⚛ Capítulo 15⚛

Todas as manhãs Cecília era acordada do mesmo jeito, a senhora Mariele abria as cortinas e lhe chamava para tomar seu primeiro banho do dia, já que a senhora Lumiere ordenava que todos tomassem banho duas vezes por dia, o que não era costume da Cecília.
- senhora Mariele como é Paris?- Cecília perguntou brincando com a água quente
- Paris é lindo, a cultura dali é lindo, as pessoas são simpáticas- Mariele respondeu colocando a toalha encima da cadeira

- o menino Miller disse que Paris é cheio de pessoas chiques e elegantes- Cecília diz saindo da água com a ajuda da jovem
- bem, e ele tem razão!- exclamou sorrindo
- um dia quero visitar Paris, quero ter a certeza que vocês tem razão
A jovem Mariele acompanhou a Cecília para o seu quarto e lhe ajudou a procurar uma roupa adequada para o café da manhã. Cecília já estava muito aborrecida com tantas ordens, luxuosidade e reclamações da senhora Lumiere. Antes do seu vovô das montanhas ter falecido, a vida no campo era livre, Cecília obedecia as regras por livre espontânea vontade, a correria pelos campos verdes era todos os dias, sem deixar seus pais saírem para ela poder ser livre.
- olhe quem acordou cedo!- a senhora Lumiere falou toda sorridente ao ver a Cecília

- encantadora minha senhora!- exclamou Cecília com muita elegância e ironia, o menino Dauvin deu uma gargalhada baixa, o que fez com que sua tia lhe observasse com desprezo
- o que desejas para o café da manhã?- o mordomo perguntou e a senhora Lumiere franziu o cenho
- a desde quando a Cecília tem poder de escolha nessa casa? Ela é só uma menina- senhora Lumiere perguntou ao mordomo

- tenho sim, tenho poder de escolha, não és minha mãe e nunca serás!- Cecília sentiu uma raiva profunda e se levantou da mesa desafiando a madame Lumiere que ficou boquiaberta
- Cecília, não seja mal educada, a senhora Lumiere só quer ajudar- George falou envergonhado

- como podes ser tão rude comigo, eu só sou uma pobre mulher....snif....tentando agradar a todos- a senhora Lumiere começou seus chores de mentira para que todos pudessem sentir pena dela. Desta vez o senhor Stuart não ia aturar aquilo e iria cair na farsa da "cobra que troca de rosto".
- Cecília, já para o quarto, estás de castigo- Cecília foi surpreendida pela atitude do pai, ela bateu o lenço em cima da mesa e saiu batendo o pé.
O mordomo não gostou nem um pouco de como a Cecília tinha sido tratada, pois ele sabia que a senhora Lumiere era uma pessíma pessoa, que estava prestes a estragar o amor de uma filha e um pai. Ele pediu licença e se retirou dali, indo até a cozinha junto da jovem Mariele.
Cecília bateu a porta do seu quarto e se atirou na cama com lágrimas nos olhos. Depois de uma hora seu estômago começou a roncar e ela se levantou, abriu a porta e olhou para os lados do corredor para não ser pega, correu até a cozinha e se abaixou debaixo da mesa porque duas empregadas estavam prestes a lhe ver
- não sei o que o senhor Stuart viu naquela mulher- uma das empregadas falava enquanto limpava uma das mesas
- eu aposto que ele sentiu pena dela, claro ela sabe ser falsa- a outra empregada disse

- pobre Cecília, ela é uma menina tão doce para ser mal tratada- o mordomo entrou na conversa
- é melhor deixarem de falar sobre a vida alheia e trabalhar mais, pois as paredes tem ouvido- a jovem Mariele entrou na cozinha com algumas cenouras na mão.

Cecília tinha percebido que não era apenas ela a pessoa que não confiava na senhora Lumiere, pelo menos ela não estava sozinha, todos os empregados lhe apoiavam. A menina sentiu o cheiro de pão quente e sentiu mais fome, colocou a mão na mesa e jogou um colher no chão, o que assustou os empregados e o mordomo. Ele viram a Cecília e ficaram mais assustados do que antes, pois tinham acabado de falar mal da senhora Lumiere

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