🎬 57%

- O que acha – Barbara ergueu dois tops em direção à Jungkook, que estava deitado com a cabeça para fora da cama e os pés na parede. – Esse ou esse?

Ele pensou – jura que pensou.

- O vermelho. Claro, se estivéssemos na Califórnia e o sol realmente esquentasse nossas bundas. Como esse não é o caso, sugiro um casaco. Talvez dois.

Barbara segurou os dois cabides em uma mão para conseguir erguer o dedo para o garoto, que sorriu maldoso. Mas Jungkook tinha razão. Conforme dezembro chegava, a temperatura caía em Londres e o clima natalino começava a se aproximar.

Jungkook odiava o Natal.

- Urgh. Eu odeio fazer as malas. – Eleanor xingou quando derrubou uma bota de salto em seu próprio pé. Jungkook gargalhou com a cena antes de ser atingido pelo outro par da bota.

- Só não empacotar trocentas peças de roupa. Não é como se fôssemos ficar fora por meses, são só alguns dias.

- Três. – Barbara corrigiu Jungkook, que estava concentrado demais respondendo mensagens de texto de Taehyung para ligar. – E além do mais, me explica de novo porquê vamos viajar oito horas pra outra uni..?

Jungkook ergueu os olhos da tela.

- Se você não estivesse tão preocupada com a vagina da Els quando o reitor estava falando, talvez soubesse a resposta pra essa pergunta.

Eleanor se intrometeu na conversa, defendendo a namorada:

- Aquele auditório é grande o suficiente pra um oral ou outro, ok? Não temos culpa se Taehyung estava preocupado demais com essas coisas do jogo pra ligar pro seu pau murcho.

Barbara cobriu a boca com uma calcinha que iria para a mala ao ver a expressão de ofendido de Jungkook. Ele se levantou da cama e antes de falar algo ou até mesmo fechar a boca de surpresa, começou a desabotoar os jeans. Quando Eleanor piscou, ele já estava com o pau pra fora.

- Murcho a-onde, querida?

Eleanor gritou e tapou os olhos rapidamente, algo na linha de meu deus, um pau e jesus, é grande mesmo ecoando pelo quarto. E então, rindo, Jungkook guardou novamente seu pau na cueca, voltando a deitar casualmente na cama de solteiro. Barbara estava chocada.

O silêncio foi cortado depois de alguns instantes.

- Agora entendi porque Taehyung quer sentar em você. – Bar disse.

Jungkook não respondeu mas pela coloração em suas bochechas, gostou do elogio. Eleanor ainda ria embasbacada pelo que havia acabado de acontecer, mas estava disposta a deixar pra lá e continuar com sua vida livre de paus e normal de lésbica.

- Enfim... – limpou a garganta. – Sobre essa viagem. O que estava dizendo mesmo?

- Não disse. – Jungkook murmurou, já enviando mensagens para Taehyung e contando sobre o ocorrido. Ele riria dessa situação, com certeza (no fundo, só queria que Taehyung concordasse com o tamanho de seu pau). – A UAL e a Universidade de Manchester acharam interessante fazer uma emersão de estudantes e como o jogo é depois de amanhã, faria sentido nos levar pra lá para conhecer a uni, os dormitórios, os cursos, os outros alunos e essas coisas diplomáticas de sempre.

- Mas se o jogo é na sexta, por que temos que ir amanhã de manhã e voltar só sábado? – Barbara estava irritada com a situação enquanto tentava encaixar uma chapinha na mala.

Jungkook imaginou perfeitamente a chapinha escorregando de suas mãos e atingindo-a no nariz.

- Não sei. O reitor não entrou em detalhes.

- Ele confia bastante em você, né. – Eleanor comentou, atraindo a atenção de Jungkook e fazendo-o perder o exato momento em que a chapinha atinge Barbara no rosto. Ele direcionou um olhar magoado para a amiga.

- Acho que as doações ajudaram.

- Mas e a festa dessa semana?

- Pelo que entendi, ele comentou com o reitor da UM e os alunos de lá estavam interessados em participar, então... – Jungkook deu de ombros. – Vamos fazer no campus deles.

- E como isso vai funcionar? – Barbara murmurou com um bico enquanto acariciava o nariz.

- Não sei. Tenho uma reunião com o comitê de lá. Talvez me deem mais detalhes. Mas de qualquer forma, vão preparadas.

Eleanor indicou a roupa que estava na mala com um sorriso.

- E Bar – Jungkook acrescentou. – Não são oito horas de viagem. Jesus. Daqui até Manchester são apenas três.

- Apenas? Pff – ela reclamou, desistindo de empacotar as roupas e se jogando no chão. – Diga por você. Vão ser as três horas mais longas da minha vida. Odeio esses ônibus executivos.

Jungkook e Eleanor trocaram um olhar e decidiram não contar que iriam em um ônibus escolar normal – ela descobriria por conta própria.

O celular de Jungkook apitou com mais uma mensagem de Taehyung – "urgh, estou estressado. Juro que até sexta perco metade do meu cabelo". Ele bufou e jogou o celular de lado. Nem ao menos uma mensagem sobre como seu pau é grande?

Eleanor o encarou curiosa.

- Problemas no paraíso?

- Taehyung está pilhado por causa do jogo.

- Mas ele não está sempre? – Barbara se meteu, ainda jogada no chão.

- Namjoon disse que ele está pior. Voltou a socar a parede. – Jungkook rolou sobre a barriga e apoiou o queixo nos pulsos, forçando para não soar tão magoado. – Algo sobre um jogador super veloz do time adversário que está fazendo ele perder a cabeça.

- Tenta chupar a preocupação pra fora do corpo dele. – Barbara piscou exageradamente para Jungkook, indicando coisas sujas que ele já havia imaginado julgando o tom que ela usou.

Ele bufou de novo.

- Já tentei. Muitas vezes. Estou me sentindo inútil. – Eleanor o olhou acusando-o de drama. Ele ergueu as sobrancelhas. – É sério! Chupei ele pelo menos quatro vezes só ontem. E não estou nem brincando.

- Deve ter adiantado de alguma coisa. – Barbara tentou consolar o amigo.

- Não. Só deixou ele com mais adrenalina no sangue. Ele... – Jungkook engoliu as palavras com as frustrações e afundou o rosto no colchão. – Ele prexija se agalmar.

Puxando-o pelos fios de cabelo até que livrasse a boca do colchão, Eleanor sorriu sarcástica.

- Vamos tentar de novo.

Jungkook revirou os olhos.

- Eu disse que ele precisa se acalmar. Mas não estou conseguindo fazer isso.

- Que tal subir mais um degrau? – vendo a confusão na feição de Jungkook, Barbara sorriu amena. – Que tal dar pra ele? Tipo, dar mesmo. Sentar no pau dele e rebolar e deixar ele gozar dentro de você e essas coisas que vocês ainda não fizeram. Quer dizer, já estão prontos, não estão?

A expressão de Jungkook era indecifrável. Embora ele conseguisse imaginar perfeitamente o que Barbara havia sugerido, tão perfeitamente que era quase uma lembrança e não uma fantasia (provavelmente eram, de fato, lembranças de quando transaram antes), algo travava sua mente quando o assunto ficava mais sério.

- Kook...

- Não sei. Quero dizer, nunca conversamos sobre isso, diretamente. – ele sentia suas bochechas arderem. – Só quando, tipo, estamos nas preliminares e ele meio que se empolga que eu acho... eu tenho a impressão que ele quer ir mais longe.

- Acha que está pronto?

Jungkook não respondeu mas algo em sua expressão fez Barbara e Eleanor se entreolharem satisfeitas.

🎞️

- Eu não acredito que vou ficar oito horas presa numa banana gigante... – Barbara começou a surtar. Jungkook a encarou entretido, contudo, deu alguns passos para longe ao que entrava no ônibus amarelo brilhante e ouvia Eleanor corrigi-la em relação às horas de viagem, já a alguns passos atrás de si.

O ônibus não estava muito cheio – era cedo, afinal.

Taehyung ergueu a mão para que pudesse encontrá-lo entre as fileiras de assentos. Ele estava sentado atrás de um Seokjin sonolento no colo de Namjoon e do outro lado do corredor de um Yoongi entretido no celular, as pernas esticadas nos dois bancos indicando que queria sentar-se sozinho.

- Oi. – ele sorriu, levemente dormindo ainda. Nem eram sete da manhã e ele dormira tarde terminado alguns trabalhos. Contudo, Taehyung, sentado no assento do corredor, sorriu de volta como se estivesse vendo o sol brilhar à sua frente.

Taehyung não deu licença para Jungkook passar e dificultou tanto seu trabalho para chegar ao assento da janela que quando ele caiu sentado em seu colo, mal expressou surpresa, apenas aconchegou-o em suas coxas e beijou seus cabelos cheirosos, como se esse fosse seu objetivo desde o princípio.

- Oi, Boo.

Jungkook passou as pernas para que repousassem de cada lado de sua cintura e enrolou seus dedos nos cachos que escapavam da beanie verde-musgo. Ela ressaltava a cor esmeralda de seus olhos. Juntando seus lábios, arfou entre o beijo ao perceber a bala sabor menta que Taehyung tinha na boca, puxando-a com sua língua para chupar também. Ele pareceu gostar disso e, delineando seu lábio inferior com a língua, mordiscou levemente a região até sentir os pelos da nuca de Jungkook arrepiarem.

Suas mãos percorreram as costas cobertas pelo jumper da Adidas e repousaram no jeans escuro, encaixando-se logo abaixo da curva da bunda de Jungkook. Satisfeito, Jungkook desceu os dedos para seu peitoral, explorando as sensações que o tecido macio do moletom causava conforme chegava no cós dos jeans claros folgados.

Desacelerou o beijo para controlar os sons de sucção que sua boca fazia ao chupar fervorosamente a língua de Taehyung e, ao conseguir localizar o pau de Taehyung no espaço dos jeans – tarefa semelhante a achar um elefante em uma piscina infantil – apertou-o suavemente entre seus dedos.

Taehyung quase engasgou com a bala que transitava entre suas bocas.

- Gukkie... – foi em tom de aviso, contudo, o aperto firme de suas mãos na bunda e o leve impulso que seu quadril fez sob o corpo de Jungkook indicavam que estava gostando da direção dos acontecimentos.

Continuando com a provocação, Jungkook deslizou o jeans junto com seus dedos, a fricção do tecido fazendo Taehyung arfar entre seus lábios e impulsionar o quadril contra sua bunda. A mente de Jungkook foi tomada por possibilidades sujas e selvagens e sentindo seu próprio coração engatando, parou os movimentos, repousando a mão na região para cobrir a ereção que se formara.

Os olhos escuros de Taehyung encontraram os seus e Jungkook sorriu satisfeito ao notar suas bochechas coradas que acentuavam os lábios rubros e inchados. Aqueles lábios poderiam estar em lugares mais satisfatórios mas ainda teriam dias à sua frente para providenciar isso.

- Bom dia.

- Bom dia? – Taehyung riu, ainda sem fôlego. Havia divertimento em sua voz. Ele desceu o olhar para os lábios inchados de Jungkook e os deixou lá enquanto falava, enevoando os pensamentos do rapaz. – O que deu em você?

Jungkook remexeu a bala de menta dentro da boca, tendo a ciência do olhar de Taehyung sobre o movimento.

- Só estava com saudades. Não gostou?

- Não, não, não é isso. Eu gostei. – Taehyung engoliu em seco conforme Jungkook lambia o próprio lábio inferior com lentidão, recolhendo resquícios de saliva do beijo. – Muito.

- Você tem estado tão... – Jungkook suspirou, as mãos subindo pelos braços musculosos escondidos sob o moletom cinza e repousando nos ombros largos e rígidos. – Estressado. Só queria tirar a sua mente dos jogos por pelo menos alguns minutos.

Taehyung ajeitou-o em seu colo para que sentasse diretamente sobre sua ereção. Jungkook sentiu o quão duro ele estava e não conteve o suspiro, o quadril mexendo sinuosamente para trás e para frente, esfregando seus jeans para causar alívio. Quando conseguiu encaixar seus corpos da maneira correta, o suficiente para alinhar seus paus e esfrega-los juntos, tão lento quanto áspero pelo tecido, Taehyung enfiou a cabeça em seu pescoço, abafando um gemido com mordidas.

- Você tem todos os meus minutos. – ele pensou ter imaginado, e demorou mais que alguns instantes para notar os lábios de Taehyung colados à sua orelha, sussurrando gemidos e ofegando carícias, lentamente tirando sua atenção dos movimentos discretos de seus corpos.

- Você está mentindo e sabe disso.

Ele agradeceu pelas luzes do ônibus estarem desligadas e os alunos entrarem tão cansados e sonolentos que mal notavam a agitação. Taehyung desceu os lábios para seu maxilar, abrindo espaço no moletom para lamber até a clavícula, chupando no caminho de volta. Os dedos de Jungkook estavam dentro da beanie, bagunçando os cachos e puxando-os quando sentia chupões mais acentuados na pele sensível.

- Prometo melhorar.

- Atos valem mais que palavras... – Jungkook rebolou o quadril de forma que com certeza absoluta juntaria seus paus mais uma vez, usando o zíper do jeans para aliviar um pouco da rigidez. E somente quando Taehyung gemeu baixinho contra seu ombro, parou o movimento por completo. – Kim.

Deslizando para seu assento, Jungkook puxou a touca do jumper e relaxou no acolchoado, os olhos fechando para evitar o olhar inquisitivo de Taehyung, estonteado e levemente atônito. Alguns segundos depois, pôde ouvir um risinho sem graça e barulho de tecidos. Abriu o olho direito rapidamente antes de constatar que Taehyung havia tirado o casaco superior para cobrir sua ereção, as bochechas coradas e o maxilar travado.

Lhe custou muito conter o sorriso.

🎞️

Eles haviam acabado de passar por Watford quando Jungkook desistiu de tentar dormir. E suspirou frustrado ao perceber que era apenas a primeira cidade pela qual passariam até chegar em Manchester – ou seja, só estavam vinte minutos dentro do ônibus e na estrada.

Esticou o pescoço sobre o corpo encolhido de Taehyung, dormindo angelicamente, e segurou o riso ao notar ainda uma semi-ereção em suas calças, tão claras que o fez indagar como não havia manchas de pré-gozo no tecido. Idiota sortudo. Quase todos do ônibus dormiam, com exceção de alguns jogadores que mexiam nos celulares e alguns casais se pegando.

Retornando a posição inicial, puxou a cortina da janela para observar a rua. Londres estava começando a apresentar clima natalino demais para seu gosto. Os postes estavam enfeitados com sinos e laços vermelhos exageradamente grandes, as lojas ofertavam imitações baratas de Papais Noel de todos os tamanhos e formas, até mesmo as cafeterias incluíram opções que remetiam à celebração, com seus biscoitos de gergelim e bonecos cobertos de chantilly por preços absurdamente caros.

Ele já podia se sentir mal-humorado.

E com fome.

- Ei.

Ele encarou Taehyung com um bico contemplativo nos lábios. Ainda levemente dormindo, Taehyung deslizou no encosto até chegar perto o suficiente do rosto de Jungkook, um de seus olhos mais fechado que o outro. Esticou o dedo para beliscar sua covinha.

- Te acordei?

- Seu estômago acordou. – corando, Jungkook desviou o olhar para a janela novamente, ciente da movimentação ao seu lado. Depois de alguns minutos, algo cutucou seu braço e o obrigou a olhar. – Trouxe pra gente.

Jungkook encarou os pacotes de Oreo e sorriu. Taehyung era muito mãe.

- A cidade fica linda nessa época do ano. – Taehyung comentou logo após enfiar dois Oreos na boca. Jungkook ficou tempo demais fitando o movimento. Em seguida, deu de ombros, abrindo seu Oreo e raspando a parte branca com os dentes. – O que? Vai me dizer que não gosta do Natal.

Jungkook não respondeu. Os olhos fixos na paisagem da janela enquanto Taehyung deitava a cabeça em seu colo. Seus dedos foram para os cachos, a beanie repousando em sua coxa para permitir o carinho.

- Gukkie...

- Eu só não gosto, ué. Não é como se tivesse uma lei que te obrigasse a gostar do Natal.

Taehyung pensou em falar alguma coisa mas deixou pra lá. Ele conhecia Jungkook e sabia que retrucar não era a forma de fazê-lo se abrir. Ao invés disso, tocou em outro assunto que tinha certeza que causaria euforia por sua parte.

- Sobre mais cedo... – observou de baixo um sorriso se formar no canto dos lábios de Jungkook. Filho da puta. – Devo esperar surpresas enquanto estivermos na UM?

- Não deve esperar nada. Só... – mastigando a palavra com vontade, Jungkook suspirou antes de encará-lo nos olhos, seus cabelos caindo sobre sua testa e criando sombras em suas bochechas. – Só aproveitar.

Taehyung ergueu uma sobrancelha antes de perceber uma das mãos de Jungkook descendo sorrateiramente por seu abdômen até o cós dos seus jeans. A ereção já havia sumido, mas ao que tudo indicava, Jungkook estava disposto a trazê-la de volta. Seus dedos pousaram exatamente sobre seu pau, como se soubesse que estava ali, e espalmou a região, desenhando círculos tortuosos.

- Jungkook, seja lá o que quer fazer, não pode simplesmente fazer? – a voz de Taehyung estava urgente, sua feição se contorcia conforme Jungkook continuava a massagear seu pau com a palma da mão, tão deliciosa quanto superficialmente. Apenas um aperitivo, preparando o estômago pelo que realmente está por vir.

- E acabar com a graça? Nah.

Taehyung, contudo, não protestou novamente. Suas pernas se abriram mais no assento, permitindo que a mão de Jungkook esticasse até encontrar regiões mais inferiores. Agarrando uma bola, ainda sobre os jeans, Jungkook puxou-a suavemente, a boca de Taehyung se abrindo mas som algum deixando-a. Ele sorriu satisfeito, curvando os dedos para a bunda de Taehyung e esfregando a ponta do indicador na região. Quando os olhos escuros rolaram para trás, ele parou.

Bufando, Taehyung soltou alguns palavrões em voz baixa, ciente de que aquilo acabara ali. Pelo menos por agora. Semi-ereto e frustrado, teve que se contentar com o sorriso perspicaz de Jungkook por mais trinta milhas.

🎞️

De alguma forma, Hoseok convencera o motorista a passar em um Drive-Thru do McDonald's – isso os atrasou por mais de uma hora pois até todos decidirem o que pedir e até os lanches ficarem prontos, a eternidade passara e já havia começado de novo. Mas agora, já retomando o trajeto original, enquanto o motorista estava em uma ligação com a administração da UM explicando sobre "tráfego intenso na radial" e avisando que chegariam "mais tarde que o previsto", culpando o Waze, faziam uma ceia nas fileiras.

E Hoseok fizera Jungkook cantar Velho McDonald Tinha uma Fazenda (que ele alegava ser referente ao Ronald McDonald da franquia de fast-food e não uma música infantil sobre animais falantes), puxando um coral de Ia-Ia-Iô.

Ao menos estavam se divertindo. Mas o pico de gordura processada e açúcar no sangue os atiçara. Taehyung estava quase no início do ônibus jogando baralho com alguns rapazes, mas Eleanor estava detonando-os, ao que parecia, pois a cada minuto ou três um de seus gritos ecoavam no corredor. Namjoon os juntara depois de algum tempo, prestando reforço aos rapazes, deixando Jungkook, Seokjin e Yoongi na mesma fileira de assentos, desconfortáveis no silêncio perpétuo, o ônibus inteiro conversando, rindo e se divertindo ao seu redor.

Até que Seokjin sucumbiu à pressão.

- Er... Jungkook. – o garoto virou os olhos jabuticaba atônito. Yoongi fez o mesmo, contudo, desviou rápido o bastante para fugir dos seus. – Estou ouvindo coisas boas do musical. Como estão indo?

Mordendo o interior da bochecha enquanto pensava, Jungkook virou o corpo para observar Seokjin.

- Hm, bem, acho. Quer dizer, Xavier não está ind—Xavier é o cara que vai fazer o Danny Zuko, não sei se sabe—sabem.

Jungkook se corrigiu algumas vezes, confuso se aquela conversa envolvia Yoongi ou não e se esquecendo ocasionalmente que não se falavam há muito tempo e que provavelmente não sabiam quem era Xavier.

E se surpreendeu muito quando Yoongi falou – talvez não tanto quanto Seokjin.

- Conheço Xavier. Ele era do grupo de Crafts no semestre passado. – Jungkook o encarou pasmo, os lábios comprimidos em uma linha rígida. – Um preguiçoso. Não sei o que a senhorita McGregor viu nele. – deu de ombros. – Vai ver é o cabelo.

Jungkook sentiu o canto da boca curvando e ciente do olhar de ambos os amigos, ignorou o coração acelerado no peito jorrando adrenalina pelas veias.

- O cabelo dele nem é tudo isso. Ouvi dizer que ele passa pomada.

- Vai julgar o cara? Você passa creme na bunda.

Yoongi sorriu enquanto Seokjin ria do próprio comentário, e isso bastou para Jungkook sorrir também. Ele nunca ficou tão feliz em ter a situação creme-para-bunda ser jogada contra si. Fazia sentido em sua cabeça e em seu coração. Ele sabia que sim. Sabia que o destino os colocara juntos como amigos e que era só questão de tempo até se resolverem. Mas ainda assim, havia aquele pingo de hesitação e dúvida que o inundava como um rio bravo. O medo de perder o que havia construído ao longo dos anos. A tendência de pessimista que era característico de quem já sofreu com relacionamentos antes. Ele tinha que se lembrar constantemente que Namjoon, Seokjin, Yoongi e Taehyung – especialmente Taehyung – não eram Ryan. E agradeceu Stan mentalmente por esse conselho.

Quando as risadas pararam, Yoongi encarou Jungkook. Como se sua vida dependesse disso. E nos instantes sem respirar, Jungkook percebeu que o amigo travava uma batalha mental. Subitamente, lembrou-se de estar chorando no colchão, desesperado, querendo Ryan de volta. Yoongi estava lá. Lembrou-se até mesmo de chorar por um dia inteiro. Era dia das Mães. Yoongi estava lá. Lembrou-se de sorrir, provando a roupa de salva-vidas. Yoongi estava lá. Lembrou-se de dançar S&M de quatro na cama. Yoongi. Yep. Estava lá. Lembrou-se de ensaiar por horas e horas durante a madrugada para passar no musical. Quatro vezes pelos quatro anos de uni. E lembrou-se de como Yoongi passara as noites em claro com ele, todas as vezes. Lendo as falas de Sandy, na última vez, só porque o musical que amava fora escolhido. Até aprendeu o hand-jive por ele. Yoongi sempre esteve com ele. Sempre.

E encarando-o, Jungkook soube que estava pensando nos mesmos momentos.

- Kook.

- Guinho. – sorrindo aliviado ao falarem ao mesmo tempo, Jungkook fechou os olhos por um breve instante, tomado por avalanches de sentimentos que refletiram em um sorriso.

Ele sentiu mãos o puxando e quando abriu os olhos novamente, estava deitado sobre Yoongi e Seokjin no assento. Yoongi havia feito algum comentário sobre sua bunda que não conseguiu ouvir direito, o próprio ouvido zumbia desorientado. Mas tudo bem. Ele já estava rindo mesmo. Seokjin o abraçou, chutando o loiro no processo. Era uma bagunça amorosa e aliviada.

Por cima do alvoroço, Jungkook conseguiu ouvir, contudo:

- Te amo, Kook.

- Te amo, Gui. Mesmo querendo te socar. Te amo.

- Eu sei que eu, tecnicamente, não fiz nada de errado, mas eu também amo vocês.

- Cala a boca, Seokjin.

- Agora eu também quero te socar, Yoongi.

- Seus idiotas. Quero saber de tudo. Tudinho. – Jungkook murmurou contra o peito de Seokjin enquanto Yoongi acariciava seu braço, pela posição que estavam, era o máximo que conseguia fazer.

- Até mesmo do plug? – a voz de Yoongi era maldosa e Jungkook pôde perceber que a usou para atacar Seokjin. E funcionou.

- Você só fala isso porque é o único hétero do grupo e fica com inveja das nossas putarias gay.

Jungkook ria, as bochechas tão altas que mal conseguia abrir os olhos. Yoongi engasgou ofendido.

- Ahn, com licença. Se eu quiser dar a bunda igual vocês, eu dou, entendeu? Nada me impede.

- Só a sua masculinidade frágil. É claro.

- Eu não tenho a masculinidade frágil. E pra sua informação, já transei com um homem antes.

- Ménages com a Barbara não conta.

- Se ele enfia o pau na minha bunda acho que conta sim, Seokjin.

Jungkook gargalhou tão alto que chamou a atenção de alguns alunos, assustando até mesmo Yoongi, que pulou do banco e os derrubou no vão entre as fileiras. Rindo tanto que mal conseguiam se desembolar, só perceberam que haviam plateia quando Namjoon limpou a garganta.

- O que está havendo aqui? – Taehyung cruzou os braços no peito, um sorriso malicioso nos lábios enquanto encarava o chão onde seus amigos ainda tentavam levantar.

- Havendo? Quem é você? Dumbledore? – Yoongi xingou o garoto que estava na fileira da frente, mandando-o nada educadamente colocar a poltrona na posição inicial para que pudesse se erguer do chão. – Se não fosse pela bunda grande do seu namorado, nada disso teria acontecido.

Jungkook bateu seu quadril no peito de Yoongi, derrubando-o de novo no chão ao conseguir levantar. Estendendo a mão para Seokjin, deixou Yoongi sozinho no carpete sujo do ônibus ao que Namjoon gargalhava, escorado na fileira do lado.

- Respeita minha bunda, Irlanda.

Taehyung sorriu ainda mais ao ver Yoongi puxando as calças de Jungkook pelos tornozelos, sem sucesso. Ele sentia seu peito inflar em carinho. Seus amigos rindo juntos novamente. Era quase como se nada tivesse acontecido entre eles. Quase. E a julgar pelo olhar de Namjoon nos seus, ele estava pensando o mesmo.

🎞️

- Não, e aí, Yoongi decidiu que seria uma boa ideia pedir pizza de carne seca com cogumelos. – Namjoon ria enquanto tentava terminar a história. Yoongi o interrompia a cada instante para se defender, embora acabasse rindo e desistindo de salvar sua reputação.

Jungkook, sentado no colo de Taehyung e recebendo beijos no pescoço de bom grado, gargalhava das histórias. Uma atrás da outra. Como a vez em que Yoongi transou com uma garota do prédio da ala norte e teve que correr pelado até a ala sudeste para chegar no seu dormitório; ou quando prendeu o pau em uma das fantasias sexuais que Seokjin comprara para usar com Namjoon e claramente a usou ao contrário, o buraco sendo para a bunda e não para a parte da frente; ou quando confundiu shampoo com lubrificante (que estavam na prateleira do banheiro) e ficou com cheiro de vaselina no cabelo por quatro dias; quando pegou Namjoon e Seokjin transando no dormitório e presenciou Namjoon sentando pela primeira vez; quando foi confundido com uma garota do time de atletismo e foi convidado por engano para um treino de handball (ele jogou mesmo assim, resultando em uma bolada na cara). As histórias eram infinitas e Jungkook não aguentava mais rir.

Mas sentia-se cheio. O coração inflado, a endorfina causando leveza em seu sistema conforme Taehyung abusava de sua pele sensível e beliscava sua cintura com os dedos, tão discretamente que os rapazes mal percebiam, emersos na hora da história. Mas o corpo de Jungkook sentia. Alerta a qualquer movimento mais audacioso.

- Boo... – Taehyung o chamou, os lábios em sua orelha conforme descia as mãos firmes para suas coxas, apertando a carne com vontade. – Estou tão feliz que se resolveu com os rapazes. Tão feliz que adoraria comemorar.

Jungkook manteve os olhos em um Yoongi sorridente enquanto Seokjin tomava a liderança das histórias agora, algo sobre croissants e pasta de dente. Um suspiro saiu do espaço entre seus dentes conforme rebolava lentamente no colo de Taehyung, indicando que concordava com a ideia. Concordava muito.

- O que tem em mente?

- Que tal rebolar na minha cara e depois me deixar te chupar, hu?

Jungkook engoliu em seco. Podia sentir sua entrada se contraindo apenas com a possibilidade de ter a boca de Taehyung pressionada lá enquanto o masturbava lentamente, adiando o orgasmo até o momento vital. Taehyung sorriu contra seu pescoço, puxando a pele e depois chupando a vermelhidão formada.

- Hm, o que acha, Boo?

Jungkook forçou as palavras para fora da boca, as mãos de Taehyung subindo pelo interior de suas coxas e pressionando a ponta dos dedos próximo demais de sua virilha.

- Acho... bom.

Rindo de leve, Taehyung ergueu Jungkook com seu corpo, esfregando o pau em sua bunda no processo. Seokjin parou de falar e os encarou curioso. Eles eram um borrão para Jungkook, a visão entorpecida pela antecipação dos acontecimentos. A mente parada no rebolar na minha cara conforme planejava várias maneiras de atender ao seu pedido.

- Já voltamos.

Não imaginou que o banheiro do ônibus fosse ser tão limpo e tão espaçoso quanto o da uni, mas Jungkook tinha que admitir que era um banheiro decente. Pra quem estava acostumado com os banheiros das festas de fraternidade, aquilo era um motel cinco estrelas com café da manhã incluso e hidromassagem.

Taehyung não esperou muito. Segundos depois que a porta havia sido trancada, Jungkook já estava sendo pressionado contra a parede e mãos puxavam seu jeans para baixo, deixando metade da bunda exposta ao vento frio. Ele percebeu estar aliviado por conseguirem ouvir a gritaria dos alunos no ônibus – ao menos não os ouviriam foder.

- Taehyung...

- Eu quero ouvir você gemer. – murmurando contra seu ombro, Taehyung mordeu a região coberta pelo moletom. – Tanto quanto quero te chupar até o orgasmo. Mas preciso que mantenha baixo, ok?

Jungkook não conseguiu responder ao que uma mão quente abria sua bunda e o dedo indicador de Taehyung rodeava sua entrada, apenas atiçando a região seca. Era incrível como ele o conhecia tão bem em tão pouco tempo de experiência juntos; Taehyung sabia seus pontos sensíveis e sempre os alcançava primeiro. Jungkook o odiava. Abrindo espaço suficiente para descer a ponta do dedo até suas bolas e voltar, Taehyung pressionou a região, forçando a pele para dentro sem lubrificação alguma. Jungkook gemeu manhoso contra o próprio braço, a marca de sua saliva permanecendo no moletom.

Teve seu pescoço tomado por lábios quentes e determinados, mas seu foco estava nos dois dedos que Taehyung agora pressionava em sua entrada, não o bastante para penetrar mas o suficiente para causar calafrios na boca de seu estômago, como se quisesse que sua imaginação completasse o resto, apenas massageando a pele. O pau de Jungkook estava duro, mal posicionado nos jeans e clamando atenção. Conseguiu alcançar com seus dedos e o puxou para fora, a glande ficando pressionada no abdômen conforme sentia algo molhado em sua bunda.

Taehyung estava ajoelhado, as duas mãos separando a bunda de Jungkook para abrir espaço a sua língua; lambeu suas bolas primeiro, colocando uma na boca e abraçando-a com afinco, o gemido que ele mesmo emitiu enviando vibrações pelo corpo de Jungkook, que instintivamente empinou a bunda e afastou as pernas para facilitar o acesso; sugou a região até que saliva escorresse, usando-a para massagear a pele sensível até que Jungkook começasse a se masturbar, suas calças nos joelhos àquela altura. Então chupou a região entre sua entrada e as bolas, gemidos profundos ecoando no banheiro.

A glande era espalmada para causar alívio imediato, o pré-gozo escorrendo em intervalos conforme Taehyung provocava sua entrada com lambidas próximas mas não o bastante. A imagem que tinha das bolas, da área ao redor e de sua bunda toda vermelha e marcada, exceto pela entrada, o fazia suspirar em satisfação, a pele ardia em calor sob a ponta de seus dedos, mantendo a bunda aberta; se ao menos Jungkook pudesse ver aquela obra de arte. Mas era tudo dele – tudo, para usar e abusar. Ele queria ter sua câmera por perto. Taehyung grunhiu com seus próprios pensamentos, extasiado pela antecipação, desejando mais do que precisava de oxigênio para respirar que Jungkook sentasse na sua cara logo. Jungkook se masturbava com angústia, as veias de seu pau já sobressalentes e as sentia sob seus dedos, lentamente puxando a pele para baixo e para cima, diminuindo um pouco da rigidez.

Cada vez que puxava seu pau para cima e esticava a pele no movimento, mostrava a Taehyung um pouco mais de sua entrada, desejando que, em alguma das investidas, ele desista do jogo e decida chupá-lo logo. Jungkook precisava tê-lo. Estava ficando insano.

- Tae... – xingou baixo, o quadril indo para trás mas jamais encontrando a língua de Taehyung.

- Não é tão legal quando fazem com você, hu? – a voz soava ácida, quase maldosa, mas Jungkook podia ouvir seu sorriso por detrás. Os suspiros demonstravam que seu plano estava funcionando.

- Filho da puta.

Taehyung riu, satisfeito. Sua língua, contudo, massageou a entrada de Jungkook algumas vezes, quente e molhada antes de parar mais uma vez, dando o que ele queria por apenas alguns instantes, um digno beijo grego intenso. Teve dificuldade de engolir depois de observar sua entrada gradualmente avermelhar e pulsar cada vez mais, clamando por sua língua novamente. Jungkook bufou irritado.

Taehyung sentia sua cabeça leve e as bochechas dormentes em êxtase. Se Jungkook soubesse as sensações que causava em si...

- Você quer? – voltando a aproximar sua cabeça, Taehyung colou seu queixo na bunda de Jungkook, deixando que sua respiração fosse provocação o suficiente para que perdesse o controle. Estar tão próximo assim de sua entrada era tão tortuoso pra ele quanto pra Jungkook. – Mostra pra mim o quanto você quer isso, Jeon.

Algo na linha de um gemido e um palavrão deixou a garganta de Jungkook, mas ele empinou a bunda ainda mais, suas próprias mãos soltando seu pau e abrindo para a visão de Taehyung. O dedo do meio coberto com um anel dourado percorreu a pele quente e bronzeada, um pecado nesse clima de Londres, forçando a entrada ainda semi-seca e retornando quando um gemido controlado ecoava.

- Taehyung. – Jungkook estava a beira de um colapso, suor escorrendo de sua testa, mas Taehyung sorria, chupando a pele de sua bunda e apertando depois, mas nunca perto de sua entrada. – Taehyungie...

- Você fica tão lindo aberto desse jeito. Entregue.

- Me chupa, por favor. – ele estava implorando. A voz mais puta do que manhosa, do jeito que Taehyung amava.

Houve uma pausa nos chupões. Taehyung satisfeito com a vingança dos eventos de mais cedo.

- O que disse, Jeon?

Mas Jungkook também estava sorrindo.

Com um movimento premeditado, esticou a mão para trás até que puxasse os cachos de Taehyung, forçando o rosto em sua bunda. Surpreso, ele ofegou, mas Jungkook já rebolava lentamente. Entre sorrisos, esticou a língua, deixando que ele guiasse os movimentos como bem entendia.

No início, até Jungkook surpreendeu-se com a onda de alívio que o atingiu; ter a língua quente de Taehyung pressionando sua entrada causara fraqueza em suas pernas e frieza em seu estômago, tendo mais efeitos do que imaginara com um simples movimento. Isso mostrava o quanto desejava aquilo.

A mão livre estava em seu pau, em um ritmo lento mas efetivo que enviava correntes para sua barriga, pesando o orgasmo. Cada minuto mais forte. Taehyung fechou os olhos, por mais que a imagem de Jungkook rebolando contra sua boca fosse mais linda do que imaginava, e começou a apalpar seu próprio pau sobre os jeans, a cena erótica demais para seu controle. Quando percebeu que seus gemidos anestesiavam Jungkook, aumentou a frequência dos mesmos. E agora, gemiam em harmonia.

Jungkook suava e quando sentiu a mão de Taehyung em sua coxa, colocando-a sobre a pequena pia e abrindo mais espaço em sua bunda, escorou a testa na parede oposta e deixou o corpo tremer pelas sensações de sua língua. Com os lábios abertos, Taehyung chupava a região, a vermelhidão piorando a sensibilidade; deixou que um pouco de saliva caísse antes de prosseguir, os dedos beliscando a pele farta ao redor.

Erguendo o quadril e descendo, Jungkook podia sentir a barba superficial de Taehyung irritar sua pele conforme se movimentava, mas isso só acrescentava à experiência. No momento exato em que Taehyung enrijeceu a língua, contudo, Jungkook pôde jurar que sua visão escureceu. Ele a sentiu forçando entrada em si, quente e úmida, e os lábios continuaram a chupar a pele ao redor, piorando sua sensibilidade. Ao mesmo tempo em que sua cabeça tornou-se leve, seus pés fincaram no chão, empurrando-o para baixo.

Ele iria colapsar. O prazer era intenso demais.

Revirou os olhos quando Taehyung retirou e a colocou de volta, agora mais rápido e mais fundo. Demorou alguns instantes para conseguir se mover, o cérebro confuso com tantos estímulos – e foi só então que notou a mão de Taehyung em seu pau, masturbando-o lentamente, a fricção dos anéis arranhando gemidos de sua garganta. O aperto era firme e lubrificado por seu próprio pré-gozo, cada vez mais frequente. Ele estava próximo.

- Taehyung... – ofegando e quase gemendo mais alto do que deveria, Jungkook pressionou os olhos fechados, as sensações o inebriando como ondas geladas contra o corpo quente e suado. – Eu vou... eu vou...

Taehyung sorriu contra sua pele, ativando o modo ultra-intenso conforme se ajeitava nos joelhos e abria ainda mais a bunda de Jungkook, a língua alcançando lugares profundos dentro de si. Com as mãos espalmadas na parede, Jungkook buscou apoio; os dedos de Taehyung já esfregavam sua fenda, o pré-gozo escorrendo por sua extensão e umedecendo suas bolas.

Jungkook queria gritar mas tinha que continuar se contendo, os lábios em carne viva. A vontade se chorar pelo prazer intenso fazia com que seus olhos lacrimejassem, mas ele sabia que era pelo orgasmo eminente.

E então, sentiu.

Foi como se algo brusco quebrasse a fina camada de gelo que se edificara em seu estômago, como se alguém decidisse pular e mergulhar no oceano congelante abaixo, deixando Jungkook confuso e desconexo conforme a água espirrava para todos os lados.

Ele identificou a ponta do dedo de Taehyung somente quando sua língua saiu; entrou rígido e lento, tão lento que sentia suas paredes relutando, centímetro após centímetro. E quando achou estar no inferno, passou da primeira junta e o anel arranhou sua pele, gelado contra o ardor da região. Era estranhamente satisfatório. Saliva caiu; como se precisasse de mais, e sentiu a língua de Taehyung ser pressionada novamente, chupando ao redor do próprio dedo para amplificar as sensações.

Jungkook sentia tanto que não sentia nada; o corpo estava tão sobrecarregado que mal identificava as sensações. O único som que ouvia eram os gemidos roucos de Taehyung, e pôde ver pelo canto do olho que ele se masturbava com a mão livre. Isso o fez revirar os próprios olhos e querer alcançar seu próprio pau – mas o receio de tirar as mãos da parede e cair o impediu.

- Tae... eu...

Taehyung o encarou, os olhos escuros molhados pelo calor e prazer; por um momento breve, ficou com medo de Jungkook desmaiar, seu rosto pálido demais e suas bochechas vermelhas demais, mas então, o ouviu gemer contido, tão emerso em seu próprio corpo que não sentiu-se na liberdade de interromper. Ao invés disso, desejou ampliar essas sensações. Ele era tão apertado, tão, que Taehyung quase sentia-se culpado por penetrá-lo com o dedo - e era apenas um e ele estava tão resistente, imagina quando for seu pau...

Taehyung queria gritar em luxúria. E melhor ainda, queria fazer Jungkook gritar.

Rodou o dedo dentro dele, a relutância que sentia já se afrouxando conforme relaxava, e rapidamente o tirou até a ponta e entrou novamente, um pouco do anel entrando junto. E curvou o dedo, as paredes internas de Jungkook abraçando seu dedo com afinco, quentes e deliciosas. Ele o girou assim para procurar sua próstata, mas não teve tempo – Jungkook tremeu em um orgasmo, os olhos virando e a boca aberta incapaz de controlar os gemidos contínuos. Se não fosse por sua mão em sua cintura, teria caído pelo chão. Mas durante todo o orgasmo, Taehyung manteve o dedo em si e sua perna escorada na pia, o obrigando a aguentar as sensações sem tocar seu pau ou pressionar as coxas.

Quando sentiu-o mole, ergueu-se do chão para o envolver nos braços. Tinha os olhos fechados e levemente úmidos, as sobrancelhas franzidas e os lábios inchados, muito. Ele era lindo.

- Você foi ótimo, Gukkie. – sentiu-se na obrigação de dizer, beijando sua testa. Jungkook abriu os olhos, a luz deles tão límpida quanto o sol. Taehyung queria mordê-lo.

- Ainda falta você... eu... – sussurrando, Jungkook esticou os dedos com o resto de força que lhe restara até o pau de Taehyung, e sorriu ao constatar que ele chegara ao orgasmo também. Seus dedos esfregaram seu pau e ele lambeu os vestígios de porra que escorriam por eles, os olhos em Taehyung.

Taehyung queria pressionar ele na parede e chupar e meter e bater nele. Tudo ao mesmo tempo. Mas respirou fundo e aninhou Jungkook em seu colo.

- Acho que você já cuidou disso. E eu prometi que te chuparia, mas talvez seja melhor deixar pra próxima, hu?

Fechando os olhos novamente, Jungkook deu por respondido e deixou que Taehyung o limpasse e o vestisse, incapaz de reagir no momento. Sua mente só imaginava como seria quando Taehyung realmente entrasse em si – ele iria desmaiar de prazer.

E mal via a hora pra isso.

:)

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top