Capítulo 8


Oi :)

Capítulo tranquilo e sem revisão 



A reunião acabou e todos foram se preparar, os membros da equipe voltaram para suas casas para arrumarem as malas. A expectativa era que a operação durasse apenas três dias, mas sempre precisavam estar preparados para qualquer coisa.

— Fala logo — Danny disse enquanto preparava sua mala.

— Você e Banks? — Steve perguntou de braços cruzados, eles estavam no quarto do loiro.

— Sim? — o detetive suspirou, sabia que a pergunta viria.

— Danno, não me enrola, vocês já tiveram alguma coisa?

— Sim, Steve, nós ficamos uma noite. Foi depois do meu divórcio e estávamos em um bar, acabamos bebendo e terminamos no banheiro do bar — Danny explicou com calma.

— Vocês transaram? — ele perguntou franzindo os lábios.

— Eu não chamaria aquilo de transa, foi mais um alivio rápido. E depois fingimos que isso não aconteceu.

— Por que?

— Você preferia que começássemos a namorar? — o loiro zombou fechando a mala.

— Danno! — Steve brigou e o detetive revirou os olhos.

— Aparentemente Banks é do tipo de hetero que se esquece disso quando bebe algumas doses de álcool. Ele foi policial em Nova York antes de entrar no FBI, nós convivemos por um tempo e até trabalhamos juntos em alguns. Trabalhamos em um caso complicado e tinha toda a situação da minha vida pessoal que estava uma merda, Rachel estava noiva de Stan e eu sabia que ela podia acabar se mudando com a Grace.

— Então você estava no bar e resolveu se aliviar fodendo com um idiota qualquer?

— Você nem o conhece e já acha que ele é um idiota? — Danny sorriu de canto.

— Meus instintos dizem que ele é — Steve deu de ombros, o que fez o detetive rir alto.

— Seus instintos? — o loiro perguntou abraçando o namorado.

— Sim e eu nunca questiono meus instintos — ele resmungou aceitando o abraço — não gosto do jeito que ele fica tocando em você, nem como fala ou te olha.

— Steve, eu não me importo com o que Banks faz, eu não me importava na época que ficamos não me importo agora. Na verdade, eu nem lembrava que ele existia — Danny beijou o seu rosto — você não pode ficar bravo sempre que ele se aproximar de mim, nós todos vamos trabalhar juntos.

— Poder eu até posso — ele murmurou e beijou o loiro — mas desde que ele não passe dos limites, eu não vou fazer nada, ok?

— Certo, acho que isso é o melhor que eu vou conseguir — Danny riu — Agora precisamos ir para sua casa, Grace vai nos encontrar para pegar as chaves.

— Ok — Steve bufou, mas assim que Danny deu o primeiro, o puxou de volta e o beijou.

Eles foram para a casa do SEAL, Steve foi arrumar suas coisas enquanto Danny brincou um pouco com Eddie, só que quando desceu as escadas, o loiro revisou a mala e o fez voltar para colocar mais coisas.

— Por que? — Steve perguntou indignado, enquanto Danny colocava mais camisas na mala.

— Porque, teoricamente, somos um casal de férias no Havaí. Ninguém vai para o Havaí, ainda mais em uma viagem romântica, só com duas camisetas, Steve.

— Serão três dias, eu já vou com uma, o que dá três camisetas — ele respondeu — para que mais?

— Vai ser sempre assim? — Danny suspirou, separando uma calça e sapato social — Para que você está levando mais uma arma? Steve, pelo amor de Deus, lembra que estamos à paisana? Temo que fingir que só estamos curtindo as férias, não que vamos matar alguém!

— Isso sou eu curtindo as férias — ele bufou cruzando os braços.

— Esse é o seu jeito de curtir as férias? Eu juro, quando formos viajar de verdade, eu faço as malas. Não vou correr o risco de você levar só duas trocas de roupas, quatro armas e três granadas — o loiro resmungou, mas o moreno sorriu.

— Cheguei — Grace gritou do andar de baixo, sendo recebida pelo cachorro, que fez festa ao vê-la.

— Vai lá conversar com ela e mostrar as coisas do cachorro que eu termino aqui — Danny mandou ajeitando a mala e Steve revirou os olhos, mas foi encontrar com a garota.

— Oi tio — Grace o abraçou — Danno falou que vão ficar fora por causa do trabalho e me pediu para cuidar do Eddie.

— Sim, da última vez que Eddie ficou com o Kamekona, ele alimentou meu cachorro com restos de camarão, gastei muito com veterinário — o moreno suspirou e a menina riu — Você pode dormir aqui se preferir, para não ter que vir todos os dias.

— Acho que é melhor, tudo bem se eu chamar uma ou duas amigas para dormir comigo?

— Claro, só não vai dar uma festa.

— Terminei — Danny disse descendo as escadas com a mala do SEAL — oi princesa.

— Oi Danno — ela abraçou o pai.

— Não vai te atrapalhar cuidar do Eddie?

— Não, pelo menos aqui eu fico em paz. Mamãe e Stan voltaram a brigar, eles não gostam de fazer isso na frente do Charlie, mas fica aquele clima estranho — ela revirou os olhos — Boa viagem e eu ia falar para se divertirem, mas é a trabalho.

— Ah, mas eu vou me divertir sim — Steve sorriu de canto.



— Preparado? — Chin brincou antes dele embarcarem no voo.

— Que bom que você está se divertindo com isso — Danny resmungou e o outro riu.

Eles tinham passado na sede da Five-0 e discutido o assunto com a equipe, releram arquivos e perceberam que um dos contrabandistas parecia estar acompanhado da namorada. Eles chegaram à conclusão que chegar até ela seria mais eficiente, o que ficou a cargo de Kono com o auxílio de Danny. Chin ficaria responsável por observar a movimentação e investigar cada um que parecesse ter proximidade com os suspeitos, enquanto Steve ficaria de olhos nos bandidos.

Após isso eles foram para o aeroporto, a partir daquele momento eles já eram seus personagens. Apenas um casal que estava indo curtir uma semana em uma ilha paradisíaca. Kono e Chin se sentaram longe deles, ninguém queria levantar suspeitas. O agente Banks estava no mesmo voo, assim como o resto dos agentes e policiais, só que à medida que todos estavam espalhados, o agente estava sentado próximo demais.

— Ele está me testando? — Steve perguntou.

— Ele nem deve ter entendido que estamos namorando — Danny respondeu, ele estava usando seus fones de ouvido enquanto assistia um filme.

— Então ele é bem burro — o moreno resmungou.

— Não acho que nós podemos julga-lo por isso, não é? — o loiro deu de ombros.

— Idiota — murmurou vendo que o agente tinha olhado de novo para eles.

— O que você está fazendo?

— Nada, só agindo como casal — Steve comentou passando seu braço em volta dos ombros do loiro, o puxando contra ele. Também pegou um dos lados do fone para colocar no ouvido e assistir junto.

O loiro só respirou fundo, não ia se estressar ainda.

Assim que desembarcaram no aeroporto de Maui, Steve pegou na mão de Danny e ficaram esperando suas malas. O loiro queria rir de desespero, mas precisava manter o personagem. Pelo menos nenhum dos agentes, principalmente Banks, estava à vista, assim Steve se acalmava.

— Chefe está irritado — Kono riu na ligação.

— Você nem faz ideia — Danny bufou, os dois estavam no táxi, rumo ao hotel.

— Eu estou ouvindo — Steve resmungou mexendo no próprio celular, relendo informações do caso.

— Você já ficou com aquele agente, né? — ela riu — Certeza que ficou e ele quer aproveitar a estadia no Havaí para relembrar os velhos tempos.

— Você não me ajuda — o loiro passou a mão pelo rosto, ignorante o SEAL ao seu lado que o olhava fulminante — como que você consegue ouvir ela falando? Desenvolveu super audição agora?

— Anos de treinamento — ele deu de ombros e voltou a mexer no próprio celular.

— Alguém está muito ferrado — a policial cantarolou e Danny conseguiu ouvir a risada de Chin ao fundo.

— Amizade é tudo — o detetive resmungou.

A conversa se voltou ao caso, apesar de ser um trabalho em conjunto, a equipe fazia questão de estar em sintonia e dividir entre si todas as informações. Um confiava sua vida ao outro, eles se entendiam tanto que eram capazes de prever o movimento do outro, por isso eram tão bons.

Quer dizer, exceto Steve, que as vezes dava cinco minutos e ele tomava a atitude mais inconsequente possível. Mas no final as coisas tendiam a dar certo.

O hotel era do tipo luxuoso, ficava a poucos metros da praia, tinha piscinas internas e externas, o próprio spa, quadras de tênis, bares, restaurantes e um clube noturno próprio. Eles foram recepcionados pela simpática atendente, que ficou falando de todas as maravilhas do hotel, mas enquanto isso Danny tocou no braço de Steve, como se estivesse fazendo carinho. O SEAL olhou de canto e viu Evan Miller e Jonathan Tripp, os dois suspeitos fazendo o check in. Miller estava com o braço envolta da namorada e Tripp falava com alguém no telefone em alguma língua que eles não identificaram.

Os dois entraram no mesmo elevador que eles, os cinco em silêncio. Danny olhou para a loira, namorada de Miller e sorriu a cumprimentando. A mulher olhou para suas mãos dadas a de Steve e sorriu de volta para ele. Todos saíram no mesmo andar e ela deu um tchau para ele com a mão.

— Esse é o nosso quarto — Steve disse abrindo a porta.

— Gostei — Danny falou. O quarto era grande, tinha uma ante sala, suíte com banheira, closet e um frigobar completo — que bom que é o FBI que está pagando, porque eu não conseguiria pagar por esse lugar — ele se deitou na cama muito confortável.

— Podemos ir para algum lugar assim nas nossas férias — Steve comentou se sentando na beira da cama.

— Eu tenho dois filhos, sabe o quanto gasto? — o loiro riu — Nunca que sobra tanto dinheiro para eu gastar mais de trezentos dólares na diária em um hotel.

— Eu posso pagar... — Steve disse pensativo — Grace me perguntou uma coisa hoje e fiquei pensando nisso.

— No que? — Danny perguntou, mas estava se enrolando nos lençóis frios. Aquilo era cetim?

— Ele perguntou se deveria me chamar de tio ou deveria me chamar de Papa... — ele falou baixo, até um pouco inseguro — isso te incomoda?

— O que me incomodaria? — o detetive estava curtindo a cama, ele poderia dormir o dia todo ali de tão confortável.

— Grace me falou que ela e Charlie estavam pensando em me chamar de Papa, sabe, como pai, isso te incomoda — Steve perguntou direto e Danny levantou a cabeça, o olhando.

— Por que me incomodaria? Você já age assim e tem me ajudado com eles há anos, a forma como eles te chamam não vai mudar o que já acontece — ele voltou a se deitar — fora que isso quer dizer que você vai ter dividir os gastos comigo, ou seja, mais dinheiro sobrando pra mim.

— Sinto que você está tirando vantagem financeira do nosso relacionamento — Steve disse sorrindo, se deitando ao lado de Danny.

— É exatamente esse o meu objetivo — o loiro respondeu e beijou o namorado.

Steve passou o braço pela cintura de Danny, o puxando para mais perto, sem interromper o beijo. O loiro envolveu seus braços em volta do pescoço do moreno, a coxa de Steve ficou entre a coxa de Danny, um se pressionando ao outro.

Mas o beijo foi interrompido quando bateram na porta.

— Merda — Steve esbravejou.

— Vai atender, enquanto isso eu tomo um banho — Danny disse batendo no ombro do comandante. Eles trocaram um beijo rápido e o loiro foi para o banheiro.

Steve suspirou e foi atender a maldita porta. Ele sabia que logo eles tinham que descer para circular pelo hotel, mas podiam aproveitar o tempo que tinham, quem sabe tomarem um banho juntos? Mas agora estava perdendo abrindo a porta para um idiota qualquer, porque ele sabia que não era sua equipe.

— Só pode ser brincadeira — ele resmungou irritado, dando espaço para o agente Banks entrar — você sabe que não deveria estar aqui.

— Não se preocupa, verificamos os suspeitos e ninguém me viu — ele respondeu olhando em volta, seu olhar parando na cama desarrumada — O Agente Supervisor Byrnes me pediu para te entregar isso.

— E não podia ter esperado? — o SEAL recebeu o grande envelope de papel pardo. Lá tinham alguns relatórios, dois rastreadores e um gravador.

— Se aproximem dos suspeitos e tentem colocar os rastreadores, a venda deve ser feita amanhã a noite — Banks olhou em volta de novo.

— Nossa, eu nem tinha pensado nisso.

— Steve, eu esqueci o meu... — Danny disse saindo do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e o corpo todo molhado.

Steve e Banks estavam na ante sala do quarto, com visão direta para Danny, os três parados em silêncio se olhando. As gotas de águas escorriam do pescoço, passando pelo peito, descendo pelo abdômen e sumindo na toalha, que nem parecia muito apertada.

— Com licença — Steve entrou na frente de Banks, tampando Danny — mais alguma ou você já pode sair?

— Claro.. Claro... — o agente disse meio bobo.

McGarrett abriu a porta e assim que o Banks passou por ela, ele fechou a porta, na cara do agente federal. Então se virou com cara de bravo para Danny.

— Eu não fiz nada — o loiro disse e voltou para o banheiro, mas deixando a porta aberta.

Steve bufou, mas tirou as botas e meias, depois a camiseta e foi para o banheiro atrás do namorado.



— Você não é o rapaz do elevador? — a moça loira perguntou e Danny fingiu que só então a reconheceu.

— Sou eu — Danny sorriu para ela — Sou o Danny.

— Prazer, Lucy — ela respondeu apertando a mão dele.

— Sente aqui — ele disse sorrindo para ela.

Eles estavam em um dos bares do hotel, a investigação passou o dia todo atrás dos suspeitos, inclusive Kono tinha conseguido copiar parte dos arquivos do celular de um dos criminosos. Chin tinha conseguido identificar um dos possíveis compradores e ele e Steve foram investigar. Danny ficou no hotel para ficar de olho nos bandidos e colocou em prática o plano de tentar se aproximar da namorada de um deles.

— Obrigada, eu não conheço ninguém — Lucy Bay se sentou ao lado do detetive, Danny já sabia quase tudo sobre a ex-modelo — meu namorado foi resolver alguma coisa do trabalho e me deixou aqui.

— Eu entendo, o meu encontrou com um amigo e sumiu com ele — Danny revirou os olhos e bebeu um gole da sua bebida.

— Ele é mesmo seu namorado? Eu vi vocês de mãos dadas, mas estava com vergonha de perguntar. Vocês formam um casal lindo — Luci disse sorrindo — me traz um dry martini.

— Claro — Kono respondeu, ela estava como bartender no momento, já preparando a bebida.

A loira tinha deixado a bolsa sobre o balcão do bar e Kono colocou o aparelho que copiava as informações ao lado, escondido pelos guardanapos. Danny tinha que a manter falando enquanto um aparelho clonava o outro.

— Achei que vocês estavam de férias — o detetive comentou com a loira.

— Eu também achei que seria, mas é assim com Evan, sempre trabalho. "Temos que viajar Lucy, vamos para Paris" ou "Tenho negócios em Nova York, não podemos passear" — ela o imitava — Quando ele falou que viríamos para o Havaí, eu pensei "ok, vamos nos divertir um pouco", mas parece que ele está ainda mais estressado desde que embarcamos.

Kono e Danny trocaram olhares rapidamente, mas nenhum saiu do personagem.

— Sei como é, o meu está sempre trabalhando e também tem que viajar, às vezes do nada — Danny lamentou e Lucy colocou sua mão sobre seu ombro, em solidariedade. O detetive se perguntou se ela não sabia o que o namorado fazia.

— Vocês estão junto há muito tempo?

— Podemos dizer que alguns anos — ele brincou — e você... perdão, eu me esqueci do nome do seu namorado.

— Evan — ela respondeu — só estamos juntos há uns seis meses. Quando eu conheci eu pensei que ele era o homem certo para mim, mas agora eu fico pensando se não foi só empolgação. Ele anda tão distante, parece que eu nem o conheço.

— É difícil — Danny viu Kono revirando os olhos por trás da loira — às vezes ele só está estressado. Quando o meu namorado está assim, ele fica mais na dele também, arruma qualquer desculpa para focar no trabalho e esquecer o resto.

— Você tem razão — Lucy sorriu e Danny quase sentiu mal por ter enganado a mulher, mas ela estava aproveitando a vida com o dinheiro ganho pela morte de milhares de pessoas e ele ainda não sabia se ela era totalmente inocente — quando eu vi que ele alugou um carro achei que íamos dar um passeio, mas ele disse que era para resolver coisas do trabalho — ela revirou os olhos — agora é hora do jantar e me deixou sozinha.

Kono fez um sinal que já tinha terminado e colocou o aparelho discretamente no bolso.

— Por que não vamos jantar? — o detetive sugeriu, quanto mais tempo ficasse com a loira, mas informações. Fora que se encontrasse com o namorado, era o momento de usar os rastreadores.

— Claro — ela aceitou animada.

— Só vou pagar a contar — ele disse se aproximando de Kono e entregando a comanda do seu quarto — diga a Steve para voltar o mais rápido possível, se o namorado dela chegar e nos encontrar a sós, desconfiará de mim — ele murmurou mal mexendo os lábios.

— Tudo certo, tenha uma boa noite, senhor — a policial respondeu.

Danny e Lucy foram para um dos restaurantes, o que tinha música ao vivo. Ele percebeu que a loira não tinha a menor ideia do que o namorado fazia, mas também nunca se perguntou sobre o que era. Ela era um pouco alienada e fora da realidade, mas até que divertida, pelo menos ele riu bastante.

— Sério, se você não fosse gay, eu trocava meu namorado por você — ela disse em um momento e ele apenas riu.

— Lucy — dois homens se aproximaram e um deles colocou sua mão no ombro dela — eu estava te procurando.

— Oi Evan, esse é o Danny, ele está hospedado aqui também — ela o apresentou, mas o namorado olhava feio para o detetive.

— E por que você está jantando com minha namorada?

— Evan! — ela exclamou irritada.

— Calma — o loiro disse. Ele queria mandar o bandido ir se ferrar e dizer que fazia o que queria, assim como a namorada dele e que, inclusive, ele não era o dono dela, mas tinha que manter o personagem — Lucy e eu nos sentimos abandonados por nossos namorados hoje e resolvemos jantar, foi só isso.

— Ele é gay — ela falou nada discreta, enquanto os dois suspeitos se sentavam a mesa — lembra o casal do elevador? Era ele e o namorado.

— Coincidência que vocês se encontraram no elevador e agora de novo? — Jonathan, o outro suspeito disse avaliando Danny.

— Na verdade foi Lucy que me encontrou, eu estava no bar quando ela chegou e puxou assunto — ele falou como se não tivesse entendido a insinuação, comendo tranquilamente um pedaço do seu frango.

— E o que você e seu namorado estão fazendo aqui?

— O mesmo que nós deveríamos estar fazendo, mas você só trabalha — Lucy cruzou os braços e fez biquinho.

— Eu estava trabalhando Honey — o bandido disse beijando o rosto da modelo.

— Seu namorado também está trabalhando? — Jonathan perguntou para Danny.

— Não, ele encontrou com um amigo e foram praticar algum esporte louco ou algo assim — o detetive deu de ombros.

— Se eu fosse o seu namorado, não te deixaria para sair com amigos — o bandido disse malicioso e Danny ficou quieto.

Mentalmente ele quis revirar os olhos. Anos naquela porcaria de lugar e nunca tinha homens em cima dele, pelo menos não que ele tenha percebido. No dia seguinte a finalmente ficar com Steve, o homem pelo qual teve uma paixão pelos últimos anos ele encontra um agente do FBI, com qual ele já tinha se envolvido no passado, e um contrabandista internacional que resolvem dar em cima dele.

Lindo. Realmente lindo!

— Amor, até que enfim te encontrei — Danny sentiu mãos no seu ombro e ele respirou aliviado. Steve o beijou rapidamente e se sentou seu lado — olá, eu sou o Steve — ele se apresentou aos outro.

— Essa é a Lucy, o namorado dela Evan e esse é o amigo deles, mas eu não sei o nome — Danny os apresentou como se fosse um encontro casual.

— Jonathan — o bandido apertou a mão de Steve e os dois ficaram medindo força por um tempo.

A conversa fluiu com os dois desviando das perguntas dos suspeitos, mas parecendo o mais natural possível. Danny explicou que era de Nova Jersey, mas tinha mudado para o outro lado do país e Steve contou que morou na Califórnia por muito tempo, dando a entender que eles moravam lá.

Lucy chamou Danny para dançar, o loiro não queria, mas Steve sussurrou que ele deveria manter o personagem e Danny jurou que haveria vingança. Como Evan estava confortável com a ideia de o casal ser gay, ele permitiu que ela fosse. O que quase fez Danny gritar com ele, mas Steve segurou em sua mão e o loiro fingiu estar normal.

— Aquele cara não para de olhar para a minha namorada — Evan reclamou e Steve olhou pelo ombro, ficando puto da vida quando viu que era Banks sentado do outro lado da pista.

— Não é para sua namorada, é para o meu — Steve resmungou — aquele idiota está de olho no meu namorado desde que o viu.

— Ninguém pode culpa-lo — Jonathan provocou e Steve levantou a sobrancelha para ele — só estou dizendo. Seu namorado disse que você saiu com um amigo, foi fazer algum passeio?

— Sim — o SEAL comentou, ele sabia que aquilo era uma provocação para saber se eram pegos na mentira, mas ele conhecia Danny bem demais para saber que tipo de resposta ele teria dado — fui com um amigo passear de caiaque para ver as baleias, depois fomos surfar. Se gostarem de algo radical, eu recomendo.

— Não mesmo — Evan riu — se eu já não gosto de viagens aéreas, onde estou muito confortável na minha poltrona, imagina em um caiaque no meio do oceano.

— Danny, você é um péssimo dançarino — Lucy riu voltando para a mesa.

— Eu te disse, não é porque sou gay que sei dançar — ele riu. Steve tentou esconder o estupido sorriso no rosto, mas era difícil.



— Investigamos todos, temos três suspeitos de conexão com crime, mas ainda nada confirmado — a voz de Chin saía do celular, que estava no viva voz.

— Tem algo errado? — Steve perguntou.

— Não, mas todos que investigamos parecem peixe pequeno demais para contrabandistas internacionais. O Agente Supervisor Byrnes disse que está certo, que eles podem estar fazendo algo a baixo das suspeitas, mas a situação está me incomodando.

— Chin, eu confio nos seus instintos, se eles dizem que tem algo errado, confie nisso — Steve respondeu — se você ou Kono tiveram que sair das ordens do FBI ou de quem for para seguir alguma pista, saiam. Eu me resolvo depois.

Mahalo irmão — Chin disse agradecido.

— Tudo certo? — Danny perguntou se sentando ao lado de Steve na cama.

— Chin estava me passando o relatório de hoje, ele está incomodado com uma situação e falei que ele podia investigar por conta própria. Não gosto do FBI metendo o nariz no nosso trabalho — ele respondeu passando o braço em volta do ombro do namorado e o puxando para ele.

— Até que essa "operação em conjunto" durou muito — Danny riu e Steve revirou os olhos — Não, sério, mas você não socou ninguém e nem causou um incidente entre forças armadas, isso é uma evolução.

— Você fala como se eu fosse um descontrolado — o moreno reclamou deitando na cama e levando o outro com ele.

— É exatamente o contrário, você é um maníaco por controle e nunca vai deixar ninguém ficar acima do que decide, inclusive sobre sua equipe — o loiro o provocou e sentou sobre o quadril do namorado.

— Você está exagerando — ele deu de ombros.

— Ah é? — Danny se inclinou e começou a beija-lo — Quanto tempo até você nos virar, ficando por cima e controlando a situação?

Steve negou com a cabeça, como se fosse um absurdo e Danny aceitou o desafio.

Eles estavam se beijando, seus corpos se movimentando um contra o outro. Danny puxou a camiseta de Steve e ficou beijando seu abdômen nu. Ele abriu a calça do outro e fingiu não ver como o outro apertava o lençol se segurando para não fazer nada.

Um... dois... três...

— Não consigo — Steve esbravejou e os virou na cama, tomando para si a boca de Danny, que ria — Achou engraçado? Vamos ver por quanto tempo você vai continuar rindo — ele disse malicioso. 



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