Capítulo 68

N/A: Salve, salve, meus amores!

Feriadão e eu trabalhando, ô morte horrorosa 😭. Mas fazer o quê, né? 🤷

Estou aqui para dar uma forra à vocês, antecipando o capítulo, porque tem muita criança chorando desde ontem, pelo que eu li nos comentários 😂

Então simbora, porque como se diz aqui na minha terrinha: Rodolffo vai levar o farelo 😁😁😁

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🔞🔞🔞

Escritório do Rodolffo...

— Mas que merda é essa, Sarah? - com a mão no queixo Rodolffo me encara atônito.

— Isso, seu canalha, é por ter se atrevido a dar em cima da minha mulher! E eu não estou falando da Anitta com quem você teve ou ainda continua tendo um caso pelas minhas costas. Estou falando da Juliette, a quem você anda assediando. - explico em alto e bom som para ele entender bem a razão de ter apanhado.

Observo Rodolffo ficar pálido ao me ouvir.

Te peguei, canalha!

Mas apesar da sua reação lhe "incriminar", Rodolffo ainda tem o cinismo de bancar o desentendido após se recompor do golpe que lhe acertei e do que lhe disse.

— Anitta? Que absurdo é esse, Sarah? Você sabe que eu não a suporto. Como vou ter um caso com ela?... E muito menos, daria em cima de algum caso seu. Você e eu somos amigos, Sah.

Suas cínicas palavras me dão até ânsia e mais vontade ainda de arrebentar sua cara de mentiroso.

— Não mente pra mim! - agarro Rodolffo pelo colarinho de sua fina camisa de mangas compridas. - Eu já sei de tudo... Amigo. - enfatizo com escárnio a última palavra. - Anitta mesma me confirmou o caso de vocês. E Juliette não é um caso meu, mas sim a mulher que amo e com quem vou me casar em breve. Ela me contou sobre você ficar dando em cima dela quando a encontra. - despejo os fatos para ele estar ciente de que eu já sei TUDO. Rodolffo não vai me enrolar se fazendo de inocente desentendido. Só omiti sobre o bebê que Anitta espera dele, porque aquela criança não merece Rodolffo como pai. Sem contar que aquele filho já é meu!

Diante das coisas que digo, Rodolffo se vê sem saída para continuar a mentir. Ele sabe que insistir nisso só vai deixar a situação para o lado dele pior do que já está e me irritar mais ainda. É então que vejo quem é de verdade o meu amigo.

— Se já sabe então dane-se! - ele empurra as minhas mãos da gola de sua camisa e com isso acabo soltando-o contra a minha vontade. - O que quer? Desculpas por meus atos? - usa de ironia enquanto suas mãos ajeitam a camisa que havia ficado amassada por conta da forma rude com a qual eu o segurei.

Cara de pau!

— Enfie essas desculpas no rabo. - falo alto e apontando o dedo em riste em sua cara.  - Achei que era meu amigo, como acabou de mencionar há pouco. Mas amigo não apronta o que você aprontou pelas minhas costas, Rodolffo.

— Ah, coitadinha dela, quanto drama por uma bobagem, Sarah.

— Bobagem? - até rio de pura raiva desse despautério que ele tem coragem de dizer, ainda por cima, na minha cara. - Ter um caso com Anitta e depois ficar assediando a Juliette te parecem bobagens? Pra mim não! Isso é canalhice sua! - esbravejo. - Você se mostrou um mentiroso exemplar, fingindo na minha frente que detestava Anitta. Mas pelas minhas costas andava transando com ela.

Não que aquilo de fato me incomodasse. Tanto faz como tanto fez para mim que ele estivesse comendo a Anitta. Mas um cara que se dizia meu "amigo" não deveria nem se meter com a mulher que está de relacionamento comigo (ainda que o relacionamento não fosse sério apesar do compromisso que firmamos).

— Eu fingia que a detestava pra não despertar suas suspeitas.

A naturalidade com a qual ele diz isso me deixa enojada.

Como ele pode falar daquela tal maneira? Parece estar tratando de um assunto tão banal para ele.

— Que belo amigo está se mostrando né?

Ele revira os olhos e alisa o queixo que lhe acertei. Devia está doendo o soco. Nessas horas que agradeço as aulas de Jiu-jitsu e Kickboxing.

— Sinto muito se não resisti aos encantos da sua noiva.

O deboche dele me faz cerrar os punhos em ódio.

— Mas você me disse que a relação de vocês era aberta. Anitta me confirmou o mesmo. Não entendo agora o porquê dessa sua raivinha com o meu envolvimento com ela, se você mesma tinha também seus casos estando com Anitta.

— Se eu tinha ou não, isso não está em discussão. E a minha raiva é pela "omissão" de vocês. E principalmente, pelo fato de não satisfeito em ter um caso com a mulher que era a minha noiva, você ainda teve o descaramento de dar em cima da Juliette.

Esta é a situação principal que me irrita mais e a qual me trouxe aqui para esse "acerto de contas". E, no ato, Rodolffo saca que este está sendo o meu calcanhar de Aquiles.

— Ah, então é por causa dela tudo isso? É por causa da... Juliette!! - sorrindo, ele pronuncia o nome dela de uma maneira que senti que é para me afrontar. - Você tem bom gosto. Ela é bem bonita!... E, a propósito, ela que se insinuou pra mim lá na sua casa e mais ainda, quando esteve aqui no meu escritório.

No que ele acaba de falar essa mentira absurda, eu lhe acerto outro soco, só que agora no nariz e esse golpe chega a lhe arrancar um pouco de sangue.

— Outra mentira como essas duas e eu te acerto outro golpe, Matthaus.

Não vou admitir que ele invente mentiras sobre Juliette. Bastava as que minha mãe já havia dito momentos atrás.

— Como não posso revidar caso me acerte outro soco como este, já que você é uma mulher e eu não bato em mulher. Portanto, se me agredir novamente, te mandarei esfriar a cabeça na cadeia... Amiga! Lesão corporal é crime.

Ele pensa que me intimida com essa ameaça? Está muito enganado.

— Vai em frente e me manda pra cadeia... Rodolffo. - desafio.

Estou cagando para a sua ameaça, filho da puta!

Rodolffo ri talvez achando que eu esteja blefando. Mas eu não estou!

— Olha que eu ligo. - Pois que ligue mesmo. E quando vou para lhe dizer isso, Rodolffo se pronuncia: - E só pra você saber, eu não menti. Principalmente quando disse que a Juliette esteve aqui. Ela realmente esteve. - afirma Rodolffo limpando com uma das mãos o filete de sangue que escorre do nariz enquanto que sua outra mão está apoiada a mesa.

Fico momentaneamente aturdida com aquela informação de que Juliette esteve ali. Mas depois me recupero e julgo aquilo dito por Rodolffo como uma mentira sua.

— Eu não acredito em você. Juliette não viria aqui. Não tente me enrolar.

— Problema seu se não quer acreditar nisso. Pode perguntar a minha secretária se...

— Não vou perguntar nada!

Não irei me sujeitar a isso. Se eu for perguntar será a própria Juliette. E, com certeza, eu perguntarei isso a ela.

— Ela não te contou que esteve aqui?

— Isso não é da sua conta!

— Pelo visto não contou! - havia um sorriso provocador nele.

— Cala a boca! - mando, mas ele me ignora e segue falando.

— Essa Juliette virou a sua cabeça, né? Eu te entendo. Quem não deixaria a cabeça virar por uma bela mulher como aquela.

— Cala a boca! - com os dentes trincados, novamente mando Rodolffo se calar. E mais uma vez, o bastardo me ignora. Se é de propósito ou não isso, eu não sei. Mas está me tirando o último resquício de sensatez.

— Confesso que quando a vi saindo da piscina da sua casa... Nossa! Fiquei fascinado. - seu modo de falar, encarando o teto como se estivesse recordando de Juliette trajando biquíni enquanto saía da piscina, me faz trincar o maxilar e fechar a mão, apertando-a bem forte. - Até cheguei a dizer pra ela que parecia uma sereia. - Rodolffo volta seus olhos para mim e esboça um sorriso torto e predador. - E acho até que ela gostou da comparação, pois sorriu. Daí, começou a se insinuar pra mim.

Foi mais forte que eu e quando vi já havia dado outro soco no Rodolffo.

— Eu te avisei.

Ele ri.

— Eu também te avisei, Sarah. - ele estica a mão para apanhar o telefone em sua mesa.

Merda!

Antes que ele pudesse fazer qualquer ligação, eu lhe arranco o telefone da mão.

— Você não vai ligar pra ninguém. - devolvo o telefone ao seu lugar e puxo Rodolffo para afastá-lo da mesa.

— Me solta! Está com medo de ser presa?

Medo??

Ele só pode está tirando com a minha cara.

Estar para nascer quem vai me botar medo com uma ameaça de merda como aquela dele. Até porque, eu nem ficaria muito tempo presa por agredi-lo. O único problema naquele fato será o escândalo nos tablóide, mas foda-se. Estou cagando para a imprensa neste momento.

Se eu o impedi de fazer qualquer ligação, não foi por medo. Na verdade foi porque ainda não terminei de falar tudo o que eu quero. Depois que eu disser tudo o que tenho entalado na garganta, Rodolffo pode ligar até para a SWAT se quisesse.

— Desde quando ameaças me põem medo, Rodolffo? - eu o chacoalho enquanto lhe seguro pela camisa. - Como bom conhecedor das leis, você sabe que eu não passarei mais que algumas horinhas detida. Isso se eu ficar também, seu calhorda.

— Me larga, Sarah! - ele tenta se soltar, mas eu lhe seguro muito firme, a ponto de impossibilita-lo de desfazer o contato entre nós.

— Fica calado e só escuta muito bem o que eu vou dizer. - ordeno. Não quero mais ouvir a voz dele, porque isso só me irrita mais e dá vontade de socar mais ainda esse cara. Ele pára de se debater e fica me encarando calado como eu havia mandado. - Você se meteu com a Anitta? Ok. Não estou nem aí pra isso. Quer continuar seu caso  com ela? Pode continuar, porque ela está livre pra isso.

— Na verdade nós sabemos que ela sempre esteve...

— Mandei ficar calado e só ouvir, porra! - resmungo quando Rodolffo me interrompe. Ele faz o que mando novamente. - Anitta é toda sua... Mas deixa a Juliette em paz. Não quero saber de você perto dela ou de "gracinha" com a minha futura esposa. E se mandar flores pra ela como fez... - trago Rodolffo para bem próximo de mim de modo que nossas faces ficam bem próximas. E só então prossigo com minha fala: - ... Eu venho aqui e te faço engolir o ramalhete inteiro, flor por flor, pela boca ou pelo rabo. Me entendeu bem? Ou terei que desenhar... Amigo querido!

Posso ler em seu semblante que Rodolffo está se cagando de medo. Ele sabe bem que eu não fico só na ameaça. E que eu sou muito capaz de cumprir o que acabei de dizer. Ele que não brinque comigo.

— Entendi bem. Quer me soltar agora?

Atendendo ao seu pedido, eu o solto, empurrando Rodolffo de encontro a mesa onde ele se escora todo desajeitado.

— Ah, e tem mais uma coisa!

Tenho quase certeza que aquela minha decisão que estou prestes a lhe comunicar e a qual tomei ontem a noite, vai ser o pior golpe que poderia dar em Rodolffo. Nada melhor que mexer em seu bolso como vingança pelas atitudes deploráveis que Matthaus cometeu pelas minhas costas.

— A partir de hoje, você e seu escritório não me representam mais legalmente.

— Como é?

— Já contratei um novo escritório pra me representar. - nada como ter bons contatos para em questão de minutos já ter o número de um bom escritório. Te devo essa, Gui! - Amanhã o meu novo advogado vai entrar em contato com você pra recisão do seu contrato comigo.

— Sarah não acha que está levando muito ao extremo essa situação? Foi apenas...

— O que acharia se eu me metesse com alguma das suas amantes preferidas pelas suas costas?

Ele nada diz.

Não menciono a sua esposa e sim as amantes que ele possuí, porque sei bem que Rodolffo tem mais interesse nas amantes dele do que na esposa. Ele na verdade está cagando para a Dominique. Nem sei por qual razão ele ainda mantêm esse casamento, se claramente não gosta da esposa. Vai ver que é pelo status alto da família da esposa que é bem influente na sociedade Nova Iorquina.

— Meu novo advogado além de tratar da recisão do seu contrato, Matthaus, ainda vai revisar todos os contratos que até hoje você fez para mim.

Seus olhos só faltam saltar da cara.

- Por que isso? Não confia nos contratos que fiz?

- Depois de descobrir o que você foi capaz de aprontar pelas minhas costas? Óbvio que não confio nenhum pingo. E, se você tiver feito alguma irregularidade reze pra eu não descobrir, Matthaus, porque se eu descobri... Você vai me devolver tudo.

Observo o calhorda engolir seco. Ele tem culpa no cartório! E vai se foder na minha mão quando eu descobrir suas prováveis irregularidades.

- Sarah...

- Nem se dê ao trabalho de gastar sua saliva comigo. E mais uma coisa, meu novo advogado também te entregará um documento estipulando um prazo pra que me pague tudo o que deve.

— Eu não te devo nada, Sarah.

— Ah, deve, sim! - balanço a cabeça positivamente ao falar. - Me deve uma grande quantia de dinheiro por sinal. Foi o MEU dinheiro que pagou a maior parte da reforma desse prédio onde funciona esse escritório, esqueceu é? - com o dedo indicador bato de leve na testa de Rodolffo, que empurra minha mão para longe dele.

As feições do sujeito a minha frente se tornam mais rígidas diante do que eu digo.

— Achei que tivesse me dado a grana.

— Achou errado!

Na verdade na época, eu tinha dado mesmo. Porém, eu tinha dado ao meu amigo e como depois de tudo o que eu soube, já não considero mais o Rodolffo como tal. Portanto, irei cobrar a grana sim. Dólar por dólar. Até porque esse é um direito meu.

E ainda bem que para minha sorte e por questão de pura burocracia financeira, eu tive que fazer Rodolffo assinar umas notas de empréstimo por conta da grana que estava lhe disponibilizando. Mas não havia qualquer intenção na época de cobrar futuramente o valor. Mas agora há! E se não fosse esse bendito documento não seria tão fácil assim reaver meu dinheiro.

— E caso não efetue o pagamento, eu vou a juízo cobrar sua dívida comigo.

Estou disposta a ir ao extremo com aquele canalha.

— Isso não é justo, Sarah.

E ele ter um caso com Anitta pelas minhas costas e depois assediar a Juliette, é justo por acaso?

— Você me deve. Tem que pagar ora.

— Está fazendo só por cau...

— Eu já terminei o que tinha pra dizer. - interrompo Rodolffo, porque não me interessa mais falar com ele. - Agora ligue pra quem ia ligar. Era a polícia né? Vai em frente.

Me sento na cadeira, cruzo as pernas e encaro Rodolffo. Vou esperar que ele efetue na minha frente a tal denúncia que falou que faria caso eu lhe acertasse outro soco como acertei. E vou também esperar ali sem problema, a polícia vir para me conduzir. Não vou fugir. Até porque eu não fujo de nada.

— Anda, Rodolffo! O que espera? Liga logo! - o desafio.

O sujeito respira com rapidez e fúria. Posso ver seu peito subir e descer rápido em ódio por minha afronta.

— Vai embora antes que eu realmente ligue e te denuncie, Sarah.

— O quê? - abro os braços e sorrio. - Não vai ligar mais? Parecia tão decidido em fazer isso instantes atrás, Matthaus. - me ponho de pé novamente e ajeito meu blazer.

— Se manda daqui, Sarah. E agradeça por ser mulher, porque se fosse homem eu já teria te enchido de socos.

Abro um sorriso irônico.

— Que belo bosta covarde você acaba de se mostrar. Ameaça ligar e não tem culhão suficiente de cumprir o que diz.

— Caí fora da minha sala agora, Andrade. - ele grita, apontando a porta de saída para mim.

Já que pelo visto Rodolffo não vai cumprir sua ameaça de me denunciar por bater nele, então eu não tenho mais nada a fazer ali.

Sem me dar o devido trabalho de pronunciar mais qualquer palavra para Rodolffo, eu lhe dou às costas, me dirijo à porta e após destrancá-la, saio da sala logo em seguida.

No caminho para a recepção dou de cara com Israel, que exibe uma cara de preocupado.

- Sarah o que houve? Fui bater na porta do Rodolffo momentos atrás e escutei sua voz e a dele alteradas.

- Seu sócio é um filho da puta! - solto sem filtro e noto atrás de Israel a secretária de Rodolffo arregalar os olhos. - E tem mais, se ele não me pagar o que deve... Eu serei a sua sócia neste escritório. Ou melhor, a dona daqui!

Israel fica branco feito um boneco de neve. Tanto que por um segundo chego a pensar que o homem vá desmaiar na minha frente.

- Do-dona?!

- Exato!

- Você pode me acompanhar até minha sala para conversarmos, Sarah. - ele se apressa em dizer.

- Infelizmente, preciso ir. - vou passar por ele, mas Israel me detém com delicadeza.

- Por favor.

Mesmo não sendo do meu agrado, aceito acompanhar Israel até sua sala. Ao seu lado, sigo pelo mesmo corredor que vim.

- Senta, Sarah. - ele me aponta a cadeira diante de sua mesa e se senta na outra que está ao lado. - O que houve exatamente entre vocês?

- Em resumo? Rodolffo tem ou teve um caso com minha noiva e...

- Rodolffo com Anitta? - Israel indaga me interrompendo.

Mordo minha língua para não dar uma resposta grosseria do tipo: É, óbvio, seu lerdo! A única noiva que eu tinha era ela. Contudo, me contenho. Israel não merece ser alvo da minha grosseria.

- Exato. E não faço ideia se isso ainda continua ou terminou, nem quando começou, mas que eles se envolveram isto é certo, porque a própria Anitta me confirmou.

Israel como uma pessoa de bons princípios e ética que se mostrou ser desde que o conheci por intermediário de Rodolffo, externa uma repulsa e indignação com o sócio ao saber do caso do sujeito com Anitta. E me confessa que esse lado canalha do amigo de ter várias amantes fora do casamento é algo que ele, Israel, se incomoda muito, e que por algumas vezes já quis sair fora da sociedade com Matthaus por isso.

- É um bem que faz a você não ligar mais seu nome ao de Rodolffo. Mas caso, eu fique com a parte dele do escritório se ele não me pagar o que deve, porque como sabe foi o meu dinheiro que pagou a maior parte da reforma deste prédio. - Israel assente em confirmação. - Você pode ficar tranquilo em se manter aqui. Inclusive, deixarei o escritório a seu cargo, pois ao contrário do Matthaus, você sim é um homem de princípios.

- Agradeço as palavras e a confiança, Sarah.

Ainda trocamos algumas palavras até que quando já estávamos nos despedindo, me ocorre de indagar Israel sobre algo que de súbito me veio à mente do nada.

- Israel, eu lembro que foi você quem me indicou a Anitta como arquiteta. Como você a conheceu mesmo?

O homem fica pensativo e em silêncio alguns segundos, decerto tentando lembrar-se da resposta referente à pergunta até que enfim responde.

- Minha esposa a contratou para fazer um projeto de reforma na nossa casa para recebermos o pai dela, que é cadeirante. Como o meu sogro perdeu a esposa com quem morava e que cuidava dele, então Jenny decidiu trazê-lo para morar conosco. E coube à Anitta fazer um projeto de acessibilidade para tornar nossa casa apta para receber meu sogro.

- Ah, sim.

Por um momento cheguei a pensar que Rodolffo tivesse um dedo nisso. Mas então sou surpreendida com o que ouço em seguida:

- Mas... Lembrando agora, Sarah... Foi Rodolffo, na verdade, quem mencionou do nada em uma conversa entre nós dois, dias antes de eu te conhecer, sobre eu te sugerir o nome da Anitta.

Não preciso nem pensar duas vezes para concluir que, provavelmente, o caso de Rodolffo com Anitta já vem de antes de eu voltar para o país.

- Caramba! - Israel exclama alarmado. - Será que eles...

- Com certeza, Israel. - respondo sem esperar pela conclusão de sua pergunta.

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O cereja além de apanhar ainda foi pego no pulo. Ô, morte horrorosa 🤣🤣🤣

Um bom feriado pra vocês e a gente se encontra amanhã. Xêro ❤️

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