Capítulo 21

N/A: Salve, salve, minha gente! Chegay muito melhor do que semana passada 🙌🏽 agradeço os desejos de melhoras 😘❤️

Agora, simbora ler que tem coisa importante.

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Assim que entramos em casa quase por volta do meio dia, eu me jogo no sofá, sentindo um alívio por estar refugiada no meu lar e longe das vistas e principalmente, da presença de Sarah. Pena que eu não estarei livre dela para sempre. Certamente, eu ainda irei topar muito com ela em eventos familiares, já que aquela cretina entrará para a família após casar com Anitta. Sendo assim, terei de evitar mais os eventos em família.


E ainda bem que Sarah não sabe onde eu moro para não ficar vindo aqui me atazanar.

- Acho que devia ligar para os seus pais avisando da nossa chegada em casa. Eles devem estar super preocupados por termos vindo às pressas e sem nos despedirmos pessoalmente deles.

Ela tem razão.

- Vou fazer isso.

Camilla assente antes de sair arrastando sua mala pelo corredor do apê em direção ao seu quarto.

Depois que minha amiga some, eu apanho o celular que deixei desligado de dentro da bolsa. Ligo o aparelho e uma enxurrada de notificações de mensagens indicando chamadas recebidas começa a cair. A maioria são dos meus pais, umas são do meu irmão, outras até da Anitta e também algumas tantas do número que Sarah havia me ligado na boate. Inclusive, aparece até uma mensagem de texto dela. Penso em excluir sem ler mesmo, mas a curiosidade é maior e abro a mensagem.

"O que foi que houve, honey?"

Será que o questionamento é por conta de eu ter saído mais uma vez do seu quarto sem me despedir ou por ter vindo embora de Santa Mônica?

Seja lá por qual razão é, eu não estou interessada em saber. Assim como não estou interessada em saber nada mais daquela loira cretina.

Excluo a mensagem dela, pois não há qualquer pretensão da minha parte em respondê-la.

Disco o número do meu pai. No segundo toque ele já atende. Preocupado quis saber que imprevisto foi esse que me fez sair na calada da madrugada e sem me despedir dele e de mamãe.

No bilhete que deixei, eu disse simplesmente que um imprevisto tinha acontecido e eu tive que voltar às pressas para casa.

Invento para ele que minha chefe precisava de mim para revisar umas coisas que devem ser entregue amanhã. Meu pai não gosta nada disso. Chia e reclama, perguntando se essa minha chefe não exagera demais no trabalho comigo. Eu nego. Peço mil desculpas para ele por ter vindo sem me despedir, mas alego que não quis acordá-los. E reforço que Viviane realmente precisaria muito de mim para o serviço antes do meio dia, deste modo, tive que sair de madrugada para estar em casa no horário pedido pela minha chefe.

Coitada da Pocah deve estar bem aproveitando o domingo dela no sossêgo de sua casa e eu aqui inventando que ela me chamou de volta para trabalhar.

Meu pai mesmo desgostoso com a situação, aceitou. Até porque, não havia mais o que fazer, eu já estava longe mesmo.

Nos despedimos com a minha promessa de entrar em contato com eles mais frequentemente.

- E aí, o que seus pais falaram?

Camilla já de volta do quarto dela se joga ao meu lado no sofá.

- Meu pai ficou puto com isso de ter vindo embora de madrugada sem avisar.

- No lugar dele eu também ficaria.

- Mas eu precisava vir embora, Camilla. Não ia dar pra continuar lá depois do que houve com Sarah. Temia me trair na frente dos demais. Além do mais, não queria ver a cara daquela cretina, quando ela chegasse de volta do hotel onde eu a deixei sozinha. Tenho quase certeza que ela me cobraria explicações.

- Parece que a sina dela é acordar sozinha na cama depois das transas de vocês, né?

- Sim! Pra ela deixar de ser cretina!

Nós duas rimos.

De repente, o celular começa a tocar sobre uma das minhas coxas. É ELA. O número é mesmo que Sarah me ligou ontem. Suspiro e olho para Camilla que me questiona quem é que está ligando. Conto que é a Sarah.

- Vai atender?

- Não.

Não quero dar confiança ou moral a ela atendendo sua chamada. Que ela e suas ligações vão para quinto dos inferno.

- Ela não vai parar de te ligar enquanto não atender. Então deixa que eu atendo, já que não pretende atendê-la mesmo, né?

- Atender a Sarah é a última coisa que quero fazer. - entrego o celular a minha amiga.

- Alô! - Camilla atende a chamada de maneira seca e ríspida. - Não, não vou passar pra ela!... - só por essas suas palavras já imagino que Sarah tenha pedido do seu jeito nada gentil que Cami passe o celular a mim. - ... Deixa a minha amiga em paz. Você, vai casar com a prima dela, se liga!... - Camilla se cala, porque provavelmente Sarah está falando algo nada contente, já que a cara da minha amiga não é boa. - Ela não quer mais saber de você!... Tampouco falar contigo, Sarah!... Não... Não me interessa. Não liga mais para a minha amiga. Adeus!

Camilla encerra a ligação na cara de Sarah e me devolve o celular.

- Bloqueia o número dela. E qualquer outro número desconhecido que te ligar.

Assinto já pegando o aparelho de sua mão. E enquanto faço o que minha amiga disse, pergunto por pura curiosidade apenas o que Sarah disse a ela.

- Ah, ela pediu pra falar com você.

- Isso eu percebi.

- Queria saber o que houve pra você sumir sem dizer nada. Ainda foi capaz de dizer que vai insistir nas ligações quantas vezes forem necessárias até você atendê-la.

Sarah não vai me dar descanso. Mas que ela ligue. Seu dedo vai cair de tanto tentar, porque eu não vou atender.

- Eu me mete numa furada, Camillão.

- E eu me sinto meio culpada por isso.

Ela segura minha mão e com o olhar pede desculpas. Trato de lhe livrar daquele peso.

- Você não tem culpa. A única culpada sou eu por ter me apaixonado por uma cretina que não é pra mim. Que merda! - reclamo, largando o celular sobre a mesinha diante de nós.

- Bota merda nisso!

Como eu queria poder voltar no tempo e ter recusado a companhia de Sarah. Teria me poupado todo esse estresse e confusão que estou passando agora. Mas, eu irei sobreviver a isso. Me...

- Ai, merda, Camilla! - levo as duas mãos à cabeça e olho com desespero para minha amiga, porque naquele exato momento, me dou conta de uma coisa bem preocupante ali.

- O que foi? - Camilla se assusta com minha fala repentina.

- As duas vezes que transei com a Sarah em Santa Mônica, nós não usamos preservativo. E eu não estou tomando pílula. Parei depois do término com o Bruno. - conto nervosa.

- Ah, não! Puta que pariu, Juliette! Não acredito que tu deu esse vacilo! Porra.

A cara de desespero da Camilla deve ser a mesma que estou fazendo agora, diante de tal lembrança.

- Meu Deus! - cubro o rosto com ambas as mãos. - Era só o que me faltava. Eu ficar grávida da Sarah.

Se isso acontecer eu estou terrivelmente fodida e a merda estará armada na minha vida. Não quero nem imaginar o rolo que isso vai dar. Meus pais vão ficar decepcionados e Anitta vai me odiar até o fim da vida dela.

- Calma, Ju. - sinto Camilla afagar meus cabelos. - Não vamos entrar em pânico ainda. Você por acaso está no seu período fértil?

Retirando as mãos do rosto e ainda meio atônita com aquela suspeita, faço as contas mentalmente e chego a um resultado nada animador.

- Estou. - revelo, fechando os olhos.

Como eu pude ser tão imprudente, meu Deus! Eu não sou irresponsável assim, ainda mais, com aquilo.

- Ai, merda!

- E agora, Camilla? - abro os olhos e a encaro, querendo chorar de medo e desespero. - Se eu engravidar dessa cretina o que eu vou fazer?

Tudo que eu não quero e preciso é de um bebê agora na minha vida. E ainda mais, um bebê da noiva da minha prima.

- Não vai. Pílula do dia seguinte. - minha amiga diz de súbito e já se pondo de pé. - Vou agora na farmácia comprar pra você.

- Mas Camilla foram duas vezes. E se...

- Foda-se! Vou comprar assim mesmo.

- Então vou com você.

Pulo do sofá e acompanho minha amiga rumo a porta.

- E se a pílula não funcionar, Cami? - indago enquanto aguardamos o elevador.

- Vai funcionar, caso contrário, você pode contar comigo que eu vou estar aqui do seu lado, amiga, para o que der e vier. - Camilla segura minha mãe.

- Obrigada!

A vontade de chorar se torna mais forte, mas seguro a onda e abraço Camilla.

O elevador chega e nós embarcamos nele.

O resto do meu dia é terrível. Fico em meu quarto direto depois de chegar da farmácia e tomar o remédio.

Se não bastasse a preocupação de uma iminente e desesperadora gravidez, eu ainda tenho que aturar as insistentes mensagens que Sarah manda. Ela não ligou mais, porém, em compensação, me encheu de mensagens pelo aplicativo de conversação.

Não abri nenhuma. Mas vontade não faltou para saber o que tanto ela mandava. Porem me mantive forte. Fui só deixando chegar as mensagens e ia excluindo-as sem sequer entrar na conversa.

Não entendo qual é a dessa cretina. Ela vai casar com a minha prima e fica me perseguindo.

O que ela quer?

Casar com Anitta e me ter de amante?

Pois se for isso, aquela cretina vai ficar querendo. Eu não vou me sujeitar a tal situação. Nem morta!

E para piorar ainda tem essa suspeita de gravidez que me ronda agora. Meu Deus! Por que merda, eu não fui lembrar do preservativo na hora?

Isso que dá tá com tanto fogo no rabo que nem lembra da camisinha!

Ah, não enche!

Encho, sim. Porque se tivesse lembrado, provavelmente, não estaria passando por esta agonia de possivelmente estar grávida da noiva da sua prima. Receba nos peito essa!

Eu te odeio!

- Ju!!

Ouço Camilla chamar e aparecer logo em seguida pelo vão aberto da porta do meu quarto.

- Oi!! - respondo, me virando na cama para ver minha amiga.

- Vou naquele japa da quinta, comprar algo pra gente jantar, ok?

Sinceramente, eu não estou com apetite.

- Cami, eu tô sem fome alguma. Essa história da gravidez, me roubou o apetite e está me deixando hiper preocupada.

Enquanto eu não descartar a hipótese dessa gravidez, não vou ter sossêgo.

Minha amiga entra no quarto e se senta perto de mim na cama.

- Olha... Vamos torcer para a pílula fazer efeito e mais ainda, para aquela cretina ter uns espermatozóides bem escrotos, que não tiveram a chance de chegar nem perto do seu óvulo para fecundá-lo, e deste modo, você não ter engravidado dela, está bem?

Eu não queria mais acabo involuntariamente rindo da fala da minha amiga.

- Só você para faz rir numa horas dessas, Cami.

- Meu dom. Mas agora, falando sério... Caso, nossa torcida não dê certo e o remédio não faça efeito, nós duas vamos cuidar desse bebê. E eu vou ser a dinda mais louca que esse baby poderia ter. - Camilla desliza a mão pelo meu braço.

- Disso eu não tenho a menor dúvida mesmo, sua louca. - sorrio para ela que me sorri de volta, mas depois nossos sorrisos vão se desfazendo aos poucos e ficamos sérias.

- Teremos que esperar uns dias para saber se a pílula funcionou. Caso a sua menstruação não venha normalmente durante os próximos dias, aí, você faz um teste de gravidez.

- Meu Deus! Essa espera vai ser agoniante.

- E muito. Se, por obra do destino, Ju, der positivo, você pretende contar pra ela?

- Eu não sei. Acho que não. Vai ser só meu esse bebê. - respondo com sinceridade.

- Você sabe que isso não é certo, mas se quer assim, eu vou te apoiar. Independentemente da decisão, você tem o meu apoio incondicional, Ju. Sempre!

- Você é a melhor amiga do mundo, Camilla.

Ela na verdade é mais que uma amiga. Camilla é a irmã que Anitta devia ser para mim, mas não é e muito menos se esforçou em ser.

- Você também é a melhor amiga do mundo, Ju. Que amiga ia me aturar e cuidar tão bem de mim como você faz nas minhas bebedeiras loucas? Nenhuma que não fosse amiga de verdade!

- Você também me atura e cuida bem de mim nas minhas bebedeiras.

- Mas não com tanto cuidado e jeito como você tem comigo.

- Mas cuida do seu jeito estabanado.

Nós duas rimos.

- Bom... Vou atrás do nosso jantar. Trarei uma barca daquelas com várias coisinhas pra nós, ouviu? E a senhorita vai comer.

- Ok, mamãe! Então traz também uma sobremesa.

- Qual?

- Fica por sua escolha. Confio no seu gosto.

- Beleza! Vou lá. Não demoro.

Assinto e vejo minha amiga sair em seguida do quarto. Eu tenho muita sorte em ter uma amiga como Camilla. Ela sabe me pôr para cima e me dar conforto nas situações de pânico e estresse.

Acho que não se passa nem uns dois minutos da saída dela e escuto a campainha soar.

Reviro os olhos. Aposto que Camilla esqueceu a carteira ou as chaves do carro dela de novo. Essa daí só não esquece a cabeça largada por algum canto do apê, porque a mesma está pregada no pescoço dela.

A campainha soa de novo. E contra a minha vontade, eu levanto da cama e vou atender à esquecida da minha amiga.

- Camilla, você...

A frase morre ao abrir a porta e me deparar com Sarah belíssima em um macacão vermelho, parada ali diante de mim como uma expressão séria.

- Oi, Juliette!

Será possível que essa mulher não vai me deixar em paz mesmo?!

- Como foi que conseguiu meu endereço, e mais ainda, subir sem o porteiro interfonar?

- Seu irmão me deu seu endereço. Inventei uma desculpa qualquer e ele acreditou. E quanto a subir sem interfonar, foi porque encontrei uma senhora na portaria e entrei pra ajudá-la com as sacolas. Deixa eu entrar pra gente conversar, Juliette?

- Não! Vai embora.

Vou para bater a porta na cara dela, mas Sarah impede isso ao colocar o pé no batente.

- Por favor, conversa comigo, honey. - pede de um jeito doce.

Sua mão se esgueira pelo vão da porta entreaberta, repousando sobre a minha que está segurando a maçaneta.

Suspiro.

Por que ela é tão insistente assim?

Resolvo ter essa conversa de uma vez para ver se assim, ela me deixa em paz. Abro a porta e dou passagem a ela.

- Você mora em um belo apartamento. - Sarah comenta ao largar sua bolsa no sofá e ao olhar ao redor da sala após eu fechar a porta.

- O apartamento não é meu. É da Camilla. Eu moro aqui com ela a seu pedido.

- Ah, sim. - ela sorri.

- O que você quer conversar comigo, Sarah? - me acomodo no sofá menor e encaro a Srta. Gostosa.

- Eu quero saber o que houve? Por que...

- Não se aproxima! Fica aí. - peço, esticando a mão para ela, quando a vejo caminhar em minha direção enquanto fala.

Se ela chegar mais perto ou se me tocar por mínimo que seja o contato, eu não irei ter forças para resistir a ela. E, certamente, irei ceder a uma possível investida sua. E eu não quero isso. Não mesmo, de verdade!

- Eu fiz alguma coisa de errado ontem enquanto estávamos juntas, Juliette, pra você está agindo assim comigo?

- Desde que eu te conheci, você só tem feito coisa errada não para mim, mas comigo.

- Como assim?

- Sarah, você transou comigo quando era namorada da Anitta e ontem já sendo noiva dela.

Não é possível que ela não ache que isso seja errado?

- Ela não era minha namorada. Já expliquei a você isso. Minha relação com ela não tinha rótulos.

Aquela sua justificativa me irrita ao extremo.

- Merda! Mas agora tem rótulos. Ainda que na nossa primeira vez, você não tivesse algo sério com ela, Sarah. Vocês tinham uma relação. E agora tem um compromisso sério. - explodo, levando do sofá. Ela arquear a sobrancelha diante da minha reação. - E ainda assim, você dormiu comigo, sua cretina. - aponto para ela indignada. - Você assumiu um compromisso com ela ao lhe pedir em casamento. E traiu a sua noiva comigo.

- Pois saiba que se eu pedi a Anitta em casamento a culpa em parte é sua também!

Ao dizer isso ela eleva um pouco o tom de voz para mim. Eu fico momentaneamente estática diante dessas suas palavras.

Como assim a culpa é minha?

Ela é louca?

- Não me jogue uma culpa que eu não tenho.

- Tem sim. - ela insiste, dando um passo em minha direção. Logo em seguida eu dou outro para trás evitando a aproximação.

- Como a culpa pode ser minha? - eu nem estava lá no momento. - Você não está casando com ela por que essa é a condição que sua mãezinha impôs pra que assumisse o controle da empresa da família de vocês? - faço questão de jogar isso em sua cara.

- Também! - ela confirma sem parecer se abalar nem um pouco com aquilo. - Mas há uma segunda razão disso estar acontecendo. E essa razão é sua culpa.

- Minha? Você é louca. Vai embora eu não quero te ouvir.

- Agora você vai ouvir até o final.

- Não. Eu não sou obrigada.

Quando eu me dou conta ela já está perto de mim, segurando os meus cotovelos.

- Mas você vai ouvir mesmo assim, Juliette.

- Me solta! - ordeno, mas ela não acata.

- Saiba que se você não tivesse me deixado acordar sozinha na porra daquela cama, na manhã seguinte a noite que passamos juntas. Hoje, a minha noiva seria você e não a sua prima!

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Eita, eita, eita!😬

É no próximo capítulo que os pingos nos "is", serão postos.

Até quarta-feira. Um xero 😘

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