Capítulo 23



É estranho o que o desejo
Faz as pessoas tolas fazerem
Eu nunca sonhei que eu conheceria alguém como você
E eu nunca sonhei que eu precisaria de alguém como você

(Wicked Game)

🔞🔞🔞

Essa resposta me quebra ao meio.

Fico sem fala, desarmada diante daquilo.

Será que ela está falando a verdade mesmo?

- Vai parecer até ridículo e bem piegas, mas... em você, eu encontrei a parte que faltava em mim.

Engulo seco. Parece tão sincero e verdadeiro seu discurso, que se tudo aquilo que ela disse até agora, for mentira sua para me envolver ou fazer com que caía na sua lábia, então eu terei que tirar o chapéu para ela, por ser uma perfeita mentirosa assim.

Ela se aproxima de mim e dessa vez, eu não a proíbo de tal ação.

- Sabe como eu costumava ser exatamente antes de te conhecer naquela noite? - somente balanço a cabeça em negação. - Uma cretina como você bem gosta de me chamar. - ela diz com um pequeno sorriso. - Eu não me apegava a ninguém. Gostava de ter minhas aventuras. De ficar cada vez com uma mulher diferente, porque... achava um saco ficar com uma só. - o sorriso em seus lábios some e ela fica séria ao falar essa última parte. - Acho que foi por isso que minha mãe e os sócios da Care criaram a cláusula do casamento com filho pra eu assumir o poder da empresa.

- Para frear essa sua troca de mulheres.

- Exato. Mas aí você apareceu aquela noite na festa... Confesso... Eu achei que ia ser como as outras... Uma noite de sexo casual e no dia seguinte, eu ia inventar uma desculpa e te dispensar... Ou então, eu faria exatamente como você fez comigo, te deixaria sozinha no quarto. Mas não foi assim. Antes mesmo de adormecer ao seu lado, eu já tinha em mente não fazer com você nada disso que já fiz com tantas outras antes, porque você... Você me derrubou, honey! - do fundo do coração, eu estou acreditando agora piamente, em cada palavra que ela está dizendo. Soa verdadeira demais para ser mentira. - Naquela nossa maratona louca de muito sexo intenso, você conseguiu me jogar na lona e me deixar rendida a você. - ela sorri de um jeito lindo, sem aquele ar de safada que a acompanha. Mas aí seu sorriso desmancha outra vez no instante seguinte. - Só que aí, eu acordei e cadê você? Tinha ido embora, sorrateiramente, sem deixar um contato. Por que fez isso, Juliette?

A pergunta me pega momentaneamente desprevenida, que eu não fico sem saber o que dizer de imediato.

- Não vai me responder? - Sarah insiste diante do meu silêncio.

Baixo a cabeça, porque naquele momento, me sinto envergonhada por minha atitude aquela noite. Pareceu tão certo o que fiz há mais de dez dias, mas agora, eu descubro que foi um grande erro. A pior merda que já fiz. E estou arrependida dela.

- Eu achei que não era necessário ficar e esperar você acordar, já que foi só sexo casual. - respondo sem encará-la.

- Humm... É, faz algum sentido. - ouço Sarah resmungar. - Mas e ontem, também foi por esse mesmo motivo? Foi sexo casual pra você de novo?

Levanto os olhos para ela e a encontro me observando de cenho franzido. Talvez, Sarah não tenha deixado de me olhar mesmo quando eu não estava fazendo isso segundos atrás.

- Não.

- Então por que me deixou lá sozinha?

- Sarah o que quer com toda essa conversa? - resolvo que não responderei aquela sua pergunta. E por isso, lhe rebato com outro questionamento.

Qual é o seu propósito em estar se desmanchado à mim com declarações de amor como às que ela havia me feito anteriormente?

- Quero você! - direto e sem rodeios como ela vinha sendo desde o início daquela conversa. - Gosto de você. E você precisa acreditar em mim, porque estou sendo muito sincera quando digo isso.

Olhando no fundo dos seus olhos, eu me convenço de que ela possa estar mesmo sendo sincera e verdadeira. Mas e aí? Como vai ser?

- Sarah... Olha... Tudo o que você disse foi... Nossa!... Lindo e maravilhoso, mas... e a Anitta nessa situação toda? Por mais que eu gostei muito de você, não vou me sujeitar a ficar com você estando casada com ela.

- Escuta... - ela segura meu rosto entre suas mãos e com os polegares deslizando carinhosamente pelas minhas bochechas, prossegue: - Me dá só uns dias pra resolver isso.

Ótimo!

- Então quando resolver isso, aí, você me procura. Não quero ser a outra na vida de ninguém.

- Não, Juliette. Não faz assim. Fica comigo, honey.

- Sarah...

- Eu te juro que vou falar com a minha coroa e por tabela com os sócios sobre você o quanto antes, em seguida falo com a Anitta e com seus pais. Só te peço uns dias apenas e paciência, honey. Mas eu vou resolver essa situação logo. Não quero você sendo a "outra". Quero você sendo a única ao meu lado.

Ela mudou de ideia tão rápido, por quê?

- Não foi você mesma quem me disse horas atrás, que não podia declinar do compromisso com a minha prima e agora, resolveu mudar de ideia rapidamente por qual razão? - digo, tirando suas mãos do meu rosto e dando um passo para trás, colocando uma distância razoável entre nós.

- Porque entre me indispor com sua prima por anular nosso compromisso ou ficar sem você do meu lado. Eu prefiro a primeira opção, porque não quero e nem consigo mais me imaginar longe de você, honey. - ela declara se aproximando de mim e segurando minhas mãos.

Juro que estou confusa. Cadê a safada de ontem na praia? Trocaram aquela por essa Sarah que está na minha frente, foi?

- Pois não pareceu isso ontem enquanto ficava de flerte com outras na minha cara, sua cretina. - contesto, puxando as mãos das suas e cruzando os braços na defensiva.

Sarah abre um sorriso.

- Aquilo era só brincadeira da minha parte pra te provocar, menina. - suas mãos me segurando de forma gentil, pelos braços.

- É, e aqui na minha testa está escrito otária, né?

- Não. Tá escrito: linda. - diz querendo rir.

- Linda idiota!

- Julie...

- Esse papo fofo, confesso está me amolecendo, mas esquece. Eu não vou me meter nessa. Você é roubada. Quem me garante que safada do jeito que é, não vai me meter um par de chifres com uma ruiva qualquer quando eu não estiver por perto.

- A ruiva da praia é uma conhecida minha, que coincidentemente estava lá. Eu estava fingindo paquerar com ela, porque queria te ver com ciúmes. Você fica uma coisinha linda toda enciumada.

- Quem disse que eu estava enciumada?

- Juliette! Não tenta me enganar. Você estava com ciúmes, sim honey.

- Não estava. - minto descaradamente.

- Estava sim.

Resolvo não entrar naquele cabo de guerra com ela e mudo a direção da discussão.

- A minha prima está apaixonada por você. - digo e vejo Sarah levantar uma das sobrancelhas. - Inclusive, ela me disse com todas a letras, que vai lutar por você e pra fazer o casamento de vocês deixar de ser comercial pra virar real.

E Anitta me pareceu tão determinada quanto a isso, que não creio que ela vá aceitar esse término assim tão facilmente.

- Luta por mim também. Ou será que eu não valho assim nem um pouquinho a pena pra você? - com os dedos polegar e indicador, Sarah sinaliza a palavra "pouquinho" e faz um beicinho triste.

Pela primeira vez desde que começamos a conversa ali, eu esboço um sorriso daquilo.

Depois dela ter me dito tantas coisas lindas e feito declarações que eu não ia esquecer tão cedo, quiçá até não esqueça nunca. E apesar dos receios todos que possuo, eu sinto de um modo doido, que sim... Ela pode valer a pena! Ou pelo menos demonstra valer.

- Pior que você vale, sua loira cretina!

Admito com um sorriso tímido e deslizando uma das mãos por seu rosto bonito enquanto meus olhos estão presos nos dela.

- Então fica comigo. Eu tô louca por você! - ela confessa, juntando sua testa a minha.

Aquelas suas palavras finais e seu modo tão fofo de dizê-las, é a gota d'água que me faz mandar tudo a merda e me jogar nos braços dela.

Eu a beijo, com desespero e paixão, e ela retribui da mesma forma.

Se ela diz que vai resolver aquela situação, então eu vou lhe dar esse voto de confiança e acreditar nela, porque eu sinto que Sarah está falando sério. Só espero que esse "logo" dela seja logo mesmo, porque não vou aceitar me sujeitar a essa situação além do que uns dias apenas.

- Vem! Vamos sair daqui! - anuncio após o beijo.

Segurando em sua mão, eu saio levando Sarah em direção ao meu quarto. Entramos no cômodo e tranco a porta atrás de mim.

- Seu quarto é bonito!

Eu rio, achando curioso o fato dela sempre reparar e elogiar os cômodos sempre que entra neles.

- Você sempre comenta sobre os cômodos que entra pela primeira vez?

- Sempre!... E gostei do poster do Bon Jovi. - com o indicador ela aponta o pôster pregado na parede à cabeceira da cama.

- Sou fã da banda. Na verdade, eu era mais quando adolescente. - revelo, passando os braços por seu pescoço e empurrando-a em direção a cama.

- Hum... Eu sou fã do Led Zeppelin.

- Sério? - rio surpresa enquanto ela assente, confirmando o que perguntei. - Você não parece combinar muito com o estilo do Led Zeppelin.

Sarah dá de ombros envolvendo os braços em torno da minha cintura.

- As aparências enganam.

- E como enganam! - sorrio.

A iniciativa do beijo desta vez foi de Sarah e eu só me deixo levar por seu beijo envolvente, mas nada desesperado ou com pressa como costumam ser nossos beijos. Pelo contrário, foi algo delicado, devagar e suave, como nunca havia sido entre a gente até aquele momento.

Me vejo descobrindo ali e naquele momento que eu preciso daquela cretina e sinto que ela precisa de mim também. Sarah demonstrou com palavras que gosta de mim de verdade! E eu gosto dela da mesma forma.

Só teremos, ou melhor, ELA terá que desfazer o compromisso com minha prima para nós duas começarmos o NOSSO compromisso.

Minhas mãos iniciam a tarefa de livrar Sarah do macacão longo estilo alfaiataria com botões na frente, que ela usa. Botão a botão eu vou abrindo a peça de roupa.

Termino de desabotoar o último botão e faço a peça deslizar pelos ombros dela, depois por seu quadril até alcançar seus pés. Ela se desfez dos sapatos e assim lhe tiro o macacão, que jogo em um canto qualquer do chão do quarto. Minhas mãos tocam seus ombros, descem para seus seios guardados em um sutiã meia taça vinho e deslizo até seu abdômen reto.

- Sente isso. - ela pega uma das minhas mãos e coloca bem sobre o lado esquerdo de seu peito. Sob a palma da mão, eu sinto seu coração batendo acelerado. Sorrio e olho nos olhos de Sarah. - Ele nunca bateu tão rápido como bate cada vez que estou com você.

Meu Deus!

Por muito pouco, eu não perco todo o ar dos pulmões e meu coração pára de bater diante dessas palavras de Sarah.

É lindo e fofo o que ela disse! Até o momento só tinha ouvido coisas lindas dela.

Esta versão romântica e fofa da minha cretina Srta. Gostosa é tão apaixonante.

- Não sabia que você era romântica assim!

Aquele é um lado que eu não imaginava que ela tivesse. Mas que estou adorando saber que ela tem. Uma safada, que no fundo sabe ter seus momentos de romântica.

- Nem eu! - ela ri e depois já mais séria diz: - Tem muita coisa que não sabe sobre mim, honey, mas que vou me encarregar de te mostrar. - Sarah leva minha mão até seus lábios e beija meus dedos, um de cada vez. - Quero que me conheça por inteira, como nenhuma outra conheceu, Ju.

Ju? Gosto da forma reduzida pela qual ela me chama.

- Nem a Anitta?

Noto que Sarah ficar um tanto tensa com a menção do nome da minha prima.

- Anitta me conheceu apenas superficialmente. Mas você conhecerá por inteira!

Nossas bocas se encontram em outro beijo e momentos depois, estamos ambas sobre a minha cama, comigo nua e Sarah ainda de lingerie, beijando cada parte do meu corpo com extrema delicadeza e sem qualquer pressa.

- Você é linda demais!

- Você também é muito linda, Sarah!

Ela é a mulher mais linda com quem topei nos últimos tempos.

- Sou é? - assinto, assistindo Sarah sair da cama para livrar-se das peças íntimas que ainda restam em seu corpo.

Ao ficar sem roupa alguma, Sarah faz menção de voltar à cama, quando lembro de um detalhe que em Santa Mônica não me ocorreu lembrar.

- Você tem camisinha para usarmos, Sarah?

Dessa vez, eu não vou esquecer de transar sem a bendita da camisinha.

Sarah me encara estática. Talvez não esperasse pela pergunta, mas eu preciso, fazê-la. A Srta. Gostosa acaba, confessando meio sem graça que tinha vindo desprovida de preservativo. Ainda bem que eu mantenho uns guardados no meu banheiro.

- Na gaveta do armário do banheiro têm uns. Pega lá pra gente. - peço e ela se vira, indo ao banheiro apanhar as camisinhas, nisso meus olhos são agraciados com a visão daquela sua bunda deliciosa, desfilando diante dos meus olhos.

De volta do banheiro segundos depois, Sarah deposita um preservativo sobre o móvel de cabeceira e rasga o outro pacote que tem na mão, para em seguida colocá-lo, comigo de espectadora sua. A cena dela fazendo aquilo é eroticamente deliciosa de assistir.

- Agora que eu lembrei, a gente transou duas vezes sem proteção em Santa Mônica. - ela comenta preocupada se acomodando sobre mim, após ter terminado de pôr a camisinha.

- Pois é. Mas a gente conversa sobre isso depois.

Eu a beijo não lhe dando qualquer oportunidade de seguir com aquele papo. A gente tem algo melhor e mais interessante para fazer naquele momento. E fizemos!

Foi tão diferente das outras vezes, porque não houve dessa vez a volúpia, o desespero, a urgência, o fogo e a paixão... Houve sim a delicadeza dos movimentos, o cuidado dos toques, o carinho dos beijos e as declarações trocadas através dos nossos olhares.

A gente não fez sexo como foi nas vezes anteriores... A gente fez amor! E foi de um jeito apaixonante como não achei que pudesse ser.

Sarah foi de uma doçura incrível.

Se antes eu já havia me apaixonado por ela, depois desta noite eu não tenho mais dúvidas quanto a este respeito.

Eu estou apaixonada por essa cretina.

🔞🔞🔞

Acomodada em seus braços, com a cabeça repousando em um de seus ombros, sinto uma das mãos de Sarah desenhar círculos na base da minha coluna. Um silêncio bom paira entre nós há segundos já. Não é incômodo, muito pelo contrário, é agradável e reconfortante. Porém, eu resolvo rompê-lo para tratarmos do assunto abordado por Sarah pouco antes de nossa transa.

- Acho que agora podemos falar sobre aquele assunto.

Sinto que Sarah fica tensa. Sua mão até pára de desenhar círculos nas minhas costas.

Levanto a cabeça de seu ombro e encontro a minha Srta. Gostosa de semblante fechado. E isso de algum modo, me deixa apreensiva e preocupada.

- Você está tomando pílula?

- Não!

Um silêncio de quase um minuto se fez entre nós enquanto ficamos nos encarando após minha resposta negativa.

- Por acaso está no seu período fértil?

Sinto Sarah hesitar na pergunta.

- Sim! - respondo com alguns segundos de atraso após a pergunta ser feita.

Sarah fecha os olhos e com a mão livre aperta os cantos dos mesmos.

- Então você pode estar...

- Talvez sim! - completo antes mesmo que ela faça a pergunta toda.

Eu me preparo para qualquer reação sua, menos a que ela teve. Sarah, simplesmente abre os olhos, me encara por segundos e desata a rir. Eu imaginei algo bem diferente daquilo, já que sua expressão era séria até segundos atrás. Aí, ela muda de fechada à sorridente em um milésimo de segundos. Fico sem entender.

Será que é riso de nervoso?

- Posso saber qual é a graça? Do quê está rindo?

- Você acaba de me dizer que possivelmente, eu vá ser mãe e não quer que eu ria?

- Por acaso está rindo de nervoso ou porque gostou da notícia?

- Mas é claro que é porque eu gostei. Ou melhor, eu adorei isso. Essa é melhor coisa que poderia ter nos acontecido.

Lembro da tal condição e associo essa sua alegria a este fato, e não exatamente pela possível gravidez em si; e acabo não apreciando tal felicidade dela.

- Você está dizendo isso por causa da condição que sua mãe impôs, não é?

- Não tem nada a ver com isso, Juliette.

- Então?

- Céus! Eu estou alegre porque você, a mulher que eu gosto vai me dar possivelmente um filho. Isso é a melhor coisa que poderia ter acontecido.

- Você quer que eu esteja grávida?

- Claro que eu quero!

Resolvo então contar sobre a pílula que tomei, algo que até o momento ainda não tinha mencionado.

- Só que isso pode não acontecer.

- Como assim não? Você acabou de...

- Mais cedo tomei a pílula do dia seguinte.

- Por que fez isso? Não quer um filho nosso?

Eu quero, mas em um futuro distante, não agora. Ainda mais que as circunstâncias não são as bem propícias para isso. Uma criança naquele momento só trará mais confusão. Não quero nem imaginar o escândalo que isso vai gerar na minha família.

- Nesse momento não. Olha a nossa situação, Sarah?! Você ainda é noiva da minha prima.

- Sua possível gravidez vai contribuir mais ainda para eu adiantar e bem, meu término com Anitta.

- Ela vai me odiar, meus pais também. Meu Deus!... Eu nem quero pensar no rolo e na merda que isso vai dá. - baixo a cabeça e apoio a testa no ombro de Sarah.

- Ei! Olha pra mim. - ergo a cabeça para encontrá-la me olhando. - Eu vou estar aqui do seu lado. Não vou te deixar sozinha, Ju. Muito menos se tiver um bebê nosso aí dentro de você. Estamos juntas nessa, honey.

Foi reconfortante e encorajadora suas palavras, principalmente a última frase.

- Quanto tempo teremos que esperar pra saber se essa pílula fez efeito ou não?

- Alguns dias para ver se a minha menstruação desce! - conto, deslizando a ponta dos dedos pelo vale entre seus seios a mostra, já que ela está coberta com o lençol da cintura para baixo.

- Hum... Mas quantos dias exatamente?

- Sei lá, uma ou duas semana, Sarah. Se não descer, aí, eu faço o teste de farmácia e vou torcer para dar negativo.

- Pois eu vou torcer e muito pra dá positivo.

Apenas olho para ela que está sorrindo.

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Se acertaram, agora só falta a Sarah terminar com a Anitta e... o resto não posso contar 🤐 porque tem muita coisa ainda pela frente 🙆

E viram só como a Ju contou da possibilidade de estar grávida?! Vocês tudo se agoniando antes da hora 😁

Xero e até segunda.

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