[🐰 + 36] - Epílogo: Opps! Cara certo!
A casa da família Park estava um caos.
Faltavam poucos minutos para a ceia de Natal e os Park juntamente aos Yang estavam reunidos em sua casa por ser maior. Minji corria com um prato de petiscos enquanto Somin subia e descia escadas com as decorações da árvore dentro de caixas pesadas.
Jungmin e Junghee estavam responsáveis por encher as meias natalinas que ficariam em volta da lareira com guloseimas diversas. Enquanto todos na casa trabalhavam feitos loucos para um Natal perfeito, o lindo e belo casal descansava no quarto do moreno.
Jay acariciava a coxa desnuda do namorado sobre seu abdômen, suspirando com o carinho que recebia em seu peito. Os dois trocavam afetos da forma que mais gostavam, abraçados e grudados o máximo possível.
O ruivinho sorriu, sentindo os dedos do moreno traçarem padrões suaves em sua pele. Ele se inclinou para deixar um beijo leve na testa do namorado, apreciando o momento de tranquilidade em meio ao caos natalino.
— Você acha que eles vão notar se ficarmos aqui mais um pouco? — perguntou, a voz baixa e preguiçosa.
Jay riu suavemente, seus olhos brilhando com diversão.
— Provavelmente não. Eles estão muito ocupados tentando fazer tudo perfeito. — o mais velho respondeu, puxando seu garoto um pouco mais para perto.
O som de risadas e conversas animadas ecoava pela casa, criando um contraste aconchegante com a serenidade do quarto. Jungwon fechou os olhos, aproveitando o calor do corpo de Jay e o som rítmico de sua respiração.
— Eu amo essa época do ano. — murmurou, seus dedos brincando com os fios de cabelo escuro.
— Eu também. — Jay concordou, apertando-o em um abraço mais firme. — Especialmente quando posso passar assim, com você.
— É o nosso primeiro Natal juntos. — o ruivinho sorriu, feliz com o que estavam vivendo.
Jay concordou.
— O primeiro de muitos. — com um último sorriso, ele grudou os lábios.
Jungwon apertou os dedos contra seu peito, repuxando o tecido da camisa. Sua perna ainda estava em cima da barriga do moreno, que continuava acariciando com carinho, apertando vez ou outra. Os lábios se encontravam em um só, unidos em um ósculo mágico envolto pela essência natalina.
As línguas se enrolaram e em meio a posição que estava, o piercing de Jay batia contra os dentes da frente do ruivo, fazendo os dois rirem baixinho em meio a beijo. Tomando impulso, Jungwon montou o namorado, ficando agora completamente em cima dele. As mãos tatuadas agarram a cintura fina e o beijo foi aprofundado.
O momento foi interrompido por uma batida na porta. Antes que qualquer um dos dois pudesse responder, a porta se abriu revelando Minji, com um sorriso travesso no rosto. Ao ver a forma em que ambos estavam, seu sorriso se alargou. A vermelhidão tomou conta do rosto do ruivo, que bastante constrangido, saiu de cima do namorado e deitou-se ao seu lado, como se nada tivesse acontecido.
A mulher cruzou os braços e encarou o filho com um olhar como se dissesse: “em plena luz do dia?”
— Então enquanto nós trabalhamos sem parar, vocês estão aqui se pegando? — ela brincou, usando a linguagem dos jovens.
Jungwon só faltava explodir de tanta vergonha. Aquela não era a primeira vez que sua mãe os flagrava em um momento íntimo. Já Jay, por outro lado, possuía um sorriso ladino detestável nos lábios, como se não se importasse por ter sido pego pela sogra, com o filho dela quase rebolado nele.
— Sogrinha — seu sorriso cresceu, ele agora a chamava assim. — O que faz aqui, minha bela sogrinha que amo tanto?
Minji revirou os olhos, fuzilando o filho e o genro com sangue nos olhos.
— Vocês dois, parem de se esconder! Precisamos de ajuda lá embaixo! — Ela exclamou, balançando o prato de petiscos como se fosse uma arma.
— Não podemos ficar mais nenhum minutinho, mãe? — Jungwon pela primeira vez falou.
— Não. A hora de transar é só durante a noite.
O ruivo quase se engasgou. Jay gargalhou tão alto que Jungwon teve vontade de morrer.
Minji deu as costas e saiu, deixando a porta aberta como um lembrete para que eles saíssem logo.
O casal trocou um olhar cúmplice antes de se levantar, prontos para se juntar à confusão festiva lá embaixo. Afinal, o Natal era sobre estar juntos, e eles não queriam perder nenhum momento desta celebração caótica e cheia de amor. Apesar de que queriam estar fazendo o que a mulher baixinha havia mencionado minutos atrás.
Quando desceram as escadas, foram fuzilados por olhares desastrosos.
— Oi, senhora Park. — o ruivinho cumprimentou a sogra, ela foi a primeira pessoa que viu.
— Olá, querido. Já disse para me chamar de Somin!
Sorrindo, Jungwon e Jay juntaram-se às decorações para a famosa ceia. Em breve Hyun-woo chegaria do restaurante com pratos típicos e deliciosos para colorir a mesa.
— Claro, Somin! — Jungwon respondeu com um sorriso caloroso, enquanto ajudava a pendurar as luzes festivas.
Jay, por sua vez, estava concentrado em arrumar a mesa, colocando os pratos e talheres com cuidado. Ele olhou para o namorado e disse:
— Acho que está ficando ótimo. O sogrinho vai adorar quando chegar.
O ruivo sorriu, levando a palma da mão até os lábios com intuito de conter o riso.
— Por que não o chama assim com ele presente?
Park não respondeu, sentindo um calafrio subir por sua coluna.
Pouco tempo depois, a porta se abriu e Yang Hyun-woo entrou, carregando várias sacolas cheias de comida. O aroma delicioso encheu a sala, fazendo todos sorrirem, mesmo Jay, que se encolheu.
— Cheguei! — o homem anunciou, colocando as sacolas na mesa. — Espero que estejam com fome! Fiz bastante comida!
Os gêmeos assentiram e correram para ajudar o sogro do irmão mais velho a desempacotar os pratos, revelando uma variedade de iguarias coreanas. A mesa ficou colorida e bela, pronta para a ceia.
— Está tudo perfeito. — Somin disse, emocionada. — Vamos nos sentar e aproveitar essa refeição maravilhosa juntos.
Todos se acomodaram ao redor da mesa, trocando sorrisos e risadas. A ceia foi cheia de conversas animadas e momentos de alegria, reforçando os laços que os uniam.
No final da noite, enquanto a última sobremesa era servida, Minji levantou seu copo e fez um brinde:
— À família e aos amigos, que tornam cada momento especial. Que possamos sempre estar juntos, celebrando a vida.
— À família! — todos repetiram, levantando seus copos e brindando com entusiasmo.
A noite seguiu com corações aquecidos e memórias preciosas.
• 🏀 •
Enquanto a ceia continuava animada, o casal trocava olhares cúmplices. Aproveitando um momento em que todos estavam distraídos, Jungwon sussurrou:
— Vamos dar uma escapada rápida?
Jay sorriu e assentiu. Eles se levantaram discretamente e saíram pela porta dos fundos, encontrando-se no jardim iluminado pelas luzes festivas.
— Precisava de um momento só com você. — o ruivo disse, segurando a mão do namorado.
— Eu também. — Park confessou em um sussurro, o puxando para um abraço apertado.
Juntos e com as mãos coladas, caminharam pelo jardim, apreciando a tranquilidade da noite. As estrelas brilhavam no céu, flertando com a lua.
— Lembra do nosso primeiro beijo? — Jungwon perguntou, querendo relembrar daquele momento tão inesperado.
Jay gargalhou fraquinho.
— Como esquecer? — respondeu, sorrindo. — Eu estava louco pra descobrir qual sabor tinha o seu gloss.
Eles se sentaram em um banco próximo, ainda de mãos dadas. O silêncio confortável entre eles era preenchido apenas pelo som distante das risadas vindas da casa.
— Eu amo esses momentos com você. — o ruivinho disse suavemente, olhando nos olhos escuros como a noite sob eles.
— E eu amo você. — Jay respondeu, inclinando-se para um beijo terno.
O tempo parecia parar enquanto eles compartilhavam aquele momento íntimo, longe da agitação da ceia. Eles se separaram por algum tempinho, apenas para sorrirem. Logo, se aproximaram lentamente, seus corações batendo em uníssono. O mundo ao redor parecia desaparecer enquanto seus lábios se encontravam em um beijo apaixonado e caloroso.
O toque suave e ao mesmo tempo intenso transmitia todo o amor e desejo que sentiam um pelo outro. Cada segundo parecia eterno, e eles se perderam na sensação de estarem completamente conectados. Quando finalmente se separaram, seus olhos ainda estavam fechados, saboreando o momento. Jungwon abriu os olhos, encontrando o olhar amoroso do moreno. Sem dizer uma palavra, eles diziam uma bela poesia.
Ainda abraçados, permaneceram em silêncio por alguns instantes, apenas apreciando a presença um do outro. O jardim ao redor parecia mais brilhante e acolhedor, como se refletisse a intensidade do amor que compartilhavam e da áurea natalina.
— Vamos voltar? — o ruivinho sugeriu suavemente, seus olhos ainda brilhando.
— Sim. Sempre lembrarei deste momento. — Park sussurrou, apertando a mão dele com carinho.
Ambos se levantaram e caminharam de volta para a casa, onde a ceia continuava animada. Ao entrarem, foram recebidos com sorrisos e brincadeiras. A noite seguiu com risadas, histórias e a certeza de que, não importa o que acontecesse, eles sempre teriam um ao outro.
Afinal, Cenoura sempre seria o alimento preferido de um Coelho.
FIM
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