Capítulo 37
N/A: Salve, salve, minha gente!
Chegay com dois capítulos nessa segunda-feira.
Simbora comigo!
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— Ju, você já providenciou nossas reservas no hotel e as passagens pra Chicago? Sexta-feira de manhã temos que viajar pra lá, pois a feira do livro terá abertura no começo da tarde.
Ah, como eu adoro ir a essas feiras! É muito enriquecedor. E desde o meu segundo ano trabalhando com a Pocah que eu a acompanho nestes eventos. Inclusive já fui a alguns e em diversas cidades. Mas confesso que estou muito mais empolgada para ir neste de Chicago, pois a minha escritora preferida Jane Austen será a artista homenageada do evento. Amo Austen tanto quanto amo Shakespeare também. Esses dois autores são os meus prediletos. Já li todos os livros de ambos umas trezentas vezes.
— Já cuidei disso. Inclusive consegui um hotel que fica há três quadras do centro de convenções onde vai ser realizada a feira. Desse modo, nem vamos precisar alugar carro pra nos deslocar do hotel ao local da feira. Podemos ir à pé mesmo.
— Caminhar é sempre bom, mas... Ainda assim, será legal alugar um carro pra darmos uma volta pela cidade nas horas vagas que tivermos. Providencia mesmo assim o aluguel de um carro, por favor, sim?
— Ok, chefe! - anoto no bloco de papel que tenho a mão.
— Aposto que deve está animada pra essa feira. Sua escritora preferida é a homenageada desse ano, não é?
— Sim. - afirmo sem esconder minha empolgação. - E pra falar a verdade, eu estou mais do que animada. Estou empolgada demais pra essa feira.
Minha chefe sorri.
Mas de verdade, estou louca para chegar sexta e ir à esta feira. Terá uma exposição sobre Jane Austen, leitura sobre algumas obras dela, debates e mais outras atrações envolvendo a escritora e suas obras.
— Ano passado a empolgada era eu por conta de ser Thomas Hardy, o meu autor favorito o homenageado da feira em Washington, lembra?
— Lembro. - sorrio, recordando da empolgação da minha chefe na ocasião. - Você passou a semana inteira que precedeu a feira falando no Hardy.
— Nem falei tanto assim, vai. Você está exagerando.
Minha chefe se defende aos risos.
— Falou sim e eu bem sei disso, principalmente do quanto o livro Tess of the d'Urbervilles é o seu romance predileto e o mais aclamado do Hardy.
Pocah já ia rebater minhas palavras, mas o celular dela toca na hora.
— Vou pra minha mesa.
— Vê lá o aluguel do carro, Ju.
— Pode deixar.
Saio da sala da Pocah para deixá-la atender sua ligação sossegada e vou logo tratar de providenciar esse carro. Pesquiso na internet uma boa locadora em Chicago e acho uma com ótimas referências e excelentes avaliações. Nela faço o aluguel de um carro por dois dias no nome da Viviane. Em seguida, trato de redigir uns documentos que minha chefe me pediu.
🔞🔞🔞
— Você vai pra Chicago com a sua chefe?
Pela carranca que Sarah ostenta, ela não faz qualquer questão de esconder que não ficou nem um pouco contente com a notícia que acabo de lhe dar enquanto almoçamos juntas.
Meia hora atrás, ela me ligou dizendo que estava perto da editora, pois tinha vindo encontrar um sujeito a trabalho, e como o encontro terminou mais cedo que o esperado, Sarah me convidou para almoçar com ela. Topei na hora e perguntei se podia levar a Camilla junto. Sarah concordou, mas quando chamei a minha amiga, ela recusou o convite alegando que "não ia ficar pagando de vela para gente". Desse modo só estamos Sarah e eu almoçando juntas. Então aproveitando logo a ocasião, eu já conto à ela da viagem que farei na sexta. Só não contava com aquela cara feia dela ao revelar sobre a viagem.
— Foi o que eu disse. Vamos a uma feira do livro que vai ter lá.
— Vão só vocês duas sozinhas a este evento?
— Sim!
Sarah entorta a boca em um sinal mais claro ainda de desagrado.
— E você tem que ir mesmo com ela nisso? Sua chefe não pode ir sozinha, não?
Aquilo é ciúmes, eu bem sei.
— Sarah... - chamo seu nome de forma calma enquanto largo os talheres no prato. - Eu sou assistente dela. Todos os anos, acompanho a Pocah nesses eventos. Não vai ser esse ano que será diferente. - lhe comunico.
— Nem se eu te pedir pra ser diferente?
— Nem assim. - trato de dizer prontamente antes de recuperar meus talheres e levar uma garfada de salada verde à boca.
— Não gostaria que viajasse sozinha com ela.
Quando ela pronuncia tal frase, a minha reação é de instantaneamente parar de mastigar e encará-la silenciosamente.
Sarah me observa fixamente, esperando por uma resposta, que lhe dou segundos após engolir a comida.
— Essa viagem diz respeito ao meu trabalho, Sarah, e você tem que respeitar isso.
— Eu não estou desrespeitando. É que eu tinha programado te levar pra velejar nesse fim de semana depois que falar com a minha mãe. Lembra que eu te disse que um dia ia te levar?
— Eu lembro, mas não vai dar. Lamento muito.
Ela tem que ter a ideia desse passeio justo nesse fim de semana?
— Podemos deixar para o próximo fim de semana, já que neste tenho esse compromisso com a minha chefe.
De cara fechada outra vez, Sarah não faz qualquer questão de disfarçar sua insatisfação ao me ouvir dizer aquela última frase.
— E quando é que você volta desse compromisso com a sua chefe ? — enquanto está agora com a atenção voltada ao seu prato de filé, Sarah me interpela.
Resolvo ignorar o tom irônico em suas palavras e respondo que na segunda pela manhã estou de volta. Depois disso, Sarah não ousa me perguntar mais nada a respeito da viagem ou de qualquer outra coisa.
O restante do nosso almoço foi tão silencioso que me incomodou, mas decidi não reclamar com Sarah por isso para evitar discussão, já basta o "atrito" que tivemos por conta da viagem que eu farei à trabalho.
— A gente se vê mais tarde? - questiono quando Luke pára o carro do outro lado da rua localizada a frente da editora para me deixar.
— Infelizmente não. Eu vou sair tarde do trabalho e irei direto pra casa.
— Então a gente se vê amanhã?
— Também não sei se vai dar. Eu tenho uma agenda lotada de compromissos inadiáveis amanhã.
— Tem mesmo ou isso é uma desculpa pra me evitar ou "dar um gelo" por conta da viagem que eu disse que vou fazer? - arrisco já que ela está fria comigo desde o restaurante. O caminho todo até ali Sarah veio calada encarando a rua pela janela do carro ou então mexendo no celular. Nenhuma vez ela me olhou, portanto não foi difícil deduzir que estivesse me evitando.
— Não é nada disso. Eu realmente vou estar cheia de compromissos amanhã.
— Inclusive à noite?
— Sim. Mas quarta à noite eu passo no seu apartamento pra te ver.
- Claro! Quarta-feira quando pela manhã você irá acompanhar sua noiva ao médico e aí, a noite irá ver sua amante aqui né? - digo em tom amargo.
Ela me lança um olhar nada contente. Foda-se! Quem manda ela está fria feito uma pedra de gelo comigo. Mas se ela pensa que com aquele comportamento todo de encarnação de mulher de gelo vai me fazer repensar a minha decisão só para que ela fique contente, Sarah está muito enganada. Eu vou, sim, viajar e ela que engula esse ciúmes todo com farofa.
- Achei que tivesse aceitado minha decisão.
Balanço a cabeça em negativa enquanto deixo escapar um riso sem um pingo de humor.
— Tchau, Sarah! - saio do carro sem dizer mais nada e bato de propósito a porta do carro forte.
Atravessando a rua, sigo sem olhar para trás em direção a entrada principal do edifício da editora.
Quem ela pensa que é para se achar no direito de me tratar daquela forma e mais ainda, de interferir no meu trabalho?
Eu não faço isso com ela!
Poucos passos antes de alcançar a porta giratória, sinto um puxão na mão e me viro para encontrar Sarah.
— O que foi? - pergunto séria.
- Desculpa!
- Você pede desculpas demais para o meu gosto. - me livro com educação de sua mão que ainda está me segurando.
- Fui uma idiota lá no carro.
- Você está sendo idiota desde o momento que te contei da minha viagem.
Estou sem paciência para ter filtro e quando isso acontece, simplesmente desato a jogar as minhas verdades na cara da outra pessoa com quem discuto.
- Ok. Não vou descordar de você nisso. No fundo está certa mesma.
- Eu preciso entrar, Sarah. Meu horário de almoço já está pra encerrar. - digo, ajeitando a alça da bolsa em meu ombro após um breve instante de silêncio ali entre nós. - Tchau!
- Espera! - ela me detém outra vez ao segurar meu pulso depois de eu ter me virado de costas para ela.
- O que foi agora?
Se eu ouvir algum sermão da Pocah por culpa de Sarah, juro que vou ficar mais puta ainda com ela do que já estou.
— Você não está esquecendo nada?
— Não. Minha bolsa está aqui comigo, então não esqueci nada.
— Não é à bolsa que me refiro, e sim à isto.
Sarah me puxa pela cintura e junta nossos lábios. De início ainda tento refutar do beijo, porque estou puta com ela, mas quando sua língua mergulha dentro da minha boca sem permissão, eu simplesmente, perco o rumo. Trocamos um beijão daqueles de tirar o fôlego e deixar a pessoa perdida e zonza, como se tivesse sido atropelada por um carro e sequer anotado a placa do mesmo.
— Agora sim... É um tchau de verdade! - sua boca sussurra próxima a minha no instante em que o nosso beijo termina. - Eu te ligo mais tarde... Meu amor!
Socorro!
Aquele "meu amor" no final da frase me deixa toda derretida e com as pernas moles feito gelatina. E de quebra, ainda me faz esquecer que até segundos atrás estava puta com aquela diaba loira.
"Deus do céu! Que mulher é essa?!"
Com um sorriso idiota fico vendo Sarah desfilar elegantemente em seus saltos alto, saia lápis preta e camisa verde clara, de volta para o carro dela. Antes de entrar no veículo, ela ainda me joga um beijo no ar. Jogo outro de volta para ela.
— Ah, Sarah Andrade! Você me deixa desconsertada.
🔞🔞🔞
— Ai que bonitinho, ela te chamou de "meu amor"?
Assinto para minha amiga com um sorriso nos lábios enquanto a gente está no banheiro da editora. Camilla assim que me viu chegar, me arrastou para onde estamos agora a fim de me interrogar como foi meu almoço com Sarah.
Por sorte ainda faltavam alguns minutos para terminar o nosso horário de almoço, então deu tempo de eu lhe contar resumidamente o que ela queria saber e finalizei revelando sobre o ocorrido na frente do prédio da editora.
- Em um segundo ela consegue ir de uma escrota a fofa. Você não fica doida com essa bipolaridade dela, não amiga? - Camilla ri.
- Na verdade fico é com raiva às vezes. Esse lance de morde e depois assopra, cansa.
- Verdade. Mas quando ela assopra é para abalar todas as suas estruturas, hein Juliette?!
- Pior que é!
Sorrimos.
— Mas tirando esse lance de ela às vezes morder. Você tirou a sorte grande ao conhecer alguém como a Sarah que além de ser linda, gostosa, rica, boa de cama, ainda sabe ser fofa e romântica, sem contar, é claro, no fato de ela... Estar apaixonadérrima por você.
— Quero acreditar que tirei mesmo, amiga. Depois da decepção com o traste do Bruno, conhecer uma pessoa como a Sarah foi a melhor coisa pra me fazer superar o falecido do meu ex.
— E superar em grande estilo diga-se de passagem. - Camilla ri.
— Bota "grande" nisso!
Minhas palavras com duplo sentido rendem gargalhadas em mim e em Camilla.
— Depois eu que sou a safada e a que não presta, né dona Juliette?
— Mas você é mesmo!
— A suja falando da mal lavada! - rimos.
— Vamos que já deu o nosso horário. - comunico a minha amiga depois de consultar as horas no relógio de pulso.
Saímos do banheiro e cada uma de nós seguiu para seu posto.
Muito tempo depois um rapaz de uma floricultura aparece com um buquê lindo de flores para mim. Na hora só penso que dever ser coisa da Sarah aquilo.
"Talvez um reforço a mais no pedido de desculpas pelo comportamento dela de mais cedo."
Sorrindo, pego o buquê das mãos do entregador e assim que ele vai embora, procuro por um cartão de Sarah, mas não há.
"Acho que ela não quis mandar cartão dessa vez."
— Flores de novo?! Parece que sua namorada é bem apaixonada e romântica, né?
— Pois é. - sorrio sem graça para a minha chefe que está de volta para sua sala após uma reunião de editores.
— Alguém ligou pra mim?
— Sua mãe ainda pouco pra lembrar do jantar que terão hoje. Ela pediu pra não faltar de jeito nenhum.
— Dona Marines deve estar aprontando das suas. Aposto que é bem outro novo namorado que ela quer me apresentar. Minha mãe depois que se separou do papai está namoradeira demais para o meu gosto.
— Está perdendo pra ela. - zombo da minha chefe.
— Estou mesmo. - ela ri. - Vou fazer algumas ligações. Quando Larry chegar você a leva logo a minha sala.
— Pode deixar.
Sozinha após minha chefe seguir para sua sala, eu admiro as flores amarelas que ganhei. Pelo visto Sarah gosta de variar nas cores das flores. E o melhor é seu bom gosto. Todos os arranjos que já me mandou são de muito bom gosto.
Eu preciso lhe agradecer. Pego meu celular e ligo para Sarah. Só que infelizmente ouço do outro lado da linha aquela mensagem irritante de "telefone desligado ou fora da área de cobertura".
— Em casa eu ligo então.
Ajeito as flores em um jarro e volto a trabalhar.
🔞🔞🔞
— Nada?
— Não.
— Vai ver descarregou o celular dela.
— Não, porque essa última vez que liguei, chamou até cair na caixa postal. - conto a Camilla que se acomoda ao meu lado à mesa pra jantarmos.
— Então ela deve estar ocupada e não pode atender. Ela não te de disse ao se despedirem, que ia te ligar?
— Sim.
— Então, com certeza, ela ainda não ligou por está impossibilitada. Mas assim que ela ver as suas chamadas, retornará.
Assinto e nós começamos a comer o jantar que compramos no caminho do trabalho para casa.
Um tempo depois terminamos de jantar e enquanto eu lavava a pouca louça que sujamos, Camilla enxugava e guardava para nós terminarmos o serviço mais rápido. Assim que acabamos, nós escutamos a campainha soar.
— Ué, quem deve ser? - olho para Camilla.
— Alguém bem conhecido, pois o porteiro sequer interfonou.
Sigo no encalço da minha amiga que foi abrir a porta. Com surpresa vejo que é Sarah. Ela cumprimenta Camilla e entra no apartamento logo em seguida.
— O que faz aqui? Pensei que tivesse dito que ligaria e não que vinha, pois sairia tarde do trabalho. Mudou de idéia foi? - cruzo os braços enquanto olho para Sarah querendo rir da surpresa agradável dela ali.
— Mudei! - ela abre os braços e sorri. - Já me acostumei a passar as noites do seu lado, e a ideia de ir lá pra casa ficar sozinha, não me agradou em nada. Então cruzei a cidade a essa hora da noite só pra vim ficar com você.
Que fofo isso!
Ela realmente é surpreendente quando quer.
— E se eu te disser que não quero que fique? - provoco e vejo Sarah esticar os lábios em um biquinho que me faz ter vontade de ir até aquela mulher e mordê-la inteirinha.
— Você não está com a menor cara de que vai dizer isso e me dispensar desse jeito.
Sarah diz toda presunçosa após largar a bolsa sobre o sofá para depois vir se aproximando de mim a passos lentos com as mãos aquela altura enfiadas no bolso da saia, e um sorriso provocante e tão presunçoso quanto foram suas palavras.
— Ah, não estou, é?
Mais ela se acha mesmo. Só que quer saber? Ela pode se achar mesmo!
— Não. Nem um pouco! Posso apostar até que você queria muito que eu viesse.
— Olha só que convencida, Camilla!
Minha amiga abre um sorriso e Sarah também.
— Ah, então diz que eu estou mentindo, vai. - ela me abraça, escondendo o rosto em meu pescoço. - Diz que não queria que eu viesse. E que quer que eu vá embora, que eu vou.
— Só se eu estivesse fora do meu juízo perfeito pra dizer tais coisas. - com um sorriso resmungo, olhando para Camilla por cima dos ombros de Sarah. Minha amiga ria se divertindo com a cena.
— Que bom que não está! - Sarah murmura, beijando meu pescoço para logo em seguida, segurar meu rosto e me tascar um delicado e rápido beijo nos lábios.
Após nosso beijo, Camilla anuncia que vai se recolher para dormir. Nos pede juízo e brinca dizendo que se formos fazer algo, é para fazermos no quarto, porque ela não quer levantar de madrugada para beber água e dá de cara com nós duas peladas no sofá.
— Sua amiga é uma piada! - Sarah comenta após Camilla ter nos deixado a sós na sala.
— Na verdade ela está mais para um show inteiro de piadas.
Sarah caí na risada disso.
— E ah, obrigada pelas flores que me mandou. - me lembro de agradecer após pararmos de rir. - Te liguei pra agradecer por elas, mas não consegui falar com você.
— De quê flores você está falando? - ela franze a testa.
— Aquelas ali que me mandou hoje de tarde. - aponto para à estante onde havia deixado o jarro com as belas flores que trouxe do trabalho. - São lindas, Sarah! Adorei.
— Mas eu não te mandei aquelas flores, Juliette! - ela diz séria.
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