O começo de tudo/ vai dá tudo errado

É, não podemos escolher se seremos feridos ou não. Mas podemos escolher quem nos ferirá...

A culpa é das estrelas.

Não é de se estranhar que uma garota de 16 anos, e que esta no primeiro ano do colegial, é penas mais uma garota em meio a tantas outras. Com um cabelo preto da cor da noite e de fios longos como a Mulan. Sejam ondulados como os da Merida, e pele pálida como da branca de neve, tendo 1.64 de altura, seja considerada uma "nerd", pelas pessoas a sua volta.

Minha mãe é professora de História e meu pai... bom, eu não sei muito do que ele faz atualmente. Não nos falamos muito desde que ele e minha mãe se divorciaram, há uns 4 anos atrás. Mas confesso que não sinto tanta falta dele. Porque mesmo sendo um bom pai, e não me deixando faltar nada (materialmente falando), na parte sentimental ele meio que deixou muito a desejar. Enfim, mas isso é assunto para outra hora.

Fazem exatamente quatro anos desde que nos mudamos para Seattle,
a cidade é maravilhosa e não tenho muito que reclamar da vizinhança. Ah não ser pelo senhor que mora a duas casas da nossa, ele simplesmente passa a tarde toda com o som alto, sinceramente não sei como ele ainda não pegou um problema de audição. Mas tirando isso, tudo aqui é muito bom e tranquilo.

No meu primeiro ano aqui, conheci uma garota que me salvou de um grupo de meninos que viviam tirando minha paciência. Certo dia, esse grupinho estava me zoando e acabaram tirando meus óculos e não queriam me devolver. Então, Belinda chegou e de algum jeito, fez com que eles me devolvessem meus óculos. E daquele dia em diante, Belinda Taylor aquela típica garota norte-americana, que de tão linda parece até que saiu de um filme tipo "High School Music". Hoje em dia medindo 1,65 de altura, cabelo loiro de tamanho médio, que contrasta perfeitamente com sua pele pálida e seus olhos verdes escuro, tornou-se minha melhor amiga.

Somos bem diferente uma da outra (quase o extremo oposto), enquanto eu sou bastante introvertida, um pouco tímida, não gosto muito de praticar esportes, amo música pop /eletrônica e não namoro, (por mais que eu tenha uma quedinha pelo meu colega de turma "Matthew", mas ele nem fala comigo direito, então esquece). Ela é totalmente extrovertida, ama praticar esportes, ama músicas clássicas/contemporânea, sempre é a popular entre os grupinhos de amigos na escola e namora o cara mais popular do colégio, (parando para pensar, ela é quase uma "Regina George" da vida real).

Brincadeiras á parte, mesmo a vida dela parecendo de um filme. Na real, a família dela é bem complicada. Ela só tem um irmão, Thomas Taylor, cujo seu relacionamento com os pais é muito bom. Já não posso dizer o mesmo de Lin (esse é o apelido fofo que dei para ela quando nos conhecemos), os pais dela são bem rígidos, e por vezes até ignorantes com ela.

Desde de pequena teve que aprender a se cuidar sozinha, enquanto o irmão mais novo recebia toda a atenção. Mas você deve está pensando "há, mais o filho mais novo sempre recebe mais atenção mesmo", sim e isso deve está certo, mas quando você passa a presentear apenas um filho em épocas festivas, é de se considerar de uma crueldade sem tamanha. Levando em conta também o fato de que, provavelmente a outra criança irá se sentir excluída e que não faz parte da família (com razão, né?). Sendo assim, acabo por sempre escutar de Belinda que, por mais correto que ela sempre faça tudo, ela sente que nunca será o suficiente para agradar a seus pais.

Nesses quatro anos já escutei cada caso dela... É de se refletir bastante o quanto os pais negligenciam seus filhos e por vezes nem percebem. Sem falar nos traumas que isso deixa na vida de uma criança. O que em muitos casos, a criança acaba levando esses traumas até sua fase adulta, onde talvez nunca se cure totalmente disso.

Estou perdida nesses pensamentos quando ouço alguém bater á porta.

- Hora, quem será que pensou ser uma boa ideia bater á porta de alguém em pleno domingo de manhã? - após dizer isso, saio do quarto e vou olhar quem é.

Me aproximo da porta, e logo me dou conta que só teria uma pessoa que viria a essa hora...

- Lin! - exclamo, dando-lhe um abraço. - O que houve, para lhe trazer a minha humilde residência? - Pergunto-lhe, erguendo minhas sobrancelhas em tom de ironia.

- Sha... - diz ela, com uma voz embargada.

Por um instante esqueço o fato dela está parada á minha porta exatamente ás 8:45 da manhã, e imagino o que pode ter acontecido com ela.

- Vem cá, entra. - a puxo e nos sentamos no sofá.

- Agora me conta, o que houve?

- Eu estava com saudades de você, só isso. Aí aproveitei para perguntar se você iria amanhã a escola, e matar a saudade também. - após isso ela da um sorriso de canto, (um pouco falso até).

- É sério? Se fosse só isso mesmo, você teria me dito por telefone, não? -Indago.

- Vamos passar a tarde juntas? Eu sei de uns filmes ótimos!

Eu sei que ela está escondendo algo, mas agora prefiro não insistir. Se ela não está se sentindo confortável para falar, irei respeitar o tempo dela.

- Tá bom! Não estava planejando nada de interessante para esse domingo mesmo.

Enquanto ela coloca algum filme para assistimos, vou até a cozinha e preparo uma pipoca para nós.

Para ser sincera, quando ela briga com os pais, sempre vem aqui e me da algumas desculpas. Eu finjo que acredito, porque ela precisa de um tempo para poder desabafar.

Passamos a tarde comendo e vendo diversos filmes, assim que anoiteceu Lin resolveu ir para casa.

- Obrigada, Sha! Você é uma amiga, sabia?. - ela sorri e me da um abraço apertado.

-

Até amanhã, mocinha. - despeço-me dela e fecho a porta.

Assim que nos despedimos, fui diretamente ao meu quarto. Como havia comido besteira o dia todo, resolvi não jantar hoje. Dou um beijo de boa noite na minha mãe e vou direto para a cama.

Passo algum tempo nas redes sociais e depois resolvo terminar de ler meu livro, "fallen". Eu realmente amo esse livro, e toda a história nos envolve de um jeito... Não gosto muito de falar isso, mas eu tenho uma queda pelos "vilões" das histórias. Por vezes, acho eles bem mais interessantes...

Assim que termino a leitura, olho para o relógio.

-Meu Deus! Já são 11:30? Preciso ir dormir. Me viro para o lado e guardo meu livro em cima da cômoda. Pego meu despertador e o colocar para tocar às 5:30 da manhã, o devolvo para a cômoda e apago a luz.

-Amanhã será um longo dia...

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