Capítulo 46

N/A: Salve, salve, minha gente! Chegay com mais um capítulo.

Lembram que eu disse que ia ser uma montanha-russa essa fic? Pois é, se antes da Thaís aprontar nós estávamos subindo, depois disso é só descida ladeira abaixo. Mas confiem que as coisas vão se resolver.

Simbora ler.

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🔞🔞🔞

- Acho que a sua chefe ficou a fim da Nancy.

- Também acho. Olha a cara delas. - comento com Owen.

Estamos somente os dois à mesa reparando os pertences dos demais que foram dançar. De longe nós observamos que algo mais além da dança iria rolar a qualquer momento entre a Pocah e a Nancy.

- Não dou mais duas músicas pra elas se beijarem. Ou até mesmo uma apenas pra isso acontecer.

- É?

Assinto ao Owen antes de bebericar mais um pouco do meu bloody Mary, que por sinal está uma delícia.

Foi dito e feito, bastou mais uma música para Pocah e Nancy já estarem aos beijos na pista de dança. E quando isso ocorreu, Owen e eu trocamos um olhar cúmplice na hora.

- Não é que você acertou?! - sorrindo Owen comenta.

- Mas também, convenhamos, que isso estava na cara que ia rolar logo entre elas.

O jeito como aquelas duas se olhavam enquanto dançavam, estava evidente para mim que era só questão de poucas músicas para elas se beijarem.

- Isso é. E elas até que combinam!

- Combinam mesmo. - afirmo olhando as duas que agora dançavam agarradas uma música de batida mais sensual.

Ficamos observando-as até que Alya e Ethan retornaram da pista de dança pouco tempo depois, e disseram para nós irmos dançar, que eles agora ficariam reparando as coisas na mesa.

Confesso que àquela altura com alguns drinques a mais no corpo, eu sentia vontade de dançar. E assim que Owen me estendeu a mão em um convite para dançar, não pensei duas vezes em aceitar e acompanhar um Owen empolgado até a pista de dança.

- Espero que não pise no meu pé. - não resisto em provocar Owen enquanto seguimos mais para o meio da pista.

- Pode ficar fria que nunca pisei no pé de uma dama e não será hoje que isso acontecerá. Inclusive, não querendo me gabar, mas já me gabando, eu sou excelente dançando.

Essas suas últimas palavras me fazem imediatamente estancar no meio do caminho e lembrar na mesma hora de Sarah, pois aquela cretina vive dizendo que é excelente em tudo! Inclusive, me disse exatamente essas mesmas palavras quando fomos dançar a primeira vez.

Inferno de mulher!

Apareceu na minha vida, se meteu na minha mente e se fixou no meu coração. E pelo que vejo e sinto, vai demorar um bocado para que eu consiga tirá-la de mim.

- Ei! O que foi, Juliette? - Owen se vira ao sacar que eu tinha parado de caminhar.

Noto seu olhar me encarar com preocupação. Parece que não consegui disfarçar a minha cara de decepção ao lembrar de Sarah. Resolvo ser sincera com meu novo amigo.

- É que você me fez lembrar a Sarah com o que disse ainda pouco sobre ser excelente dançando. Ela me disse o mesmo também quando dançamos juntas a primeira vez, na noite em que nos conhecemos.

Aquela noite tinha sido incrível do começo ao fim. Mas mesmo assim, eu daria tudo agora para ela não ter acontecido, pois desse modo nada que veio depois dela teria também acontecido e eu não me encontraria sofrendo por aquela bastarda infeliz que me enganou.

- Ah, sinto muito! Não era a minha intenção te lembrar dessa imbecil, Juliette, juro.

- Eu sei, não precisa jurar nada. - seguro em seu ombro e dou um leve aperto. - Além do mais, você não tinha como saber que ela me disse algo parecido.

- Sabe... essas desilusões doem por um tempo, mas depois elas param. A gente supera. Digo por experiência própria.

- Já sofreu muitas decepções, Owen?

- Algumas!

- Ela me procurou.

- Sarah?

- Sim!... Acordei ontem com ela no meu quarto. - conto.

Ainda não havia tido oportunidade de lhe partilhar aquilo.

- E...?

- Acabou! Não quero mais saber dela.

- Sua boca diz uma coisa, mas seus olhos refletem outra.

- Meus olhos às vezes são mentirosos, não acredite neles! - tento brincar para amenizar a situação e o clima.

Owen sorri por uma fração de segundos e depois já sério, me diz:

- Pois eu acho que nunca vi olhos mais sinceros que os seus.

Camilla sempre diz que meus olhos me denunciam quando tento mentir, pois eles são sinceros demais. E pelo visto, ela não é a única a partilhar desta opinião.

- Nós somos as duas únicas pessoas que não estamos dançando, sabia? - comento, mudando de assunto. Não quero mais ficar falando de Sarah e correr o risco de estragar mais ainda a minha noite do que a lembrança dela já começava a estragar.

- Ih, não é que é verdade! - concorda Owen após olhar ao redor. - Então chega de conversa fiada. Vamos dançar. Foi pra isso que viemos à essa pista, senhorita.

Mesmo perdendo um pouco do ânimo para dançar depois de lembrar da cretina da Sarah, eu me dispus a buscar lá no fundo do meu ser um pinguinho de animação para acompanhar Owen, pois ele parecia tão empolgado por essa dança, que não me senti no direito de boicotá-lo nisso.

Nós seguimos mais alguns poucos passos até nos encontrarmos no meio do povo, bem no centro na pista de dança. E já ali começamos a dançar ao som de Bruno Mars, depois veio Rihanna, Katy Perry, Maroon5 e mais outros cantores com músicas dançantes.

Em alguns momentos da nossa dança, eu ri do Owen quando ele achou de imitir um robô durante a dança, mas sua imitação foi um fiasco total. Horrível! O cara é sem noção alguma! Mas até que dança bem quando não tenta fazer a dança do robô. Ele tem molejo e ritmo. Só é meio palhaço demais para dançar.

Em certa hora o DJ dá uma pausa nas músicas dançantes e coloca algo mais lento para o pessoal dançar mais agarradinho. Eu já ia abrir a boca para pedir ao Owen para voltarmos à nossa mesa, pois não queria dançar música lenta. Só que meu amigo foi mais rápido que eu e me agarrou delicadamente pela cintura, dizendo que fazia tempo que não sabia o que era dançar agarradinho. E colando seu corpo no meu e o lado do seu rosto no meu, ele começou a dançar e eu acabei por segui-lo no ritmo lento da canção que toca.

- Você tem um perfume muito bom! - Owen me sussurra.

Seu comentário me pega de surpresa e deixa levemente sem jeito.

Ele também tem um perfume bom. É uma fragrância com tons amadeirados e levemente cítricos, bem agradável ao olfato.

- Seu perfume também é muito bom e agradável. - devolvo o elogio.

Owen afasta seu rosto do meu e me encara de uma maneira que até então não havia feito.

- Que foi? Por que está me olhando assim, criatura?

Seu olhar é de uma profundidade que até me deixa constrangida.

- Eu queria entender algumas pessoas e saber o que elas tem na cabeça quando enganam mulheres gente boa, bonitas e super agradáveis como você.

- Obrigada pelos elogios.

- De nada!

- E eu também queria saber porque algumas são infiéis.

- Eu não sou. E juro que não consigo entender quem é.

- Nem eu!

- Essa tal de Sarah é uma imbecil.

- Pois concordou plenamente com essa sua opinião.

Owen abre um leve sorriso e observo seu olhar se desviar dos meus para se fixar em minha boca. Engulo em seco.

Não faça o que eu acho que vai fazer, Owen!

Então o vejo aproximando seu rosto do meu bem devagar e tive certeza de que Owen ia fazer aquilo. Ele vinha para me beijar, mas eu não podia deixar. E não deixei!

- Owen melhor não! - coloco meus dedos delicadamente sobre seus lábios quando ele está quase perto o suficiente dos meus.

Aquele beijo podia lhe dar abertura para achar que algo entre nós seria possível de rolar, quando não seria.

Eu não estou em condições de me envolver com alguém agora. Mal tinha acabado de sair de uma relação que terminou tão ruim quanto sua antecessora. E cair nos braços de outra pessoa não está em meus planos tão prematuramente.

- Juliette não faz isso! - ele anuncia após retirar com gentileza meus dedos de cima de seus lábios.

Franzo a testa diante de sua fala, que sai acompanhada de um sorriso.

- Fazer o quê?

- Me rejeitar. Eu tenho sérios problemas com rejeição. Sempre acabo me apaixonando pela garota quando ela me rejeita. - ele dá um sorriso. - Alguns dos meus relacionamentos começaram com a mulher me dando um fora e eu caindo de amores por ela.

- Você não está falando sério, está?

O fato dele rir enquanto conta aquilo me deixou na dúvida a respeito dele estar brincando quando disse tais coisas.

- Pior que eu estou. - ele confirma e junta sua testa a minha. - Por isso que eu te digo: não me rejeita. Ou eu vou acabar apaixonado por você. Eu já tô atraído, pra me apaixonar não custa muito.

- Owen...

- É só um beijo, Juliette. Não quero que case comigo ou que passemos a noite juntos depois daqui.

Ele sussurra antes de seus lábios roçarem com delicadeza os meus, em uma doce carícia. Chego a cogitar em afastá-lo de mim e não deixar que aquilo vá adiante, mas por alguma estranha razão, não faço isso. Se é só um beijo que ele quer de mim, então que assim fosse.

Me deixo levar pelo momento ciente de que depois irei me arrepender do que fiz. Mas já fiz algumas inúmeras coisas das quais me arrependi depois, que mais uma para a lista não vai fazer diferença alguma.

O gosto de Vodka da boca dele se mistura ao de bloody Mary da minha. Até que ele beija bem. Seus lábios são macios. E ele não tem qualquer pressa ou urgência no beijo.

Sua língua pede passagem alguns segundos depois e eu concedo. Ela serpenteia pela minha boca em uma mistura de provocação com cuidado.

Não vou negar que ser beijada por Owen e também beijá-lo, está sendo até bom e gostoso. Contudo, eu me vejo sentindo falta de outro beijo, outra boca, outro gosto; ansiando sentir sensações que outra pessoa me fazia sentir quando me beijava e eu a beijava.

No fundo, eu queria agora estar beijando outros lábios tão macios quanto aqueles do Owen; sentindo outros braço menos forte, porém tão firmes quanto aqueles que se encontram em torno da minha cintura; outra mão mais quente que aquela que segura minha nuca; um perfume feminino; e segurando em um ombro mais estreito que aquele largo em que minhas mãos repousam.

Em resumo, eu queria, na verdade, que Owen fosse a Sarah naquele momento. É aquela cretina quem eu queria estar beijando. Mas isso está fora de cogitação, porque a Sarah, eu não teria mais, ou melhor, ELA não me terá mais, pois não me merece.

Gostaria de poder apagar da minha vida aquela cretina de uma figa como em um passe de mágica, mas isso é impossível. Eu terei que arrumar um jeito de esquecê-la, arrancá-la da minha vida de alguma forma. Só ainda não sei como farei isso, mas eu encontrarei um modo. Preciso encontrar essa é a verdade!

Quando o beijo com Owen termina fica em mim uma sensação tão estranha de culpa misturada com algo mais que eu não sei definir com exatidão. Mas disfarço ao máximo isso para que ele não perceba, dando um sorriso forçado.

E, apesar dessa sensação incômoda do pós-beijo, eu ainda fui capaz de consentir que outros beijos depois deste primeiro viessem a se repetir no decorrer do período em que permanecemos naquela boate bebendo, conversando com os outros, rindo dos papos engraçadas e dançando muito as várias músicas que tocaram.

Foi uma madrugada boa a partir do momento em que eu já estava com umas a mais na cabeça. Misturei vários drinques e a consequência disso é que não lembro que horas saímos da festa, nem como cheguei ao hotel.

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Ai, Juliette 🤦 vou te contar viu.

TALVEZ mais tarde eu poste mais um.

Xero.

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