Capítulo 9 - Uma nova amizade
Já se passou duas semanas desde que Otto não entrou mais em contato comigo. Eu mandei um "Oi" mas parece que ele não está com internet, acredito que tenha mudado de chip ou algo assim. Enfim, eu não sentir muita falta dele, pois Oliver e eu, nos tornamos bem amigos essas últimas semanas. Bem, eu jamais pensei que teria tanto para conversar com alguém do sexo oposto que não fosse o "meu melhor amigo" .
Estou com um livro em minhas mãos prestes a começar minha leitura quando vejo uma notifição em meu celular. É Oliver!
- Oliver: E aí, tudo bem?
- Eu: Oiê, tudo sim.
- Oliver: Vamos tomar um sorvete, hoje? :)
- Eu: Acontece que estou sem dinheiro...
- Oliver: Sem problemas, é por minha conta.
- Eu: Então tá bom!
- Oliver: Passo aí em 10 minutos.
- Eu: Ok.
Eu me levanto e vou me arrumar. Ele parece realmente ser um cara legal. E o mais impressionante é que ele ainda gosta da Lin, mesmo com ela dizendo que não quer nada com ele. Estou pegando meu vestido florido quando recebo uma ligação.
- Eu: Alô?
- Lin: Oiii, vamos sair? Que tal um passei no parque?
- Eu: Então... Eu não posso.
- Lin: Ué, por que não?
- Eu: Eu marquei de sair com alguém.
- Lin: Sério??? Quem???
- Eu: Oliver...
- Lin: Eu sabia que vocês estavam tendo um lance!!! Eu sabia!!!
- Eu: Não temos nada! Somos apenas amigos.
- Lin: É... Mas eu shippo demais vocês dois... Ele parece combinar com você.
- Eu: Tchau, Lin.
Desligando o telefone, termino de me arrumar e vou para a frente da minha casa esperar o Oliver.
Depois de alguns minutos ele chega e vamos a sorveteria.
- Ei, lembra da minha ex? Aquela que te contei.
- Lembro sim, o que tem ela. Pergunto, curiosa.
- Ela me mandou mensagem, disse que queria me ver, mas eu não quero vê-la.
- Então não veja. - digo rindo.
- É, foi o que pensei. Mas posso falar uma coisa? - ele diz olhando para as árvores na frente da sorveteria.
- Diga.
- Eu até que gosto de conversar com você. Eu pensei que você era só mais uma garota esquisita, mas no final eu acabei percebendo que você é especial. Se importa com a dor dos outros. Só acho que é um pouco burra quando deixa os outros passarem por cima dos seus sentimentos.
- Como assim? - pergunto.
- Tipo... Você ser meio que um "capacho" da Lin. Quando ela precisa, você vai e ajuda. Mas quando você precisa, ela está precisando mais ainda... E aí quem vai ajudar ela?
- Mas eu preciso, é isso que amigas fazem.
- Então não parece que ela é tanto sua amiga assim... - ele fala isso e abaixa a cabeça, começando a tomar seu sorvete.
- Não quero que fale mal dela. - digo já ficando irritada. As vezes ele é direto até demais.
- Ok. Vamos falar de você então? Porque não se impõe mais? Você é inteligente, engraçada e bonita. Só falta se cuidar mais, se valorizar sabe?
- Não, não sei.
- Eu realmente gosto dessa sua arrogância senhorita Aisha. Gostaria que fosse assim com quem te trata mal também.
Desde que nos conhecemos, ele desabafou demais comigo. Conheci ele um pouco mais e até já fiz amizade com a ex dele. Considero ele um amigo próximo. Então ele pode falar isso, até porque eu acho que em parte ele está certo. Eu sou melhor que isso!
- Ô cabeça de bola, da para parar de conversinha afiada?
- Ok, bolinha de gude. Vamos falar sobre moda? Vou te levar ao shopping. Estamos precisando de roupas novas.
- Eu gosto delas...
- Mas podemos melhorar!
Assim que terminamos o sorvete, vamos ao shopping. Claro, ele vai pagar tudo, pois não chamei ninguém. Espero que esse doido saiba o que está fazendo.
Estando no shopping, eu experimento várias roupas, e em seguida vou mostrando a ele como ficou. Ele nega todas as peças que vesti até agora e fala que essa é a vez dele tentar. Falando com a atendente, ele manda que ela busque algumas roupas mais "contemporáneas" nas palavras dele. Depois de experimentar tantas roupas, acabo ficando exausta. Ele também comprou algumas roupas, mas eu acabei não levando nada, pois não gostei dessas roupas.
Ele me deixou na porta de casa, me deu um abraço e logo se foi. Ao entrar, observo minha mãe e meu pai sentamos no sofá. Nesse momento eu congelo. Não sei o que fazer e nem para onde ir. Que situação...
- Oi, filha. - diz minha mãe.
- Vocês estão juntos? - essa é a primeira frase que sai quando finalmente decido abrir minha boca.
- Vocês precisam conversar.
- Eu não tenho nada para falar com ele. - digo sem olhar para eles.
- Filha, por favor... - finalmente ouço sua voz, que sai quase como um susurro.
- Vai dizer o quê? Que sente saudades? Depois de 4 anos nem mandar se quer uma mensagem. Você me aparece assim, do nada.
Ele se levanta do sofá e minha mãe vai para a cozinha, nos deixando a sós.
- Eu sinto muito, filha. Sinto mesmo! Todos esses anos eu queria ter entrado em contato com você. Mas acreditava que você não fosse querer falar comigo, depois de... Bom, depois de tudo que aconteceu no passado.
- Você esqueceu da sua própria filha, e agora vem pedindo desculpas??? Acha que é fácil assim? Eu não tenho mais seis anos, pai.
- Eu sei ... Você já é uma mulher... Eu tenho que te contar uma coisa. Todos esses anos, eu me juntei e separei diversas vezes. Em uma dessas vezes, acabei tenho um filho com uma dessas mulheres. Mulher essa que é minha atual esposa, e quero oficializar isso. Mas para que isso ocorra, eu preciso que sua mãe assine alguns papéis.
Eu fico incrédula por um instante. Então quer dizer que ele não está aqui por mim e sim por esses benditos papeis?
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