Capítulo 12
Só mais um por hoje. Depois desse só segunda.
Obs: sigo no aguardo dos Pix's 🗣️🗣️🗣️
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— Uma estrela cadente! Vamos fazer um pedido?
— Você acredita nessas coisas de pedido pra estrela?
— Claro! Você não? - viro o rosto para Sarah e esta me responde com um balançar negativo com a cabeça.
Nós duas nos encontramos deitadas cada uma na sua espreguiçadeira, observando o céu azul escuro daquela madrugada.
A conversa a respeito do casamento dela com Anitta e as razões pelas quais aquele enlace acontecerá, foi encerrado momentos atrás por mim mesma. Eu não queria mais saber nada aquele respeito. Bastava já o que descobri.
Aí, diante do término do papo, eu avisei Sarah que ia subir para meu quarto, mas a Srta. Gostosa me pediu para ficar mais um pouco fazendo companhia para ela, pois estava sem sono.
A princípio, eu rejeitei a proposta. Contudo, Sarah pediu e insistiu tão docemente que ficou difícil persisti na recusa. Então, eu me rendi e cedi. E, cá estamos nós, observando o céu a seu pedido.
— Se é assim, eu vou fazer um pedido sozinha. - volto minha atenção ao céu.
— Espera, eu faço um pedido junto com você.
Torno a olhar para ela sem conseguir disfarçar o sorriso divertido.
— Pra quê vai fazer pedido se nem acredita nisso? - meus lábios se esticam em um bico descontraído.
Sarah sorri e dá de ombros.
— Não importa. Eu quero fazer assim mesmo.
— Tá, então faz o seu. Duvido muito que realize, já que não acredita nisso. - resmungo, voltando a encarar o céu e em seguida fecho os olhos. Em silêncio faço meu pedido a estrela para que ela não me deixe cair na tentação que é a loira acomodada na espreguiçadeira ao lado. Sarah é cilada e encrenca. E eu estou fugindo de ambas. Repito três vezes meu pedido para quem sabe assim, ele ter mais garantia de ser realizado.
Ao abrir os olhos viro o rosto na direção de Sarah e ela ainda está com seus olhos fechados. Provavelmente ainda fazendo o pedido dela. Eu rio levando uma das mãos a boca para não chamar a atenção de Sarah, que parece concentrada fazendo seu pedido.
Ela não acredita nisso de pedido a estrela, no entanto, está fazendo seu pedido a ela. Mulher doida!
Assim que ela termina, vira o rosto em minha direção e me encontra encarando-a.
— Que foi?
— Nada!
— Sei... - ela resmunga, arqueando uma das sobrancelhas e espichando os lábios em um biquinho sedutor que me faz desejar mordê-lo. Céus! Tudo o que ela faz, qualquer gesto por mínimo que seja, me afeta e desencadeia sensações intensas. - Qual foi seu pedido?
Desvio o olhar dela para o bem da minha sanidade e tranquilidade da líbido.
— Isso é segredo, sabia?
— Posso te contar o meu então?
— Não vai se realizar se contar.
— Vai, sim. Eu tenho certeza que vai.
Sua convicção chama minha atenção e em virtude disto, volto a encará-la.
— Ah, é? - Sarah assente. - Então, diz aí, o que pediu a estrela?
Me acomodo de lado na espreguiçadeira, ficando com o corpo direcionado a Sarah. Ela me imita, e desse modo, nós estamos uma de frente para a outra em nossas espreguiçadeiras, que se encontram a um metro apenas de distância da outra.
— Pedi que você seja minha de novo, como naquela nossa noite juntas!
🔞🔞🔞
— Ei, gostosa, vamos acordar!... Juliette!... Vai, Juliette, acorda!... Ô, preguiça em forma de mulher, abre os olhos.
Eu conheço aquela voz. Ela é bem familiar.
Abro os olhos devagar, me acostumando ainda com a claridade no quarto.
Porra, quem abriu as cortinas?
— Nossa, você já foi mais bonitinha acordando.
Foco o olhar ainda sonolento na figura agachada ao lado da minha cama e quase não acredito quando vejo que se trata do meu primo. Ao vê-lo desperto na mesma hora e me jogo para os braços de Filipe fazendo a gente ir ao chão.
— Fiuk, eu não acredito! Você aqui?!
Estou tão feliz de ver meu primo. Faz mais de anos que não nos vemos.
Crescemos juntos e sempre fomos muito próximos. Mas aí, me mudei de Santa Mônica para cursar a universidade em outra cidade e ele também, aí passamos a nos vermos quase que raramente. Todavia, mantemos contato por telefone, porque ele me liga sempre.
— Vim visitar a tia May e ela me contou que seus pais disseram à ela ontem que você está aqui. Não perdi tempo e vim visitar a prima mais gostosa que eu tenho nesse mundo.
Fiuk me abraça apertado, enrolando suas pernas e seus braços em torno de mim, parecendo até um polvo com seus tentáculos agarrando a presa.
— Ai, que bom que veio me ver, seu maluco adorável! - distribuo beijos por seu rosto, fazendo Fiuk sorrir.
— Acha mesmo que eu viria a Santa Mônica e não passaria para te visitar sabendo que está na cidade? Óbvio que não, gata.
— Ei! Você tá gatinho hein? - observo e passo as mãos por seus cabelos escuros arrepiados. Ele sempre usava o cabelo assim. Nunca gostou do cabelo arrumadinho, era sempre bagunçado.
— Qual é?! Sempre fui gatinho, Ju!
— Quando usava aparelho nos dentes não. - provoco.
Na verdade ele havia ficado uma gracinha de aparelho na adolescência. E toda vez que ele ia a dentista fazer a manutenção, também mudava a cor do aparelho. Perdi as contas de quantas cores ele usou ao longo do período em que fez uso do aparelho dentário.
— Ah, valeu, tá?!
Fiuk se finge de magoado, mas dois segundos depois já cai na risada comigo o acompanhando.
— E aí, como você tá?
— Será que dá pra gente ficar de pé ou vamos ficar de conversa deitados no chão mesmo?
— Até parece que não está gostando de ter sua prima gostosa bem em cima de você só de baby doll curtinho.
Sorrio com malícia para ele.
- Juliette não fala assim!
Fiuk sempre teve uma queda por mim. Na verdade, ele se dizia apaixonado pela minha pessoa. Viveu me cantando dos nossos quatorze aos dezesseis anos. E em uma dessas cantadas, eu acabei cedendo e rolou um namorico escondido entre nós. Foi algo rápido, muito rápido, e o bastante para que ele percebesse na época que funcionamos melhor como primos do que como ficantes.
- Por que? Por acaso não está gostando?
— Não duvide que eu estou gostando disto mesmo, mas acho que a sua mulher aí dormindo, não vai gostar nada de te ver em cima de um cara com essa pouca roupa.
— Minha mulher? - arregalo os olhos.
— Sim. Essa que está dormindo com você ai na cama. Vocês estavam dormindo abraçadinhas e tudo quando entrei no quarto. Desde quando você está namorando e não me contou, peste?
Eu não consigo aguentar ouvir aquilo sem deixar que uma sonora gargalha me escape. E tal riso alto desperta Camilla, que reclama azeda.
— Porra, Juliette!! Pára de rir alto aí. Eu quero dormir mais um pouco.
Fiuk arregala os olhos me fazendo rir mais.
— Cami! - eu a chamo ainda rindo.
— Hum...
— Olha aí.
— Juliette me deixa dormi, porra.
— Meu primo tá aqui achando que você é minha mulher. - conto aos risos e vendo Fiuk ficar corado de vergonha.
— Quê?? - sonolenta Camilla ergue a cabeça do travesseiro e olha para mim e Fiuk ainda deitados no chão. - Que merda vocês estão fazendo aí no chão?
— Acasalando! - não resisto em zoar minha amiga.
— Ah, então podiam fazer isso no banheiro. Eu não quero ser voyer de vocês. - rindo Camilla rebate em brincadeira enquanto se senta na cama.
— Ela é minha amiga, Fiuk. E hétero até os ossos. - esclareço ao meu primo que calado escuta as besteiras ditas por mim e Camilla. O coitado do Fiuk está boiando na conversa. - Vamos levantar pra eu apresentar vocês direito.
Meu primo e eu ficamos de pé, e eu trato de fazer as devidas apresentações entre um e outro.
— Ah, então você é o Fiuk, de quem eu já atendi inúmeras ligações? - Camilla troca um aperto de mão com meu primo.
— Exato! E você é a amiga com quem a Ju mora?
— Isso aí!
De repente a porta do meu quarto se abre e Washington aparece com um largo sorriso.
— Eu não posso acreditar! - meu irmão adentra o quarto e vem em nossa direção. - Quando meus pais disseram que você estava aqui, eu vim me certificar se era verdade mesmo. E não é que é! Fiuk, seu grandíssimo filho da mãe!
— Washington, seu grandíssimo filho da mãe 2!
Os dois se abraçam aos risos e dão tapas nas costas um do outro.
Assim como eu tenho uma grande proximidade e amizade com Fiuk, meu irmão também tem. Fiuk e Washington são muito mais do que primos, eles são quase irmãos.
Na verdade, eu e Washington, somos os irmãos que Fiuk não teve. Meu primo é filho único e viu em nós, seus primos, os irmãos que gostaria de ter tido, mas não teve. Se bem que ele só passou a me ver como irmã depois da gente ter se pegado, antes disto ele me via como sua paixonite aguda.
— E aí, cara? Como está a sua vida?
— Está indo bem e divertida como eu. E a sua?
— Gostaria que estivesse melhor.
— Mulher?
— Não. Solteiro.
— E aquela loira que vi com você em umas fotos na rede social?
— Terminei com ela. E você, namorando?
— Que nada, Washington! Sou uma alma livre. Quero só curtir, brother.
— Um dia tem que arranjar alguém e sossegar, Fiuk. - bato meu ombro no dele.
— Ah, um dia, Juli. Um dia bem distante. - ele sentencia, passando o braço em torno da minha cintura.
Todos caímos na risada quando ao fim dessas suas palavras Fiuk fez uma careta engraçada nos deixando claro que "esse dia distante" está BEM distante mesmo.
— Você e a Camilla são iguais nisso. Ela também só quer sossegar mais lá para frente, não é amiga?
— Com certeza!
— Camilla já me considere seu amigo. - meu primo estende a mão para minha amiga, que a segura. - E se quiser uma amizade colorida, estamos aí.
— Fiuk! - rindo, eu o recrimino lhe acertando um safanão no braço.
Aquele ali é fogo.
— Opa, amizade colorida é comigo mesma.
E a Camilla não fica atrás.
— Vocês dois são farinha do mesmo saco, meu Deus. - comento em divertimento e os outros riem.
Nesse mesmo instante observo Sarah aparecer na porta aberta do meu quarto toda arrumada. Sem ser convidada, ela entra e vejo seu olhar bater certeiro em mim, passeando por meu corpo de cima a baixo, sem qualquer discrição. Quis me enterrar e rezei para ninguém notar a cara de pau daquela cretina em me olhar na cara dura.
Seu olhar se desvia de mim para meu primo postado ao meu lado abraçado a minha cintura e com a mão repousando na lateral dos meus quadris.
Vejo Sarah apertar o maxilar e uma de suas sobrancelhas se levantam enquanto seu olhar sério e incisivo está encarando a mão de Fiuk em mim.
É impressão minha ou a Srta. Gostosa não está gostando de ver aquilo?
Será que ela está com ciúmes de mim?
A louca dentro de mim começa a pular e fazer uma dancinha em alegria só de cogitar isso. Sarah com ciúmes de mim! Será possível?
Bem que você quer né?
Lá vem a enxerida! Sai daqui voz do capeta.
Apesar de viver reclamando, eu sei que me ama.
Amo! Ô se amo! Se manda, intrometida.
— Ah, Fiuk, deixa eu te apresentar a minha cunhadinha aqui. - Washington diz todo já cheio de intimidades e passando um dos braços pelos ombros de Sarah. - Esta é a Sarah, noiva da Anitta. A chata da nossa prima vai casar. Desculpa por chamar sua futura esposa assim, Sarah. Mas é que Anitta é um pouco chata.
Washington se explica à Sarah enquanto lhe apresenta para nosso primo Fiuk. Depois meu irmão apresenta nosso primo a Srta. Gostosa.
Foi nítido, ao menos para mim, e espero ter sido só para mim mesmo, o alívio de Sarah depois que soube que Fiuk é como se fosse um irmão para mim e Washington. A Srta. Gostosa rápido suaviza a expressão.
— Não sei se te dou os parabéns ou te desejo boa sorte por casar com Anitta.
— Acho que deve ficar com a segunda opção, Fiuk. Nós sabemos bem que Sarah precisará de sorte. - Washington sugere enquanto meu primo troca um aperto de mão com Sarah.
Todos nós ali sorrimos, inclusive, a Srta. Gostosa, que me olha e pisca um olho com discrição.
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É isso!
Ficamos por aqui. Um xero e até segunda.
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