🫧|Revelações|🔱
Ao amanhecer, seguimos a rotina casual de nossas vidas humanas. Estava em frente ao fogão esquentando um leite oara beber, mas a minha cabeça estava em outro local. Estava cheia de turbilhões de coisas, assustando a mim das altas responsabilidades que estavam a vir. Sabia eu que não seria nada fácil, ainda mais revelar aos meus amigos. Hwanwoong até entenderia, estaria ele passando por esse processo, que o levava a vida dupla, porém, eu não teria mais essa vida estaria eu dentro do oceano cuidando de um reinado.
Sei que não estou sozinho, a companhia de Lee era perfeita, além de estar com ele, seus braços seriam o refúgio que precisava para qualquer coisa. Seria a união de dois reinos por conta de nosso amor. Todavia eu me via ainda perdido, seria a responsabilidade que nunca estive preparado para ter, algo que nunca fui instruído, e nem tanto, não funcionava como o reino na terra. Como era feito reis e rainhas na no tempo dos meus antepassados.
Bom, no lado do meu pai, por que eu não sabia do lado de minha mãe, se a dinastia funcionava até hoje seguindo os milênios de gerações. Também nunca fui a fundo na vida dos seres mitológicos, que antes viviam para assombrar os humanos, e isso não passou de lendas contadas por marinheiros.
Seria então impossível que os humanos de hoje acreditasse que seres marinhos, como sereias e tritões existisse entre nós. Habitassem também entre cada um como um humano do bem, vivendo suas vidas simples e felizes. Claro que, me pergunto por que eles sairiam desse mundo ao qual meus olhos viram e meu corpo sentiu o quão belo é, para viver entre nós, seres orgulhosos e ruins, que muitas vezes passamos em nós mesmos.
Vendo por esse lado, não era diferente deles, no mundo de Keonhee havia traição e guerras por poder. Nem tanto a sereia que viera me contar sobre o passado sombrio de minha mãe não escondeu que ela foi vítima de uma rebelião contra povos.
Os humanos e os híbridos são iguais. Minha mente decretou isso, não havia diferença entre nós, somente nossos ambientes, viver acima da terra e no fundo do mar era a única coisa que diferenciava nós.
- Que tanto essa cabecinha está pensando? - A voz de Keonhee cortou meus desvaneios quando percebi o meu leite havia virado e suado tudo, fiz uma careta.
- Aish, o que dá fuçar nas nuvens. - Resmungo do meu próprio erro, ele se aproxima de mim abraçando meu corpo por trás, me fazendo sorrir mesmo estando com raiva do que fiz.
- Estava distraído com o que?- Respirei fundo, ele iria insistir em saber a verdade de minha mente perturbada.
- Andei a pensar em tantas coisas, minha mente está longe, tendo que aceitar o destino que me aguarda no fundo do mar.
- Não tens que se estressar com isso. - Sua voz é tão melodiosa em meu ouvido, suas mãos seguram meus ombros e me viram para encarar. - Tudo de cada vez. Não atropele o seu eu verdadeiro. Saibas que estou aqui, posso te ajudar com qualquer coisa.
- Eu estou tão grato com sua presença. Parece que veio mandado dos céus para a minha vida tão pacata. - Ele sorriu, e selou nossos lábios.
- Quem sabe eu fui enviado mesmo, arrastado pela maré que me trouxe até você. Os destinos são loucos, mas não brincam com a verdade. - Concordei com ele, suspirei me virando de volta para o fogão.
- Espero que me incentive a ter coragem, preciso contar aos meus amigos a verdade mesmo que doa.
- Fique confiante. Tudo dará certo, no momento certo.- Ele tinh razão, fui terminar de ajeitar, entreguei a ele seus peixes e apenas fiquei no leite, nem tanto eu havia comido bastante na festa, então nem cabia nada na manhã. Logo ouvi passos na minha casa, eram os três entrando vindo até onde estávamos. E ver a cara de ambos não deu como segurar o riso.
- Bom dia. - Dongju parecia estar acabado, e não era só por causa da bebida, havia algo no meio.
- Bom dia, meu pai Ju, o que foi? Parece que um caminhão de veículo longo passou por cima de você com todas as rodas possíveis.
- Estou acabado, minha cabeça dói. - Ele resmungou, me levantei para pegar remédios para a enxaqueca que eles teriam.
- Será que é só isso?- Seus olhos entregaram o que eu sabia que ia rolar, ele abriu num pavor e envergonhado.
- O que está insinuando em?
- Não sei, quem sabe uma dor aonde o sol não bate.
- Vai a merda Park!
- Mas ué? Agora somos santos aqui?
- Como assim? Não vai me dizer. - Ele travou, observando meu rosto por alguns segundos. - Por Deus, quando?
- Quando o que?
- Não se faz de santo Seoho. Quando foi que tu deu pra ele? - Acabei rindo, meio sem jeito já que o assunto estava pegando um rumo de vergonha.
- Ah! Ontem! - Seus olhos me encararam surpresos.
- Depois que deixou a gente em casa?
- Não!
- O que??
- Na praia.
- Meu Deus!
- Meu, vocês dois são sem vergonhas em. Poxa vida. Não escondem nem isso, um me faz de quatro e outro nem tem ambiente. - Hwanwoong resmunga, seu olhar era de nojo, eu e Dongju acabamos rindo.
- Soso, achei que você era mais reservado, não imaginei que a praia seria o alvo de seus gemidos.
- Vai a merda. - Resmungo, Keonhee e Leedo estavam rindo, e era óbvio que iam rir de nossa vergonha alheia.
- Eu sou do diferente Ju, eu achei que como um Tritão, era melhor fazer um humano sentir as pernas bambas perto do meu habitate natural.
- Misericórdia! - Exclamo envergonhado.
- Keonhee, quem disse que você era santo. Mentiu. - Ele gargalhou.
- Eu só foi na cama dele, por que ele era virgem e precisava de um conforto após eu fazer ele mancar. - Minha vez de rir, e Dongju atacar Leedo com seus tapas.
- Eu estou me sentindo uma vela. Acho melhor ir trabalhar que eu ganho mais.
- Eu já falei que ninguém vai trabalhar hoje. - Exclamou olhando o menor. - Vamos tirar um dia de folga e curtir a praia. Vamos!
Não tinha como negar o chamado do outro. Pegamos as coisas que ia precisar para ficar na beira do mar o dia inteiro, seguindo o nosso caminho até a praia. E como sempre a visão era linda de ver, achamos um lugar refrescante e ficamos a curtir soltando conversas fora, assuntos entre nós amigos e os tritoes apenas fazendo companhia. Eu sabi que a hora de falar sobre a minha verdadeira face era naquele momento.
- Ju, Hwanw! - Chamei eles, ambos me encaram, eu suspirei, o assunto seria sério, e isso assustou os dois.
- Aconteceu algo?
- Eu tenho um assunto bem sério a tratar, e preciso do apoio de vocês. - Os dois acenaram em concordância. - Ontem, depois que fizemos, ele me levou ao mar. Bem ao certo para a gente confirmar tudo que estava sendo revelado para mim. E a verdade foi nítida. - Olhei minhas mãos, estava nervoso. - Eu me transformei em um tritão, possuo calda e nadadeira. Isso pra mim foi uma loucura. Logo depois, recebemos a visita da sereia que é do povo da minha mãe e a verdade foi dita. - Eles não falavam nada, e eu nem coragem tinha de olhar eles. - Ela era a rainha das sereias, um povo chamado sereias cantantes. Ela teve eu com meu pai que é um humano comum. O acidente não foi causado por natureza. Resumindo, atacaram os dois, meu pai foi morto e ela também, mas antes de ela falecer, ela havia falado a ambas que tinha o herdeiro e que estava vivo. - Respirei fundo. - Agora elas estão me esperando no fundo do mar. E depois disso tudo ainda estou tão perdido. - De repente senti duas mãos segurarem as minhas.
- Está tudo bem, estamos com você. - Olhei Dongju.
- É tudo muito louco, mas vice precisa entender, que agora você tem ele, e tem um novo caminho a trilhar. E não se preocupe. Eu sou um Tritão agora, posso muito bem ir ver você. - Alegre Hwanwoong proferiu, Dongju faz uma carranca.
- Mi,mi,mi. Ceboso. Eu vou me tornar Tritão. Espera só.- Acabei por rir, e abracei a eles, não existia coisa melhor que ter amigos como ambos para estarem com a gente.
Ficamos ali a conversar mais um pouco, quando keonhe e leedo vendo que a praia já estava livre, seguiram para dentro da água para estarem em suas formas e se divertirem. Até que um som de gatilho ecoou, viramos para trás e a minha respiração travou. A prai estava cercada de soldados.
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