordando com a ideia.

— Então vá comprar os sorvetes. 

— Por que eu? 

— Porque foi você quem deu a ideia. E eu não trouxe dinheiro.

Jay gargalhou fraquinho.

— Está fazendo o aniversariante do dia gastar dinheiro? — fingiu indignação.

— É por uma boa causa.

Ainda sorrindo da forma em como o namorado conseguia manipulá-lo, Park seguiu até o carrinho de sorvete, onde um senhorzinho muito simpático o recepcionou.

— Por acaso hoje é seu aniversário, meu jovem? — perguntou o velhinho, sorrindo banguela.

— A-ah, sim.

— E aquele outro jovem é seu namorado? 

Park franziu o cenho, mas assentiu.

— Sim, ele é. Estamos juntos há quase dois anos.

— Oh, mais que benção! — o velhinho voltou a sorrir. — O meu netinho também amava um garoto, mas o mundo foi cruel demais com eles.

O senhor abaixou o olhar, e uma lágrima escorreu. Jay engoliu em seco, já podendo imaginar o final do desfecho doloroso daquela história. 

— Eu sinto muito por seu neto — balbuciou baixinho, tocado com a notícia.

O velhinho ergueu o olhar, os olhos brilhando pelas lágrimas. Ele sorriu.

— Obrigado, jovem. — secou os olhos. — Pegue, leve seus sorvetes como um presente. Não precisa pagar nada.

— Mas não seria justo com o senhor.

— Nah, não se preocupe com isso. Leve quantos quiser!

Sem graça, Park pegou dois sorvetes, um de morango e outro de baunilha. Ele sorriu em agradecimento para o velhinho e saiu. Ao chegar onde o namorado estava, o viu já de pé, segurando a guia de Bam. Ele então entregou o sorvete de morango a ele e ambos seguiram para fora do parque, em direção ao centro da cidade e depois, ao cinema.

• 🐰 •

Assim que Jay estacionou o carro na garagem de casa, Jungwon sentiu o coração saltar em um pulo, o coração quase pulando para fora. Ele tirou o cinto de segurança e não esperou para que o namorado abrisse a porta para ele sair, ele mesmo a abriu. Jay estranhou o comportamento, mas não disse nada.

O ruivo deu a volta no carro e abriu a porta, pegando o cachorro pela guia. Quando Park também desceu do veículo, o ruivo agarrou em seu braço, sem querer soltar.

— O que foi, príncipe? — perguntou, estranhando o comportamento suspeito.

— Nada!

O moreno assentiu e abriu a porta. Luzes foram acesas e um grito em uníssono surgiu. Confetes voavam para todos os lados e risadas surgiram.

— Feliz aniversário! — todos gritaram.

Reunidos na sala, estavam sua mãe e os irmãos mais novos. A sogra e o sogro. Agora, estariam ele, Jungwon e Bam.

Jay ficou paralisado por um momento, absorvendo a cena à sua frente. Sem ao menos esperar, seus olhos se encheram de lágrimas de felicidade ao ver todos os seus entes queridos reunidos para celebrar seu vigésimo primeiro aniversário.

Ainda agarrado ao namorado, ele deu um passo à frente, adentrando a casa.

— Vocês... Vocês fizeram tudo isso por mim? — perguntou, a voz embargada pela emoção. — Cacete...

Foi inevitável não xingar. Todos gargalharam baixinho. O ruivo sorriu, apertando a mão do namorado.

— Claro, amor. Você merece. — sussurrou, soltando a guia do cachorro. 

O animal correu para dentro da casa, rodeando os pés de Junghee. 

Somin foi a primeira a se aproximar do filho, envolvendo-o em um abraço apertado.

— Feliz aniversário, querido. 

— Obrigado, mãe.

Os irmãos mais novos logo se juntaram ao abraço, seguidos pelos sogros, que também expressaram seus votos de felicidade. Bam, não querendo ficar de fora, pulou ao redor de todos, latindo alegremente.

— Você está ficando mais velho. E mais feio. — Hee implicou.

Jay revirou os olhos, bagunçando os cabelos dele.

— Daqui uns meses você também ficará, moleque.

— Não liga pra ele, Goo! Você é lindo! — Jungmin falou, confortando o mais velho. — Feliz aniversário, eu te amo!

O moreno abraçou o irmão, sentindo-se seguro.

Doyoon abriu um sorriso enorme.

— Vamos cantar os parabéns e comer o bolo! 

Todos se acomodaram ao redor da mesa e cantaram os parabéns para o moreno. O bolo foi cortado.

— A quem você dará o primeiro pedaço, querido? — Minji perguntou.

Jay pensou por um tempo e sorriu.

— Para mim mesmo.

Todos o olharam com feições chateadas.

— Mas isso não vale! — Jungmin rebateu.

— Eu poderia entregá-lo a você, mas aí o Junghee ficaria descontentado. Também poderia entregar ao Jungwon, meu amor, mas também poderia dá-lo a mamãe ou até mesmo a minha sogrinha maravilhosa. Então para não dar briga, eu mesmo comerei o primeiro pedaço.

Após sua explicação, todos assentiram e foram se servir. Doyoon arqueou uma sobrancelha. 

— E eu? Por que não estou incluído? — perguntou, indignado. 

Park deu de ombros.

— Porque eu não daria o primeiro pedaço a você, sogrinho.

— Ora, seu moleque!

Todos riram da reação do homem e se acomodaram nos sofás, enchendo suas taças com champanhe. Jungwon pegou uma taça e fez um brinde.

— Ao Jay, o amor da minha vida. Que este seja apenas o primeiro de muitos aniversários que celebraremos juntos. — disse, levantando a taça.

Todos brindaram e a festa começou. Risos, conversas animadas e música preencheram a sala. Jay, ainda emocionado, olhou para Jungwon e sussurrou:

— Obrigado. Eu te amo.

O ruivo sorriu e respondeu:

— Eu também te amo, Jay. Feliz aniversário.

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