Capítulo 1

Centro comercial da cidade de Musutafu, dia 18/09/2056, 19:43 da noite

O jovem de cabelos cacheados, em tons de verde, andava pelas ruas reluzentes da cidade calmamente. Ele pegou um isqueiro de seu bolso junto com um cigarro, acendendo-o logo em seguida.

- Que inferno, se eu calculei certo, faltam... Porra, como vou arrumar 52.638.948 dólares? Tem o aluguél, e as despesas médicas... - Ele riu de si mesmo, soprando a fumaça da boca enquanto se afastava cada vez mais da parte bela da cidade - Esse médicos desgraçados, não... Aqueles pirralhos fudidos que acabaram com a minha vida fincanceira, se eu encontrar os pivetes que quebraram a perna do Katsuma eu juro que eu - De repente o esverdeado ouviu gritarias próximas a si. Entediado ele olhou em direção a confusão.

"O que tinha nesse cigarro? Maconha? Cocaína?"

Só podia estar sob o efeito de alguma droga forte, afinal como explicar o que estava acontecendo bem na sua frente?

Um barulho estranho veio de trás do rapaz, curioso, ele virou e simplesmente viu um cara rosnando e correndo pelo meio da rua. Várias pessoas se reuniram próximas e começaram a gravar.

- Mas que... É uma daquelas pegadinhas da TV? Ou aqueles youtubers babacas que não tem o que fazer? - Ele Bagunçou os cabelos irritado e sem paciência voltou a andar.

Foi então que uma batido alta resoou na rua, chamando novamente sua atenção. Ele virou mais uma vez apenas para se deparar com a cena bizarra do cara de cachorro ambulante atravessado no vidro do carro. O homen dirigindo gritou assustado, enquanto os outros continuavam a filmar.

- Ele morreu mesmo? O que esses caras não fazem por visualizações? - Riu descaradamente- O que eu não faço por dinheiro?

- Meu deus! Ele tá mordendo o cara do carro! - Alguém gritou histérico.

" Então porque não vai lá ajudar ao invés de gritar no meu ouvido, cuzão? É porque tá na cara que é tudo falso."

Gritos e gritos podiam ser ouvidos junto aos rosnados do cara maluco. Izuku pensou ser muita idiotice para uma noite só, visto que com certeza tudo não  passava de uma armação das mídias para pregar uma peça na população, portanto, simplesmente continuou seu caminho colocando os fones fuleiras no ouvido, a fim de não escutar a barulheira irritante.

- Tenho que pagar a mensalidade dos quatro esse mês, não acho que consigo mais enrolar a escola, fora esse hospital que me liga todo o santo dia... Se eu tivesse dinheiro pra comprar um celular novo, ou pelo menos pra trocar de chip - Sorriu irônico, jogando fora o cigarro - Pelo visto, vou ter que passar naquele puteiro de novo essa semana... Esse mês tá sendo uma mer---

De repente ele foi derrubado no chão, e o modo brusco que caiu consequentemente terminou de estragar seus fones, trazendo a barulheira de volta ao seus ouvidos.

- Ei cara! Tá maluco?! Vai me pagar um novo---

O homem em cima do jovem pulou em direção a seu rosto, não o alcançando por sorte, graças aos reflexos eficientes de Izuku, que conseguiu agarrar o pescoço dele o impossibilitando de avançar.

- Mas que caralho?! Tá ficando doido, tio?! - Rapidamente reuniu forças para chutá-lo, levantando em um salto. No entanto, assim que observou os arredores com a finalidade de buscar auxílio, percebeu o caos inserido nele.

Pessoas correndo desesperadas de um lado para o outro, fugindo de outras aleatoriamente mordiam e atacavam quem estivesse no alcance. Não, aquilo sequer parecia humano, estava mais para um monstro com a pele necrozada, olhos amarelados rodeadas de veias azuis e dentes afiados. Pareciam até zumbis, porém diferentes da ficção eram mais rápidos e ágeis.

- Merda... - Sussurrou paralisado no lugar. 

Aquilo era mesmo real? Quer dizer, zumbis não existem, são coisas inventadas por pessoas que podem perder o tempo livremente fugindo da realidade, então porque aquilo parecia tanto com a porra de um apocalipse zumbi?! Izuku não sabia, não fazia menor ideia do que estava acontecendo, ele era só mais alguém da parcela pobre da população que não tinha onde cair morto, o que uma pessoa assim saberia sobre aquela situação? Com tantos pensamentos passando pela cabeça, e principalmente pelo medo. Não queria morrer, mas se encontrava apavorado para correr ou fazer qualquer outra coisa, não era encenação, pegadinhas ou desafios do youtube, era tudo real, pessoas estavam morrendo diante dos seus olhos, jovens, crianças, idosos. Por mais que fingisse ter uma casca grossa, Izuku acima de tudo era humano, então sim, ele estava sendo idiota o suficiente para congelar em um momento desses porque estava morrendo de medo. Afinal, Izuku Midoriya não era nenhum herói com super-poderes ou habilidades incríveis, ele era feito de carne e osso, fraco e pobre.

Ele ficou parado por bastante tempo no mesmo lugar, e só pareceu acordar quando alguém correu em sua direção e o empurrou no chão. O impacto incrivelmente o fez recobrar seus sentidos.

"Acorda seu desgraçado! Vai morrer se ficar pensando nessas coisas agora, corre agora e chora depois!"

 Realmente, não era hora de ficar bestando. Ele já assistiu muitas daquelas séries ruins sobre esses monstros para no mínimo saber que os perdedores que corriam desenfredos, gritavam, ou ficavam parados, eram os primeiros a morrer, ou então se transformar em mais uma dessas coisas; pelo visto contagiosas levando em conta o número de pessoas rosnando e comendo carne humana aumentando cada vez mais nas ruas. Ele não perdeu mais tempo, levantou do chão pela segunda vez e sorrateiramente se esgueirou até as paredes, escondendo-se com sucesso no primeiro mercadinho que vira, felizmente aparentando estar vazio. Como a porta era de vidro, o garoto decidiu se trancar na dispensa, verificando a segurança do armário várias vezes antes de finalmente descansar.

 Izuku era um sobrevivente, mais especificamente uma barata, adaptável a qualquer tipo de situação extrema, justamente por essa razão, ele guardou fundo sua intensa vontade de surtar ou ter crises de pânico, e pensou com sensatez. Pegou o celular e rapidamente discou o número de casa.

- Alô? Mahoro, presta bem atenção princesa... O quê? Não, não, desculpa, não vai ter frango frito hoje... Eu sei, eu sei que eu prometi mas me escuta! Isso não é importante agora. O maninho vai se atrasar um pouco pra chegar em casa, aconteceu uma coisa ruim. Não se preocupa, eu volto hoje sim, mas preciso que cuide dos seus irmãozinhos, tá bem? É sim, você é a melhor irmã mais velha do mundo. Não abre a porta pra ninguém, entendeu? Mesmo se for a senhora Mimi querendo dar lanches, em hipótese alguma. Olha, sabe aquele sótão que a gente brinca de esconderijo? Isso. Fiquem todos lá, pega aquele meu taco antigo e se alguém chegar a entrar na casa você bate na cabeça dele com muita força! Eu sei que você tá assustada, mas lembra quem é seu irmão, né? O melhor das ruas quando se trata de brigas, tá no seu sangue, sei que consegue! - De repente, pancadas ecoaram na porta de madeira, ficando cada vez mais altas - Droga. Não é nada princesa, o maninho vai ter que desligar. Tá tudo bem, amo você.

Izuku precisou de alguns minutos depois que desligou o celular. Ele não poderia ficar ali para sempre, tinham 4 crianças sozinhas dentro de um kit-net em uma periferia, sabe deus se os zumbis já tinham alcançado aquela parte ou não. Com as mãos tremendo ele se pôs de pé, estapeou a cara e começou a buscar qualquer coisa dentro da dispensa que pudesse improvisar como arma. Achou algumas facas de cozinha por sorte, juntas a fitas e cabos de vassouras resultaram em duas ótimas lanças, não tão bonitas como as de contos élficos, maspelo menos tinha a certeza de que poderiam acabar com uns monstros, porque se não pudessem ele não sabia mais o que fazer.

- Quer me fuder ainda mais universo?! Então manda ver! - Esbravejou irritado abrindo a porta.

[...]

Quartel Generalda força militar de Tóquio, minutos depois do primeiro ataque.

- Comandante, o detendo 07 conseguiu fugir com sucesso da prisão II pela falha na segurança diante da situaçãoq ue enfrentamos na cidade de Musutafu - Um soltado informou fazendo continência. O homem, conhecido como "comandante" observava diversas telas mostrando os acontecimentos recentes desastrosos no centro urbano citado.

- Mande a equipe de Busca B atrás dele - Ordenou emanando autoridade.

- Mas, senhor, com todo o respeito não acha melhor mandarmos mais pessoas? - Outro soldado comentou preocupado.

- Por acaso é cego? - Alguém no fundo da sala central resmungou sem paciência.

- N-Não, vice-comandante Aizawa, mas é que---

- Acha que temos tempo de lidar com um simples detento quando pessoas estão morrendo nas ruas desesperadas por ajuda? - O rapaz não respondeu - Foi o que pensei, cadete Iida - Suspirou - Sei que teve uma boa intenção, mas nunca se esqueça de que nesta sala, a autoridade máxima é daquele homem - Apontou em direção ao comandante - Suas ordens não devem ser questionadas nunca.

- Peço perdão - Iida se curvou e logo em seguida voltou a manusear os computadores que antes tomava conta.

- Mas agora fiquei curioso, Toshinori, porque mandou exclusivamente a equipe B? Ao invés de um esquadrão normal?

- Bem... Confio que o irmão mais novo fará de tudo para cobrir os erros familiares, acredito que ele seja a melhor escolha pela força de vontade que o menino tem. Ele não vai falhar.

- Vamos ver se realmente está certo, amigo.

[...]

Prisão Juvenil de Tóquio, uma hora depois do primeiro ataque.

- Bakugou! Ouviu a nova?! - Um rapaz de cabelos vermelhos comentou animado seguindo em direção a um loiro que estava fazendo exercícios com peso no pátio ao ar livre.

- O que foi agora, cabelo de merda? - Respondeu arisco, com os olhos escarlates focando totalmente a atenção no outro.

- Cara a gente tá em um apocalipse zumbi! - Um garoto de cabelos loiros em tonalidade mais forte chegou gritando empolgado - Que massa!

- Como assim? Kaminari, não me diz que quando deu o cu pra aquele tal de shinso você aproveitou e fumou também? A Jirou sabe? - Dessa vez foi um moreno que surgiu logo atrás de Bakugou, suado, ele parecia estar fazendo exercícios também.

- Mas que obcessão é essa com meu cu, Sero! Deixa ele e os meus dois namorados em paz! A gente tem um assunto mais interessante agora! Eu não tô brincando sobre isso - Correu até o outro loiro, mexeu por alguns segundos na tela do celular antes de mostrar ao amigo - Olha só!

- Puta que pariu! - Exclamou desacreditado, observando as imagens sangrentas repassando. Uma verdadeira cena de filme de terror.

Estava em uma reportagem do youtube, a qual um helicóptero revoava a cidade de Musutafu, sendo narrada por um repórter histérico. Ele comentava sobre a hipótese de um vírus se espalhando rapidamente transformando os cidadãos em zumbis. Logo em seguida, a câmera focou cada vez mais nas ruas da cidade, imagens macabras. As pessoas corriam e suplicavam por ajuda, se esgoelando enquanto eram atacadas por outras de aparências fora do comum: olhos amarelados e viscosos, pele azulada e necrozada junto a garras e dentes afiados, o que tornava tudo pior era o sangue pintando os estabelecimentos, calçadas e vidraças. Desespero. Essa era a definição do que ocorria ali. Os zumbis corriam, mordiam e comiam a carne de outros, quando satisfeitos os deixavam para que se tornassem monstros também e logo seguiam atrás de mais presas. Um ciclo interminável aumentando a cada segundo.

- Que porra é essa...?

- O fim do mundo, brô.

[...]

Musutafu, periferias 1h depois do surto

Izuku finalmente conseguiu chegar me casa, depois de quase ter sido morto várias vezes ele conseguiu uma van, além de ter recolhido muitos suprimentos, armas e ferramentas no caminho. Sua sorte, é que no momento da confusão ele estava em um lugar que conhecia com a palma da mão, então pôde, com muito esforço e persistência escapar do mercado, saindo do centro populacional usando os becos, lutando conta unidades de zumbis nojentos até finalmente chegar próximo a periferia, o qual furtou a van e roubar lojas no caminho. Pelo menos ele não precisava se preocupar me ser preso, ou espancado pelos donos nesse tipo de situação.

- Quase lá, só mais um quarteirão... - Falou consigo mesmo.

 Era estranho que as ruas estivesse calmas e silenciosas, até porque, uma periferia não tinha um baixo número de habitantes, mas quem era Izuku para reclamar da sorte? Bem, ele deveria ter desconfiado antes, pelo menos não estaria tão chocado com a cena que encontrara adiante.

 - Porra... Vai se fuder!


























































































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Vamos as apostas! O que acham que nosso doce, talvez não tão doce, Deku encontrou em casa? Quero ver o que essas cabecinhas pensaram!

Escrevi esse capítulo com o cu na mão! Porque????

Eu estou LITERALMENTE SOZINHA EM CASA!!! Qualquer barulinho eu já surtava e arregalava o olho! Juro por deus que a cada cinco segundos eu chamava minha cachorrinha... Pq animal é sensitivo né gente? Se eu chamasse e ela estivesse calma então tava tudo bem! kkkkkkkk

Eu não consegui nem colocar o fone com medo de estar ouvindo música e não escutar os barulhos ao redor... Izuku 2.0 cof*cof

Enfim, não sei se a minha descrição da situação ficou boa, nunca escrevi nada assim "terror" e graças a deus nunca tive experiências com apocalipses gente ksksksk me digam nos comentários o que acharam! Se estiverem sentindo falta de alguma coisa, se querem mais ação, ou mais descrições dos zumbis e das cenas de terror me avisem! Eu quero cada vez mais melhorar pra agradar você, mas como já falei antes, eu sou uma flor... Falem com jeitinho senão eu choro ksksks 

É SÉRIO.

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