Capítulo 2

N/A: Salve, salve, minha gente! Aproveitando a folga aqui no trampo para postar a vocês o capítulo de hoje, porque mais tarde vou tá o bagaço e talvez sem condições de postar nada. E não vou deixar vocês sem atualização hoje, ainda mais sendo hoje véspera de Natal. És aqui este humilde presente desta autora que vós escreve; que papai do céu abençoe a vida de vocês e de todos que convivem com vocês. Um feliz e iluminado Natal a todos nós! 😘

Simbora ler, meu povo! 😈😈😈

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Como foi que essa mulher veio parar atrás da gente sem que percebamos?

Há coisa de alguns segundos atrás ela estava do outro lado do salão conversando com outras pessoas e agora está aqui, diante de mim e de Camilla, sorrindo da mesma maneira sedutora com a qual me sorriu momentos atrás.

De perto ela é ainda mais linda e sedutora com aqueles olhos verdinhos. Uma Deusa Grega com cara de mulher com M bem maiúsculo.

- Não vai me dizer nada em resposta, senhorita?

Nossa!

A voz dela é uma coisa de louco. Rouca. Sedutora. Voz de arrepiar os pelos do corpo inteiro.

Sem querer eu imagino essa mesma voz, me sussurrando ao pé do ouvido coisas sacanas, enquanto estamos em uma cama com aquela mulher em cima de mim, me fazendo sua.

Santo Deus! O que há com você, Juliette?!

- Senhorita?

Seu chamado e a cotovelada que Camilla me dá no braço, me trazem de volta a realidade. Noto que a loira sorri discretamente e de maneira divertida.

- Desculpa... Eu acho que não entendi o que disse?

Ela arquea uma de suas sobrancelhas bem feitas e estica seus lábios em um bico que me faz ter vontade de mordê-la.

É a primeira vez que alguém me faz sentir essas coisas todas e mais ainda, mexe com a minha líbido desta maneira.

- Pelo que eu consegui ouvir do final da conversa de vocês ... - a loira se pronuncia e eu não consigo desviar os olhos da boca dela. O movimento de seus lábios enquanto fala é algo hipnotizante. Ô boca linda é aquela. A vontade de prová-la bate forte. - ... Sua amiga... A propósito... Olá, senhorita! - ela estende a mão para cumprimentar Camilla postada ao meu lado. Minha amiga segura em sua mão toda abobalhada enquanto lhe diz um "oi" meloso demais para o meu gosto. Olho de soslaio para a Cami. Pelo visto eu não sou a única ali a estar encantada com a tal Srta. Gostosa.

Após ter cumprimentado Camilla e esta ter soltado sua mão, a loira elegante se volta a mim de novo e prossegui sua fala anteriormente interrompida por ela própria para cumprimentar minha amiga:

- ... Sua amiga aqui disse que você tinha que arranjar alguém pra curtir a festa toda. Então eu quero ser essa sortuda que vai ter o prazer de... gozar da sua companhia.

Ela pronuncia a palavra "gozar" de maneira tão erótica que me faz engolir em seco e quase engasgar.

Que mulher é essa?

- Quero curtir a noite toda desta festa com você. Topa? Te asseguro que sou uma excelente companhia. Na verdade a melhor que você pode arranjar nessa festa.

Seu sorriso agora é tão presunçoso e convencido quanto suas palavras.

- Você é bem convencida, sabia?

- Não sou convencida. Sou verdadeira. - ela rebate em tom divertido.

- Ah, então, quer dizer, que você é a melhor companhia que eu posso arranjar nesta festa?

- Sem dúvida alguma.

Eu não pude evitar de rir de sua convicção, que beira a arrogância em responder. A mulher parece ser bem autoconfiante para falar daquela forma.

- Quanta pretensão!

- Não vejo deste modo.

- Mas eu sim! - só de implicância eu contesto.

Ela parece não se importar nada com o que eu digo, pois sorri.

- Então vamos fazer assim.... Você aceita a minha companhia e verá que não é pretensão minha quando digo que sou a melhor companhia que você arranjou aqui e sim, a mais pura verdade.

Essa loira está se achando demais! Mas o pior é que a peste pode se achar e com razão.

Ela tem pinta de ser tudo de bom e tem todo o direito de se achar o último biscoito do pacote, como está se achando. Mas eu não vou cair tão fácil na sua. Vou bancar a difícil para ver até onde vai sua insistência.

- E se eu não quiser aceitar sua companhia?

- Vou insistir até que aceite, porque sou uma mulher insistente quando quero algo e principalmente... alguém. - seu olhar me enquadra de cima à baixo.

Ao meu lado ouço Camilla murmurar um "eita, porra", que espero só eu ter ouvido.

- E você por acaso me quer é isso? - questiono após o olhar da loira voltar a encontrar o meu.

- Ah, eu quero! E quero pela festa toda, garota! Agora, basta você querer. E eu sei que você quer.

Sua fala direta e ousada me fez engolir em seco e também fez Camilla engasgar de leve para logo em seguida se recompor.

- Ah, eu quero é?!

- Quer! A não ser que seja hétero, você é?

Antes que eu abrisse a boca para responder, Camilla tomou a dianteira.

- Minha amiga aqui curti meninas e meninos.

- Bom saber! - ela sorri para mim daquele jeito sedutor que começa a deixar minha calcinha úmida.

- Camilla! - olho com reprovação para a louca da minha amiga. Ela não tinha nada que ter respondido a pergunta daquela mulher.

- Então você quer curtir a festa comigo?... Tenho certeza que você vai adorar e depois ainda vai querer esticar a nossa companhia para além desta festa.

Mas ela é muito segura de si e convencida. Além de altamente sedutora e linda.

Cara, eu juro que estou tentando resistir aquela sua aura extremamente sedutora e não ceder aos seus encantos. Mas acho que vou perder essa parada feio. Na verdade já estou perdendo!

- Vamos dizer que eu, supostamente aceite sua companhia SOMENTE na festa.

- Vou ficar muito contente e você também ficará, te garanto.

Me pegando de surpresa a Srta. Gostosa se aproxima de mim, invadindo sem cerimônia alguma meu espaço pessoal. E deste modo, pude ver mais de perto ainda seus olhos verdes. Eles são tão lindos quanto a dona deles!

Sem meu consentimento, a Srta. Gostosa pousa sua mão atrevida em minha cintura. Prendo o ar e um arrepio me toma da cabeça aos pés com aquele seu toque. Um toque de mão quente e delicado, de dedos compridos e unhas pintadas de preto.

- Vou te dar uns minutinhos pra pensar, honey. Depois volto para saber sua resposta. - ela pisca para mim e pedindo licença, se retira dali, desfilando seu charme e elegância em seus saltos altos. Tão altos quanto seu ego e arrogância.

Foi só quando ela não está mais diante de mim, que eu volto a respirar direito. Meu coração bate tão descompassado quanto a batida da música eletrônica que vem da boate ao lado.

- Puta que pariu, Juliette do céu! O que foi isso? Que mulher é essa?!

- Não sei. - digo ainda desestabilizada com aquela mulher.

- E você achando que ela era hétero. Uma lésbica e doida pra te pegar. Você vai aceitá-la, né? - Camilla se mostra eufórica.

- Não sei, não.

Uma parte de mim têm suas reservas quanto a aceitar assim de cara essa mulher. Já a outra parte está louca para descobrir como as coisas podem rolar com aquela loira gostosa que saiu desfilando daqui poucos segundos atrás.

- Ela me pareceu arrogante e convencida demais, não achou?

- Meu amor, quisera eu que um arrogante e convencido tão lindo quanto essa loira, me desse bola tão descaradamente como ela te deu.

Apanho uma taça da bandeja de um garçom que passa ali perto. Em um gole bebo todo o espumante.

- Juliette olha pra mim. - Camilla "pede" e eu atendo. - Se você não aceitar ficar com essa mulher, eu vou dar só na sua cara aqui na festa, sua bissexual do caralho.

Arregalo os olhos diante daquela ameaça e minha amiga cai na risada da minha reação. Sei que suas palavras são apenas brincadeira dela, contudo, sou pega de surpresa por aquela sua ameaça.

- Agora, falando sério. Eu não sei se devo aceitar assim a companhia dela, Cami.

- Por que não?... Juliette é só uma companhia durante a festa. Não é pra você transar com ela. Se bem que se der vontade depois, vai em frente. Sexo casual de vez em quando é bom e não mata ninguém.

- Céus! Você não bate bem da cabeça.

- Nem você, ora. Vai e aceita a loira, boba. O que tem a perder? Nada! Só tem a ganhar. Ela é gata, charmosa e está na sua. Se joga, amiga.

****

Devo admitir que além de linda e sedutora, a loira ainda é boa papo. Ela não deixa, de forma alguma, o assunto morrer entre a gente para não cair naquele silêncio constrangedor, que acaba acontecendo entre duas pessoas que acabam de se conhecer e estão de papo pela primeira vez. Ela emenda um assunto no outro.

Nomes a gente nem sequer ainda tinha trocado apesar de já estarmos de papo há um tempo considerado. Nossa forma de tratamento é "Você". Você isso, você aquilo. Não falamos da gente em momento algum. Vida pessoal zero!

O que falamos foi sobre a festa, a bebida, a música, as pessoas que por ali estão e outras coisas deste tipo. Nada de assuntos pessoais.

Durante nossa conversa, eu me vi confessando silenciosamente, que aquela mulher é uma "tentação cada vez mais tentadora", com o perdão da redundância da expressão.

Seu sorriso, seu modo de falar e articular as palavras, arquear as sobrancelhas, fazer um biquinho charmoso; morder o lado interno da bochecha enquanto presta atenção no que digo e até mesmo a maneira como mexe as mãos, tudo, absolutamente tudo isso é tentador nela e está mexendo comigo.

Camilla, eu nem sei por onde anda àquela altura. Minha amiga evaporou a partir do momento em que a Srta. Gostosa chegou em mim e nós começamos a bater papo no bar do salão. Com certeza, a doida da minha amiga deve ter arranjado um boy magia e está curtindo a festa nos braços dele. A Cami é rápida no "ataque". Toda festa que vamos ela arranja um cara rapidinho para ficar. Não vi uma só festa que fomos, em que ela ficou só. Compromisso ela está fugindo por hora. Diz que quer curtir a vida tudo o que tem para curtir, e depois, aí sim, sossegar e arranjar alguém com quem ter um compromisso sério.

Só fico imaginando quando isso vai acontecer de fato.

- Quer dançar? - a loira me convida em determinado momento.

- Quero. - aceito. Àquela altura eu já estou mais soltinha por conta dos drinques que bebemos enquanto conversamos. E dançar é algo que eu aprecio no momento. Porém, não resisto em provocar a loira comigo: - Mas você sabe dançar bem? Porque eu sei e não quero ninguém pisando nos meus Jimmy Choo novos.

Minha acompanhante abre um grandioso sorriso.

- Também não quero ninguém pisando no meu novíssimo e exclusivo Stuart Weitzman, honey.

Caraio! Stuart Weitzman?! E, ainda por cima, exclusivo?

- E para sua informação, eu sou uma excelente dançarina. Nunca pisei no pé de uma dama, senhorita.

- Você adora se gabar dizendo que é excelente em tudo. Me diz, no que não é excelente?

Interpelo a Srta. Gostosa enquanto ela me toma pela mão e me leva para a boate situada no outro ambiente do salão.

- Eu não sou excelente em contar piadas.

Eu rio da sua resposta.

- Você foi agora.

Minha réplica rende nela outro sorriso. Começo a gostar fortemente desse seu gesto. Ele a deixa irresistível.

- Na verdade eu tento ser excelente em tudo e, quer saber? Na grande maioria das vezes, consigo.

- Convencida!

Outro sorriso seu se faz presente, este agora é de pura sedução. Uma sedução que aquela mulher exala pelos poros.

Ainda que no começo eu tenha tentado resistir aos seus galanteios nada sutis, foi impossível manter isso ao longo do tempo em que já estou ao seu lado. Ela já tinha me conquistado sem muito esforço.

- Talvez, eu seja mesmo um pouco convencida, sim.

Penso em retrucar dizendo que não é só um pouco, mas sim BASTANTE só que a gente chega a boate naquele momento e eu me calo.

Reconheço em um canto mais adiante, a louca da Camilla se acabando de dançar com um cara. Ela nem me nota. Está mais perdida na dança sensual que trava com o cara, que nem olha para os lados.

A Srta. Gostosa enlaça minha cintura somente com um de seus braços e me puxando para si, nós começamos a dançar ao ritmo da batida eletrônica da música do cantor Pit Bull que o DJ manda em suas pick up's.

E não é que a Srta. Gostosa dança bem mesmo. Ela tem muito molejo nos quadris. Seu braço em torno da minha cintura nos mantém coladas. Desse modo, ela se mexe esfregando-se em mim provocando-me a música toda. É então que sinto algo e a olho de olhos arregalados.

- Que foi? - ela me questiona com um sorriso cínico nos lábios.

- Você tem aí no meio das pernas o que eu acho que você tem?

- Depende do que você acha que eu tenho aqui no meio das pernas. - sussurra com um sorriso cínico nos lábios.

- Você sabe!

- Sei?

Ela parecia se divertir com a situação.

- Você quer que eu diga com todas as letras?

- Vai em frente... Honey! - sopra as palavras com o rosto a milímetros do meu. Pude sentir em seu hálito a mistura de aromas de tequila, laranja e limão, das doses de Margarita que ela ingeriu.

- Você tem um pênis? - sou direta já que ela parece querer isso.

- Sim! Alguém problema nisso, honey?... Porque se tiver vai ser uma pena, já que as coisas seriam bem divertidas. - ela faz uma careta falsa de tristeza, que me faz sorrir de leve.

- Problema algum! - respondo após alguns segundos e vejo a loira sorrir. Para mim não havia problema mesmo. Só seria uma novidade, já que nunca havia me relacionado com alguém intersexual.

"Ah, sua safada! Já está pensando em se relacionar com ela, é?", Uma voz dentro da minha cabeça zomba de mim.

- Excelente então, honey! - sussurra com aquele seu tom de voz rouco, que faz eriçar os pêlos da minha nuca.

Seguimos dançando com a loira colada em mim, fazendo-me sentir com exatidão sua virilidade roçando em mim. E quer saber? A safada que habita em está adorando isso.

Seu olhar está sempre cravado em mim e os meus nela durante a nossa dança. Em determinado momento, sua mão livre se instiga por baixo de meus cabelos e segura minha nuca. Vejo a Srta. Gostosa aproximar sua boca da minha na clara intenção de me beijar.

Eu até quero o beijo, mas a louca difícil dentro de mim foge disso virando-se nos braços da loira com quem danço, ficando de costas para ela. Eu posso já está rendida a ela, mas não vou facilitar tanto assim as coisas para aquela loira não.

Erguendo meus braços, continuo dançando normalmente. Meu corpo bem próximo ao dela.

Sinto seus dois braços envolverem minha cintura e suas mãos repousam sobre meu ventre, enquanto ela segue meus movimentos de dança. Sua boca se aproxima da minha orelha, e a loira sussurra com aquela sua voz rouca:

- Me provoque bem, porque é assim mesmo que eu gosto, honey!

Ai, aquela voz no meu ouvido, é bem melhor do que na minha imaginação de tempos atrás, quando a Srta. Gostosa veio falar comigo pela primeira vez.

Danço duas músicas inteiras de costas para ela e me esfregando em seu corpo. Seus braços me mantém colada nela a ponto de nossos corpos quase se fundirem naquela pista de dança, de tão unidos que já estavam aquela altura.

Consigo sentir através dos movimentos que faço com os quadris, que a Srta. Gostosa já está para lá de excitada atrás de mim. Algo muito firme bate em minhas nádegas.

Sei que estou brincando com fogo excitando uma pessoa sem ter a certeza se quero ir até o fim naquilo depois dali, mas continuo naquele jogo porque ela é uma mulher que sim, me excita também. Que está mexendo exageradamente com a minha líbido e o meu tesão. E ninguém jamais mexeu assim comigo tão instantaneamente desse modo.

Eu quero ir para a cama com ela?

Começo a desejar fortemente por isso.

Mas sei lá. Nunca fui de ir para a cama com alguém tão logo eu tenha acabado de conhecer. Sexo no primeiro encontro até aquele momento nunca tinha me acontecido. Posso ser louca para outras coisas, mas para o que diz questão a isso, eu não sou tão assim.

Para ser franca, eu não sou nem de estar provocando descaradamente alguém deste jeito ao ficar dançando assim, como estou dançando com a Srta. Gostosa

Talvez a bebida que eu já ingeri até agora seja a responsável por isso. Mas eu não estou bêbada ou fora do juízo, não. Estou bem lúcida. Lúcida e consciente até demais dos meus atos!

Só que a bebida te solta e é isso que está acontecendo comigo, para eu estar agindo daquela forma com aquela desconhecida.

A Srta. Gostosa me fez virar de frente para ela quando já dançamos ao som do remix da canção Work de Kelly Rowland. Sua mão então repete o gesto de segurar minha nuca bem sob meus cabelos castanhos, que já se encontram levemente úmidos de suor por conta da dança. Sua intenção é clara ali: me beijar, como havia tentado a primeira vez poucos momentos atrás. E desta sua nova investida, eu não fujo como ocorre da outra vez. Pelo contrário, eu fico e sinto sua boca cobrir a minha com propriedade, em um beijo espetacularmente delicioso e excitante.

Aquela mulher sabe beijar muito bem. Excelente! Como ela gosta de se gabar de fazer as coisas.

E o que é o gosto daqueles lábios?

Algo entre maravilhoso e espetacular!

Minha pele inteira se arrepia, o coração acelera e uma corrente elétrica percorre meu corpo de cabo à rabo durante o beijo.

Diacho de mulher boa é esse, meu Deus!

- Eu já não estava mais aguentando de vontade de fazer isso. - assim que sua boca se afasta da minha, a loira gostosa me faz tal confissão ofegante e com um sorriso safado nos lábios. - Sua boca é tão macia e deliciosa, sabia?

- A sua também é.

- É?! E o quê mais? - ela indaga, deslizando a ponta de seu nariz pela maçã do meu rosto em uma carícia agradável enquanto seguimos dançando.

- Hum... Deixa eu ver... Seu beijo é bom.

- Meu beijo não é bom... Ele é excelente!

Sorrio, jogando a cabeça um pouco para trás e a Srta. Gostosa aproveita este meu gesto para roçar seus dentes pelo meu pescoço, me arrepiando mais ainda com isso. Logo em seguida, ela ainda beija o local e o morde levemente.

- Não vai me deixar marcada!

Eu lhe advirto e em seguida deixo escapar um gemido ao senti-la me morder mais uma vez e depois deslizar a língua pela área mordida.

Acho ridículo ficar com essas marcas a mostra. Em lugares que se possa esconder vá lá a tê-las, mas em lugares em que fiquem expostos é o cúmulo do ridículo.

- Não vou deixar. Mas se eu deixasse, qual é o problema? Por acaso é comprometida e está aqui escondida?

Eu a encaro por um breve instante.

- Não que isso seja da sua conta, mas... Eu não tenho ninguém. E se tivesse não estaria com você, porque não sou dessas de colocar chifres com quem estou namorando.

Meus ex's que põe em mim., Penso.

- Hum... E por que não tem ninguém? - ela sussurra em meu ouvido, já que a música alta da boate só nos permite trocar palavras sussurrada ao pé do ouvido.

- Porque eu não quero romance e isso já fica como direta para você.

Nem sei porquê demônios eu fui dizer isso para ela, mas agora já foi. Até porque, é a verdade aquilo.

Aquela loira pode ser tudo de bom, mas eu não estou a fim de romance com ela e nem com ninguém por enquanto.

E pelo pouco que pude sacar da Srta. Gostosa, ela não me parece do tipo de mulher que tem romances. Ela só deve ter casos na vida dela. E quer saber? Eu topo ser o caso dela desta noite, se ela quiser.

- Eu também não quero romance. Só quero curtir essa noite inteirinha da melhor forma possível com você.

Ela torna a me beijar com total possessividade e luxúria. Como se o fim do mundo estivesse há cinco segundos de chegar e antes que isso acontecesse, ela precisava daquele beijo para morrer feliz.

Ao som da música da boate a língua dela dançou juntamente com a minha dentro da minha boca. Foi a dança mais erótica e deliciosa. E eu estou indo as nuvens com aquela Deusa Grega apelidada por minha amiga de: Srta. Gostosa!

- Vamos sair daqui?... Ir pra um hotel?... Estou hospedada em um que fica uns vinte minutos deste lugar. - ela propõe em um sussurro e com a boca a milímetros da minha.

Sei bem que aquela sua proposta tem segundas e terceiras intenções.

Mas quer saber? Foda-se!

Eu estou muito a fim dessas intenções todas com ela. Para quê vou recusar a proposta? Eu quero e ela também. Então vamos juntar logo a fome com a vontade de comer, e curtir a noite sem se preocupar com nada. Deixo os questionamentos e arrependimentos para amanhã, que é melhor.

- Eu só preciso avisar a minha amiga que vou com você. Nós duas viemos juntas. - aponto com discrição na direção da Camilla que naquele momento está aos beijos com o sujeito com quem dança.

Preciso avisar minha amiga. Como eu disse a loira, a gente veio juntas e certamente, Camilla vai me procurar quando for a hora de ir embora.

- Ela está no maior amasso e você vai interrompê-la mesmo?

É, não será legal ir lá atrapalhá-la.

- O que sugere?

- Manda uma mensagem de texto para ela quando estivermos à caminho do hotel, avisando que você saiu da festa comigo. Te asseguro que vai ser melhor do que interrompê-la agora.

Ela tinha razão.

- Ok! Vamos então.

Com uma de suas mãos presa de maneira possessiva à minha cintura, nós seguimos para a saída da boate.

No caminho percorrido agora rumo à saída do salão de festas, noto o olhar invejoso e raivoso da vaca da Vitória me acompanhar nada contente. Sorrio e aceno em provocação àquela vaca nojenta.

Chupa essa Vitória!

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