🫧| Salvo pelo Humano|🔱
Assim que consegui sentir meu corpo, meus olhos foram abrindo devagar, me sentia tão desconfortável e ao mesmo tempo cansado, a dor era lenta e parecia estar distante de meu corpo. Assim que tomei foco em minha visão, percebi que não estava na minha realidade, o ar que eu respirava não era o do mar, era o oxigênio que o lado de fora oferecia.
Levei um susto e me ergo agarrando com as duas mãos o objeto que eu estava deitado. Quando percebi que não estava mesmo no meu mundo, e que ali naquele ambiente ostil minha calda não seria útil. Tomei o fôlego que precisava e fiz ela desaparecer, dando início ao meus pares de pernas.
Me facilitando a sair do objeto branco com água, vi que havia curativos feito com todo o cuidado sobre meus ferimentos. Ao tirar de leve me veio a memória da dor que senti, e acabei por suspirar. Precisava me manter firme, e assim que estivesse curado eu voltaria ao meu reino. Em passos lentos fui seguindo a luz que havia naquele ambiente, até que meus olhos pararam no jovem que estava sentado sobre o objeto.
Seus olhos me encararam surpresos, os meus estavam analíticos, admirando cada centímetro daquele humano, seu corpo e pele eram reluzentes, seus cabelos longos davam um suspiro em meu coração que palpitação diferente. Seus olhos caramelos eram tão chamatuvos quanto sua beleza,a natural.
O que me chamou mais a atenção foi o pequeno aroma suave que emanava de sua pele, estava com um leve cheiro adocicado. Vi seus movimentos serem rápidos, para quem sabe tomar distancia de mim, era comum, quem seria o louco que ficaria próximo de um monstro como eu.
- Você está bem?- Sua pergunta me pegou desprevenido, não estava esperando por ela, ou estava, só não imaginava que viesse tão rápido.
- Estou melhor. Você que me salvou?- Ele envergonhado concordou, me pergunto do rubor em seu rosto, e seus olhos desviarem lentamente oara outra direção do ambiente que nos encontrávamos.
- Quer algo para tampar isso?- Sua voz, deu uma falha, o que me deixou até sem jeito, ele era tão fofo assim. Quando me toquei do que ele falava, estava nu, diferente dele que se encontrava vestido em roupas humanas, eu não sou humano, não iria passar em minha cabeça que precisava me cobrir.
- Se puder. Eu agradeceria. - Ele balançou a cabeça rápido, e sem medo nenhum passou por mim sumindo naquele corredor. Observei ele entrar em uma porta eu não iria fuçar ali parado, segui o mesmo até o ambiente. Assim que eu vi seus atos percebi que ele olhava atento para cada roupa que possuía, separando peças que pudessem me cobrir.
Ele se virou, levando um susto pequeno por eu estar oarado na porta, se aproximou entregando em minhas mãos os panos que seriam usados oara cobrir o que ele nem conseguia olhar. Fiquei confuso alguns segundos, aceitando de bom grado as vestes e vendo ele sair do ambiente.
Me vesti, sentindo que estava diferente, acostumado somente com a minha calda e joias que cobriam meu peitoral, agora estava com uma camiseta, uma bermuda me sentindo mais humano do que Tritão.
- Por Posseidon, eu tinha que passar por isso? - Resmungo baixo, pegando a direção novamente para o ambiente, mad ele não estava ali, fiquei confuso, quando um leve cheiro de peixe invadiu meu ofato. Como um tubarão faminto fui em direção à saída que dava ao ambiente onde ele estava. Se virou para mim, mostrando um belo prato de peixe cru. A minha maior especialidade.- Como sabe que me alimento de peixes crus?
- Eu estudei a muito tempo sobre todas as criaturas marinhas, você não é diferente delas. - Ele tinha a voz tão suave que nem eu podia imaginar que um humano fosse assim. Ele me indicou a sentar na cadeira que puxou pra mim, não recusei sentei já começando a comer o peixe que estava saboroso.
- Queria entender, o por que você não está com medo de mim. - Ele suspirou, e encostou as costas na pia me encarando.
- As vezes, o medo atrapalha de fazer algo que seja bom. Se eu fosse medroso, nem aqui estaria. - Ele tinha um ponto.
- Por que me salvou?- novamente se ajeitou, procurando algo entre tantas portas pequenas.
- Estava entre deixar você lá, e ser pego por outro humano. Fazendo com que você fosse uma atração de circo ou até de museu, ou - Serviu água para mim num copo me entregando. - Trazer você para minha casa, e cuidar de seus ferimentos. - Foi um ato realmente corajoso dele, antes que o mesmo retirasse sua mão peguei ela trazendo ele para perto de mim, percebi que ele era tão menor quanto eu, meu corpo estava sentado mas ainda era pequeno perante mim. Seus olhos se abriram vi suas pupilas negras dilatarem cobrindo o caramelo dos olhos. Ele estava num misto de espanto e medo, quem sabe por que eu estava tão sério o encarando, porém percebi, ele não recuava de perto, e nem fazia força para se libertar. Se ele era um humano comum não sei, mas ao meu ver ele era tão perfeito.
- Obrigado. - Seus olhos deram uma aliviada. Eu levei sua mão diretamente aos meus lábios, um gesto de meu povo para agradecer a ajuda de alguém por nós. Fechei meus olhos e encostei meus lábios em sua pele, senti a maciez da mesma, e o cheirinho suave de algo que não sabia o que era.
- Não precisa agradecer. - Era um tom de voz tão meigo e fofo, travando entre as letras e palavras mostrando estar envergonhado, meus olhos encararam os dele, por que me sentia atraído por um humano, não poderia ser comum uma conexão entre um Tritão que é um monstro do mar, e um humano delicado e sem força sobrenatural. - Pode me soltar? - Percebi que ainda segurava sua mão o mantendo tão perto de mim, concordei levemente soltando o mesmo que se ajeitou engolindo em seco. - O que houve para você estar na beira da praia?
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