Capítulo 2: O amanhecer

Bárbara Lis

Naquela manhã eu estava fazendo compras para a minha mãe. As pessoas pareciam bem, como se o ataque tivesse sido só um susto.

Dickson

Lá estava ela, usando um vestido cor verde, seus cabelos pretos cacheados com volume, olhos azuis claros e pele morena.

Eu estava com vestes simples, brancas, e já não era um lobo , mas era um humano, quando fui transformado me surpreendi, não me sinto 100% bem sendo aquilo que estava e está me caçando.

Mas se eu puder ficar seguro ,e se esse é o único jeito, eu precisava aceitar.

Ela para em uma loja com um cheiro que me deu fome.

Dickson:(Peculiar...)

Ela entrou e eu fui até a vitrine olhar. E quanta coisa que fazia minha barriga roncar. Eu ia entrar, mas um homem me impediu.

Bárbara Lis

Peço um bolo norueguês para viagem, eu iria leva-lo para as crianças da igreja. Eles foram roubados e eu achei que um doce poderia anima-los.

Quando pago, escuto um homem repreender outro, era o marido da dona da loja de confeitaria. Era um rapaz que aparentava ter 22 anos, tinha os cabelos castanhos claros , corte de cabelo estilo shaggy, pele clara , com algumas sardas abaixo dos olhos, vestes brancas , simples e descalço.

Aparentava estar confuso e assustado , e provavelmente com fome.

E quando o homem o ameaçou com uma arma, ele ficou tão apavorado como se não fosse a primeira vez. Ele implorou e fugiu, nunca vi alguém tão traumatizado como ele.

(...)

Deixando de lado o que aconteceu, eu continuei a caminhar, me afastando da multidão e indo até a igreja.

Bárbara :(Estou ansiosa para ver o rosto de felicidade delas!)- penso animada.

Sempre que posso ajudar alguém eu tento, e logo escuto o som dos sinos, as irmãs me receberam , infelizmente o padre não estava, ele estava celebrando a missa em outra cidade devido ao padre que adoeceu e está em recuperação.

I irmã: Obrigada, irmã. É uma benção recebe-la aqui, as crianças certamente irão gostar.

Bárbara: É pouco, mas espero que as anime.

II irmã: Gostaria de ve-las??

Bárbara: Sim, por favor.

Ela me acompanha e enquanto não chegavamos, fomos conversando.

Bárbara: E como está indo a recuperação daqui??

II irmã: Não tivemos muito avanço, mas somos gratas pelo o que temos, sabemos que essas pessoas passavam por necessidades, então não as culpamos por isso. Mas compreendemos. Existem tantas pessoas que passam fome , e embora não possamos alimentar todas, continuamos em oração e esperamos que essas ações toquem outras pessoas.

Assim me lembrei do rapaz da loja de confeitaria. O seu olhar assustado, traumatizado, horrorizado, eram tantas expressões de medo.

Escutamos passos de alguém vindo, corria até nós, era Beatriz, tinha cinco anos de idade, era uma criança ruiva, ela corria de braços abertos por me ver.

Não pude deixar de me alegrar e a pego no colo.

Beatriz: Você veio! - exclamou Beatriz animada.

Bárbara: Claro, eu prometi.

II irmã: Olha o que ela trouxe para vocês!

Beatriz: Bolo!- disse animada.

Bárbara: Será que vocês vão gostar??

Beatriz: Sim!- disse me abraçando novamente. - Principalmente o nosso novo amigo.

Estranhamente a irmã e eu nos olhamos.

II irmã: Um novo amigo??

Beatriz: Sim, ele é bem caladão.

Bárbara: É um pássaro??

II irmã: Por favor, que não seja um besouro. Semana passada, Eduardo pegou um e deu o que fazer para tirar dele.

Seguro minha risada, a irmã Amélia tinha pavor de besouros , ela é uma das irmãs que conseguiram pegar algumas crianças para morar aqui.

Beatriz: Não, não!- disse sorrindo ainda mais empolgada.

III irmã: Ah, irmã, aí está você!- disse outra irmã chegando atrás de nós. Nos viramos.- Salve Maria, minha querida Bárbara.

Bárbara : Salve Maria! Irmã, como está??

III irmã: Bem, desculpe interromper, mas preciso da irmã para buscar as doações.

II irmã: Ficara bem, Bárbara??

Bárbara: Sim.

II irmã: Muito bem.

Desço Beatriz e pego o bolo. Me despeço das irmãs e continuo a andar.

(...)

Chego na casa atrás da igreja, as crianças estavam em um estábulo de cavalos, eu deixei o bolo na geladeira e fui com Beatriz até eles.

Beatriz: O nosso novo amigo é tímido, por isso não conseguimos traze-lo para cá.

Bárbara: Gostaria de conhece-lo.

Escuto Violeta anunciar meu nome, e logo as crianças vieram até mim, eram sete crianças com Beatriz.

Eles animados me abraçaram.

Beatriz: Adivinhem , Bárbara trouxe...

Adam: Um filhote de cachorro!

Benjamin: Não, um filhote de gato!

Karla: Brinquedo!

Beatriz: Não, não! É de comer!

Bruce: Brigadeiro!

Aurora: Pudim!

Karla: Uma fonte de chocolate.

Aurora: Pizza!

Benjamin: Torta de pêssego! Não, de nozes! Ou-

Me divirto com essas crianças e não pude deixar de rir.

Bárbara: Não!- digo parando, sorrio.- Eu trouxe um bolo norueguês.

Animados ficaram.

Bárbara : Vamos comer??

Crianças: Sim!

Karla: Mas, e o nosso amigo??- perguntou a pequena Karla.

Bruce: Verdade, ele deve estar com muita fome.

Bárbara: O amigo de vocês, quem é??

Beatriz: Ele não diz, fica em silêncio, acho que ele é solitário.

Bárbara: É uma cobra...??

Bruce: Não, é uma pessoa.

Fico na defensiva, seria uma das pessoas que levaram a comida e se machucaram no meio da fuga??

Continua...

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