Italian summer camp {+18}

Algumas noções a ter antes de começar a leitura:

- Louis tem dupla nacionalidade

- Vou utilizar palavras italianas. Sendo elas as seguintes:

Oh mio dio - oh meu deus

  Scopami, per favore - fode-me, por favor

Nostra signora - nossa senhora

Amore - amor

Infine - finalmente

Cazzo - merda

Non - não 

Mio bel - meu belo

Solo tuo - só teu



Harry

Não tenho a certeza se quero fazer isto. É demasiado arriscado, para os dois. Como é que eu me deixei convencer? Ah pois, eu gosto dele, ou algo parecido. Ou talvez porque ele fica extremamente sexy quando fala em italiano e me olha com aqueles olhos azuis que chegam a igualar a cor do mar. Ou talvez, simplesmente porque desde que cheguei a este acampamento ainda nada nem ninguém me tocou das formas que preciso de ser tocado.

"Mostro-te a minha, se me mostrares a tua." Um sorriso atravessou-lhe os lábios enquanto nos olhávamos. 

Cada um na sua cama, no topo do beliche, à espera que o outro desistisse e nunca mais falasse nisto. 

Sorrio para o rapaz perante os meus olhos, fodasse, é lindo. Está com o cabelo molhado de ter vindo do lago, os seus calções de banho molham os lençóis, e ele não se importa. Devia ter ido com ele em vez de ter passado o dia de descanso a pôr séries em dia e a tentar controlar as emoções por Zayn ter dito, e passo a citar, Isto da exclusividade pode não ser bom para nenhum dos dois. Estás fora há um mês. O voluntariado vai acabar só em setembro. Será melhor para os dois deixarmos isto de lado, e quando regressares retomamos. Doía, claro que doía. Desde o Natal que decidíramos ser exclusivos, só estar um com o outro e agora, do nada, puff! Eu entendo, também não é fácil para mim. Mas que podia eu fazer, se até medo de tirar nudes para lhe mandar, eu tenho, porque neste quarto está sempre alguém a entrar? Okay, agora estaou mesmo muito perto de fazer algo pior que nudes, mas estou com Louis. Ele é uma pessoa de carne e isso, isso transmite confiança.

"Ou podemos ir ao mesmo tempo..." Ergo uma sobrancelha, já com a mão sobre o meu membro, bastante animado.

"Aos três... Um..." O rapaz massaja o membro por cima dos calções molhados "Dois..." A mão entra dentro dos calções "Três..." Num instante ambos os nossos membros estão fora do conforto da roupa interior.

Aspiro o ar, é tudo o que consigo fazer ao ver o membro de Louis. Controlo-me para não dizer algo idiota e estragar tudo, por isso, faço o que preciso e começo a movimentar a minha mão.  O rapaz de olhos azuis segue o meu exemplo e, céus, não poderia ter imagem melhor na mente. 

Louis está a olhar fixamente por mim, lábios rosados entreabertos, pernas esticadas e abertas, dando-me total visibilidade de tudo. Quero muito descer do meu beliche e subir para o dele. Com o polegar massajo a ponta, sentindo o pré gozo de um mês a fazer-se notar. Estou tão sensível. Os meus lábios abrem-se, deixando um gemido baixo e sufocado sair. Ouço um fodasse vindo do rapaz à minha frente, como se o meu simples gemido o tivesse excitado ainda mais. Pensar num Louis ainda mais excitado é tudo o que preciso para aumentar os meus movimentos, agarrando as minhas bolas e não contendo os meus suspiros e gemidos. O peito de Louis sobe e desce ao ritmo da sua mão. Apesar de ter a cabeça encostada à parede, consigo ver os olhos, semi cerrados, enquanto ele suspira da maneira mais sensual que alguma vez poderia imaginar.


Louis

Merda, se ele soubesse como me faz sentir, que de todas as vezes que bato uma é a pensar nele a sair do banho, da primeira vez que o vi. Ele estava de pau feito, não sei o que pensava, mas sei o que eu pensava. Que queria tira-lhe aquele incómodo e pô-lo na minha boca. Ainda nem me tinha apresentado e já o queria de quatro à minha frente.

Sinto o meu orgasmo a aproximar-se, à medida que vou aumentando a velocidade dos meus movimentos. Senhor, preciso de todas as forças para não olhar para Harry, se olhasse não iria conseguir impedir o orgasmo que se aproximava e eu preciso de o impedir. Aperto a minha haste ao ouvir o Harry gemer. Aquilo é música para os meus ouvidos. A voz rouca já por si me punha de pau feito, mas os gemidos em voz rouca, fodasse, conseguiriam arrancar-me dez orgasmos seguidos enquanto implorava por mais.

"Louis..." A sua voz sai com sofrência, a implorar.

É tudo o que preciso. Salto diretamente para o chão, trepando para o seu beliche em questão de segundo. Os seus olhos arregalam-se, como se não estivesse à espera que atendesse o seu pedido.

"Não esperavas que eu te viesse aqui fuder?" Agito ambas as minhas sobrancelhas, colocando os meus joelhos, cada um, num lado do seu corpo. "Oh mio dio" Gemo, quando os nossos membros de tocam.

Harry aperta-me a cintura, puxando-me mais para ele.

"Diz outra vez..." Ele sussurra e logo depois os nossos olhares chocam. A mão dele agarra o meu membro.

"Oh mio dio..." Repito as palavras de há segundos.

Ele começa a movimentar a mão, agarrando-me as bolas e apertando-me contra si. Tento manter os meus olhos azuis nos seus verdes, mas ele continuam a fugir para os lábios de Harry. 

"Scopami, per favore." Eu sussurro, aproximando os meus lábios dos dele.

E nesse momento, nesse exato momento as distintas gargalhas de Niall chegam-me aos ouvidos, fazendo-me saltar para fora do colo de Harry. A uma velocidade que eu nem sabia conseguir alcançar, salto para o chão, pego nos meus calções de banho e enfio-me na casa de banho. No entretanto Harry já vestiu os calções e está debaixo dos lençóis. Após fechar a porta atrás de mim, suspiro. 

"Nostra Signora..." Murmuro, enquanto a minha adrenalina deixa o meu corpo de forma lenta.


Harry

Odeio o Niall e o Liam, odeio o Niall e o Liam. Continuo a imaginar formas de matar os meus dois companheiros de cabana desde que interromperam o, que seria, o melhor sexo que tivera em meses. Foi por uma questão de segundos que não fomos apanhados e o pior, é que isso apenas aumentara a necessidade que eu tinha de ter Louis. Era como se nada tivesse acontecido e, eu sabia que este teatro todo existia apenas para manter-mos a nossa sanidade enquanto não podíamos terminar o que começáramos ontem. 

"Kendall, come com os talheres. Eles existem para alguma coisa..." Chamo a atenção da rapariga de 10 anos.

"Mas Harry, é frango!" Ela choraminga.

"É o peito do frango, não uma coxa."

Ela suspira, derrotada, enquanto limpa as mãos ao guardanapo.

"Tu consegues convence-los a tudo..." Ouço uma voz, atrás de mim.

"Tenho um poder persuasivo muito grande..." Afirmo, a olhar o rapaz de olhos azuis que tomara iniciativa e se sentava ao meu lado no banco de madeira.

"Nem imaginas o quanto." Ele sorri de lado, a sua mão alcança a minha coxa e aperta-a. "Logo à noite vou a minha casa, queres vir?" 

"A tua casa?" Ergo uma sobrancelha.

"Sim, é a meia hora de autocarro." 

"A sério? Então porque é que dormes cá?" Pergunto, confuso.

"Levanto-me 10 minutos antes de entrar ao serviço. Comida grátis." Ele sorri "E por outras razões menos corretas." Passa a língua sobre os lábios "Vens?"

"Sim, claro." Sorrio, pondo a minha mão por cima da dele.

"É um encontro, então!" O rapaz de olhos azuis levanta-se, com um sorriso nos lábios, abandonando a minha mesa e indo para a dele.

Um encontro...?

  ꧁ ꧂  

Já estávamos a dar as mãos. Não percebera  bem como isso acontecera, mas já estávamos a dar as mãos.

"É na próxima." Louis diz, ao meu ouvido, antes de depositar um beijo na minha bochecha. "Estou muito contente por teres vindo..." Ele afirma.

"Eu também estou muito contente por ter vindo." Sorrio, olhando para o rapaz à minha frente. 

Ele sorri, puxando-me para fora do banco e dirigimo-nos para a porta do autocarro. Após sairmos do autocarro, Louis indica-me o caminho e, tenho de piscar os olhos várias vezes quando paramos em frente a uma casa enorme. Dez vezes maior que a minha em Holmes Chapel. Correção, uma mansão. A casa de Louis é uma mansão. O rapaz, carrega no botão do comando que tirara do  bolso e o portão abre-se. Isto é tudo demasiado luxuoso. 

"Wow." Murmuro enquanto passamos pelo jardim.

Louis ri levemente, parando abrutamente. 

"Espera, antes de entrar quero fazer um coisa." Ele diz, olhando-me.

"O quê?" Rio levemente.

Louis puxa-me para ele, olhando-me nos olhos durante o que me parece uma eternidade, quando na realidade foi apenas um segundo, e junta os nossos lábios. Posso ser apanhado de surpresa com os atos do rapaz de olhos azuis, mas isso não me impede de agarrar as suas bochechas e o tentar puxar mais para mim. Ele entreabre os lábios, deixando-me entrar. Eu preciso de mais. Um gemido de Louis é abafado pelos meus lábios quando esfrego as nossas virilhas. Ele estava de pau feito, e eu também. Fodasse, podia fazê-lo já aqui, preciso dele, de o sentir e de o ouvir gemer. Preciso de o fuder e preciso que ele me foda. Sinto todo o meu ser a precisar de ar, e Louis deve sentir o mesmo, pois separamos os nossos lábios praticamente ao mesmo tempo. Quando abro os olhos vejo o pequeno fio de saliva que nos une a desfazer-se e a cair no chão. A nossas testas estão coladas e ambos estamos a respirar pesadamente.

"Esperei demasiado tempo por isto..." Ele sussurra, abrindo lentamente os olhos. "Eu gosto de ti Harry, gosto mesmo..." Sinto a mão dele a pousar sobre a minha bochecha. "E quero aproveitar estes dois meses contigo."

Assinto às suas palavras, não conseguindo encontrar as palavras ideais para lhe dizer. Sorrimos os dois. Já não me sentia assim, tão feliz, há algum tempo. Preparo-me para me inclinar um pouco mais para beijar Louis, mas o som abrupto de uma porta a abrir-se faz o rapaz saltar e afastar-se de mim. 

"Amore, infine!" Uma rapariga sai do interior da casa, a correr para os braços de Louis.

Louis

Cazzo! Non, non, non! Isto não está acontecer. Como é que isto está a acontecer? Fodasse. Non! Acabei de ter um momento perfeito com o Harry  e a Saveria aparece? Porquê? Antes que lhe pudesse dizer algo, a rapariga junta os nossos lábios. Cazzo! O que Harry vai pensar de mim? Como é que lhe vou explicar que tenho namorada?

"O que estás aqui a fazer, Saveria?" Olho para ela, olhando logo depois para Harry que se encontra de olhos muito abertos. Assim que o seu olhar encontra o meu, o chão parece-lhe mais interessante e uma dor aloja-se no meu peito. Que fui eu fazer? 

"A tua mãe disse-me que hoje era dia de vires a casa, e como vim mais cedo para te fazer uma surpresa, porque não adiantá-la?" Ela pergunta, com um sorriso enorme nos lábios.

Cazzo! Estou fodido. 

"E, quem é este?" Ela pergunta, olhando para Harry, que logo olha para ela, formando um sorriso.

"Ahm, este..." Olho para Harry, completamente alheio à conversa italiana. "É o Harry, um amigo lá do acampamento. Ele é de Inglaterra, não fala italiano."

"Fico contente em saber que arranjaste um amigo, amore." Ela sorri e, depois, faz algo que só uma rapariga tão doce como ela poderia fazer, abraça o rapaz que eu acabei de magoar.

Harry é apanhado de surpresa, mas retribui o abraço. Engulo em seco, quando vejo os seus olhos vidrados. Olhos que fecha de imediato, tentando comprimir o choro. Puta que pariu!

"Olá Harry, Sou a Saveria, a namorada do Louis. Prazer." Ela fala, agora na língua do rapaz de olhos verdes, sorrindo-lhe.

"Olá, muito prazer. Ouvi maravilhas à cerca de ti." 

Mentira. Nunca lhe tinha falado dela, e não tencionava fazê-lo, nunca.

"Venham, estamos agora mesmo a começar a abrir os gelados!" A minha namorada diz, com entusiasmo.

"Ah, adoraria. Mas não posso ficar. Tenho coisas combinadas para esta noite. Só vim mesmo fazer companhia ao Louis até à porta." Ele mente, com um sorriso nos lábios. 

"Oh, é uma pena... Adoraria conhecer, finalmente, um amigo do meu amore. Talvez noutra altura." 

"Sim, talvez noutra altura. Foi um prazer Saveria. Até um dia." Harry vira-se para mim "Até amanhã, Louis."

Suspiro, observando-o a caminhar pelo sítio que ainda há pouco tínhamos pisado. 

"Vai indo, amore, vou verificar se ele ainda se lembra do autocarro." 

Saveria assente, enquanto eu movo os meus pés até alcançar Harry.

"Ei, espera!" Peço, a agarrar-lhe o pulso.

"Que foi?" Ele pergunta, num tom baixo.

"Eu... Eu não queria que descobrisses assim. Não era minha intenção..."

"Não era tua intenção o quê? Que eu descobrisse que o gajo com quem quero estar, só quer estar comigo porque a tua namorada estava fora? Missão falhada, amore." Ele interrompe-me, cuspindo as últimas palavras. "Vai para dentro, ela está à tua espera. Até amanhã." 

O rapaz larga-se do meu aperto, caminhando agora de forma apressada e, por mais que queira ir atrás dele, sei que se for, vou piorar tudo. E isso é a última coisa que desejo.

  ꧁ ꧂    

Já se passaram duas semanas desde que magoara Harry. Na manhã seguinte ao ocorrido, acordei e a primeira coisa que vi no beliche em frente ao meu, foi um rapaz abraçado a Harry enquanto ambos dormiam, sossegados e tranquilos. Escusado é dizer que tive de ir apanhar as peças partidas do meu coração ao chão. Tentara falar com Harry várias vezes. Nenhuma das vezes obtive sucesso. Ouvira dizer que tentara trocar de cabana, mas não lhe fora cedido esse capricho e, não posso dizer que fiquei triste por saber que lhe fora negado tal pedido. Eu só quero que ele me ouça, que perceba que nada se passou da forma que ele está a pensar e que eu só quero o seu perdão.

"Podes por favor, ouvir-me? Eu sei que não queres, mas há duas semanas que tento falar contigo e..."

"Não, não te posso ouvir! Na realidade estou farto de te ouvir, é tudo o que tenho feito nestas últimas duas semanas e já chega! Para de rastejar, eu não te quero ouvir, não quero que fales! Não há explicação para o que fizeste. Neste caso para o que não fizeste! Volta para a tua mansão e vai comer gelado com a tua namorada e pará de me chatear que daqui a nada o Matteo está aí!" Ele explode e eu arregalo os olhos.

"Quem raio é o Matteo?" De todas as coisas que podia dizer, é isto que me saí. 

"Ninguém que te interesse. Desaparece!" 

"Caralho, não vou desaparecer! Quem raio é o Matteo?" Expludo. A razão abandona-me. Não vou deixar que um italiano qualquer me roube o Harry.

"Vai-te fuder, Louis." Ele cospe, e isso é a última gota.

Já sem qualquer calma dentro de mim, atiro o rapaz de olhos verdes contra a parede. Aproveito que é apanhado de surpresa e prendo as suas mãos contra a parede.

"Quem. É. O. Matteo?" Volto a perguntar, desta vez mais pausadamente para ele perceber.

"Vai-te fuder, Louis." Ele repete, de sobrancelha erguida.

Eu rio, apertando os seus pulsos contra a parede. O meu olhar vagueia pelos seus lábios. Cazzo! Desde aquela noite que só penso em beijá-lo outra vez.

"Eu vou é fuder-te a ti." Murmuro, beijando-lhe o queixo "E depois tu vais fuder-me a mim." Beijo-lhe o pescoço "Depois eu digo o quanto te amo, e tu dizes o quanto me amas e, só aí... Só aí é que fazemos amor..." Sussurro, comprimindo o meu corpo com o dele, suspirando ao sentir que não era o único de pau feito.

"O que é que estás para aí a dizer?" Harry sussurra, olhando-me nos olhos. "Estás a ficar louco..." Ele abana a cabeça negativamente.

"Tu está a deixar-me louco..." Murmuro, juntando as nossas testas "Acabei com ela. Acabei tudo. Só quero estar contigo. Só preciso de ti." Sussurro, deixando as mãos de Harry soltas.

Era tudo o que lhe queria dizer. Se mesmo assim ele quisesse empurrar-me e sair pela porta da cabana, eu não iria fazer nada, porque já dei todas as minhas cartas. Os meus olhos estão fechados, as minhas mãos pendem ao lado do meu corpo, a minha testa segura-se na dele. Sabe tão bem estar perto dele. Mas ele não se move, nem um centímetro ou milímetro. Abro os olhos, preciso de saber que se passa.

"Tu... Tu acabaste mesmo com ela? P-Por mim?" Ele sussurra e eu sou obrigado afastar a minha testa da dele. 

Assinto, segurando as suas mãos com delicadeza.

"Eu só preciso de ti Harry, de mais ninguém. Desculpa a merda que fiz. Mas eu não sabia que me ia apaixonar. Pensava que simplesmente te ia deixar ir no fim do verão e que tudo voltaria a ser como era antes de apareceres. Mas mesmo assim, devia ter-te falado nela. Merecias isso. Desculpa... Eu só... Só não sabia como digerir isto tudo. Eu só quero estar contigo e correr atrás de ti quando voltares para Inglaterra. É tudo o que quero..." Confesso, os meus olhos fixados nos dele enquanto acaricio a palma da sua mão.

"Correr atrás de mim?" Ele ergue uma sobrancelha, sorrindo logo a seguir.

"Ainda é um plano em execução, mas sim..." Sorrio, sendo contemplado pelo sorriso mais bonito que alguma vez vira.

"Parece-me um bom plano..." Ele afirma, antes de juntar os nossos lábios num beijo cheio de promessas. Promessas essas que tenciono cumprir.


Harry

Voltamos ai início de tudo. Cada um em cima do seu beliche, de mãos no pau à espera para ver qual vai ser o primeiro. Dois meses depois do ocorrido, e cá estamos, de volta a onde tudo começou. Sorrio de lado a Louis, colocando a mão dentro das minhas calças de fato de treino. Observo a abanar a cabeça negativamente.

"Não, eles devem estar a chegar. Vamos para outro sítio" Ele diz, saltando para o chão e logo eu o imito.

Demoramos cinco minutos a chegar ao lago. De noite mais parecia um buraco negro. Sinto o meu corpo a seu puxado contra outro e logo suspiro ao sentir a ereção de Louis no meu rabo.

"Vou-te fuder, mesmo aqui." Ele sussurra, na minha orelha "A tua última foda em Itália. Pelo menos, para já... Que te parece?" Ele pergunta, e logo sinto um ardor na minha bochecha do rabo.

"Parece-me delicioso..." Murmuro, virando-me para ele e logo me atirando aos seus lábios.

Sem cerimónias Louis pega-me ao colo, nunca separando os nossos lábios. Quando toco o chão, percebo que estou em cima de uma manta. O sacana já tinha isto planeado. Demoramos, literalmente, cinco segundos até e estarmos despedidos e eu estar com a cara enterrada na manta, de rabo empinado para Louis. As mãos de Louis agarram ambas as minhas nádegas, massajando-as e apertando-as. Logo depois estão a dar-me chapadas que, com certeza deixariam marcas e seriam um dos fatores que me levariam a sentar-me com dificuldade amanhã. Sinto leves sopros na minha entrada, o que me faz arfar e sorrir. Os lábios de Louis alcançam a minha nádega direita, deixando beijos e chupões na mesma, enquanto sinto um dos seus dedos a brincar com a minha entrada, que tanto anseia pelo seu toque. Empino o meu rabo para trás, fazendo o dedo do rapaz de olhos azuis entrar.

"Hm..." Murmuro, contente com o contacto que o dedo dele fizera com o meu interior.

"Estás sempre tão apertadinho para mim, mio bel." Ele murmura, contra a minha nádega, fazendo-me contorcer com as palavras italianas.

O seu dedo começa, por fim, a movimentar-se. Quando Louis percebe que estou pronto, junta mais dois, fazendo-me gemer contra o tecido da manta, para abafar os gemidos. Movimento a minha anca para trás e para a frente. Estou desejoso de o ter, preciso de o ter. Uma forte chapada é deixada na minha nádega.

"Quieto. Deixa-me fuder-te com a língua, antes de te fuder com a pila." Ele ordena, não me dando tempo para dizer nada, pois os seus dedos criam um vazio em mim quando perdem o contacto com o meu interior.

"Oh, merda." Gemo, com o súbito contacto da língua de Louis com o meu interior. 

As suas mãos agarram ambas as minhas nádegas para os lados para conseguir trabalhar melhor. A sua língua faz maravilhas que só podem ser descritas como dádivas, mas eu preciso de todo ele dentro de mim. Empino o meu rabo, uma vez mais contra ele, gemendo ao sentir a sua língua ir mais fundo.

"Quero-te dentro de mim..." Suplico-lhe, apertando a manta entre os meus dedos.

"Não precisas de pedir duas vezes..." Ele informa, ao tirar a sua língua de dentro de mim.

As suas mãos encontram as minha cintura e apertam-na com força quando ele me penetra de uma só vez. A verdade é que doí quando ele o faz, mas eu adoro. Os movimentos começam por ser lentos, para eu me conseguir habituar ao seu comprimento, mas assim que Louis percebe que já estou à vontade, começa a aumentar a velocidade, agarrando-me cada vez com mais força. O meu membro começava a latejar, com necessidade de ter atenção, então levo uma das minhas mãos ao mesmo, acariciando a ponta e sentido o pré-gozo já lá criado. Estico a minha mão para trás, quero que ele me prove enquanto me fode. Os meus dedos aquecem quando sinto a língua dele à volta dos mesmos. A boca a chupa-los como se fossem o melhor gelado do mundo e, para melhorar, os movimentos das suas ancas aumentam, atingindo-me cada vez mais fundo. O membro dele a entrar e a sair, a entrar e a sair. A melhor sensação do mundo, que só é melhorada quando ele junta as palmadas fortes. Ouço os seus gemidos, balbuciando coisas em italiano, que não percebo, mas que me excitam ainda mais.

"Oh, santo!" Gemo, ao sentir a estocada contra a minha próstata.

Mas é a única coisa que digo, pois os restos dos gemidos consistem em desconexão de palavras. É esse o estado em que o Louis me deixa.

"Hm... Sim... Mio bel..." A voz de Louis racha, os seus dedos apertam-se ao redor da minha cintura e o meu interior recebe de bom grado todo o seu líquido.

Ainda a gemer e a apertar a manta, bombeio o meu membro.

"Deixa-me fazer-te vir." Louis diz, retirando dolorosamente o seu membro de mim.

Não preciso de ouvir novamente a frase. Ponho-me de frente para ele, de pernas abertas, lambendo os meus dedos cheios de pré-gozo. Louis olha para mim, mordendo o lábio inferior enquanto se baixa lentamente até ao meu pénis. Beija a ponta, enquanto uma das suas mãos me agarra as bolas e um gemido escapa por entre os meus lábios. Delicioso. Finalmente, o meu membro enche a sua boca. Suspiro ao sentir o contacto quente e prazeroso. Elevo a minha anca, fechando durante uns segundos os olhos e, quando os abro, dois faróis azuis estão fixados em mim. A minha mão vai até aos seus cabelos, ajudando o rapaz de olhos azuis nos movimentos. Durante todo o que tempo em que me fazia o broche, a sua mão não deixara as minhas bolas e eu ficarei eternamente grato por isso. É uma sensação maravilhosa. Nunca desvio os meus olhos dos deles, por isso, quando sinto o meu orgasmo a chegar, Louis sabe. Retira a boca do meu membro, lambendo-me a haste de cima a baixo e de baixo a cima. Sobe os seus lábios até aos meus e beija-me, deixando-me provar o meu próprio gosto. Empoleira-se no meu membro e, sem demoras, enterra-se nele. Ambos gememos. O rapaz equilibra-se nos meus ombros e começa a movimentar o seu corpo para cima e para baixo. Agarro-lhe as ancas, impulsionando tanto o seu corpo como o meu para intensificar os movimentos. 

"Merda, Louis..." Gemo, elevando e baixando as minhas ancas de forma frenética "Ah... Sim... F-Fodasse!" Gemo ao sentir o meu membro explodir dentro de Louis "Sim, sim..." Repito, apertando-o contra mim, escondendo o meu rosto na curva do seu pescoço, local onde deixo alguns beijos.

"Definitivamente vou atrás de ti para Inglaterra..." Ele sussurra, mordendo o meu pescoço.

Rio levemente.

"Pará de me fazer apaixonar por ti..." Resmungo, fazendo-o sair do conforto do meu pescoço.

"Não. Já estou demasiado apaixonado para te deixar ir." Ele sorri, agarrando-me o rosto "Eu nunca te vou deixar ir, mio bel. Nunca." Ele promete.

"Repete..." Peço, num sussurro, de olhos focados nos dele.

"Mio bel... Mio bel..." Ele repete, entre beijos "Mio bel, solo mio."

"Solo tuo." Garanto, chegando a minha face para a frente, finalmente beijando-o.



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