Rabbit Stupid!
Prólogo
Alice brincava alegremente no jardim de sua casa, suas pequenas mãos dedilhavam as pétalas das rosas brancas e, magicamente, elas se tornavam vermelhas vibrantes.
"Alice..." - Alguém chamou atrás de algum arbusto. Era uma voz áspera e cortante. A pequena Alice não se assustou, sua inocência de criança lhe protegia da maldade do mundo.
"Olá..?" - sua voz melódica soou pelo jardim, ela se aproximou do arbusto e afastou os ramos com suas mãozinhas.
De dentro do arbusto saiu um coelho estranho, ele era negro e tinha marcantes olhos vermelhos. Ele pulou sobre Alice, que se desequilibrou e caiu no chão.
O coelho agarrou seus pequenos pés e lhe puxou em direção a floresta nebulosa.
"Mamãe!" - Alice gritava assustada, mas ninguém lhe ouvia.
"Venha, pequena Alice. Você precisa voltar!" - O coelho negro dizia com a voz rouca e cortante, suas unhas arranhavam a pele da pequena.
"Me solta!"
"Você não tem escolha, orfãzinha. O país das Maravilhas lhe espera" - O coelho gargalhou e levantou suas patas afiadas na direção do rosto de Alice, a pequena sentiu o corte em sua bochecha fazendo-a gritar.
"Alice, acorda! Alice, você está bem?"
Alice abriu seus olhos e sentou-se na cama, sua cabeça estava pesada e o corpo dolorido.
"Vovó.." - disse meio atordoada. "Que horas são?"
"Três horas da madrugada, filha. Teve o pesadelo novamente?" - Faith lhe acariciou o rosto. Alice afirmou com a cabeça. Durante todos os anos de sua vida aquele mesmo pesadelo lhe perseguia. E ela tinha certeza de que aquilo realmente aconteceu quando a mesma era uma criança. Aquele maldito coelho era real, e a atormentava dia após dia querendo fazê-la perder a sanidade.
"Está tudo bem agora, vovó. Volte a dormir." - Alice lhe assegurou dando um sorriso acolhedor, sua avó assentiu meio contrariada, mas voltou para seu quarto.
Alice se levantou e andou até a bacia de água, molhou seu rosto e suspirou cansada.
Prestes a voltar para a cama ouviu um ronronar perto da janela.
Ela andou até lá e abriu a janela suficientemente para seu gatinho entrar. Ela o pegou e voltou para a cama.
" Só mais um dia e eu completo dezessete anos. Não é demais, Cheshire? "
O gato se aninhou em seus braços e ronronou, Alice aceitou como uma resposta.
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