Capítulo 76
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Santa Mônica apesar de ser uma cidade pequena, atrai viajantes do mundo todo em todas as épocas do ano em busca de Sol e diversão.
Amo a minha cidade!
A longa faixa de areia e a magnífica vista do Oceano Pacífico são dignas de estampar cartões postais.
Por ali, a época mais quente vai dos meses de junho à setembro, quando é verão no Hemisfério Norte. Neste período chove e venta pouco na região, aumentando a sensação de abafo, mas apesar disso adoro aquele lugar. É a terra onde nasci! E às vezes sentia falta de voltar a morar ali, mas ainda assim, estou bem onde resido atualmente.
— Prontinho, senhorita... Está devidamente protegida deste sol.
Sarah anuncia, finalizando sua tarefa de me passar protetor solar, a qual eu lhe incumbe de fazer minutos atrás.
— Mas já?... Achei que iria se aproveitar de mim!
Zombo, virando o rosto de lado para enxergar por cima dos ombros Sarah sentada atrás de mim.
A Srta. Gostosa cai na risada. Aquela ali gosta de fazer safadeza e de ouvir umas também.
— E você queria que eu me aproveitasse, é? - sua voz beira à malícia pura.
— Não com tantos olhos por perto. - há um bom número de pessoas na praia naquela manhã de domingo. A verdade é que sempre há! - Mas como você é descarada e tarada pra não se importar com os outros, achei que iria se aproveitar mesmo assim.
Novamente ela gargalha e se inclinando em minha direção, me planta um beijo estalado na maçã do rosto.
— Vontade não me faltou, mas... Como você mesma disse... - sua voz baixa, vira um mero sussurro enquanto seu nariz raspa meu rosto em uma doce carícia. - ... Têm olhos demais por perto, principalmente de crianças e não quero chocá-las com meu descaramento.
— Você não presta! - Sarah apenas ri rente à minha orelha antes de mordiscá-la e se afastar de mim. - E obrigada por me passar o protetor solar.
Uma hora trás enquanto tomávamos tardiamente o café em nosso quarto, a Srta. Gostosa propôs de virmos à praia aproveitar o dia ensolarado que está fazendo. Só que havia um pequeno problema para mim nisso. Eu não havia trago biquíni. Não achei que seria preciso trazer um, pois julguei que nem vínhamos à praia. E diante da minha falta de roupa de banho, Sarah afirmou que compraria uma para mim e outra para ela que lembrou-se que também não havia trago uma. Ainda tentei negar dizendo que eu mesma compraria meu biquíni, mas não ouve jeito, pois no fim das contas prevaleceu a vontade daquela cretina, que pagou pelo meu biquíni sob fortes protestos meus que queria pagar pela peça de banho, em vez de deixá-la fazer isso. E então, cá estávamos na praia.
— De nada, honey!
Sorrindo de maneira estonteante, Sarah me dá um leve tapa na bunda.
— Ei!
Reclamo, apontando discretamente com a cabeça na direção de Luke que esta há alguns passos de distância da gente, vestido de maneira informal - bermuda escura, regata branca, boné e óculos - acomodado em uma cadeira de praia colorida, sob a sombra de um guarda sol enquanto lê um jornal.
Sarah olha para o sujeito e sorri. Depois volta para cochichar a mim:
— Ele está mais interessado em ler o jornal dele.
Mas quem me garante que não pode estar nos espreitando disfarçadamente sob as lentes escuras de seu óculos de sol?
— Além do mais já te falei que o Luke é cego e surdo em ocasiões que não lhe dizem respeito, Ju.
— Hum...
Começo a achar que além de motorista, Luke desempenha o papel de segurança de Sarah também, pois está quase sempre na cola da Srta. Gostosa como um cão de guarda. Já ia tirar essa dúvida agora com Sarah, mas ela rapidamente se põe de pé ao meu lado antes que eu lhe pergunte qualquer coisa. E assim sua sombra bloqueia do sol parte das minhas costas e bunda. Virando de peito para cima sobre a canga estendida na areia, eu a encaro com uma das mãos sobre as vistas para fazer sombra e protegê-la do sol, enquanto aquele ser gostoso olha para o mar.
— Vou cair na água. Me acompanha?
Ela me encara linda em seu óculos escuro.
— Nem pensar!
— Por que?
— Essa água é fria. - aviso.
Como são banhadas pelo Oceano Pacífico, a temperatura da água costuma ser bem fria. E Deus me livre entrar ali.
— Eu não tenho problemas com água fria.
— Então boa sorte, meu bem.
- Ok!
Assisto Sarah tirar o ósculos e me estender o objeto, que trato de colocá-lo em mim; aí é a vez de me deliciar vendo-a se livrar da saída de praia curta, feita em tule, na cor vinho. Livre da peça, possa contemplar seus belos seios guardados em um top meia taça com estampa floral, seu abdômen sequinho e definido, e descendo mais os olhos chego a parte de baixo de seu quadril, guardado em uma calcinha hot pants em com a mesma estampa da peça de cima do biquíni. Suspiro alto atraindo a atenção de Sarah e lhe arrancando um sorriso safado.
Da sua mão apanho a saída de praia que ela me estende embolada. Me permitindo observar outra vez Sarah de cima abaixo.
Jamais cansaria de repetir a mim mesma o quão sortuda eu sou por ter na minha vida um belo espécime de mulher como Sarah Andrade. Alguém que além de ter ótimos atributos físicos e ser de bom caráter, ainda possui uma performance na cama formidável.
— Juliette estou falando com você!
Me espanto com ela agachada em frente a mim, tocando meu rosto.
— Oi!
Havia me perdido em ficar admirando-a, ou melhor, babando mesmo pela minha namorada gostosa, que sequer percebi que ela falava comigo.
— Desculpa. O que disse?
— Acho que alguém ficou entretida demais me inspecionando, né?
Sorrio sem jeito por ter sido pega em flagrante. E Sarah cai na risada de mim.
— Não precisa ficar tímida. Gosto de ver que se perde olhando pra mim. Faz com que me sinta especial na sua vida.
— E você é especial, Sarah! - bastante especial, por sinal! - Além de linda e com um sabor inigualável, que adorei experimentar ontem! - cochicho sem pudor esta última parte para que somente Sarah ouça.
As sobrancelhas dela se erguem de maneira engraçada. Um largo sorriso se abre e detecto um brilho lascivo em seus olhos esverdeados.
— Honey... Se continuar me dizendo coisas desse tipo... Esqueço que estamos em um lugar público e seremos presas por atentado ao pudor.
Caio na risada e ela também.
— Vai tomar o seu banho, vai. Ou a minha boca vai seguir destilando o que não deve.
— Sua boca... - ela sussurra, sorrindo de olhos fechados. Fico olhando fixo para seu rosto bonito. - ... Nossa!... Ela é mágica! - conclui Sarah ainda de olhos fechados e um sorriso safado.
— A sua também!
E por Deus como ela é mesmo! Só de lembrar do que ela já foi capaz de me proporcionar nesse meio tempo em que estamos juntas, sinto até uma pontada gostosa no meio das pernas.
Sarah abre os olhos e me encara por segundos.
— Deixa eu ir senão nós estamos perdidas.
Ela me dá um beijo delicado na ponta do nariz antes de se colocar de pé e se afastar rumo a água.
Me viro de bruços outra vez e fico a observar Sarah ir caminhando. A água da praia fica há certa distância de onde escolhemos ficar. Então, posso me deliciar vendo MINHA namorada ir desfilando linda e maravilhosa pela areia branca da praia.
MINHA NAMORADA? Juliette Freire está tratando sua namorada como uma propriedade? Justo você que detesta ser tratada assim? E inclusive brigou com a loirona, quando a mesma te tratou igual?
A voz diabólica caçoa de mim às gargalhadas.
Vai se ferrar, sua diaba!
Sarah passa perto de um grupo de cinco mulheres e noto que elas parecem mexer com ela, pois a Srta. Gostosa vira o pescoço para olhá-las e na sequência balança a cabeça negativamente. Posso jurar que Sarah sorriu à elas.
Que 'gracinha' elas terão lhe dito?!
Suspiro com desagrado.
Tenho que me acostumar com o fato de que aquela mulher desperta a atenção da mulherada por onde passa. Mas também que ser do sexo feminino ou masculino não vai olhar com desejo para um tipão como ela? Difícil! Só se a pessoa for cega mesmo, porque do contrário é impossível Sarah Andrade passar despercebida.
Ela entra na água e adivinha? Novos olhares lhe são dirigidos de outro grupinho de mulheres que estão jogando vôlei na água, quase próximas de onde Sarah se banha.
Eu devia ter ido junto com ela!
E essas palavras começam a ganhar mais força ainda quando vejo instantes depois uma das garotas do grupo de vôlei se desgarrar dele para se aproximar de Sarah e ao que parece começar a bater papo com ela.
Coisa de cinco segundos depois vejo com desagrado elas sorrirem e trocarem um abraço em cumprimento. Parece até que elas acabam de se "reconhecer" e não se conhecer.
Imediatamente me sento sobre a canga e tiro o óculos. O ciúme já me corroendo. Sentimento filho da puta esse! Começo a desejar matar Sarah afogada e depois aquela outra mulher com ela, a qual eu já detesto sem saber quem ela é.
Já estou pronta para me levantar e decidida a enfrentar aquela água fria do cão, somente para saber o que está rolando lá entre aquelas duas. Sarah e aquela outra loira de repente pareceram íntimas demais para o meu gosto. Mas só para boicotar a minha intenção, o bendito do meu celular toca dentro da bolsa de palha que Sarah também havia me comprado junto com o biquíni e a saída de praia.
— Ai, que bosta! Não tinha outra hora pra tocar celular?! - chio.
Da bolsa apanho o aparelho e atendo a chamada sem ver quem é, pois meu interesse está mais em ficar observando Sarah na companhia da outra mulher, que agora por sinal, repousa a mão no ombro dela.
— Alô!
Vejo Sarah inesperadamente apontar na minha direção; a mulher larga seu ombro e olha para onde eu estou. Sarah ergue o braço acenando para mim e a mulher junto com ela também. Aceno de volta nada contente.
— JULIETTE!
A pessoa na linha berra e eu me assusto.
— Oi! Quem fala?
Não reconheço a voz. Só identifico que é de homem.
— Ah, já esqueceu da minha voz? Valeu, viu?!
— Owen? - franzo a testa quase não acreditando.
— Ah, lembrou agora?
— Desculpa é que... - me interrompo ao ver Sarah e a desconhecida trocando um novo abraço seguido de dois beijos no rosto antes da dita cuja da desconhecida loira se afastar e voltar ao grupo de vôlei.
— Juliette, você tá ocupada? Eu posso ligar outra hora.
— Não, não, Owen. Pode falar!
Uma loira enxerida já se afastou da minha namorada!
— Como você está? Liguei pra sua casa antes e Camilla me falou que viajou.
— É, vim falar ontem de manhã com os meus pais, mas não foi muito legal o papo.
— Por que?
— Contei pra eles sobre eu e Sarah, a noiva da minha prima. Aquela mulher a quem mandei você falar que estava transando comigo, lembra?
— Lembro. - lhe ouço sorrir - Até porque é bem difícil esquecer aquilo. E seus pais não aceitaram o relacionamento de vocês?
— Meu pai nem um pouco. Já a minha mãe me procurou ontem a tarde e disse que está do meu lado.
— As mães são mais compreensíveis do que os pais mesmo. Mas seu pai também vai ceder logo.
— É o que espero. Mas e você como está?
— Na correria. Mas estou bem, obrigado. E preciso falar com você pessoalmente, por isso liguei. Podemos marcar um almoço ou jantar?
— Claro! Quando?
— Essa semana não dá, tenho que viajar pra uma Bienal no Canadá, feira do livro em Massachusetts e pra completar, ainda tenho o aniversário de casamento dos meus pais em Houston. Eles vão fazer uma festa de três dias e me intimaram a comparecer.
— Quantos anos de casamento?
— Quarenta!
— Nossa! Então se vai tá tão atolado assim, por que não me conta logo por telefone mesmo o que tem pra contar?
Avisto Sarah sair da água e vir caminhando de volta para onde estou.
— Negativo! Quero estar olhando pra você quando escutar o que tenho pra te dizer. É, algo que vai te surpreender.
— Assim me deixa curiosa, sabia?
O que será que ele tem para mim? Não consigo pensar em nada agora.
— Semana que vem... Almoçamos ou jantamos e aí te conto.
— Sacanagem, Owen. Vai me deixar curiosa até semana que vem?
Ele ri.
— Sim!
— Seu ruim!
Agora ele cai na gargalhada e nesse instante eu tenho Sarah diante de mim.
— Isso não se faz, sabia?
— Desculpa!
— Cara de pau!
— Vai ficar me tecendo elogios, mesmo é?
Desta vez quem cai na risada sou eu. Sarah se senta ao meu lado e se mostra bem interessada na conversa que estou tendo. Só de pirraça eu menciono o nome da pessoa com quem falo.
— Owen, você merece esses elogios todos, ora!
As sobrancelhas de Sarah se erguem e seus olhos se estreitam mais em mim. Apenas lhe sorrio em uma falsa inocência.
— Ah, valeu viu?! Vou desligar depois dessa.
— Olha o drama. Isso não combina com você.
— Tá bom. Mas preciso desligar mesmo. Vou arrumar as malas pra viajar. Te ligo na próxima semana pra acertar os detalhes do nosso almoço ou jantar.
— Tá bom. Vou aguardar sua ligação pra marcar a nossa saída. Beijos.
— Outros. Bye!
— Bye!
Ligação finalizada e uma Sarah emburrada me encara.
— Que foi? - finjo a mais pura inocência.
— Esse sujeito com quem falava é o mesmo Owen que você mandou me dizer que estava... - ela se interrompe e parece lutar consigo mesma para completar aquela frase. Diga! - ... Você sabe...
— Não, não sei. - dissimulo.
— Não me faça dizer, Juliette.
Eu quero que ela diga mesmo, mas sei que ela não o fará.
— Sim, é o mesmo Owen. Por quê?
— O que esse cara quer com você?
— Marcar de sairmos pra almoçar ou jantar semana que vem, porque ele tem uma coisa pra me contar pessoalmente!
— Como é?
Sua expressão de desagrado quase me rende risos.
— Exatamente o que você ouviu.
— E você vai sair com ele?
— Claro. Ele é meu amigo. - Sarah já ia dizer algo, mas não deixo e vou logo lhe cobrando explicações por conta da mulher que vi lhe abraçar. - Quem era aquela fulana lá te abraçando na água, posso saber?
A expressão emburrada dela muda na hora para uma debochada, assim como o sorriso que surge em sua boca bem esculpida.
— Uma amiga! - ela responde com certa alegria.
Essa aí têm amigas demais para o meu gosto, hein?!
— Essa amiga não tem nome, não? - cobro.
— Tem o nome que você me deu quando nos conhecemos, ainda lembra qual é?
Juliana!
— Claro que lembro!
— Juli é filha de um conhecido meu da Alemanha.
Juli? Intimidade é uma merda mesmo.
— Alemanha está meio longe daqui né? - uso um tom bem irônico. - O que essa Juli faz por aqui?
Sarah ri antes de explicar:
— Ela veio com um grupo a trabalho. Juli é modelo e está aqui junto com outras garotas para fazer uma campanha à uma grife de roupas de banho. Pra falar a verdade, nem reconheci a Juliana quando veio falar comigo. Ela quem me reconheceu. E se não me conta de quem é filha passaria batida por mim. Faz tempo que não a via. A última vez ela tinha doze anos e dizia que quando tivesse mais de 20 casaria comigo.
Mais que abusada! Entretanto, sabe escolher bem a futura esposa!
— E quanto anos ela tem agora?
— Vinte e dois, e está namorando uma fotógrafa.
Aprecio demais essa última informação. Namorando! Melhor assim... Para ela!
— Não gostei nada dela te abraçar. - resmungo insatisfeita com isso.
— E eu não gostei nada desse tal de Owen te ligando pra marcar encontro com você. Nada de sair com esse cara.
— Ele é só meu amigo, já disse.
— Um amigo com quem você trocou salivas. Legal!
Aperto os lábios para não rir dela. A minha raiva de segundos atrás já tinha passado instantaneamente e nem me preocupava mais com aquela fulana de nome Juliana. Ela tem namorada mesmo!
Com o indicador faço um gesto chamando Sarah para mais perto. Ela se inclina atendendo meu pedido e ao tê-la pertinho de mim, eu a beijo. Sarah retribui na mesma hora.
— Srta. Ciumenta! - sussurro ao afastar meus lábios dos dela.
— Olha quem fala a outra Srta. Ciumenta!
Nós rimos.
— Temos sérios problemas em lidar com esse sentimento, meu bem.
— Mas sobreviveremos, meu amor!
- Será?
Ela assente, sorrindo antes de me beijar.
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