🎬 32%

- Mas—mas—eu prometo que vou entregar no prazo, eu só—só preciso de inspiração e—e—está tudo—urgh, tudo uma droga na minha vida mas eu prometo que vai ser de tirar o fôlego.

E se humilhando daquele jeito, Taehyung se viu quase ajoelhando no chão e implorando para que sua professora fosse piedosa o suficiente para ter mais paciência com o desenvolvimento de seu projeto. Ela enrugou a testa e ajeitou os óculos no nariz empinado enquanto encarava Taehyung com pena.

Ele sentia como se todos estivessem fazendo isso ultimamente – o encarando com pena. Mas ele não os culpava, até quando olhava seu reflexo no espelho ele sentia pena, seus olhos escuros baixos pelas noites incontáveis de choro desesperado, os lábios secos pela falta de hidratação (que era agravada pela falta de água e excesso de exercício físico proveniente dos treinos), as bochechas pálidas e seu corpo imponente sob aquelas camadas de peças de roupa.

Taehyung era um caos. Ele começava no inferno e terminava no fogo ardente de seus pecados. Ele se sentia pagando por crimes que nem sequer sabia que cometera – mas a pena era dura e árdua e além de tudo, obrigatória, sem outra alternativa a não ser queimar.

- Acho bom mesmo, senhor Kim. – sua professora murmurou descrente, contudo. – E espero que seja de qualidade pois caso o contrário, não terei escolha a não ser reprova-lo.

E foi com essas palavras que Taehyung caminhou distraidamente para fora do prédio de fotografia e marchou quase que inconscientemente pelos paralelepípedos da uni, as vezes esmagando algumas gramíneas em sua caminhada desnorteada e sem razão.

Taehyung simplesmente não estava para cabeça para seu projeto e com a Nikon embaixo dos braços ele se viu sentando na frente do prédio de música, a qual ele sempre acabava recorrendo em seus piores dias (que ocorriam com mais frequência do que ele gostaria) para procurar inspiração.

Ele sabia que não se procurava inspiração mas a verdade é que desde que Jungkook se fora, o céu parecia não ter mais cor, o sol parecia não lhe esquentar a pele mais, a terra parecia não fazer seu trabalho direito ao fazê-lo se sentir flutuando sempre, as pessoas pareciam não ter mais graça, sempre os mesmos corpos vazios e rostos sorridentes de sempre, as palavras pareciam não ter mais sentido diante de seus olhos escuros cansados.

A vida parecia não ter mais graça para Taehyung.

E ele sabia que era por causa de Jungkook (ou melhor, pela falta de Jungkook), sua voz não soava mais pelos corredores da uni e pelas paredes de seu quarto enquanto davam vida à letra da música de abertura de Friends ou de uma música da Disney (a qual ele cantava seguindo a maldita melodia irritante que o jogo tinha, que agora Taehyung sentia saudades e mal conseguia abri-lo sem sentir um peso no estômago) ou dos passos de dança desajeitados que fazia sempre que queria arrancar risinhos de Taehyung (ele desejava mais que tudo no mundo que estivesse vendo-o dançar agora).

Tudo era claro agora na mente de Taehyung. Ele sempre gostara de Jungkook, desde antes de Ryan acabar com sua vida (que foi restaurada por Jungkook e despedaçada logo em seguida pelo mesmo, impiedosamente), e agora com sua ausência só ficava mais claro ainda que seus sentimentos eram mais profundos que pensava.

Trágico.

Ele piscou algumas vezes contra a lente da Nikon, as lágrimas florescendo em seus olhos embaçando sua visão e desfocando-a da grama à sua frente, e consequentemente, o impedindo de tirar uma foto. Taehyung rapidamente limpou as gotas grossas que caíam sorrateiramente com a manga da blusa de frio e pegou seu celular do bolso de seu jeans.

Ele nem tentava se impedir, simplesmente deixava seus dedos deslizarem pelas teclas e digitarem uma parte de seu sofrimento e saudade em palavras castas e cheias de significado, não evitando em ter esperanças de que talvez Jungkook responda – mesmo que ele tenha ignorado todas as outras pelos últimos quarenta e dois dias.

Sim.

Faziam quarenta e dois dias desde que ele vira Jungkook pela última vez.

Ele não conseguia controlar o ímpeto de imaginar como o menor estaria agora. Estaria ele feliz? Afinal, ele queria se afastar de seus amigos e de Taehyung (ele se recusava a classificar a si mesmo como amigo de Jungkook, ele era mais que isso em seu coração) para evitar dor e sofrimento, mesmo que tivesse causado mais em sua falta do que jamais causaria em sua presença – Taehyung nem ao menos entendia como Jungkook podia pensar que ele causava dor à alguém. Ele trazia luz à escuridão, cor ao preto e branco, música ao silêncio perturbador, calma ao caótico, serenidade ao desespero, felicidade ao caos, beleza ao comum, calor ao vazio e acima de tudo, amor ao quebrado.

Pelo menos era assim que Taehyung se sentia em sua presença.

E agora com sua ausência ele se sentia miseravelmente destruído.

Ou seja, inundado em escuridão, desesperado em meio ao caos, ao comum caótico e vazio, vendo preto e branco enquanto tudo que conseguia ouvir era um silêncio perturbador, Taehyung se sentia quebrado – pior que isso, ele se sentia quebrado enquanto derramava por entre os cacos.

Derramava sentimentos como carinho, afeto, felicidade, satisfação, preenchimento e muitos outros. Eles se esvaíam entre seus cacos na mesma rapidez pela qual Jungkook esvaíra de seus dedos sem ao menos conseguir entender o porquê. Jungkook simplesmente foi embora, deixou-o para trás com sua mente o martelando, a imagem de seu corpo pequeno se afastando de seu toque como se fosse fogo ardente e perigoso.

Até Taehyung estava com medo de seus dedos agora.

Mas até onde os sentimentos iam, Taehyung se pegava imaginando como Jungkook estaria aparentando agora.

Estariam seus cabelos maiores? Estaria seu sorriso mais largo? Estaria seus hematomas menos visíveis? Estariam seus dedinhos aquecidos no frio de meio de ano? Estariam seus olhos brilhantes como o céu em uma tarde de verão? Estariam suas curvas mais cheias? Estariam suas bochechas mais coradas?

E o mais intrigante.

Seu piercing.

Taehyung sonhava com ele todas as noites. Não exatamente com ele mas com Jungkook no geral, às vezes ele acordava com um sorriso bobo no rosto ao se lembrar do risinho sem graça de Jungkook quando ele lhe enchia de beijinhos surpresa na frente de todo mundo e em outras vezes ele acordava com o pescoço molhado e os olhos ardendo em sofrimento por meio de lágrimas ao que ele sonhava com o dia em que adormeceram brevemente embaixo de uma árvore, no mesmo dia em que Jungkook o beijara.

Jungkook o beijara.

Jungkook o abandonara.

Não fazia sentido.

E aquele piercing era a pulga atrás de sua orelha. Era tão familiar quanto o sabor dos lábios de Jungkook contra os seus, o cheiro doce de sua pele contra a sua e o toque suave de seus dedinhos contra seu corpo. Ele já havia visto aquele piercing antes – e jurava tê-lo saboreado antes, a sensação gelada e metálica em sua língua coçava toda vez que lembrava deles.

Taehyung estava ficando paranoico.

Ele se levantou rapidamente, a Nikon entre seus dedos longos enquanto ele se apressava para sair da frente daquele prédio. Ele nem ao menos sabia o porquê continuava retornando ali mas algo semelhante á sensação que Jungkook o passava era reconfortante através das paredes de tijolos e os coros harmoniosos que escapavam pelas frestas das paredes e chegavam até seus ouvidos como anjos.

Mas não eram nada comparado à voz de seu anjo.

O Anjo.

A criatura mais doce que já conhecera em sua vida.

- Desculpe. – Taehyung providenciou em murmurar, sem realmente prestar atenção em suas palavras ou passos ao que esbarrava em alguém, seu corpo chocando com a lateral do corpo da pessoa, que sem se pronunciar, apenas se afastou, tão rápido quanto havia surgido.

Estranho.

🎬

- Cara! Oi!

Yoongi anunciou a chegada de Taehyung antes mesmo de ele passar pela abertura da porta e adentar seu dormitório, encontrando Seokjin e Namjoon enrolados no que parecia ser uma bola de edredons e Yoongi, o próprio, enrolado ao lado deles como uma vela (o quão irônico), os três portando controles sem fio e com olhos vidrados no FIFA que rodava na televisão.

- Ei. – Taehyung murmurou enquanto repousava sua Nikon em sua escrivaninha e tirava a grossa camada de casacos que vestia, se jogando em sua cama logo em seguida, sozinho enquanto os outros três dividiam a de Namjoon.

- Como foi com a professora nariguda? – Seokjin questionou sem realmente tirar os olhos da bola na tela, Namjoon abraçando-o por trás e sobrepondo seu controle sobre o do moreno sem o atrapalhar.

Taehyung suspirou audivelmente enquanto fechava os olhos e afundava na superfície macia do colchão.

- Ela disse que preciso ter um projeto incrível ou ela vai me reprovar.

- Ela pode fazer isso?

- Bem, ela é a professora então acho que sim. – Taehyung murmurou de volta para Namjoon, que erguia uma sobrancelha e confusão.

Nenhum deles olharam no rosto de Taehyung, o que era um alívio pois ele não queria que vissem seus olhos inchados ou seus lábios rubros pelo tanto que os mordia.

- E o que vai fazer, bro? – Yoongi foi quem perguntou e sua voz soou curiosa mesmo que sua atenção não estivesse em Taehyung, que deitou de bruços na cama e bufou (era a sexagésima quarta vez no dia. Ou seria a sexagésima quinta? Ele perdera as contas, afinal).

- Preciso encontrar inspiração.

E dando por aquilo mesmo, Taehyung fechou os olhos mais uma vez, as pálpebras pesando sob seus olhos desidratados e ardidos, seus cílios curvando-se sobre a bochecha pálida e fria pelo vento do lado de fora e causando-lhe cócegas suaves e gentis, o que era bom, um alívio em meio à tanta dor.

- Então saia a procura de inspiração, se esse é o problema.

- Não é tão simples assim, Yoongi. – Taehyung ouvia sua própria voz carregada de mal humor e desânimo mas ele não conseguia evitar quando tudo que sentia era pesar.

Os barulhos de euforia que vinham do videogame e eram acompanhados por comentários na voz de um homem faziam a mente de Taehyung ser mais caótica do que o normal, dando-o vertigens.

- É só fazer como fazia antes, oras. Como conseguia sua inspiração no começo do ano? – o loiro retrucou, a voz não soando irritada nem nada mas sua postura indicando aborrecimento.

Namjoon e Seokjin trocaram um olhar discreto.

- Era diferente, okay? Aquilo não era inspiração.

- E era o que então?

Taehyung respirou fundo enquanto se remexia na cama para encarar Yoongi, que ainda mantinha os olhos na porcaria do videogame.

- Eu só—só tirava fotos esteticamente bonitas e prazerosas, aquilo não tinha significado maior, não tinha motivo de existir, não tinha a beleza poética que vem de uma inspiração real, uma inspiração sutil e energizante que—que—

- Que Jungkook tinha. É isso. – Yoongi finalmente fez contato visual com Taehyung, sua voz saindo ácida e fina como gelo de seus lábios, escorregando de sua língua como veneno. Taehyung fez um barulho misto de engasgo e surpresa. – Você fica reclamando das coisas como se Jungkook fosse o único jeito de melhorá-las mas mesmo assim, eu só vejo você se lamentando e resmungando pelos cantos. Por que ao invés de choramingar que nem um coitado, não tenta superar, han? Esquece Taehyung, ele não vai voltar, Jungkook deu as costas pra você e você continua chamando seu nome. Desiste. Vai ser melhor pra você e pra todos nós.

Houve-se um silêncio pesado, o ar ficando rarefeito enquanto o videogame falava sozinho, Seokjin encolhido no peito de Namjoon, ambos calados. Yoongi ainda fitava Taehyung mas os olhos escuros já estavam longe, tão distantes quanto Jungkook e toda sua dor refletindo no escuro apagado, as bolsas embaixo de seus olhos tão profundas quanto os buracos em seu coração.

Taehyung sentia dor. E ele sabia que as palavras de Yoongi causaram aquilo, era verdade, afinal. Taehyung sabia que Yoongi estava certo mas mesmo assim ele se permitia choramingar e resmungar, sempre reclamando das coisas porque sim, porra, se Jungkook estivesse lá tudo seria melhor e tudo ficaria mais fácil e mais agradável e sim, ele iria continuar reclamando de tudo porque era a única coisa que mantinha sua mente mais próxima da sanidade, era a única coisa que satisfazia (ou ao menos distraia) seu coração partido.

Ele reclamava e aclamava desesperadamente por Jungkook porque, quem sabe, se fizer aquilo vezes o suficiente, isso o traga de volta para seus braços.

Taehyung se levantou e pegando suas chaves, bateu a porta atrás de si, já deixando seu dormitório para trás. Isso acontecia com mais frequência do que gostaria – Yoongi perdendo a paciência pois estava magoado demais com a falta de consideração de Jungkook em deixa-lo para trás, após implorar para que o loiro retornasse para o quarto e fazer companhia para si. Isso quebrou o coração de Yoongi e ele estava lutando contra a dor e reprimindo-a com raiva.

O que era totalmente aceitável.

Taehyung entendia aquilo.

Mas ele lidava com sua dor de modo diferente. Ou não lidava com ela de modo algum.

Ele caminhava desnorteado pelas ruas da uni, pessoas rindo e conversando passando ao seu lado como se seus mundos fossem maravilhosos – talvez fossem. Taehyung as invejava.

Ele se pegava imaginando o que Jungkook estaria fazendo naquele momento, aonde estava e mais importante, como estava. Taehyung só esperava que, já que ele partiu e caso não fosse voltar, que estivesse feliz (ou qualquer coisa menos triste). Taehyung não aguentaria saber que Jungkook estava acanhado e chateado em qualquer lugar, abandonado como um filhotinho de cachorro perdido dos donos e com fome e frio, ansiando por carinho.

Com uma fungada, Taehyung percebeu que ele acabara de se descrever. Miserável, ele pensou enquanto sentia desgosto crescendo em seu peito.

Sem perceber, ele se viu parando em frente ao carrinho de cachorro-quente de James – estava sem fila e o fez lembrar de quando tinha Jungkook em seus braços, esquentando-o e protegendo-o do frio congelante daquela noite, quase semelhante à essa, enquanto esperavam atrás do que pareciam dezenas de pessoas, mal imaginando que estariam nos braços uns dos outros mais tarde, seus lábios juntos e seus corações sincronizados...

Só que sem Jungkook.

Sem a luz. Sem a cor. Sem um motivo.

Somente Taehyung.

Será que ele podia ser considerado Taehyung se estivesse sem Jungkook? Ele acreditava que não, afinal, o menor despertara o seu verdadeiro eu, libertando-o dos reflexos de seu passado e ultrapassando aquela muralha de proteção que levara anos para construir, queda após queda em sua vida.

E Taehyung caiu mais uma vez – a mais alta de todas, sem sua armadura de ferro para protege-lo. Ela se fora com Jungkook (e Taehyung só podia esperar que ela servisse para proteger o menor no lugar de seus braços – o que era, no mínimo, reconfortante).

- Sem o garoto de olhos claros hoje, Kim? – James sorriu gentil como se não tivesse pressionado uma adaga no peito de Taehyung, que apenas contorceu seus lábios no que intencionava ser um sorriso.

- Um completo, James. – Taehyung respondeu, ao invés, ignorando o pesar em seu estômago ao recordar-se dele e Jungkook comendo o mesmo e fingindo ser fome ao que James começava a preparar seu pedido sem realmente perceber o inconveniente.

Pegando seu celular como sempre fazia quando tinha tempo de sobra e se perdia pensando em Jungkook, Taehyung começou a digitar uma mensagem para enviá-lo. Somente quando James o entregou seu cachorro-quente e ele se afastou do carrinho com o sorriso estranho ainda no rosto, doendo suas bochechas formigantes é que ele percebeu que ainda não havia mandado uma foto para Jungkook.

Okay, aquilo era mentira. Ele não havia percebido apenas naquele momento.

Ele passara o dia pensando no que iria mandar para Jungkook mas sem ideias, apenas suspirou e tirou uma foto de seu cachorro-quente, a simples legenda que escrevera fazendo seu corpo se arrepiar em esperanças.

Esperanças de que Jungkook se sinta tocado de alguma forma aonde quer que esteja, com quem estiver e fazendo o que for.

🎬

Lembranças de uma noite sob uma árvore com o céu inteiro brilhando bem em frente ao meu rosto. E o Bob ainda é o melhor minion.

Stan encarou Jungkook curiosamente enquanto o menor se sentava ereto no sofá e repousava a caixa de pizza que estava em seu colo no chão, seus olhos passeando pela imagem do cachorro-quente recheado de condimentos e sendo segurado por dedos longos e firmes (Jungkook ignorou a onda de arrepios que percorreu seu corpo ao lembrar do toque daqueles dedos em sua pele – a lembrança era quase dolorosa), o jeans skinny podia ser visto em baixo da embalagem e wow.

Apenas wow.

Aquela noite de filme. A melhor noite que Taehyung passara na uni, Jungkook se lembrava daquelas palavras saindo da boca do cacheado como se fossem uma música que ele havia acabado de ouvir sem parar em seus fones. A árvore na qual deitaram embaixo e o edredom que ele havia pego emprestado do grupo da frente, eles se embolaram e Jungkook suspirou ao lembrar-se do toque de seus dedos nos de Taehyung.

Ele havia entrelaçado seus dedos no de Taehyung.

E ele havia o deixado.

Ele engoliu o gosto amargo em sua boca enquanto refletia sobre o resto da frase. Taehyung estava falando de seus olhos? O céu inteiro brilhando bem em frente ao meu rosto. Sim, Taehyung estava falando de seus olhos, os mesmo que lacrimejavam naquele mesmo instante, alheios ao olhar de Stan.

Jungkook mordeu o lábio. Uma lágrima caiu e seu peito se despedaçou em mais mil pedaços, quase diminuindo-se á pó ao que imaginava Taehyung comendo aquele cachorro-quente com os rapazes, rindo e conversando animadamente ali na frente do carrinho – ele sentia falta de James, ele fizera parte de uma noite incrível da qual ele jamais iria esquecer. Jungkook ponderou sobre como Taehyung estaria rodeado de amigos e mesmo assim mandando-o mensagens dolorosamente reconfortantes.

Ele fungou falhamente enquanto fechava os olhos com pesar, lágrimas mais grossas caindo até seus lábios ao que ele apertava o celular contra o peito em desespero. Mas no final, um sorriso triste rasgou seu rosto e ele se pegou sussurrando.

- Não, Kevin é o melhor minion.

E imaginou que em algum lugar naquela uni, Taehyung havia escutado sua voz e sorrido.

Na verdade, ele esperava que Taehyung já estivesse sorrindo, sua ausência levemente sendo deixada para lá conforme ele vivia sua vida livre de dores.

"Você pensa que quer desaparecer, mas tudo o que você realmente quer é ser encontrado."

Desconhecido.

:)

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